LibreOffice no Ubuntu 10.04 e 10.10


Vamos supor que você não gostou do Ubuntu 11.04 e ainda usa o Ubuntu 10.04 ou o 10.10. Esses dois não vem com o LibreOffice que, na minha opinião, é melhor que o OpenOffice. Se você gosta do LibreOffice e quer instalá-lo em uma dessas duas versões do Ubuntu, saca só este tutorial simplérrimo!

OBS.: Para realizar este método, será necessário remover o OpenOffice e seus componentes!

Primeiramente, vamos então remover o OpenOffice. Abra o Terminal (aperte Ctrl + Alt + T, ou vá em Aplicativos > Acessórios > Terminal) e digite o seguinte comando dentro dele:

sudo apt-get purge openoffice*.*

É só esperar um pouco e ele remove tudo. Depois, vamos adicionar o LibreOffice nos nossos repositórios. Digite:

sudo add-apt-repository ppa:libreoffice/ppa

Não demora muito e é só dar os seguintes comandos:

sudo apt-get update

sudo apt-get install libreoffice

A instalação pode demorar um pouco, pois os componentes do Libre são um pouco pesados (cerca de 400 MB). Dependendo de sua internet, ele pode demorar um pouco para baixar tudo.

Terminada a instalação, é só executar o Libre! Provavelmente ele estará com a versão mais atualizada!

Porém, ele pode estar um pouco “feio”. Com um estilo tipo Windows 98. Para corrigir, basta instalar um pacote que faça ele se integrar com sua interface gráfica.

GNOME

sudo apt-get install libreoffice-gnome

KDE

sudo apt-get install libreoffice-kde

Fonte: http://linuxhub.net/2011/01/install-libreoffice-3-3-on-ubuntu-using-ppa/

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Para onde a Canonical está levando o Ubuntu?


Esse post é uma crítica nova à empresa que cuida do Ubuntu, a Canonical.

Meus amigos, nem tudo é um mar de rosas no mundo do Ubuntu. Mar de rosas mesmo era quando o Ubuntu era “puro”! Era livre de verdade e a Canonical não era tão ambiciosa assim…

Comecei a usar GNU/Linux em 2009, quando usei o Ubuntu 8.10 que era simplesmente SENSACIONAL! Não era muito elegante, mas sua simplicidade era incrível! Ele conseguia ser estável, rápido, leve e tinha ainda sua elegância própria, mesmo que não fosse do nível Mac OS X. Naquela época ainda havia o ShipIt da Canonical. O ShipIt era um projeto da Canonical que visava distribuir CDs do Ubuntu para qualquer parte do mundo de graça. O projeto começou a se deteriorar no Ubuntu 9.10, mostrava sinais de fraqueza no 10.04 e acabou no 11.04. Uma pena.

Ubuntu 8.10

Me lembro de que quando a versão 9.04, eu fiquei animadíssimo! Atualizei pelo Ubuntu 8.10 (não, eu não instalei do zero) e demorou um pouco. Só depois eu instalei do zero, por que o sistema tinha ficado um pouco pesado. A 9.04, além de bootar mais rápido, era um pouco mais elegante!

Aí as coisas começaram a mudar… Em 6 meses, Mark Shuttleworth, na época CEO da Canonical, começava a falar de um novo visual para o sistema de sua empresa. Ele falava em abandonar as cores tradicionais do Ubuntu: o marrom e laranja. A mudança demorou um pouco pra ocorrer. No Ubuntu 9.10 ainda tínhamos marrom e laranja presente nos temas do Ubuntu.

Ubuntu 9.10

E a mudança drástica ocorreu na 10.04 Lucid Lynx, que abandonava completamente o marrom e laranja, pra dar espaço ao preto e roxo (basicamente isso). Além de nela mudarem o logo do projeto Ubuntu e mudarem a posição dos botões de fechar, minimizar e maximizar para o lado esquerdo da janela. Algo que o Mac OS X, da Apple, faz.

Antigo logotipo do Ubuntu

Novo logotipo do Ubuntu

O Ubuntu começou a esboçar então uma “febre Mac OS“. A versão 10.10 veio com algumas melhorias no tema em relação a versão 10.04, mas mantendo o “estilo Mac” dos botões.

Ubuntu 10.04

E desde que essas mudanças começaram, eu ficava imaginando: “Para onde é que a Canonical quer levar o Ubuntu?” E, pra mim, a Canonical quer se tornar concorrente da Apple…

Não cheguei a usar direito o Ubuntu 10.10, mas dizer que ele ficou muito bom e estável, mas a minha querida 10.04 LTS estava se comportando tão bem na época que não me dei ao luxo de conhecer a nova versão. Mas quando a 10.04 começava a dar sinais de instabilidade, eu então troquei de distro. Usei Linux Mint 10, um baita sistema por sinal, e então o OpenSUSE 11.4, outro ótimo sistema.

Quando saiu o Natty Narwhal, tratei logo de baixar e testar. As primeiras impressões sobre o Unity estão no blog, mas eu não falei o que achei quando instalei o sistema.

Eu notei algo diferente, não só no visual, mas também na utilização e no comportamento do sistema. Eu não sei explicar direito o que é. Parece que o Ubuntu trocou o X pelo Wayland, algo assim e pode ter causado isso. Pra mim, o sistema que eu estava usando não era mais o Ubuntu! Não era mais aquele sensacional, como foi o 8.10! Era outra coisa… Era…

Mac OS X em forma de Linux

O Ubuntu tem se tornado cada vez mais um MAC, e posso até imaginar o porquê. É simples, leiam essas matérias:

http://imasters.com.br/artigo/16758/software-livre/a-canonical-nao-acredita-no-software-livre (Português)

http://www.linuxuser.co.uk/news/redesigning-ubuntu-behind-the-scenes-on-10-04/ (Inglês)

http://jordanopensource.org/freeplanet/article/new-ubuntu-design-created-apple-mac (Inglês)

Todas elas falam que todo o design criado para o Ubuntu foi desenvolvido em Macs e programas proprietários. Gostaria só de fazer uma citação que chega até a ser irônica:

Dave relatou que os designers envolvidos na nova concepção do Ubuntu utilizavam MACs e softwares proprietários na criação do projeto. Disse também que a equipe fez questão de salientar que gostariam de ter utilizado o Ubuntu e suas ferramentas no projeto, mas não tinham a familiaridade necessária para tal.

É o mesmo que a Microsoft utilizar Linux para criar seu Windows.

Depois da Canonical ter acabado com o ShipIt, como já disse lá em cima, ela quebrou um dos seus princípios, que era fazer com que o Ubuntu fosse acessível a todo mundo… Tem gente que não consegue baixar o Ubuntu…

  • O Ubuntu sempre será gratuito, e não cobrará adicionais por uma “versão enterprise” ou atualizações de segurança. Nosso melhor trabalho está disponível para todos sob as mesmas condições.
  • Uma nova versão do Ubuntu é lançada periodicamente a cada seis meses. Cada nova versão possui suporte completo, incluindo atualizações de segurança pela Canonical por pelo menos 18 meses, tudo isto gratuitamente.
  • O Ubuntu possui a melhor infraestrutura de tradução e acessibilidade que a comunidade do Software Livre tem a oferecer, tornando o Ubuntu usável por tantas pessoas quanto for possível.
  • O CD do Ubuntu possui apenas Software Livre, nós encorajamos você a usar software de código aberto, melhorá-lo e distribui-lo.

Conclusão: A Canonical está me assustando e parece que em pouco tempo o Ubuntu deixará de ser gratuito. Se isso acontecer, todas os princípios que caracterizam o Ubuntu serão quebrados. Talvez torne-se uma Red Hat da vida, querendo saber apenas de dinheiro. E mais: o Ubuntu 11.04 não me agradou. Já devo estar voltando para o Ubuntu 10.04, onde eu era feliz!

Enfim: para onde a Canonical levará o Ubuntu?