Sobre Linux: Parte II (Diferenças)


obs.: Se você não leu a Parte I, recomendo que clique neste link e leia.

obs².: Já tem algum tempo que não posto no blog, e esse post está há muito tempo como rascunho para terminar, e enfim criei vergonha na cara para terminá-lo. Não há desculpas esfarrapadas para a falta de posts, apenas que este blog é um pequeno hobby meu, e às vezes não sinto vontade de postar nada. ;) Mas tenho notado que as visualizações diárias do blog estão crescendo consideravelmente, portanto eu quero postar frequentemente aqui e satisfazer os leitores :)

gnu-linux

No último Post “Sobre Linux” eu esqueci de responder sobre as diferenças entre as distribuições GNU/Linux e os outros sistemas operacionais. Pois bem, vamos a elas.

O GNU/Linux é de Código Aberto

Na Parte I eu também expliquei o que é código aberto e as diferenças entre ele e código fechado, recomendo que leiam.

Mas, sim, a esmagadora maioria das distribuições GNU/Linux são de código aberto. Eu não conheço uma que não seja. Acho que mesmo as distribuições pagas são de código aberto. Como isso é possível? Não tenho certeza, mas acho que distribuições como a Red Hat Enterprise Linux também vendem o código da distribuição para certas empresas.

Bom, mas a maioria das distribuições, fora essas especiais, são 100% gratuitas, como é o caso de Debian, Fedora, Linux MInt, Ubuntu, Arch Linux, Slackware, OpenSUSE, CentOS, dentre muitas outras.

Mas como é possível que elas sejam gratuitas?

Outra coisa que eu linkei na última parte, mas eu decidi explicar melhor desta vez.

Bom, acontece que o GNU/Linux foi licenciado através da GNU GPL (GNU General Public License) ou Licença Geral ao Público do GNU (em tradução livre), e essa licença possui 4 liberdades:

0 - A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito

1 – A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

2 - A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo

3 - A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

(Notem que as liberdades são enumeradas a partir da número zero. O motivo disso? Eu não sei, mas acredito que seja pela natureza nerd dos escritores dessas liberdades)

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Símbolo do Projeto GNU

Tá, mas o que são licenças?

Ah! Excelente pergunta!

Bom, para explicar o que é licença, vamos fazer mais uma analogia.

Suponhamos por um momento que você seja um artista renomado, um grande pintor! E, então, um dia, você simplesmente resolve pintar um quadro por pura inspiração, e acaba pintando isso daqui:

monalisaErmm… Sim, você resolveu pintar a Mona Lisa…. Bem, vamos supor que esse quadro nunca tinha sido pintado antes. Você é o verdadeiro criador de um dos quadros mais famosos do mundo. Ora, então você se torna um dos artistas mais famosos do mundo, e este, um dos quadros mais caros da história. Você fez muito dinheiro com isso!

Agora, vamos supor que alguém simplesmente decida pintar um quadro quase igual ao seu, com leves modificações:

l-h-o-o-q-mona-lisa-with-moustache-1919E então esta pessoa passa a ganhar mais dinheiro que você, simplesmente porque pintou a Mona Lisa com um bigode. O que é que você pode fazer em relação a isso? O quadro originalmente é seu, você possui seus direitos!

Obviamente, o que alguém faria neste caso era processar o criador de um quadro desse tipo por usurpar e deturpar sua ideia. E tudo isso tem como base seus direitos.

As licenças são criadas justamente para defender os direitos do autor, sendo a mais famosa delas a licença conhecida como Copyright,cujo símbolo é conhecido no mundo todo: ©. Esta licença específica proíbe qualquer cópia ou reprodução ou derivação não autorizada de qualquer obra/trabalho/projeto registrado. E pelo mesmo caminho se guia o registro de patentes, que protegem contra a cópia/reprodução de um invento original.

Entretanto, como eu já disse, o Copyright não é o único meio de preservar um trabalho e garantir os direitos do autor. Essa licença é bastante restritiva, e existem outras que são bem mais liberais.

Eu já citei a GPL, que permite derivações e cópias do trabalho. Mas, no entanto, a GPL possui uma limitação: toda derivação ou cópia de um trabalho deve ser disponibilizada em código aberto.Se você disponibiliza algo que todo mundo possa ver, editar, criar em cima, e reproduzir livremente, não há nenhum sentido em cobrar por isso, não é? Por isso Linux é gratuito.

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Agora, outra licença parecida com a GPL é a licença Creative Commons, na qual o autor escolhe o que poderá ser feito e o que não poderá ser feito com sua obra, se pode ser copiada ou não, se pode ser usada com finalidade financeira, etc. Também há a licença Copyleft,que garante que um conteúdo ou obra possa ser copiado, derivado, vendido livremente.

Enfim, existem milhares de licenças por aí, e não consigo citar todas aqui, basta fazer uma boa pesquisa.

GNU/Linux não tem vírus

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Sim, é uma meia-verdade. A frase correta é: GNU/Linux não tem tantos vírus quanto o Windows ou Mac OS X. Muitos ainda debatem sobre isso, e dizem que GNU/Linux não tem tantos vírus porque não é amplamente utilizado, mas pode-se atribuir ao fato de não ter tantos vírus por conta de seu sistema inteligente de permissões e segurança do usuário.

Tá, mas aí você fala: “Mesmo assim, ainda não se pode afirmar isso porque o GNU/Linux não é tão utilizado!”

Não necessariamente… Sabe quais empresas no mundo utilizam o sistema pra manter seus servidores?

Saca só:

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Aviso: tem um pinguim nessa imagem, consegue identificá-lo?

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E eu tenho certeza que você acessa esses dois sites praticamente todo o dia… Eles são os sites com o maior volume de visitas do mundo… Imagina pra manter tudo rodando num servidor com Windows? E se der tela azul? Bom, fica difícil…

Afinal, se a Google usa Linux… Isso aqui também usa:

youtube-logoE eu tenho certeza que você acessa esse também!

Seu PlayStation 3? Ele roda um sistema chamado CellOS que é derivado do FreeBSD…. Não é Linux, mas o FreeBSD também é gratuito e de código aberto. (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PlayStation_3_system_software)

Quer mais? Leia esse artigo (em inglês) da Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Linux_adopters

Ah, se você também quer saber, os maiores supercomputadores da atualidade também rodam Linux:  http://tecnoblog.net/26177/91-dos-maiores-supercomputadores-do-mundo-rodam-linux/

Mas, por que esses sites usam o pinguim então?

Bom, acontece que o GNU/Linux, por ser de código aberto, pode ter suas falhas de segurança consertadas rapidamente por qualquer programador no mundo. Isso dá mais flexibilidade. Além disso, o sistema, com o nível de segurança que é referência no mundo todo, aguenta qualquer parada, pois possui um Firewall potente, e, mesmo que alguém tente infectar a máquina com vírus ou qualquer coisa do tipo, o GNU/Linux sabe lidar com a situação, coisa que não acontece com um certo sistema da Microsoft, o sistema mais pirateado e com mais falhas de segurança no mundo todo. O que também dificulta para o vírus, é que, por ser de código aberto, o Linux permite diversas derivações de seu sistema principal, gerando as distribuições, que são, em sua essência, diferentes, comportando-se de maneira diferente em variadas marcas.

Entretanto, isso não quer dizer que o GNU/Linux seja imune a vírus. Um sistema operacional que possui base Linux desenvolvido para celular, conhecido como Android (que inclusive é o sistema operacional de celular mais usado no mundo), desenvolvido pela Google, também possui suas falhas de segurança e uma grande quantidade de vírus. Isso é devido ao uso em larga escala do sistema, e de que também o Android é uma distro única. Não se preocupe, os vírus do Android não afetam o Linux desktop por serem de plataformas diferentes, e também porque existem diversas distros Linux. Isso significa que um vírus que funciona em uma distro pode não funcionar em outra, pois, mesmo compartilhando o mesmo kernel, as distros possuem códigos diferentes.

Bom, pra PC tem muito pouco, então aproveitem agora!

É mais fácil instalar programas

De certa forma, isso é uma verdade. Enquanto no Windows você tem que ir no site, baixar um programa, executá-lo, passar por todo um processo de instalação, no Linux a maioria dos programas dos quais você necessita estão nos repositórios da distribuição e, com isso, o sistema baixa e instala automaticamente os programas que você escolher.

Também há o outro método, que você baixa arquivos .deb ou .rpm e, com apenas um clique, o programa se instala em seu computador, sem muito esforço.

Tá, mas o que são repositórios?

20110805125254Os repositórios são listas de programas filtrados pelos criadores das distribuições (diferentes versões) Linux, onde só entram os programas mais relevantes ou mais estáveis. A distribuição Debian é uma referência nesse tipo de coisa, uma vez que ela possui um repositório de mais de 200.000 programas, todos extremamente estáveis!

Agora, uma outra verdade deve ser dita: nem todos os programas disponíveis possuem instaladores em .deb ou .rpm, ou estão em repositórios. Esses programas são mais hardcores e estão comprimidos em um arquivo .tar.gz, no qual o usuário deve digitar uma série de comandos para compilá-lo sozinho, instalando todas as dependências, sem a ajuda automática do sistema.

Claro, é um sistema mais conservador de certas distribuições GNU/Linux (Slackware e Gentoo para ser mais exato), e também é destinada aos experts. Mas não se preocupem, não é sempre que vocês se depararão com algo assim…

Linux é extremamente personalizável

kde4dot3Certo, eu sei que você provavelmente não vai querer fugir do estilo de desktop mostrado acima, já que é um visual muito familiar ao que você deve estar acostumado.

windows7Mas, você não pode negar também que algumas variadas no visual do sistema podem torná-lo ainda mais agradável e confortável, dando a sensação de que você tem controle total sobre o sistema. E de fato você tem. O Linux é extremamente personalizável, pois é de código aberto, portanto tem sempre alguém criando algo novo para o sistema, seja uma interface gráfica, seja uma funcionalidade nova, um programa novo… Enfim, há sempre algo diferente para o seu sistema, e você pode alterá-lo da maneira que quiser. Claro, algumas dessas alterações requerem um certo conhecimento do sistema e de códigos, mas algumas alterações são tão simples quanto clicar em um botão.

Talvez você ache interessante deixar seu desktop assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34Ou assim:

cinnamon-gnome-shell-forkOu assim:

Openbox-[2]Dentre tantas outras opções… Você é quem manda!

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Citei aqui as diferenças mais marcantes que podem causar um gigantesco impacto para os newbies. Mas se quiser você pode ir lá no site whylinuxisbetter.net e conferir outras tantas diferenças do Linux para os outros SOs.

Em breve a Parte III

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE? (II)


Como vocês podem ver pelo título, eu já fiz um post sobre isso antes, que você pode acessar clicando aqui, e essa é a segunda versão desse post, e eu resolvi torná-la mais explicativas para os usuários que não se contentaram com a resposta simplista que eu dei naquele post. Se você quer saber mais detalhes sobre o assunto, esse será o post perfeito pra você.

Aliás, esse post continua sendo até hoje e de longe um dos mais visitados do blog, com mais de 20 mil visualizações. Por isso resolvi fazer uma segunda versão, mais explicativa e mais profunda do que esse primeiro post.

Então, como já foi dito, KDE/GNOME/XFCE/LXDE são Interfaces Gráficas dos sistemas operacionais livres (podem ser Linux, BSDs, ou qualquer outro sistema operacional de código aberto (não sabe o que é código aberto? Também já expliquei isso no blog! Veja aqui e aqui).

Que diferença faz uma interface gráfica em um sistema operacional?

Essa pergunta possui uma simples resposta: TODA. A Interface Gráfica controla o modo como você interage com o sistema. Vou te dar um exemplo:

Qual deles você prefere?

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Opção 1

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Opção 2

Por um momento esqueça que existe uma distribuição por trás da Opção 2. Apenas pense no que é que você preferiria usar. Se você for um programador e um adepto da velha programação na unha, provavelmente preferiria a primeira opção. Mas se você é um usuário normal, sem conhecimentos específicos da máquina, você escolheria a Opção 2 quase sem pensar.

A Opção 1 apresenta grandes desvantagens para usuários normais. Primeiro que é necessário conhecer a linguagem do computador que está sendo utilizada ali para poder se comunicar com a máquina e conseguir realizar qualquer trabalho. Segundo que não é uma interface muito amigável nem multitarefa justamente por causa do primeiro motivo.

Vivemos na era das Imagens, e tudo aquilo que vemos precisa ser agradável aos olhos. Creio que para a maioria das pessoas, a Opção 2 seria a mais agradável aos olhos e a mais amigável em quaisquer termos.

A Opção 2 apresenta uma Interface Gráfica. A Opção 1 não.

Basicamente, hoje em dia todos os sistemas operacionais possuem interfaces gráficas. Introduzirei algumas delas para vocês:

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Essa é a nova interface do Windows 8, batizada pela Microsoft de Metro em suas versões iniciais. Hoje em dia é simplesmente chamada de Windows 8.

windows7O Windows 7 apresenta uma versão modificada da interface anteriormente apresentada pela Microsoft. Geralmente essa interface é chamada de Aero, assim como os efeitos de janelas.

Stick_With_Windows_XP_DesktopO Windows XP introduziu uma nova era de interfaces gráficas, com uma interface revolucionária conhecida internamente como Luna.

macosO Mac OS foi o primeiro sistema operacional comercial a ser apresentado com uma interface gráfica, ideia esta que havia sido comprada da empresa Xerox nos anos 80. Desde então a Apple tem criado interfaces deslumbrantes, com designs inovadores, como nas novas versões do Mac OS X, que apresenta a interface gráfica chamada Aqua.

Vejam então que no mundo dos sistemas operacionais fechados você está limitado àquilo que o sistema lhe dá por padrão. No Windows depende apenas da versão. No Windows 8 você pode ter Aero e Metro apenas; no Windows 7 apenas Aero; no Windows XP apenas a Luna. No Mac OS X você está limitado ao Aqua e suas funcionalidades.

E no Linux?

Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?

Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.

E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do pinguim.

Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.

E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas… existem muito mais do que isso…

Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.

Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE

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KDE 4.12 no sistema OpenSUSE 13.1

O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.

O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.

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Alguns exemplos de Widgets no KDE 4.3 no Fedora

O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets… Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais…

Esse vídeo mostra um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no Mac OS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.

Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br

Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME

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GNOME 3.10

O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.

As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat, CentOS, entre outras:

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GNOME 2.24 no Ubuntu 8.10, de 2008

Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.

O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity

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Unity no Ubuntu 12.04

Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).

A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.

Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinammon

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Cinammon no Linux Mint

A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.

Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinammon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.

Os esforços valeram a pena e hoje o Cinammon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

XFCE

xfceO XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.

Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.

Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.

Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE

desktop_full.previewO LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.

Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox

Openbox-[2]O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

 

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.

Fica a dica,

Abraço!

Consertando Internet no OpenSUSE 13.1


openSUSEDepois de instalar o Fedora, eu resolvi experimentar outra distribuição que também gosto muito: OpenSUSE, mas tive muitas surpresas em minhas tentativas com a versão 13.1.

Resolvi instalar a versão do DVD, que pode ser encontrada aqui: http://software.opensuse.org/131/en mas vou dizer que eu nunca tive tantos problemas em uma instalação como essa. Sem falar que a instalação demorou mais do que o usual em uma distribuição Linux. Ele tentava detectar no disco partições Linux, e parava nos 60% antes mesmo de começar a instalação e particionar o disco. Demorou muito para que eu pudesse prosseguir. Quando terminei de configurar e cliquei para instalar, outra decepção: O sistema empacou nos 96%, e de lá não saía. A versão para DVD não tem LiveDVD, ou seja, o que estava rodando era apenas o instalador, e eu não podia testar o sistema. Depois de esperar horas nos 96%, eu decidi reiniciar o computador. O sistema estava lá instalado, mas não tinha criado usuários, o que tornou impossível a utilização do sistema…

Só que eu não desisto: resolvi então baixar a versão 13.1 Live CD com GNOME e instalar por lá, porque talvez assim ele instalasse corretamente, e talvez eu tivesse algo pra fazer no sistema enquanto ele instalava, e talvez depois eu utilizasse o DVD como repositório para instalar alguns programas. Foi isso que fiz. A instalação foi bem mais rápida e fluida, no LiveCD eu pude acessar a internet Wireless e etc.

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OpenSUSE Live CD com GNOME 3

Mas assim que loguei no sistema depois de instalado uma surpresa: a Internet não funcionava. Sabe-se lá por quê! O ícone de conexão não aparecia. Eu ia nas configurações do GNOME e ele dizia que o aplicativo de Rede não funcionava com o sistema instalado…

Eu tive de recorrer ao YaST, o programa que diferencia o OpenSUSE de todas as outras distros Linux, cujo trabalho é justamente administrar todo o sistema de forma completa. Eu tentei mexer nas configurações do YaST para a rede e me frustrei muito, porque não obtive sucesso. Eu não entendi muito bem porque o OpenSUSE não reconhecia minha rede, se o Linux Mint, o Fedora, o Ubuntu, e todas as outras distros e até mesmo versões antigas do OpenSUSE reconheciam.

Instalei o KDE e alguns programas de configurações do OpenSUSE através do DVD, usando-o como repositório. Os arquivos de ajuda do OpenSUSE não estavam disponíveis off-line.

Baixei um novo LiveCD, com KDE desta vez, pois pensava que o problema poderia estar no Network Manager do GNOME. Então me ocorreu uma ideia enquanto estava no LiveCD: checar as configurações padrões do sistema, pois ali a internet funcionava normalmente. E foi aí que consegui chegar na solução…

Por algum motivo, quando o OpenSUSE instalou, todas as configurações de todos os programas se concentraram no YaST, até mesmo a Internet. Com isso, os networks managers não podiam funcionar corretamente, pois não estavam configurados para executar essa função. A solução era muuuuito simples. Abrir o YaST e clicar em Network Manager (Configurações da rede):

confrede

Na janela que se abre, vá em Opções globais e marque essa opção:

confrede1Clique em OK, e pronto. Agora ative o Network Manager:

confrede2Depois de todo esse trabalho, eu finalmente consegui usar a internet no OpenSUSE!

Espero que ajude quem tiver o mesmo problema!

Finalmente testando o GNOME-Shell


Eu primeiro gostaria de pedir desculpas aos leitores que acessam o blog pela demora na postagem, mas desde dezembro eu não tenho podido me dedicar a quase nenhum projeto por conta de uma grande oportunidade que me apareceu, e eu tive que me dedicar a ela… Mas enfim, vamos ao post!

Não sabe o que é GNOME-Shell, KDE, XFCE, LXDE? Clique aqui!

gnome-logoPor muitos anos eu tenho publicado todos os meus pensamentos nesse blog sobre as mais variadas distribuições, tenho testado interfaces gráficas diferentes. Já ataquei a Unity e passei então a gostar dela, já ataquei o KDE e então me acostumei; e inclusive ataquei o GNOME-Shell, mais conhecido como GNOME 3… mas será que dessa vez eu vou gostar disso?

Bom, pra começar eu “nasci” no Linux usando o GNOME. Minha primeira distro foi Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, que usava GNOME 2, e eu me apaixonei pela distribuição e pelo visual novo que trazia, já que era muito diferente do Windows que eu estava acostumado. Atualizei para a 9.04 Jaunty Jackalope, e fui gostando cada vez mais do Ubuntu. Até que o GNOME resolveu mudar de vez.

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Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Os novos conceitos do GNOME 3 chegaram por volta do Ubuntu 10.04, e eu olhava para aquilo com muita desconfiança. O design na época não era tão moderno, e isso me deixava com receio da nova interface. O Ubuntu então lançou a Unity como interface padrão no Ubuntu 11.10, e muitas distros que eu gostava, como Fedora, OpenSUSE e Debian passaram a adotar o GNOME 3 em suas versões padrões. O Linux Mint se recusou a usar o GNOME 3, e desenvolveu uma interface derivada do GNOME 3 conhecida como Cinammon.

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Cinammon do Linux Mint

Naquela época o KDE tinha acabado de ir para a versão 4, e as versões iniciais (4.0, 4.1, 4.2) tinham problemas com a minha máquina, sem falar que eram muuuuuito instáveis. Eu decidi então testar o GNOME 3, pra ver se eu gostava. Mas ele ainda estava em versões iniciais, e teve problemas como o KDE. Eu até cheguei a baixar um CD do Fedora com GNOME 3, e também não funcionou. A Unity então tinha se tornado a única opção, pois o Cinammon do Linux Mint também era muito instável e, apesar de funcionar no meu computador, tinha muitos bugs e não me trazia a sensação do GNOME 2 com o qual eu havia me acostumado.

Acabei me acostumando com a Unity, tentei versões do KDE que funcionavam direito no meu PC, acabei gostando, pois estavam beeeeeeem mais estáveis e com muito menos bugs. E o GNOME 3 sempre foi preterido, pois eu ainda não tinha conseguido executar ele com sucesso. Um dos meus primeiros testes com sucesso aconteceu em uma máquina virtual, e o GNOME 3 ainda era bem ruinzinho, sem falar que ficava bastante lento rodando naquela máquina.

Então eu decidi baixar uma versão Linux que eu estava devendo revisar de novo, e baixei a versão com GNOME 3 para ver se estava funcionando desta vez na minha máquina. Afinal, já se passaram alguns anos, não é possível que ele não funcione agora! Então eu baixei o Fedora 20 “Heisenbug” com GNOME 3 para testar! Eis aqui:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34A interface é bem limpa, sem nada na tela, sem muitas informações, apenas as informações necessárias compactadas. Quando levo o cursor no canto esquerdo superior da tela, perto de “Atividades” (não é necessário clicar) a interface se torna assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:50:53Outro fato que merece destaque é que as janelas também estão com menos informações: não há botôes de Maximizar, Minimizar, apenas o botão de fechar a janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:54:25Ainda assim é possível maximizar a janela movendo-a para cima completamente. Eu só não entendi muito bem a função daquele ícone que indica o programa, ao lado de atividades. Ele só indica a opção de sair, e não me parece muito útil, já que eu posso apertar o X para fechar a janela, e algumas vezes tem algumas opções para agilizar o processo, mas sei lá.

Em quesito de multitarefas, eu não tenho certeza como o GNOME 3 se sai, mas me parece que ele se comporta bem com múltiplas janelas, já que são necessários poucos cliques para ir trabalhando com uma janela e com outra, apesar de que deve ser entediante ter que ir em Atividades o tempo todo para escolher uma janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:59:11Eu também achei interessante o modo como compactaram as opções:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:49E como estão as configurações:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:59Mas no mais achei que a interface está bem rápida e estável e tanto ela quanto o sistema estão bem robustos. O único problema que tive foi no início, quando a tela de início do Fedora ficou um pouco escangalhada e eu tinha achado que o GNOME 3 ia me deixar na mão, mas o sistema logou certinho. Então acho que vou dar uma chance para o Fedora e para o GNOME 3, passar alguns dias utilizando-os para ver o que eu acho mesmo sobre o sistema e interface, e tentar me livrar do preconceito que tinha contra o novo GNOME 3. Fiquei bastante surpreso com o que descobri, e acho que dessa vez eu posso me render a mais uma interface.

É isso! Espero que tenham gostado. Comentem suas opiniões sobre interfaces gráficas e sobre o GNOME 3. Qual sua interface favorita? Por que a escolheu?

Até mais!

Linux em companhias ultrafamosas


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Algumas pessoas continuam relutantes em utilizar Linux e não veem por que utilizar o sistema livre e gratuito iniciado por um finlandês. Eles dizem que o Linux nem é tão utilizado assim, que a maioria das pessoas não usa, e que não sabe pra que utilizaria isso e blá blá blá….

Que a verdade seja dita: qualquer pessoa hoje em dia que queira trabalhar em grandes empresas multinacionais no ramo de tecnologia (ou qualquer outra coisa) deve saber lidar com o sistema do pinguim, amando-o ou odiando-o.

E, indiretamente, você já teve contato com muitos trabalhos que envolveram o sistema do pinguim em sua produção. O destaque desses trabalhos envolve filmes muuuuuito famosos, e já já vamos falar deles. Ou seja, Hollywood adora um pinguim! (E não é o Happy Feet ¬¬’)

Eu já citei, por exemplo, que a Google roda Linux em seus servidores e até mesmo nos computadores de seus funcionários (tá vendo aí a importância? Quer trabalhar na Google, use Linux), e até mesmo o Sistema Operacional para celulares da empresa o tão famoso e largamente utilizado em qualquer smartphone hoje em dia Android é baseado no sistema do pinguim.

Outro site que também citei que roda o pinguim em seus servidores é a Wikipédia, site este que está nos top 5 dos mais visitados do mundo.

Além disso, em filmes como A Rede Social, que retrata a vida de Mark Zuckerberg, criador do tão famoso site FACEBOOK, é possível notar que um sistema operacional com KDE (provavelmente Linux) foi utilizado para criar a rede social.

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Cena do filme “A Rede Social”

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Outra cena do filme

Se Mark utilizou mesmo o sistema e ainda o utiliza nos servidores do Facebook, é a algo a ser discutido, mas eu duvido muito que eles tenham posto o Linux ali por acaso, afinal ele era um estudande de Ciência da Computação em Harvard, então acho que é muito provável que ele utilizasse um sistema livre como o Linux.

Agora algumas empresas ultrafamosas no mundo que utilizam o sistema do pinguim para criar mega produções:

Pixar

PixarOh, sim! A desenvolvedora do primeiro longa-metragem de animação em 3D do mundo (que pra quem não sabe foi Toy Story) usa Linux desde sempre! Não só podemos falar, mas também mostrar com provas:

Menv_screenshot_2red-hat-pixarAs imagens em questão são do vídeo Meet the Experts: Pixar Animation Studios, The OpenSubdiv Project (Em Inglês)  publicado pelo canal oficial da Autodesk.

Inclusive há uma história engraçada sobre como o filme Toy Story 2 quase foi completamente perdido devido a um erro de backup e a alguém digitando comandos errados no servidor: http://www.youtube.com/watch?v=8dhp_20j0Ys (também em inglês)

 

Weta Digital

wetaPelo nome você não deve conhecer. Mas e se eu te disser que essa empresa é responsável pelas maiores revoluções na arte da computação gráfica, vencedora de 57 prêmios de diversas academias que envolvem a categoria. Quer algumas produções da empresa?

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  1. A Trilogia O Senhor dos Anéis, vencedora de 17 Oscars, sendo que os três filmes que compõem receberam prêmios de Melhores Efeitos Visuais;
  2. Mais recentemente a trilogia O Hobbit;
  3. Os Vingadores, um dos maiores filmes de 2012, que arrecadou mais de $ 1,5 bilhão e quebrou vários recordes na indústria cinematográfica;
  4. O recém-lançado Homem De Aço, novo filme do Superman;
  5. O também recém-lançado Homem de Ferro 3, o qual também foi um sucesso be bilheteria, arrecadando mais de $ 1,2 bilhões;
  6. E, não poderia me esquecer dele: Avatar , filme que representou uma revolução no quesito gráfico, e recebeu prêmios por Melhores Efeitos Visuais, além de arrecadar mais de $ 2 bilhões nos cinemas…

Uma lista completa dos filmes produzidos pela Weta Digital: http://www.wetafx.co.nz/features

E também, segundo o anúncio de Trabalhos no site da Weta, aqueles que desejam trabalhar na empresa devem ter algum conhecimento de Linux (http://www.wetafx.co.nz/jobs).

A Pixar e a Weta utilizam o sistema do pinguim por causa de uma coisa que os outros softwares proprietários não permitem: A liberdade.

Uma vez listei esta como uma das vantagens de se utilizar Linux em um post e recebi um comentário assim: “Liberdade? Pra quê? Se o que a grande maioria precisa só de acessar o Facebook. Me desculpa mas essa papo seu não convence.”

Não se trata apenas de liberdade em mudar o tema de seu sistema, não se trata de apenas deixá-lo mais bonito, mas ter a liberdade de conhecê-lo, de personalizá-lo até no modo como funciona, no seu código fonte, e é isso que as empresas buscam. Por quê?

Bem, leve em consideração o seguinte: para se renderizar uma pequena animação 3D leva um tempão, e é necessário máquinas poderosas para fazê-lo no menor tempo possível. Agora imagine ter que renderizar um filme inteiro como Avatar, ou Senhor dos Anéis, ou Toy Story, ou Os Incríveis, com o nível de detalhamento de cada um desses filmes! São necessárias milhares de máquinas que devem operar dia e noite sem travamentos, sem desligar, e muitas delas são tão potentes que Sistemas Operacionais comuns podem não funcionar corretamente, aproveitando o máximo delas.

E é aí que entra a Liberdade do Linux.

Com o Linux, as empresas podem editar os códigos fontes e personalizar o sistema ao máximo para cada máquina, tendo maior segurança de que o sistema não irá travar e funcionará com o máximo de performance possível.

E também é por isso que mais de 90% dos Top 500 Supercomputadores no Mundo rodam Linux.

Por isso, se você tem uma grande ambição na vida de trabalhar em multinacionais, comece já a lidar com o pinguim, porque ele vai ser determinante na sua vida profissional!

Extras:

WETA DIGITAL sobre Linux (Em Inglês): http://www.linuxjournal.com/magazine/emphasisthe-day-earth-stood-stillemphasis

Linux em Hollywood (Em Inglês): http://www.creativeplanetnetwork.com/dcp/news/linux-hollywood/44656

E também: http://www.linuxmovies.org/

SteamOS: O Ataque ao Windows


steam-os-valve-sistema-operacional-gamesEu estive bastante desatualizado, e esqueci de postar sobre isso: A VALVE anunciou no dia 23 de Setembro o novo SteamOS, um sistema operacional que ainda está em desenvolvimento, mas que em breve deve chegar para download, e o melhor de tudo: o sistema é 100% baseado em Linux.

A intenção da VALVE é fazê-lo o sistema operacional padrão das Steam Machines, o novo console da VALVE, com foco para as TVs. Claro, como o SteamOS é um sistema baseado em Linux, ele também será 100% gratuito, e, acredito eu, que seja também em código aberto, para que os desenvolvedores de jogos possam fazer adaptações.

Meu amigo, quando uma empresa como a VALVE faz algo assim, e encoraja os desenvolvedores a desenvolverem para sua plataforma (tenham em mente que a Steam possui cerca de 3 mil jogos à venda), isso só pode resultar num verdadeiro boom para a plataforma.

Eles até mostraram o novo controle da plataforma Steam Machine:

5476947962717597Segundo eles, o novo controle poderá ser totalmente customizado pelos usuários, que poderão também criar suas próprias versões do novo controle.

O console e o OS deve chegar em algum período de 2014.

Bem, jovens… O Windows 8 não está muito popular entre as desenvolvedoras… O Linux apenas está começando no mercado de games… E uma empresa do porte da VALVE decide apostar na plataforma do Pinguim dessa maneira… tirem suas próprias conclusões…

Ah, antes de terminar, passem nos sites da Valve que falam sobre isso:

Steam Machines: http://store.steampowered.com/livingroom/SteamMachines/

SteamOS: http://store.steampowered.com/livingroom/SteamOS/

DotA, Heroes of Newerth e LoL no Linux


dota_lol_honJá faz um tempo que não posto aqui. Eu peço desculpas a todos, e espero poder postar todo fim de semana no blog, já que tem sido bastante difícil para postar nos dias de semana… Então apareçam todo fim de semana que vai ter post novo! Eu ainda vou continuar o guia de instalação do Ubuntu… com o Ubuntu 13.10 chegando, eu também vou ajudar a instalá-lo!

Bom, depois de um tempo sem postar, agora eu volto pra falar de um gênero de jogo que tem se espalhado pelo mundo, ganhado fãs, e pessoas têm feito dele um e-Sport, ou seja, existem jogadores profissionais que se enfrentam em campeonatos e ganham uma grana monstruosa apenas por jogar esses jogos! Esse gênero de jogo ficou reconhecido como MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) ou Action RTS (Action Real-Time Strategy), sendo que todos seguem um mesmo padrão. O que provavelmente estourou esse gênero foi um jogo muito conhecido, muito jogado aqui no Brasil, e que necessita de poucas introduções, mas vou dá-las do mesmo jeito.

DotA – A Origem dos MOBAs

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Sim! Ele. DotA. Foi basicamente do DotA que nasceu o gênero MOBA (o DotA não foi o primeiro. Um mapa conhecido como Aeon of Strife, modificação de Starcraft, inspirou a criação do DotA).

Bom, o jogo na verdade nasceu como uma modificação de outro jogo de bastante sucesso, que era um jogo de estratégia: Warcraft III! Para jogar DotA, era necessário ter o Warcraft III.

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Warcraft III: Frozen Throne

O nome DotA vem de: Defense of the Ancients, ou Defense of the Ancients: Allstars, e foi criado por Eul, como um simples mod de Warcraft III, baseando-se no mapa Aeon of Strife, um mapa modificado de Starcraft criado por um usuário desconhecido.

Logo o mod começou a tomar forma nas mãos de Steve “Guinsoo” Feak, que passou o bastão mais tarde para IceFrog. Foi IceFrog que tornou o jogo mais balanceado e, segundo a comunidade DOTA, Icefrog é o verdadeiro administrador do DotA, responsável por um incrível boom do jogo durante sua administração. O mod, durante sua existência, recebeu diversas contribuições de voluntários que dedicavam muito tempo para atualizações do jogo. O incrível trabalho feito em um mod de Warcraft III é reconhecido até hoje, e muitas vezes DotA parecia até mesmo um jogo completo…

Em 2009, IceFrog foi contratado pela VALVE (Criadora da Steam, Counter Strike, Portal, Left 4 Dead, Half Life), para liderar o desenvolvimento de um novo Dota. O jogo só foi anunciado em 2010, e em 2012, antes mesmo de seu lançamento, a VALVE organizou um campeonato com 16 equipes profissionais de DotA, as quais nunca tinham jogado Dota 2 antes, apenas o DotA original, e mostrou o jogo pela primeira vez ao público, provando que Dota 2 era simplesmente o jogo antigo com gráficos melhores e uma jogabilidade polida. O jogo era inicialmente pago, mas logo foi se tornou gratuito, e foi lançado recentemente: Em Julho de 2013 (cerca de 10 anos após o primeiro Dota).

Dota2

Dota 2

Agora vem a melhor parte: Como a VALVE começou a apoiar o Linux ano passado e começou a lançar jogos recentemente para a plataforma do pinguim, o Dota 2 também ganhou versão para o Linux nativa! E, acima de tudo, a versão é gratuita!

Tá, você me explicou o que é Dota, mas e agora, como eu jogo?

Ah, sim! É bom explicar o mecanismo do Dota, porque assim eu estarei explicando o mecanismo de todos os outros jogos do estilo (LoL e HoN).

Bom, o jogo funciona assim: Você escolhe um herói (no Dota e no HoN)/campeão (como é conhecido no LoL), que possui 4 poderes, que vão sendo desbloqueados quando se passa de nível (o nível 6 desbloqueia o ataque Ultimate, que é o principal ataque do personagem) e certos focos em batalha. (O herói pode possuir foco em força, agilidade, inteligência, no Dota 2; nos outros existem outros atributos) No campo de batalha, existem ao total 5 heróis. O papel desses heróis não é apenas evoluir, mas defender seu lado do campo.

Map_of_MOBATodos os jogos possuem esse estilo de mapa, e funcionam do mesmo jeito. A parte laranja é a “Base Principal” dos times. É lá onde cada time deve chegar, para destruir a “World Tree” ou “Frozen Throne”(no Dota) /”Nexus” (no LoL)/”World Tree” ou “Sacrificial Shrine” (no HoN). Antes disso, os times devem se separar em 3 caminhos, e proteger as torres (pontos verdes), as quais também atacam os inimigos que se aproximam, mas que podem ser destruídas com uma onda de ataques inimigos. Para dificultar mais ainda, a cada intervalo de tempo, a base produz criaturinhas conhecidas como “creeps” (no Dota e no HoN)/”minions” (no LoL), e elas são lançadas em cada um dos três caminhos para liderar a frente de ataque. Toda vez que um herói/campeão mata um desses creeps/minions, ele ganha dinheiro virtual, que pode ser usado para comprar itens que melhoram sua performance durante o jogo.

Agora, entre os três caminhos existe uma área verde, na qual existem shops escondidos para comprar itens especiais (apenas no caso do Dota e HoN; no LoL esses shops não existem, apenas o da Base Principal), e existem diversos monstros para poder batalhar e subir de nível mais rápido. Existe também o monstro mais poderoso desse mapa, que concede uma recompensa especial a quem derrotá-lo nessa parte do mapa. No Dota ele é conhecido como Rashon, no LoL é conhecido como Baron de Nashor, e no HoN é chamado de Kongor.

É muito simples, mas deve-se escolher os heróis com cuidado para adaptar-se a estratégia do jogo.

No LoL, por exemplo, é muito comum os times escolherem: 1 campeão para ir na linha do topo (TOP); 1 campeão para fazer jungle, ou seja, evoluir através dos monstros que se encontram nas florestas e ajudar as outras linhas em momentos de necessidade; 1 campeão para ir na linha do meio (MID); 2 campeões na linha de baixo: 1 ADC (AD Carry), campeão responsável por carregar o jogo, como se fosse um líder para o time, e 1 Suporte, que possui o objetivo de auxiliar o AD Carry, lhe fornecendo vida e vigiando para que o jungler inimigo não chegue de surpresa.

Note, no entanto, que cada campeão do jogo se comporta de maneira diferente, e não é qualquer um que pode ser Suporte, AD Carry, Jungler, Top ou Mid. Colocar qualquer campeão em qualquer linha pode botar seu time em risco, uma vez que seu campeão pode ser muito fraco para ir naquela linha específica, ou não exercer a função de forma correta.

O mesmo ocorre na escolha dos itens para comprar durante a partida: comprar os itens errados pode fazer seu campeão não se comportar do modo como desejado, e pode colocar seu time em risco. Por isso se informe sobre os campeões antes, peça ajuda a amigos que jogam o jogo, ou procure na internet por informações específicas sobre o jogo.

Nos jogos é possível jogar online com os amigos (5 contra 5), ou contra Bots (contra o Computador). Existem campeonatos que você pode assistir (que mesmo para assistir no Dota 2 precisa pagar em alguns campeonatos, enquanto no LoL e no HoN não precisa).

Agora, a melhor parte é que apesar dos nomes diferentes, os jogos possuem basicamente o mesmo vocabulário, pois é possível fazer quase as mesmas coisas em todos eles.  Se quiser conhecer alguns termos para jogar:

Gírias do Dota

Vocabulário do LoL

FAQ – Dicionário HoN

Dota 2

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Eu falei bastante do Dota, mas é o Dota 2 que está disponível para download na Steam (não sabe o que é Steam? Clique aqui!).

Então, isso quer dizer que antes de tudo é preciso criar uma conta na Steam e baixar o programa: http://store.steampowered.com/about/

Basta clicar no botão escrito Instale Steam Agora, ou algo semelhante:steam

Para criar sua conta, basta entrar neste link: https://store.steampowered.com/login/

createsteam

E clicar em Cadastrar-se. O cadastro é rápido e fácil. Eles te enviam um e-mail, e é necessário, depois que você instalar a Steam, checar seu e-mail por um código de liberação da conta para o computador. Toda vez que você entra na Steam em um computador novo, a Steam te envia um e-mail com um código diferente para liberar o acesso a sua conta naquele computador. É uma medida de segurança, então não se assustem se tentarem entrar na sua Steam na casa de um amigo ou algo assim.

A instalação da Steam também pode ser feita através dos repositórios de diversas distribuições. O Ubuntu já possui a Steam na Central de Programas, o Linux Mint, o Fedora, o OpenSUSE, o Manjaro Linux, o Arch Linux e muitas outras também possuem a Steam em seus repositórios, então é mais fácil instalar por lá.

Uma vez com a Steam instalada, basta entrar na sua conta, e pesquisar por Dota 2:

dota2steamEntão é só entrar na página e clicar Receba Dota 2:

dota2steam2E ele vai começar a baixar o jogo pra você. Entretanto, vou logo avisando: o jogo é bem pesado, e, dependendo da sua internet, pode demorar um bom tempo para fazer o download desse jogo. Então, tenha paciência, não é culpa da Steam!

Eu ouvi falar também que jogadores que baixaram o Dota 2 no Windows tiveram de passar por uma lista de espera para baixar o jogo. Um amigo meu desistiu de baixar o Dota por causa dessa lista de espera. Esse não foi o meu caso, porque baixei no Linux. Eu não sei se no Linux também ocorre esse tipo de problema.

Após baixar o jogo, aí você pode jogá-lo entrando em sua Biblioteca!

Primeiro é preciso fazer o tutorial:

Dota2Training
Também é possível jogar contra Bots:

Dota2BotsE uma partidinha:

Dota2Game

Heroes of Newerth

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Esse é um dos jogos que eu menos conheço dos 3, não joguei muito, mas por ter uma versão nativa para Linux, eu também vou postar o método de instalação aqui.

O jogo foi lançado em 2010 com uma versão paga, mas logo se tornou gratuito para jogar. Seus criadores são da empresa S2 Games, e foi criado com base no idolatrado Dota. Chegou a ser nomeado para algumas premiações, e venceu apenas uma.

A instalação é muito simples, basta entrar no site: http://hon.uol.com.br/download e clicar em HoN em Linux, marcado em vermelho a seguir:

HoN

Atenção: O arquivo de instalação pesa cerca de 1,8 GB, então pode demorar um bom tempo para baixar, dependendo de sua conexão com a internet. E ainda depois de baixar, pode ser necessário fazer uma atualização que pode também demorar!

Você baixa um arquivo chamado HoNLatinClient-X.X.X.X.sh (X.X.X.X é o número da versão. Pode ser que sua versão seja diferente da minha, dependendo de quando você está lendo esse post). Para instalá-lo, você precisa primeiro configurá-lo como arquivo executável, apertando nele com o botão direito e indo em Propriedades, e então ir na guia Permissões, e então habilitando: Permitir a execução do arquivo como um programa.

propE então dê um OK, e é só executá-lo. O jogo segue o mesmo estilo de instalação de jogos do Windows…

Para jogá-lo, também é necessário fazer um cadastro no site da Axeso5: http://www.axeso5.com.br/registro

Após tudo feito, aqui está o jogo:

Screenshot from 2013-10-13 17:10:49Eu tenho uma reclamação apenas: esse jogo, dos 3 jogos aqui comparados, tem uma das interfaces mais poluídas e confusas. Eu ainda preciso aprender a jogar, mas em compensação eu devo dizer que os gráficos desse jogo são os que melhor rodam no meu computador: sem muitas travadas!

League Of Legends

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Ah, agora sim chegamos no LoL! Assim como Heroes of Newerth, League of Legends foi criado com base em Dota, mas divergiu um pouco do jogo original. Seu desenvolvimento conta com a participação de antigos desenvolvedores do DotA: Steve “Guinsoo” Feak (sendo este um dos principais desenvolvedores do DotA, o qual passou o bastão para IceFrog) e Steve “Pendragon” Mescon. LoL se tornou uma febre desde que foi lançado, em outubro de 2009, e já entrou para o livro dos recordes como sendo um dos primeiros jogos online a atingir a marca de 1 bilhão de horas jogadas em pouco tempo, com cerca de 5 milhões de jogadores online simultaneamente, e um dos primeiros a ser considerado um e-Sport na ESPN.

Desenvolvido pela Riot Games, LoL se tornou rapidamente um fenômeno. Eu confesso que foi o primeiro jogo do gênero que eu joguei (tá, eu já tinha jogado DotA uma vez, mas não sabia absolutamente nada quando eu joguei, e eu nem lembro como foi a partida), e atualmente, no meu círculo de amigos, boa parte deles joga o bendito LoL. Existe uma vantagem dele em relação aos outros: ele tem uma versão completamente em português (até as vozes dos campeões são dubladas). Foi a Riot Games que popularizou o termo MOBA, já que o gênero era antes conhecido apenas como Dota.

Se você já joga esse jogo, deve estar surpreso: “Eu não sabia que LoL tinha versão para Linux!”

Pois é…. Não tem.

Peraí! Então, como é que eu vou jogar LoL no Linux?

No Linux, existe um programa muuuuuito conhecido chamado WINE. Eu já devo ter falado desse WINE umas quinhentas vezes no blog, é só dar uma procurada que você com certeza acha. Esse programa faz o impossível: Converte arquivos Windows para algo que o Linux possa entender. Entretanto, se você for tentar jogar LoL apenas instalando o WINE puro, você pode ter alguns problemas, como os que eu tive ao tentar fazer isso….

Então, como instalar?

Para nossa sorte, existe um grupo de pessoas preocupado com os jogos no Linux, e eles criaram um programa sensacional para ajudar na instalação de jogos no sistema do Pinguim: o programa chama-se PlayOnLinux.

31Para instalá-lo você pode ir no site oficial e ver instruções específicas para cada distribuição: http://www.playonlinux.com/en/download.html

No caso do Ubuntu, o programa está disponível nos repositórios, mas é possível instalá-lo pelo terminal (Ctrl + Alt + T para abrir o terminal) com os seguintes comandos:

wget -q "http://deb.playonlinux.com/public.gpg" -O- | sudo apt-key add -
sudo wget http://deb.playonlinux.com/playonlinux_precise.list -O /etc/apt/sources.list.d/playonlinux.list
sudo apt-get update
sudo apt-get install playonlinux

(Lembrando que esses comandos se aplicam apenas à versão 12.04 do Ubuntu e que você deve instalar o pacote: wine:i386 através da Central de Programas, para poder instalar o PlayOnLinux!)

Também há um arquivo .deb (Ubuntu/Debian/Linux Mint apenas) para instalar mais facilmente o programa:

www.playonlinux.com/script_files/PlayOnLinux/4.2.2/PlayOnLinux_4.2.2.deb

Ou um arquivo .rpm (Fedora/OpenSUSE):

http://repository.playonlinux.com/PlayOnLinux/4.2.1/PlayOnLinux_4.2.2.rpm

Depois de instalado, abra o programa:

playonlinuxEssa Screenshot é do meu Computador, então note que no caso EU já tenho o League of Legends instalado. No seu computador o League não vai aparecer ali sem instalar.

Para instalá-lo, basta apertar o botão Instalar em cima. Ele vai abrir uma janela:

playinstallBasta ir na guia Jogos, e você DEVE marcar a opção de Testando, pois o League of Legends está incluído na lista de jogos em fase de Teste no PlayOnLinux. É só procurar por League:

lolplayonBasta apertar instalar:

lolinstallVocê pode escolher para Baixar o programa ou para instalar através de um arquivo já baixado.

lolinstall2O PlayOnLinux te dá todas as instruções, baixa o Wine para você, instala tudo, e você só tem o trabalho de passar pelo Next > Next > Install no fim (dica: no fim, o instalador do jogo tem uma opção: Executar o LoL. Desmarque essa opção para evitar que o jogo trave)

Bem, como o LoL ainda está em fase de testes no PlayOnLinux, podem ocorrer alguns bugs. Alguns dizem que a Loja não funciona, mas eu não tive nenhum problema com o Shop. Consegui, inclusive, comprar alguns campeões e até jogar uma partida. Um dos pequenos bugs é que dentro do jogo faltam alguns ícones para certos itens, o que não é um gigantesco problema.

lolshop

Acessando a Loja do LoL

Se quiser personalizar melhor o modo como seu jogo vai funcionar, vá no PlayOnLinux, no menu Ferramentas e selecione Gerenciar Versões do Wine.

lolwineVeja que eu tenho instalado versões especiais para o League of Legends.

Você pode clicar o botão Configurar no PlayOnLinux:

lolplaysE você pode até configurar o Wine…

Como resultado:

lolgame

Bom está aí. Espero que tenham gostado. Se tiverem qualquer problemas na instalação de qualquer um dos três jogos, é só me comentar aqui no post. Um grande abraço, e até semana que vem!

Sobre Linux: Parte I (Introdução)


Estava olhando coisas antigas do blog e dando uma olhada no Linux Mint 14, quando me lembrei de quando eu era bem iniciante em Linux e tentava instalar o Ubuntu em meu computador, e como fiz diversas pesquisas para tirar minhas dúvidas. Já tive muitas experiências de instalação e desinstalação de Linuxes porque eu acho o processo de instalação divertido, e eu procuro testar muitas distribuições para saber como é e aprender mais sobre Linux.ubuntu-logo14

Estive pensando que muitas pessoas neste momento estão fazendo a mesma coisa que eu fiz no início: procurando por mais informações sobre este misterioso sistema Linux que um dia lhe foi apresentado misteriosamente. E antes de mais nada, vamos esclarecer as dúvidas mais comuns.

O que é Linux?

Uma breve história do Linux

Tecnicamente, o nome oficial é GNU/Linux (e toda a explicação oficial sobre o motivo do nome está no site oficial do projeto GNU, que é sempre bom dar uma passada e entender um pouco mais sobre a história de todo o projeto: aqui.)

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Linux é um software, ou seja, um programa de computador criado pelo programador finlandês Linus Torvalds (Sim, foi de seu nome que o nome Linux surgiu, e isso não é narcisismo!) em meados dos anos de 1990, criado puramente por diversão, como um hobby do programador, quando ele ainda estava na faculdade. O projeto ganhou força nos anos seguintes, quando Linus anunciou  o software na rede (não era bem a internet, porque ela não existia como conhecemos naquela época) e disse que aceitava qualquer ajuda possível no desenvolvimento. Ele conseguiu bastante ajuda e o projeto cresceu bastante, hoje se tornando um dos maiores projetos de código aberto do mundo (já vou explicar o que é código aberto!)

O Linux por si só e definido como o coração do sistema, algo que em inglês é conhecido como kernel, que seria núcleo em português. O que o Linux faz é se comunicar diretamente com o hardware, ou seja, o aparelho físico e traduzir em informações. É no kernel onde se encontram os tão famosos drivers, que são programas específicos com instruções de como fazer certo hardware funcionar. (Só algo para lembrar das diferenças entre software e hardware: Software é aquilo que você xinga quando trava, e hardware é aquilo que você soca)

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Enquanto isso, por volta dos anos de 1980, antes do Linux existir, o projeto GNU surgia, liderado pelo famoso entusiasta do Software Livre (já vou explicar também), Richard Stallman. A ideia principal de Stallman era fazer com que o computador fosse uma plataforma aberta, algo que não impedisse nenhum programador de entender como um certo programa funcionava, que permitisse programadores pudessem modificar um programa de código aberto do jeito que bem entendessem. E com tal ideia, ele resolveu juntar uma equipe e criou um SISTEMA OPERACIONAL, que é justamente aquilo que faz o computador na sua frente funcionar tão bem. Sem um sistema operacional, um computador não tem o que fazer, não tem cálculos a cumprir… Ele necessita de um para transformar dados e cálculos em informações visíveis. Exemplos de Sistema Operacional? Windows!

Outros? Então tá, lá vai: Mac OS X (criado pela Apple e presente em todos os produtos Mac (Macbooks, iMacs)), iOS (também criado pela Apple, e utilizado nos iPhones e iPads e iPods), BeOS (Criado pela Be Inc.; Já não existe mais, mas foi criado para competir com Mac OS), OS/2 (Criado numa parceria entre IBM e Microsoft, mas a Microsoft decidiu trair a IBM e continuou com um projeto ambicioso de Sistema Operacional baseado no MS-DOS, que mais tarde ficou conhecido como Windows), Haiku OS (Sistema atualmente em desenvolvimento, buscando trazer o BeOS de volta!)… Pra ficar mais curto o post: Amiga OS, ReactOS, ANDROID, Ubuntu, Fedora, Debian, Slackware, Arch Linux, Chakra Linux…….

Enfim, no mundo inteiro temos milhares de milhões de sistemas operacionais e eu só citei menos de 0,001% dos existentes! A cada dia novos sistemas podem ser criados.

Mas enfim, o que aconteceu foi que o projeto GNU começou com um sistema operacional e uma série de projetos e programas que fariam parte do sistema. O objetivo do GNU era ser um sistema operacional livre e gratuito e compatível com um sistema operacional muito popular na época conhecido como: UNIX, que influenciou milhares de sistemas operacionais e ainda influencia até hoje. O UNIX era um sistema proprietário, ou seja, a empresa que o desenvolvia cobrava pelo sistema. Era notável por sua segurança inigualável e flexibilidade…

E foi justamente nisso que o Projeto GNU mirou. Eles buscavam fazer algo compatível, mas que ainda assim fosse mais flexível que o UNIX, e por isso o Acrônimo de GNU é: GNU Não é UNIX. No fim, eles conseguiram fazer diversos programas e estavam finalizando o sistema em si…. Mas eles não tinham um núcleo! E um Sistema Operacional sem núcleo é inútil…

Eles começaram a desenvolver seu próprio Núcleo, conhecido como HURD, que está em desenvolvimento até hoje. Mas aí eles ouviram falar do núcleo sendo desenvolvido pelo jovem estudante Linus Torvalds, e resolveram ajudá-lo. E em um acordo amigável, o GNU tornou-se o sistema operacional para o núcleo do Linux, após diversos reajustes no código do sistema em si… Por isso GNU/Linux

Tá, mas o que é Linux então?

Vamos então chamar o GNU/Linux apenas de Linux para ser mais convenientes. Linux nada mais é do que um sistema operacional.

Qual a diferença do Linux para os outros sistemas operacionais?

Antes de realmente chegar na sua pergunta, vamos responder duas coisas que eu deixei de explicar anteriormente:

O que é código aberto, software livre e software proprietário?

Vamos fazer uma pequena analogia entre software e receita de bolo, que acho esta uma das melhores analogias para explicar o que é cada coisa.

Imagine que você seja um cozinheiro de renome, um verdadeiro chef! Na sua vida você já fez diversos bolos, leu muitas receitas de bolo, decorou diversas delas e sabe de cor o que você precisa ter para fazer um bolo. Agora imagine que você enfrenta tempos difíceis no seu restaurante, e para piorar, você está com grandes riscos de vida, e seus maravilhosos bolos podem nunca mais ser saboreados por ninguém.

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Mas você gosta sempre de manter sua receita secreta, e odiaria que alguém descobrisse como fazer seu bolo. Isso te arruinaria! Mas seu restaurante está em perigo, e sua vida também. As suas receitas morrerão com você.

Neste caso, manter uma receita secreta, que só você sabe como fazer, estamos falando de software proprietário, onde o código de um programa, que nada mais é do que uma “receita”, está sendo mantido em segredo. O código de um software é algo que uma vez foi escrito (sim, escrito!) por um programador. Este programador escreve os códigos em uma linguagem que o computador entenda, a chamada Linguagem de Programação, e tudo o que está escrito ali é traduzido pelo computador como informação. Mas um programa executável não possui todos os códigos à mostra o tempo todo, e é por isso que a gente não pode saber quais são os códigos que fazem aquele programa funcionar. É como um bolo. Você vê um bolo grande e bonito, mas se não tiver nenhuma ideia de como cozinhar, jamais saberá como fazer um bolo daqueles. Não dá simplesmente pra pegar um bolo e dizer: Ah, isso é feito de quatro ovos, Dois copos leite, Meia colher de açúcar, 2 copos de farinha e etc… Você pode ir provando o bolo aos poucos e deduzindo do que aquilo é feito, mas nem sempre você vai estar certo.

Num software, o mesmo acontece. Você pode ter um programa de CÓDIGO FECHADO, o que chamamos de software proprietário, mas você não tem como saber os códigos contidos naquele programa.

Voltando à analogia do chef, vamos agora supor que você está prestes a morrer, e seu restaurante fechou há alguns dias. Você guarda suas receitas em um cofre que só você sabe a combinação. Ninguém mais poderia fazer os mesmos bolos que você. Só você sabe todos os segredos. E você resolve que a tradição de seus bolos deve continuar, eles não podem morrer assim.

Você chama seu único filho e conta a ele a combinação para o cofre, e lhe implora que continue a tradição da família, continue fazendo bolos com aquelas receitas, e que abra um novo restaurante.

Mas seu filho é uma negação na cozinha e pretende seguir para um ramo completamente diferente daquele que você desejaria. Você acaba falecendo alguns dias depois, mas seu filho continua com as receitas e não sabe o que fazer. Ele não sabe se deve continuar o trabalho de seu pai ou se deve seguir seu próprio caminho. Ele entende que aquilo era muito importante para você, mas ele não quer abrir mão de seu trabalho.

E então ele resolve fazer o improvável: ele divulga as receitas de seus bolos secretos na internet, para que alguém pudesse continuar sua tradição, e para que os bolos pudessem se multiplicar pelo mundo.

Pessoas que antes só podiam saborear tais receitas indo a um restaurante agora podem simplesmente fazer seu bolo secreto em suas casas! E algumas pessoas resolvem modificar um pouco a receita, para deixar o bolo mais consistente…

E é exatamente assim que funciona um software livre, um software de código aberto. Exatamente o contrário de um software proprietário/código fechado, você é capaz de ver como aquele software funciona dando uma olhada no seu código/receita. Você mesmo pode fazer em sua casa e modificá-lo como quiser. É só ir experimentando.

Então isso quer dizer que software livre é software gratuito?

Sim e não. É um assunto meio complicado de explicar, e sugiro uma leitura mais específica neste caso. O site do Debian, uma das maiores distribuições Linux do mundo, tem um artigo falando especificamente disso.

E o que é distribuição Linux?

Como o GNU/Linux é um software de Código Aberto, qualquer pessoa que entenda a linguagem de programação em que o software foi escrito pode simplesmente fazer sua própria versão, com mudanças mínimas ou notáveis na “receita”/código do programa. E tal versão é conhecida como distribuição, porque ela é uma variação do GNU/Linux original.

E o Ubuntu?

O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais famosas do mundo. Criado pelo sul-africano Mark Shuttleworth, o Ubuntu certamente foi um marco para revolucionar o Linux, tornando-o cada vez mais intuitivo para iniciantes em computador, e cada vez mais simples de se usar. Por causa da simplicidade do ubuntu, muitos usuários Linux conservadores criticam a distribuição, pois creem que Linux é para experts em computação e programadores.

O Ubuntu tem como objetivo ser uma distribuição simples e gratuita, como a maioria das distribuições GNU/Linux é! A proposta é fazer algo simples, rápido, estável e seguro.

Peraí! Você disse gratuita? Como assim? É sério isso?

Sim! Você não leu errado. Eu disse gratuita e eu realmente quero dizer gratuita.

O Ubuntu, por exemplo, tem seu próprio website oficial: www.ubuntu.com E de lá mesmo você pode baixar uma versão OFICIAL do Ubuntu, sem custo nenhum. Se quiser baixar, só clicar aqui.

O Fedora, outra distribuição GNU/Linux, parte do mesmo princípio. E olha uma coisa interessante, o Fedora é uma distribuição baseada no Red Hat Enterprise Linux, uma versão Linux desenvolvida para empresas e corporações, e a Red Hat é uma versão paga e específica. Sim. Red Hat é PAGA! Mas o Fedora é 100% gratuito, e ainda por cima recebe apoio da empresa desenvolvedora do Red Hat Enterprise Linux!

Para baixar o Fedora: http://fedoraproject.org/pt_BR/get-fedora

E antes que alguém venha com alguma piada entre Fedora e Fedor, saiba que o nome é uma brincadeira com Red Hat, que em significa Chapéu Vermelho em português. Fedora é um tipo de chapéu também:

fedora_hats

Como é que certas distribuições podem ser gratuitas? Como assim? Isso aí não custa dinheiro?

Mais uma vez, eu recomendo uma leitura específica de um website específico de uma distribuição também 100% gratuita, a Debian: http://www.debian.org/intro/about#free, http://www.debian.org/intro/about#CD, http://www.debian.org/intro/about#disbelief

Ainda não estou tão convencido assim sobre este negócio de Linux… O que é tão bom assim?

Bom, se não está convencido pelo sistema ser gratuito, e tudo mais. Eu recomendo que você baixe o sistema, e TESTE-O.

Mas como eu vou testar? Eu vou ter que apagar tudo do meu HD!

Não. O Linux é uma maravilha e surgiu com um conceito inovador há anos atrás, que pouquíssimos sistemas adotaram. O Windows não possui tão opção maravilhosa.

Diversas distribuições Linux adotaram o sistema de LIVE CD, que quer dizer que você pode executar o Sistema completamente operacional à partir de um CD ou DVD ou até mesmo um Pendrive. Você pode testar o sistema sem nem mesmo tocar no seu HD. E se gostar do que você viu, alguns oferecem a opção de instalação direto do desktop.

Além disso, também é possível INSTALAR o Linux em um Pendrive e levá-lo com você para onde quiser.

E como eu faço isso tudo que você falou?

Bom, após esta grande introdução, e explicações para todos os iniciantes, eu quero dizer adoraria fazer um post gigantesco explicando tudo sobre como instalar Linux Ubuntu passo a passo, respondendo a todas as perguntas possíveis e fazendo você compreender completamente, mas eu não consigo em um post só, e precisarei dividir, já que um post longo e repleto de imagens sobrecarregaria a internet de muitos aqui. Este post será apenas a introdução a tudo.

Mas, por enquanto que estou trabalhando nas outras partes, veja mais leituras para te convencer sobre Linux:

http://whylinuxisbetter.net/index_br.php?lang=br Por que Linux é melhor?Um website muito bom que pode esclarecer muitas dúvidas sobre o Linux. Eu até dei uma ajudinha na tradução das páginas do site. Ainda há algumas páginas faltando tradução, mas no mais é uma ótima fonte de informações sobre Linux.

http://www.debian.org/intro/about Eu citei o site do Debian o post inteiro, e acho que vale a pena dar uma olhada no projeto Debian e no site em si e em toda a documentação para que você possa se informar mais.

O site oficial do Ubuntu todo em inglês também é uma ótima fonte de informações. Há também o portal brasileiro de Ubuntu e o fórum oficial do Ubuntu na língua portuguesa, caso queira tirar suas dúvidas, basta criar sua conta lá (é rápido, fácil e gratuito) e não se esquecer de ler as regras de conduta do fórum: http://ubuntuforum-br.org/index.php?action=rules

Há também o site do Ubuntu em Português de Portugal.

O Site do Fedora também é ótimo como fonte de informações sobre Linux.

Leia também posts mais antigos deste blog, procurando em seções como: http://livrelinux.wordpress.com/category/gnulinux/

http://livrelinux.wordpress.com/category/ubuntu/

http://livrelinux.wordpress.com/category/software-livre/

Temos o portal brasileiro de Linux, que sempre tem notícias do mundo da tecnologia e Linux em geral.

E há também uma distribuição Linux brasileira que é bem interessante e visa ser parecida com o Windows. É baseada no Ubuntu e eu recomendo darem uma passada lá: http://www.linuxkduxp.com/

Qualquer dúvida perguntem no fórum oficial da distribuição Linux KDuXP.

E o Wikipédia também é uma fonte confiável de informações sobre Linux.

Unity 8 e o novo Mir


Meus pesadelos mais obscuros estão prestes a se tornar realidade, e coisas que tanto critiquei agora farão parte de algo que tanto defendi.

O Windows 8 foi recebido com muitas críticas mistas, e até hoje não conseguiu abocanhar mais de 4% do mercado de aparelhos eletrônicos. E mesmo assim, a lição não foi aprendida por uma das empresas que mais admiro no mundo Linux, a Canonical, mantenedora do Ubuntu Linux. Muita das ações da Canonical eu já critiquei, como a mudança repentina para o Unity, que era muito instável na época, e quando a interface se estabilizou, eu fiquei um pouco mais flexível à mudança.

Mas desta vez, a Canonical introduziu o Unity Next… E está fazendo justamente o que eu mais temia… Segue aí um vídeo do Unity Next rodando sobre a nova plataforma conhecida Mir em que a Canonical está trabalhando.

Antes de mais nada, deixe-me explicar para os iniciantes do que é que eu estou falando, pra todos aqueles que viram o vídeo e não entenderam.

Por muitos anos, o Ubuntu utilizou uma interface gráfica conhecida como GNOME.

Suas variações, Kubuntu, Xubuntu, utilizavam interfaces diferentes (KDE e XFCE, respectivamente), mas isso não vem ao caso.

No ano de 2010, o GNOME passou por uma mudança drástica, que trouxe muitas críticas e desconfianças sobre a nova interface, conhecida como GNOME-Shell, ou GNOME 3.

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GNOME 2, o GNOME presente nas versões 4.10 e 10.10 do Ubuntu

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GNOME 3, ou GNOME Shell, o novo GNOME

A nova interface trouxe muita desconfiança, e a Canonical se pronunciou oficialmente, dizendo que estava quebrando as relações com o projeto GNOME. E com isso, o Ubuntu não estaria com o GNOME 2, nem GNOME 3. Eles fizeram um fork do GNOME, baseando-se num projeto que eles já usavam nas versões Ubuntu Netbook: o Unity.

No começo, o Unity utilizava boa parte do código do GNOME, e mais tarde se tornou uma interface gráfica independente.

11.04

Unity fazendo estreia como interface padrão no Ubuntu 11.04

12-04

Unity no Ubuntu 12.04

Eu comecei bastante desconfiado do Unity quando a versão 11.04 lançou, até fiz um post de primeiras impressões: http://livrelinux.wordpress.com/2011/04/29/primeiras-impressoes-ubuntu-11-04-natty-narwhal/

E também um pouco desconfiado no Ubuntu 11.10: http://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/ubuntu-11-10-review/

E finalmente cedi ao Ubuntu 12.04: http://livrelinux.wordpress.com/2012/04/23/novo-ubuntu-12-04-beta-2/

E há alguns dias atrás eu fiz um post sobre o paralelo entre Ubuntu e Windows 8: http://livrelinux.wordpress.com/2013/03/07/windows-8-despencando-ubuntu-agora-mirando-plataformas-moveis/

E com o vídeo do Unity Next e Mir, meus pesadelos viraram realidade.

Por quê? Oras! Simplesmente deem uma olhada em meu último post: Eu sou um Windows H8ter

Qual é a diferença entre o novo Unity Next e o Estilo Metro do Windows 8?

O Ubuntu está seguindo o mesmo caminho do fracasso que é o Windows 8. Eu sei que o Windows 8 não presta. Eu já usei… E eu não quero ter que dizer o mesmo do Ubuntu…

E antes de terminar o post, eu queria dar uma explicação rápida do que é o Mir de que eu falei no post, sendo que ninguém realmente percebeu o que eu quero dizer com isso. Bem, jovens gafanhotos, o Linux funciona em modo gráfico justamente porque existe um software que o permite existir em modo gráfico, e este software não é o Unity.

O Unity é a interface gráfica, e a interface gráfica sozinha não se comunica com o hardware, ele necessita de uma ajuda especial… Quem faz isso, no caso de muitos Linuxes, é um programa conhecido como X Window System (conhecido popularmente como X11 ou simplesmente X).

Mas de onde vem o Mir que você tanto fala?

Bem, como tudo no mundo Linux, há sempre uma alternativa para diversos softwares. Há quem diga que o X já não é mais tão poderoso, e vem apresentando diversos problemas, e é necessário trocá-lo. E diversas alternativas surgem, como o Wayland, que estava cotado para integrar o Ubuntu 12.04, 12.10 e até mesmo a versão 13.04. Mas o bom e velho X11 continuou. A Canonical disse que o Wayland ainda não estava maduro o suficiente, e decidiu botar a mão na massa.

Em vez de esperar pelo Wayland, eles decidiram criar seu próprio sistema gráfico, conhecido como Mir. Ao que me parece, o sistema está bem estável e funcional, como mostra o vídeo, mas mesmo assim, o Unity NEXT parece estragar toda a experiência.

Me parece que no futuro eu caminharei para o Kubuntu, ou então caminharei para mais um momento de “eu estava enganado sobre tudo aquilo que um dia escrevi…”

Fazer o que, né?

É a vida.

Eu sou um Windows H8er


Acho que não teve um post meu que eu não falasse exclusivamente do Windows…

 

E não vai ser hoje que vou falar só dele não…

 

Mas vamos começar desde o princípio, certamente para esclarecer algumas coisas e deixar alguns Windows Lovers sem alguns argumentos óbvios se estes desejarem me atacar.

Eu nasci e cresci usando Windows. Usei durante quase minha vida inteira o sistema operacional da Microsoft, e eu tinha uma extrema aversão ao Linux, porque para mim o Linux era nada mais nada menos do que uma cópia malfeita do Windows, e, cá entre nós, eu não sou muito fã de cópias. Mas quando eu era menor eu não tinha a menor ideia do que realmente era Linux, e só ouvia comentários maldosos de pessoas dizendo que usaram Linux no passado e que era muito complicado e não valia a pena.

Tive amigos de internet que me mandaram screenshots de seus desktops com Linux (distro Satux) e eu vi que aquele desktop era muito parecido com o do Windows, mas tinha muitos detalhes mal copiados, e eu criava uma raiva do Linux por tentar ser o sistema da Microsoft.

Foi numa conversa utilizando o agora falecido Messenger da Microsoft (olha que ironia) que fui apresentado ao Linux. Um amigo meu simplesmente resolveu me apresentar a um sistema operacional que não tinha vírus e que era gratuito. O argumento: “não tem vírus” fazia minha cabeça explodir! Como isso era possível? Um sistema operacional sem vírus? Como assim?

Ele me mostrou uma screenshot parecida com esta aqui:

hardy-heron1E por qualquer que seja o motivo, eu fiquei interessado naquele “misterioso sistema gratuito sem vírus”.

Ele me mandou o nome… Um nome estranho, que eu achei engraçado na hora… Ubuntu, que à primeira vista eu li como se fosse Ubuntú, e mais tarde descobri que o correto seria Ubúntu.

Eu entrei no website brasileiro do misterioso Ubuntu, cujo ele havia me enviado o link, e lá eu li uma das coisas que mais temia: “… Ubuntu é uma distribuição Linux…”. À primeira vista eu não entendi bem o que isso significava… “Distribuição Linux”, mas que raios é isso? Linux não é só um sistema operacional?

Papai Google me ajudou em minha pesquisa, e eu acabei descobrindo a verdade. O Linux era um núcleo, e o conjunto de pacotes formava uma distribuição, um sistema à parte. O tal do Ubuntu era só mais um dos tantos pacotes Linux que haviam no mundo.

Eu baixei a versão 8.10 do Ubuntu, para que eu pudesse testá-lo pela primeira vez… E me encantei! Instalei através do Wubi, e raramente logava no Windows…..

Até que os jogos voltaram…

Houve uma certa explosão de jogos nos últimos tempos e a popularização em massa das lojas de jogos virtuais feitos para Computador. E desde minha infância eu sou fã de jogos… E dependo deles… Afinal, eles são basicamente “minha profissão” (não oficialmente ainda, mas estamos trabalhando nisso…)

O SO líder de mercado e o qual os jogos se voltam completamente é, por culpa de um destino amaldiçoado, o Sistema da Microsoft……. E por isso dependo dele…. de certa forma…

A STEAM já chegou no Linux (por favor, me diga que você SABE o que é STEAM), e com ela chegou Counter Strike Source (que eu já tenho, por falar) e mais outros 50 jogos, e mais vêm sendo portados em massa para a plataforma do Pinguim… Mas certos jogos que eu gosto ainda não foram oficialmente portados e têm uma perda de desempenho significativa no Wine ou então não rodam nesta magnífica ferramenta…

E é por isso que, temporariamente, eu necessito do Windows……. até o Pinguim conseguir abocanhar de vez este mercado.

 

Uma introdução um tanto longa para o ponto principal deste post, mas vamos ao que realmente interessa…

Há alguns posts atrás eu cheguei a dizer de um certo notebook Dell que eu havia ganhado e tal… pois bem… O pobre ser que vos escreve teve a grande infelicidade de tropeçar no cabo de força enquanto o notebook estava carregando em cima de uma mesa. O resultado? O notebook nunca mais foi o mesmo.

Duas tentativas se foram de tentar consertar o notebook utilizando a garantia, e foram um tanto quanto fracassadas. O notebook funcionou por algum tempo, até que você resolve levá-lo para algum lugar, e depois ele simplesmente se recusa a funcionar.

O jeito é, infelizmente, comprar um computador novo.

E eu o fiz. Comprei um novo notebook, desta vez da Lenovo…

Mas estamos em tempos infelizes no mercado de computadores, jovens padawans, em muitas lojas de computadores você não consegue encontrar Linuxes, e nem mesmo Windows 7 para nos salvar do terror que é….. o Windows 8…..

Bleeeergh… Esse nome me dá desgosto, me dá calafrios, de tão terrível que é o sistema!

Sim… Eu acabei sendo obrigado a comprar um notebook com o sistema horrível da Microsoft! Eu perguntei a todo o custo se o pessoal da loja poderia remover o Windows 8 antes da compra, ou se podiam fazer downgrade antes de me vender esta praga, mas eles disseram que não, que eu deveria fazer o downgrade sozinho ou com a ajuda de um técnico… Eles só vendiam aquele tipo de notebook com o Windows 8… E eu tive de aceitar…

Resolvi dar a ele uma chance… Uma singela chance… Será que o Windows 8 consegue ser tão ruim quanto meus testes me mostraram? Será que ele ainda consegue me convencer que há alguma coisa que preste neste sistema horroroso?

Felizmente, eu não me provei errado, e minha teimosia de comprar um notebook com Windows 8 (embora o notebook seja ótimo) tem se mostrado uma grande experiência até agora… Grande experiência porque agora eu tenho realmente certeza de que o Windows 8 não presta para nada.

Muito simples. Eu liguei o computador pela primeira vez e fui recebido com um “Hi”… e logo em seguida, fui convidado a configurar primeiramente o Windows 8… processo entediante e demorado, e enquanto tudo configurava, eles me mostravam algumas das novidades do Windows 8….

A tela inicial do Metro, aqueles “tiles”…. AAAAAAAArgh, eu quase morri quando vi a feiura, quando simplesmente me toquei no que estava fazendo… O colorido, o circo…. bleergh… mas vamos lá….

Skype instalado por padrão… mas não estava funcionando até fazer um update…. E para a minha infelicidade, o Skype não está disponível no modo desktop, apenas no modo ridículo do Metro…

Dividir a tela entre Desktop e o Metro não é prático, e os atalhos não são fáceis… O botão Iniciar faz muuuuuuuuuuuuuita falta, embora não seja só isso que enfraqueça o Windows 8.

INTERNET EXPLOOOOOREEER AAAAAAAhHHH! Eu tive de utilizá-lo, mas não foi minha culpa!! Era o único jeito para baixar o Mozilla Firefox que, graças a Deus, está só disponível na versão Desktop!

A junção entre Desktop e Metro certas horas não é legal, é terrível, e há certas coisas que realmente irritam. Eu também andei tendo problemas com o Wifi. Lendo na internet acabei descobrindo que o Windows 8 é quem está causando tais problemas neste notebook e fui aconselhado a baixar um programa de gerenciamento feito para Windows 7… mas não deu certo mesmo assim… Está funcionando agora, mas de vez em quando dá certos problemas…

E eu finalmente tentei o motivo principal pelo qual eu ainda uso Windows: jogos! E especialmente aqueles jogos que não têm para Linux….

E utilizei também uma loja que não tem no Linux: a Origin, a loja da EA. E dela eu baixei o FIFA 13, um dos meus jogos prediletos, e tentei executá-lo………

E….

Ele não está rodando no Windows 8 nem em modo de Compatibilidade….

 

 

Chega… cansei de Windows 8………