Finalmente testando o GNOME-Shell

Eu primeiro gostaria de pedir desculpas aos leitores que acessam o blog pela demora na postagem, mas desde dezembro eu não tenho podido me dedicar a quase nenhum projeto por conta de uma grande oportunidade que me apareceu, e eu tive que me dedicar a ela… Mas enfim, vamos ao post!

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gnome-logoPor muitos anos eu tenho publicado todos os meus pensamentos nesse blog sobre as mais variadas distribuições, tenho testado interfaces gráficas diferentes. Já ataquei a Unity e passei então a gostar dela, já ataquei o KDE e então me acostumei; e inclusive ataquei o GNOME-Shell, mais conhecido como GNOME 3… mas será que dessa vez eu vou gostar disso?

Bom, pra começar eu “nasci” no Linux usando o GNOME. Minha primeira distro foi Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, que usava GNOME 2, e eu me apaixonei pela distribuição e pelo visual novo que trazia, já que era muito diferente do Windows que eu estava acostumado. Atualizei para a 9.04 Jaunty Jackalope, e fui gostando cada vez mais do Ubuntu. Até que o GNOME resolveu mudar de vez.

Ubuntu_screenshot

Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Os novos conceitos do GNOME 3 chegaram por volta do Ubuntu 10.04, e eu olhava para aquilo com muita desconfiança. O design na época não era tão moderno, e isso me deixava com receio da nova interface. O Ubuntu então lançou a Unity como interface padrão no Ubuntu 11.10, e muitas distros que eu gostava, como Fedora, OpenSUSE e Debian passaram a adotar o GNOME 3 em suas versões padrões. O Linux Mint se recusou a usar o GNOME 3, e desenvolveu uma interface derivada do GNOME 3 conhecida como Cinammon.

cinnamon-gnome-shell-fork

Cinammon do Linux Mint

Naquela época o KDE tinha acabado de ir para a versão 4, e as versões iniciais (4.0, 4.1, 4.2) tinham problemas com a minha máquina, sem falar que eram muuuuuito instáveis. Eu decidi então testar o GNOME 3, pra ver se eu gostava. Mas ele ainda estava em versões iniciais, e teve problemas como o KDE. Eu até cheguei a baixar um CD do Fedora com GNOME 3, e também não funcionou. A Unity então tinha se tornado a única opção, pois o Cinammon do Linux Mint também era muito instável e, apesar de funcionar no meu computador, tinha muitos bugs e não me trazia a sensação do GNOME 2 com o qual eu havia me acostumado.

Acabei me acostumando com a Unity, tentei versões do KDE que funcionavam direito no meu PC, acabei gostando, pois estavam beeeeeeem mais estáveis e com muito menos bugs. E o GNOME 3 sempre foi preterido, pois eu ainda não tinha conseguido executar ele com sucesso. Um dos meus primeiros testes com sucesso aconteceu em uma máquina virtual, e o GNOME 3 ainda era bem ruinzinho, sem falar que ficava bastante lento rodando naquela máquina.

Então eu decidi baixar uma versão Linux que eu estava devendo revisar de novo, e baixei a versão com GNOME 3 para ver se estava funcionando desta vez na minha máquina. Afinal, já se passaram alguns anos, não é possível que ele não funcione agora! Então eu baixei o Fedora 20 “Heisenbug” com GNOME 3 para testar! Eis aqui:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34A interface é bem limpa, sem nada na tela, sem muitas informações, apenas as informações necessárias compactadas. Quando levo o cursor no canto esquerdo superior da tela, perto de “Atividades” (não é necessário clicar) a interface se torna assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:50:53Outro fato que merece destaque é que as janelas também estão com menos informações: não há botôes de Maximizar, Minimizar, apenas o botão de fechar a janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:54:25Ainda assim é possível maximizar a janela movendo-a para cima completamente. Eu só não entendi muito bem a função daquele ícone que indica o programa, ao lado de atividades. Ele só indica a opção de sair, e não me parece muito útil, já que eu posso apertar o X para fechar a janela, e algumas vezes tem algumas opções para agilizar o processo, mas sei lá.

Em quesito de multitarefas, eu não tenho certeza como o GNOME 3 se sai, mas me parece que ele se comporta bem com múltiplas janelas, já que são necessários poucos cliques para ir trabalhando com uma janela e com outra, apesar de que deve ser entediante ter que ir em Atividades o tempo todo para escolher uma janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:59:11Eu também achei interessante o modo como compactaram as opções:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:49E como estão as configurações:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:59Mas no mais achei que a interface está bem rápida e estável e tanto ela quanto o sistema estão bem robustos. O único problema que tive foi no início, quando a tela de início do Fedora ficou um pouco escangalhada e eu tinha achado que o GNOME 3 ia me deixar na mão, mas o sistema logou certinho. Então acho que vou dar uma chance para o Fedora e para o GNOME 3, passar alguns dias utilizando-os para ver o que eu acho mesmo sobre o sistema e interface, e tentar me livrar do preconceito que tinha contra o novo GNOME 3. Fiquei bastante surpreso com o que descobri, e acho que dessa vez eu posso me render a mais uma interface.

É isso! Espero que tenham gostado. Comentem suas opiniões sobre interfaces gráficas e sobre o GNOME 3. Qual sua interface favorita? Por que a escolheu?

Até mais!

3 comentários sobre “Finalmente testando o GNOME-Shell

  1. Assim como muitos eu também senti certa aversão pela interface do GNOME 3 quando as distros começaram a substituir a velha e boa versão 2.x. Sem dúvida o maior impacto é a forma como ela quebra o paradigma da barra com “menu Iniciar”… e apesar de não ser difícil encontrar os programas e etc. através do novo mecanismo ainda persistia uma sensação de que eu não tinha “controle” total sobre aqueles ícones.
    Todavia tal inconveniente (por assim dizer) é facilmente contornado através daquele app ClassicMenu Indicator, que em caso de necessidade lhe permite varrer todas as entradas do menu/configurações e afins. Talvez o único problema real do novo ambiente fosse a maior exigência de hardware, que pra quem estava acostumado com a absurda “leveza” do GNOME 2 representava um salto considerável.
    Possuo uma máquina antiga que minha mãe e sobrinho utilizam apenas para navegar na Internet e procuro sempre deixar o sistema o mais clean possível afim de otimizar o pouco recurso que ela dispõe… porém após a entrada do Unity já não era mais possível rodar versões recentes do Ubuntu e tive de optar pelas variantes Lubuntu e Xubuntu.
    A segunda opção acabou sendo a que melhor se encaixou nas necessidades daquela máquina por apresentar algo bem próximo do que era o GNOME 2 e ainda assim dispor de algumas funcionalidades não presentes no Lubuntu.
    Já em minha máquina pessoal apesar de rodar tranquilamente o Ubuntu 13.10, gosto mais de utilizar o Linux Mint 16 com Cinnamon… o MintMenu consegue (na minha opinião) unir a praticidade e elegância dos novos ambientes com a robustez do menu clássico! (apenas pra citar um exemplo comparativo ao GNOME 3)
    Do mais, acho o Cinnamon uma interface limpa e sem rodeios, com ótimo nível de customização que atende desde aquele usuário mais conservador até quem prefere debulhar cada item das opções avançadas.

    • Sim sim! O Cinammon é uma ótima opção. Nesta máquina aqui eu mantive o Ubuntu 12.04 e Linux Mint 15 em dual-boot, mas troquei o Ubuntu 12.04 para testar no novo Fedora com GNOME 3, porque eu nunca tinha testado o GNOME 3 pra valer; mas o Cinammon do Linux Mint é bem robusto e atende bem a tudo!

      Obrigado pelo comentário!

  2. Eu uso atualmente o Fedora 21 com Gnome Shell e estou satisfeito. É muito bonito, organizado e funcional, e olha que está instalado num notebook antiguinho já.

    Fique com Deus!

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