Para onde a Canonical está levando o Ubuntu?

Esse post é uma crítica nova à empresa que cuida do Ubuntu, a Canonical.

Meus amigos, nem tudo é um mar de rosas no mundo do Ubuntu. Mar de rosas mesmo era quando o Ubuntu era “puro”! Era livre de verdade e a Canonical não era tão ambiciosa assim…

Comecei a usar GNU/Linux em 2009, quando usei o Ubuntu 8.10 que era simplesmente SENSACIONAL! Não era muito elegante, mas sua simplicidade era incrível! Ele conseguia ser estável, rápido, leve e tinha ainda sua elegância própria, mesmo que não fosse do nível Mac OS X. Naquela época ainda havia o ShipIt da Canonical. O ShipIt era um projeto da Canonical que visava distribuir CDs do Ubuntu para qualquer parte do mundo de graça. O projeto começou a se deteriorar no Ubuntu 9.10, mostrava sinais de fraqueza no 10.04 e acabou no 11.04. Uma pena.

Ubuntu 8.10

Me lembro de que quando a versão 9.04, eu fiquei animadíssimo! Atualizei pelo Ubuntu 8.10 (não, eu não instalei do zero) e demorou um pouco. Só depois eu instalei do zero, por que o sistema tinha ficado um pouco pesado. A 9.04, além de bootar mais rápido, era um pouco mais elegante!

Aí as coisas começaram a mudar… Em 6 meses, Mark Shuttleworth, na época CEO da Canonical, começava a falar de um novo visual para o sistema de sua empresa. Ele falava em abandonar as cores tradicionais do Ubuntu: o marrom e laranja. A mudança demorou um pouco pra ocorrer. No Ubuntu 9.10 ainda tínhamos marrom e laranja presente nos temas do Ubuntu.

Ubuntu 9.10

E a mudança drástica ocorreu na 10.04 Lucid Lynx, que abandonava completamente o marrom e laranja, pra dar espaço ao preto e roxo (basicamente isso). Além de nela mudarem o logo do projeto Ubuntu e mudarem a posição dos botões de fechar, minimizar e maximizar para o lado esquerdo da janela. Algo que o Mac OS X, da Apple, faz.

Antigo logotipo do Ubuntu

Novo logotipo do Ubuntu

O Ubuntu começou a esboçar então uma “febre Mac OS“. A versão 10.10 veio com algumas melhorias no tema em relação a versão 10.04, mas mantendo o “estilo Mac” dos botões.

Ubuntu 10.04

E desde que essas mudanças começaram, eu ficava imaginando: “Para onde é que a Canonical quer levar o Ubuntu?” E, pra mim, a Canonical quer se tornar concorrente da Apple…

Não cheguei a usar direito o Ubuntu 10.10, mas dizer que ele ficou muito bom e estável, mas a minha querida 10.04 LTS estava se comportando tão bem na época que não me dei ao luxo de conhecer a nova versão. Mas quando a 10.04 começava a dar sinais de instabilidade, eu então troquei de distro. Usei Linux Mint 10, um baita sistema por sinal, e então o OpenSUSE 11.4, outro ótimo sistema.

Quando saiu o Natty Narwhal, tratei logo de baixar e testar. As primeiras impressões sobre o Unity estão no blog, mas eu não falei o que achei quando instalei o sistema.

Eu notei algo diferente, não só no visual, mas também na utilização e no comportamento do sistema. Eu não sei explicar direito o que é. Parece que o Ubuntu trocou o X pelo Wayland, algo assim e pode ter causado isso. Pra mim, o sistema que eu estava usando não era mais o Ubuntu! Não era mais aquele sensacional, como foi o 8.10! Era outra coisa… Era…

Mac OS X em forma de Linux

O Ubuntu tem se tornado cada vez mais um MAC, e posso até imaginar o porquê. É simples, leiam essas matérias:

http://imasters.com.br/artigo/16758/software-livre/a-canonical-nao-acredita-no-software-livre (Português)

http://www.linuxuser.co.uk/news/redesigning-ubuntu-behind-the-scenes-on-10-04/ (Inglês)

http://jordanopensource.org/freeplanet/article/new-ubuntu-design-created-apple-mac (Inglês)

Todas elas falam que todo o design criado para o Ubuntu foi desenvolvido em Macs e programas proprietários. Gostaria só de fazer uma citação que chega até a ser irônica:

Dave relatou que os designers envolvidos na nova concepção do Ubuntu utilizavam MACs e softwares proprietários na criação do projeto. Disse também que a equipe fez questão de salientar que gostariam de ter utilizado o Ubuntu e suas ferramentas no projeto, mas não tinham a familiaridade necessária para tal.

É o mesmo que a Microsoft utilizar Linux para criar seu Windows.

Depois da Canonical ter acabado com o ShipIt, como já disse lá em cima, ela quebrou um dos seus princípios, que era fazer com que o Ubuntu fosse acessível a todo mundo… Tem gente que não consegue baixar o Ubuntu…

  • O Ubuntu sempre será gratuito, e não cobrará adicionais por uma “versão enterprise” ou atualizações de segurança. Nosso melhor trabalho está disponível para todos sob as mesmas condições.
  • Uma nova versão do Ubuntu é lançada periodicamente a cada seis meses. Cada nova versão possui suporte completo, incluindo atualizações de segurança pela Canonical por pelo menos 18 meses, tudo isto gratuitamente.
  • O Ubuntu possui a melhor infraestrutura de tradução e acessibilidade que a comunidade do Software Livre tem a oferecer, tornando o Ubuntu usável por tantas pessoas quanto for possível.
  • O CD do Ubuntu possui apenas Software Livre, nós encorajamos você a usar software de código aberto, melhorá-lo e distribui-lo.

Conclusão: A Canonical está me assustando e parece que em pouco tempo o Ubuntu deixará de ser gratuito. Se isso acontecer, todas os princípios que caracterizam o Ubuntu serão quebrados. Talvez torne-se uma Red Hat da vida, querendo saber apenas de dinheiro. E mais: o Ubuntu 11.04 não me agradou. Já devo estar voltando para o Ubuntu 10.04, onde eu era feliz!

Enfim: para onde a Canonical levará o Ubuntu?

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