Instalando Arch Linux descomplicado

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Depois de muuuuito tempo sem postar, quase um ano, eu posso dizer finalmente que VOLTEI! Não morri, felizmente, apenas não tinha conteúdo interessante suficiente para compartilhar, nem interesse o suficiente para continuar as postagens frenéticas que eu tinha. Minhas experiências com Linux já ajudaram muitas pessoas e eu não tinha muito pra onde ir se eu não tinha mais tantas experiências desafiadoras assim. Sim, eu ainda uso Linux firme e forte, mas nenhuma experiência com Linux tem chamado muita minha atenção, e eu ainda estou realizando vários testes com o Wine para rodar jogos de forma cada vez mais otimizada.

E foram nesses testes que eu resolvi inovar um pouco. Resolvi instalar o Arch Linux por ser uma distribuição que possui um repositório muito vasto e que possui pacotes bastante interessantes para o Wine. Não vou entrar em detalhes sobre isso agora, até porque esse não é o foco.

Como eu encontrei diversos problemas durante a instalação do sistema, e tive que quebrar muuuito a cabeça para resolver algumas coisas bem chatas que eu acabei descobrindo que o Kernel 4.5  do Linux estava causando pro meu PC (erros como falha de memória), eu finalmente consegui instalar o sistema de forma satisfatória, e ainda estou me ajeitando em tudo aqui.

Se você tem interesse em instalar o Arch Linux, recomendo que leia esse tutorial, já que eu vou explicar passo-a-passo do que fazer, e se algum comando aqui não servir pra você, também posso te indicar algumas opções!

Antes de mais nada, gostaria também de indicar alguns tutoriais que me ajudaram a instalar esse sistema, e podem servir de complementação pra esse texto. Como a instalação é algo bem “padrão”, alguns comandos são exatamente os mesmos, não tem como fugir muito disso. A diferença é que eu explicarei para que serve cada comando e o que você deve fazer caso esteja “engasgado”:

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-sem-complicacao

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-completa

https://wiki.archlinux.org/index.php/Installation_guide_%28Portugu%C3%AAs%29

Lembrando que a Wiki do Arch é riquíssima em conteúdo e pode te ajudar em diversas situações. Recomendo que visitem a página deles para quaisquer problemas que enfrentarem.

Lembrando que: O Arch Linux não foi feito para pessoas completamente leigas, e a instalação dele é bastante complicada para esse tipo de pessoa. Se você é iniciante no Linux, mas deseja mesmo assim se aventurar, fique por sua conta e risco! Não me responsabilizo por quaisquer perda de dados ou danos causados a sua máquina.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa realmente:

Obtendo o Arch

Antes de seguir com isso, quero lembrar-lhes que o Arch Linux não é um Live-CD que você vai poder acessar a internet e ler esse tutorial durante a instalação. Quando você inicia, você já cai numa tela preta de comandos, e não vai ter ninguém pra te ajudar ali. Eu recomendo que você tenha algum outro dispositivo à mão (celular, tablet, notebook) para poder acompanhar o tutorial enquanto instala! Você também pode anotar os comandos, mas também não me responsabilizo se você copiá-los errado.

A obtenção do Arch Linux é bem simples, você tem diversos métodos para poder escolher na página oficial da distro, use o método que lhe servir melhor (torrent, ftp, download direto (http)). Se quiser por terminal do linux, você pode usar um comando chamado wget que baixa um conteúdo para você.

Entretanto, como eu tive problemas com a última versão compilada do Arch (2016.05.01) (Lembrando que Arch é uma distribuição rolling-release, ou seja, ela está sempre se atualizando para os pacotes mais novos, e por isso não tem uma versão fixa), e inúmeros problemas ocorreram por causa do Kernel contido nela (4.5.1, e inclusive tive problemas com o Kernel 4.5.3 que foi instalado! Vou também ajudá-los a contornar esse problema!), eu resolvi então baixar a versão 2016.03.01 que possui o Kernel 4.4.1, que é uma versão de Suporte a Longo Prazo do Kernel, e por isso é bem mais estável e não apresentou problema algum com meu computador.

A página de download do Arch Linux se encontra aqui.

Gravando o Arch

Bom, agora é uma matéria um pouco mais específica. No meu caso, meu computador suporta o boot por um pendrive, então eu acho mais prático utilizar um pendrive para fazer o trabalho, já que depois posso formatá-lo e usar para outra coisa. Existem milhares de formas de gravar o Arch, e recomendo que chequem a página Wiki do Arch Linux para essa matéria. Se você está no Windows, pode gravar a imagem com o ImgBurn em um CD, ou até mesmo utilizar o Rufus, para gravar em um pendrive. No Linux você pode usar o Brasero, por exemplo. Existem muitos métodos.

No meu caso, eu estava no Linux, e então utilizei um método bem simples, por terminal, para gravar a imagem no pendrive. Esse método é bem melhor que usar UNetBootin (que deu problema pra mim) ou algum outro programa do Linux para gravar em pendrive.

Eu utilizei um comando chamado dd, que faz uma cópia exata do arquivo para qualquer lugar! Para usar odd é bem simples, basta ir no terminal e digitar:

# dd bs=4M if='/lugar_onde_esta_seu_iso' of='/lugar_para_o_qual_copiar' status=progress && sync

LEMBRANDO QUE: O # no começo indica que seu terminal está no modo super usuario, então não precisa digitá-lo! E quando estivermos com um $, indica modo usuário normal. Se você está instalando Arch Linux, eu creio que você já saiba como alterar para modo super usuário, e vice-versa. Então não preciso falar que não precisa digitar essas coisas.

Se você não sabe qual o caminho do seu pendrive, digite:

$ lsblk

Você verá algo desse tipo:

[pencatib@ArchLinux ~]$ lsblk
NAME MAJ:MIN RM SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
sda 8:0 0 931,5G 0 disk
├─sda1 8:1 0 500M 0 part /boot
├─sda2 8:2 0 12G 0 part [SWAP]
└─sda3 8:3 0 450G 0 part /
sdb 8:16 1 3,7G 0 disk
├─sdb1 8:17 1 709M 0 part /run/media/pedrug/ARCH_201603
└─sdb2 8:18 1 31M 0 part
sr0 11:0 1 1024M 0 rom

Perceba que o que está indicado como sda é o meu HD montado e que ele possui varias partições de Linux e etc. Veja que o que está indicado como sdb é o pendrive, então eu já sei que o meu pendrive está indicado como sdb. Você deve garantir que seu pendrive é realmente algum desses (ele pode ser sdc, sdd, ou qualquer coisa assim), então faça testes removendo dispositivos ou cheque o tamanho deles. Nesse caso, o que interessa para nós é simplesmente o sdb, não é o sdb1, sdb2, só o sdb!

Então, supondo que meu arquivo do arch está na pasta /home/pencatib/archlinux-2016.03.01.iso e que meu pendrive é o sdb, então nós digitaremos assim, no modo super usuário, claro:

# dd bs=4M if='/home/pencatib/archlinux-2016.03.01.iso' of='/dev/sdb' status=progress && sync

Espere ele aparecer de novo para estar pronto para um novo comando que você saberá que o processo ocorreu com sucesso.

Após a instalação, se desejar formatar o pendrive:

# wipefs --all /dev/sdb

E pronto, tá feito.

Instalação do Arch Linux

Não vou entrar nos méritos de como bootar por pendrive, como entrar no setup da BIOS da sua máquina, ou como usar o UEFI, esse tipo de coisa varia muuuuito de máquina pra máquina, e não tem como eu falar de tudo. Existem muitos tutoriais na internet pra te ajudar a fazer com que seu pendrive inicialize, eu não tenho como falar disso agora.

Ele só deve iniciar tranquilamente com a opção de qual deseja instalar (x86_64 ou i386), e você será levado para a tela preta!

Não tem mouse, não tem nada. É só você e o terminal agora. O terminal não vai te dizer o que fazer. Você tem que dizer a ele o que fazer.

Sobre os Erros Específicos!

Agora, deixe-me falar de algo específico que aconteceu comigo quando estava utilizando a versão 2016.05.01 do Arch:

De tempos em tempos algumas mensagens de erro apareciam na tela como:

[2174.021888] systemd[1]: Failed to start Journal Service.

Isso era algo gravíssimo, porque o Journal Service gerava vários logs de arquivos que iam se acumulando, e chegava uma hora que ele comia toda a memória de dava kernel panic por falta de memória! Uma das maneiras que encontrei de tentar burlar isso durante a instalação foi abrir outra instância do terminal (Ctrl+Alt+F2), logar como root, obviamente, e executar o comando:

# journalctl --vacuum-size=1M

De tempos em tempos. Ele liberava o espaço na memória dos logs criados, mas era chato ter que ficar fazendo isso o tempo todo, e isso dá muito trabalho! Fiz isso até dar tempo suficiente para baixar a .iso 2016.03.01 do Arch para o HD e para copiar para outro pendrive usando o dd.

Outra mensagem de erro era essa:

[240.285293] INFO: task kworker/u8:3:102 blocked for more than 120 seconds.
[240.285293] Not tainted 4.5.1-1-ARCH #1
[240.285293] "echo 0 > /proc/sys/kernel/hung_task_timeout_secs" disables this message.

O que eu fiz foi justamente fazer o que ele pede pra fazer:

# echo 0 > /proc/sys/kernel/hung_task_timeout_secs" disables this message.

Enfim, como eu disse, quando eu usei a versão 2016.03.01 nenhum desses erros me aconteceu, e pude instalar normalmente. Acredito que os erros causados no Journal sejam por causa do meu processador AMD A8. Vi relatos na internet de muitas pessoas com processadores da linha A8 e A10 da AMD que estavam com o mesmo tipo de problema. Como meu notebook é da Lenovo e eu vi no journalctl vários relatos de erros no ACPI, e que o journalctl dizia que o Kernel enviava tantas mensagens que ele mal conseguia processar (e chegava a usar 100% da CPU), o Kernel Panic era inevitável. Por enquanto, não há uma correção oficial e nenhuma versão disponível do kernel 4.5 que conserte isso. Existem alguns patches na internet, mas eu espero sair a versão oficial.

O que eu tive que fazer foi instalar o pacote linux-lts, que vem com o Kernel 4.4.9-1, no momento, que não apresenta nenhum tipo de problema com meu processador. Vou chegar nisso mais tarde.

Conectando com a internet

Para iniciar, precisamos dizer pro Arch que nós queremos nos conectar com a internet! Se você tem uma conexão com fio, basta digitar:

# systemctl start dhcpcd

Se você possui uma conexão sem fio:

# wifi-menu

E uma tela aparecerá para escolher a rede.

Se quiser testar para ver se está tudo em ordem:

# ping -c3 google.com

Você deve receber respostas do servidor, já que o comando ping ele testa a conexão entre você e o servidor indicado, e indica o tempo de resposta.

Deixando a Instalação Em Português-BR

Primeiro, carregue o modelo do seu teclado, que deve ser o padrão brasileiro, na maioria dos casos:

# loadkeys br-abnt2

Esse código carrega o padrão de teclas BR-ABNT2, que é o padrão para a maioria das pessoas. Se não for esse seu padrão, consulte qual deles é e substitua o br-abnt2 por ele usando:

# localectl list-keymaps

Que vai te mostrar uma lista de padrões de teclado, é só ver qual o seu, quando encontrar, aperte q para sair da lista e digite de novo o comando loadkeys, mas dessa vez substituindo pelo seu padrão. Se não sabe qual é o seu padrão, deixe br-abnt2 mesmo.

Deixando a instalação em português para facilitar seu entendimento do que tá acontecendo é fácil:

# nano /etc/locale.gen

Isso vai abrir o editor de texto nano e te mostrar uma página cheia de informações sobre língua. A maioria delas está marcada com um # antes. O que você deve fazer é procurar aquela que está sem o #, que é provavelmente a en_US.UTF-8, e coloque um # nela. Em seguida, vá usando a seta para baixo até encontrar a #pt_BR.UTF-8 UTF-8, e tire esse #.

Aperte Ctrl X, digite y, dê enter e enter de novo. Agora:

# locale-gen && export LANG=pt_BR.UTF-8

Pronto, tudo deverá estar em português agora pra você.

Particionando o Disco

Se você já não tiver particionado antes, você pode fazer isso agora. E é bom você dar uma checada em como está seu disco antes, caso não queira perder nada:

# fdisk -l

Isso irá listar o conteúdo dos seus discos, assim como o lsblk anteriormente, mas ele será mais específico. Por exemplo:

# fdisk -l
Disco /dev/sda: 931,5 GiB, 1000204886016 bytes, 1953525168 setores
Unidades: setor de 1 * 512 = 512 bytes
Tamanho de setor (lógico/físico): 512 bytes / 4096 bytes
Tamanho E/S (mínimo/ótimo): 4096 bytes / 4096 bytes
Tipo de rótulo do disco: gpt
Identificador do disco: 6B0BCC16-2F82-4171-9D2F-C44D797BF46C


Dispositivo Início Fim Setores Tamanho Tipo
/dev/sda1 2048 1026047 1024000 500M Sistema EFI
/dev/sda2 1026048 26191871 25165824 12G Linux swap
/dev/sda3 26191872 969910271 943718400 450G Linux sistema de arquivos

Disco /dev/sdb: 3,7 GiB, 3977190400 bytes, 7767950 setores
Unidades: setor de 1 * 512 = 512 bytes
Tamanho de setor (lógico/físico): 512 bytes / 512 bytes
Tamanho E/S (mínimo/ótimo): 512 bytes / 512 bytes
Tipo de rótulo do disco: dos
Identificador do disco: 0x2237702c

Dispositivo Inicializar Início Fim Setores Tamanho Id Tipo
/dev/sdb1 * 0 1452031 1452032 709M 0 Vazia
/dev/sdb2 172 63659 63488 31M ef EFI (FAT-12/16/32)

Depois iremos formatar o disco. Para isso, usemos o cfdisk:

# cfdisk

Ele é bem simples de usar, na verdade, e autoexplicativo. Se você está tentando usar Arch eu já assumo que tenha alguma intimidade com criar ou editar partições. No caso aqui, nós vamos formatar por completo o computador, então se você já tiver algum dual-boot, basta adaptar e pular alguns dos comandos aqui.

Nós vamos criar as seguintes partições:
500 MB para /boot
12 GB para SWAP
450 GB para / -> O sistema todo

Tem gente que gosta de fazer uma partição /home separado, isso fica a seu critério. Lembre-se também que o tamanho da SWAP varia. É indicado que o tamanho da sua partição SWAP seja o dobro do tamanho de sua memória RAM. Como eu tenho 6GB de memória RAM, eu já coloquei 12 GB. Não é uma regra, mas é sempre bom ter bastante SWAP.

Quando criar as partições, lembre-se sempre de ir na opção “Tipo” e mudar o tipo delas. No meu caso fica assim (não se trata da saída do cfdisk, é só uma ilustração):

/dev/sda1 Sistema EFI
/dev/sda2 Linux swap
/dev/sda3 Sistema de arquivos Linux

Lembrando que se você estiver usando um sistema com BIOS e não EFI, crie uma partição BIOS!

Depois de finalizado, grave tudo e saia. Pode observar como ficou com o fdisk -l.

Vamos formatá-las agora. No meu caso, eu tive que formatar o sda1 como fat32. No caso de ser BIOS, acredito que possa formatá-la como EXT4. Acredito que EXT4 também funcione no boot.

Para fazê-la FAT32:

# mkfs.fat -F32 /dev/sda1

Para fazê-la EXT4:

# mkfs.ext4 /dev/sda1

Faça a partição onde será instalado o sistema como EXT4 também:

# mkfs.ext4 /dev/sda3

Ativemos a swap:

# mkswap /dev/sda2
# swapon /dev/sda2

Para montar as partições, e começarmos a trabalhar com elas:

# mkdir /mnt/boot

Isso vai criar a parte de boot.

# mount /dev/sda1 /mnt/boot

Isso monta o nosso sda1 que é nossa partição boot onde desejamos.

# mount /dev/sda3 /mnt

Monta nossa partição que usamos para o sistema para trabalharmos com ela.

Enfim, se você particionou de outra forma, já pegou a ideia mais ou menos. Se criou uma partição separada para home, crie um diretorio /mnt/home e monte-a nela. Segue o mesmo padrão dos outros comandos. Não é complicado.

Começando a extrair os arquivos

Vamos iniciar mesmo a instalação!

# pacstrap -i /mnt base base-devel

Esse comando irá baixar os pacotes necessários do arch e irá extraí-los todos na sua partição usada para o sistema.

Precisamos agora fazer com que o sistema reconheça as partições e dispositivos, para isso, geramos o FSTab:

# genfstab -U -p /mnt >> /mnt/etc/fstab

Agora nós precisamos instalar as coisas como se estivéssemos dentro do sistema já, mas sem realmente utilizá-lo porque não está nada pronto ainda pra gente utilizar. Por isso usamos o chroot:

# arch-chroot /mnt /bin/bash

Instale os arquivos para conexão sem fio, se precisar:

# pacman -S wireless_tools wpa_supplicant wpa_actiond dialog

Isso evitará alguns problemas posteriores.

Mude o Tempo do sistema para o desejado, no caso acredito que seja São Paulo:

# ln -s /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

Se quiser ver quais outras Time Zones existem:

# ls /usr/share/zoneinfo

ou

# ls /usr/share/zoneinfo/America

ou

# ls /usr/share/zoneinfo/Brazil

Aí é só substituir pelo caminho que você achou.

O horário:

# hwclock --systohc --utc

Será ajustado.

Ajuste o hostname do sistema:

# echo ArchLinux > /etc/hostname

É só substituir ArchLinux pelo nome que quiser!

Defina a senha para o super usuário (root):

# passwd

E é só digitar a senha e confirmar.

Instalando GRUB

Se você tiver que instalar o GRUB com o boot EFI, instale os pacotes:

# pacman -S grub efibootmgr

Caso contrário, ignore o pacote efibootmgr.

Para configurar e instalar o GRUB, se você tiver em um sistema que tem EFI, será preciso:

# grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot --bootloader-id=grub

Senão:

# grub-install --target=i386-pc /dev/sda

Em ambos os casos gere o arquivo de configuração:

# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Se estiver fazendo dualboot com Windows:

# pacman -S os-prober

Agora vem a parte interessante, se você não quiser lidar com os problemas do Kernel 4.5, digite:

# pacman -S linux-lts

E o sistema irá baixar o Kernel de Suporte a Longo Prazo, no caso o Kernel 4.4.

Para uma segurança maior, caso queira remover o 4.5, digite:

# pacman -R linux

Aí sim nós podemos colocar a imagem do Kernel pra ser utilizada pelo sistema:

# mkinitcpio -p linux-lts

No caso de você querer utilizar a 4.5 e não tiver problemas, utilize:

# mkinitcpio -p linux

Criando seu usuário

Para criar seu usuário basta:

# useradd seuusuario
# mkdir /home/seuusuario

Vai criar a pasta do usuário.

# passwd seuusuario
Define a senha do usuário.

# chown username /home/seuusuario
# chgrp seuusuario/home/seuusuario

Substituindo, claro, seuusuario pelo nome do seu usuário.

Instalando monitor para bateria do notebook:

# pacman -S acpi acpid && systemctl enable acpid.service

Instalando Xorg e driver de video:

# pacman -S xorg-xinit xorg-utils xorg-server

Para placas de vídeo Intel:

# pacman -S xf86-video-intel mesa mesa-demos

Para nvidia:

# pacman -S nvidia && nvidia-xconfig

Para ATI/AMD:

# pacman -S xf86-video-ati

Caso seu mouse e teclados sejam especiais:

# pacman -S xf86-input-synaptics xf86-input-mouse xf86-input-keyboard

E configurar o sudo:

# nano /etc/sudoers

Localize onde está escrito root ALL=(ALL) ALL e coloque na linha de baixo:

seuusuario ALL=(ALL) ALL

Ctrl X, salve e saia.

Para sair do chroot:

# exit

Agora vamos sair do CD de instalação, porque nosso sistema já está pronto para ser usado, só precisamos dar uma melhorada em tudo e instalar os pacotes de interface gráfica, xorg e essas coisas.

Desmonte as partições montadas:

# umont -a

E reinicie:

#reboot

Configurações Finais e Pacotes Extras

Logue com seu usuário ou até com o root, tanto faz. Se logar como usuário, lembre-se de entrar agora como super usuário usando:

$ su
Digite a senha de root.

Habilite o repositório multilib:

# nano /etc/pacman.conf
Mais uma vez o editor de texto nano será aberto. No mesmo esquema, tire o # de:
#[multilib]
#Include = /etc/pacman.d/mirrorlist

Para habilitar o Yaourt, você pode acrescentar essas linhas no fim desse mesmo documento:
[archlinuxfr]
SigLevel = Never
Server = http://repo.archlinux.fr/$arch

É só dar um Ctrl X, salvar e sair.


Lembre-se de logar novamente na internet, como fizemos antes!

Para instalar o yaourt:

# pacmans -Sy yaourt

Ambientes Gráficos

Para instalar ambientes gráficos, é bem simples, você escolhe qual deles quer usar.

Mate

# pacman -S mate mate-panel mate-extra yelp mate-themes-extra network-manager-applet

$ nano ~/.xinitrc

E adicione no arquivo, ou crie-o se ele não existe: mate-session

Xfce 4

# pacman -S xfce4 xfce4-goodies

No mesmo esquema anterior, edite:

$ nano ~/.xinitrc

E escreva: exec ck-launch-session startxfce4

GNOME 3

# pacman -S gnome-shell gnome gnome-extra

Edite:
$ nano ~/.xinitrc

Mesmo esquema: gnome-session, se não houver nada, ou tirar o #

KDE

# pacman -S kde kde-l10n-pt_br

$ nano ~/.xinitrc

Colocar kde-session, se não houver nada, ou tirar o #

O gerenciador de Login é importante. Instale o que melhor lhe servir. Temos o gdm:

# pacman -S gdm
# systemctl enable gdm.service
# systemctl start gdm.service

E o KDM:

# pacman -S kdm
# systemctl enable kdm.service
# systemctl start kdm.service

Por algum motivo não consegui executar o lightdm, se alguém puder me dar uma luz.

Depois que instalar o ambiente gráfico, instale o networkmanager:

# pacman -S networkmanager,
# systemctl enable NetworkManager.service
# systemctl start NetworkManager.service

Após isso, reinicie:

# reboot

Alguns Extras

# pacman -S firefox firefox-i18n-pt-br flashplayer unrar unzip tar gzip bzip2 p7zip alsa-lib alsa-tools alsa-utils alsa-oss pulseaudio-alsa pulseaudio pamixer cmus vlc

Esses pacotes incluem firefox, flashplayer, alguns arquivos de extração, arquivos para fazer funcionar o som, tocador de som, e tocador de vídeos VLC.

Plugins para o GStreamer:

$ sudo pacman -S gstreamer0.10 gstreamer0.10-plugins gstreamer0.10-base gstreamer0.10-good gstreamer0.10-python gstreamer0.10-ugly

E agora sim! Seu sistema deve estar bem redondinho! Você pode agora instalar outros arquivos, buscar na internet sobre a instalação deles e outras coisas mais. Você vai descobrir muuuuita coisa nos repositórios do Arch, é só dar uma olhada lá: https://aur.archlinux.org/

Depois desse grande tutorial, espero que eu tenha ajudado de alguma forma! Foi bem trabalhoso recolher essas informações e escrever tudo pra vocês. Espero que tenha sido útil, e agradeço também à ajuda do pessoal da internet e esses tutoriais que indiquei, porque também instalei por eles. Dê uma olhada neles, vai que eu perdi alguma coisa…

Bom, galera é isso aí! Espero ter ajudado!

Abração, até a próxima!

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4 comentários sobre “Instalando Arch Linux descomplicado

  1. Pingback: Instalando Arch Linux descomplicado — Livre Linux | Curso de Linux

  2. parceiro toda vez que tento instalar o arch em um pendrive, através de outro pendrive onde está a iso do arch, esbarro em um erro na instalação do Grub2, ele não instala na MBR do pendrive, teria como você confirmar se essa parte “Instalando GRUB”, mais precisamente este comando:
    # grub-install –target=i386-pc /dev/sdb (sdb sendo a partição principal do meu pendrive)

    resolveria meu problema. E por ultimo em sua opinião qual seria a principal diferença em termos usuais entre Manjaro e Arch, quem tem melhor desempenho? E quem tem melhor usabilidade?

    Atualmente uso Manjaro JWM instalado em um pendrive de 16 gb e acho bastante rápido, mas gostaria de experimentar o arch e ver se vale a pena a migração. Desde já fico agradecido.

    • Poderia me dizer qual especificamente é o erro que aparece na instalação? Segundo a Wiki do Arch Linux (https://wiki.archlinux.org/index.php/GRUB#Install_to_external_USB_stick) precisa-se usar comandos específicos que estão ali:
      # grub-install --target=i386-pc --debug --boot-directory=/mnt/usb/boot /dev/sdb

      Qualquer dúvida, só ler a Wiki ali, tem mais comandos caso queira ver…

      Sobre o Manjaro e Arch. O Manjaro e o Arch são bem parecidos, já que o Manjaro é baseado no Arch, mas possui repositórios próprios. A vantagem de ter o Arch é justamente que você escolhe o que vai instalar no sistema, é você que está no controle de toda a instalação, então você sabe tudo aquilo que você instalou, enquanto o Manjaro instala um monte de coisa que às vezes você não tem nem ideia do que é. Por conta disso acredito que o Arch possa ser até mais rápido, posso estar errado. E também é bem mais flexível nesse quesito. Mas enfim, ambos são ótimos, eu só acho que o Manjaro é um pouco mais user-friendly por todos os facilitadores que ele tem, mas o Arch deve ser bem mais leve pra usar. Tive alguns problemas com o Manjaro e migrei pro Arch sem problemas.

      Espero ter ajudado!

      • Oxe, ajudou de mais, sua dica foi perfeita. Agora que estou com o Arch, posso dizer que ele tem a grande vantajem da customização, porém uma coisa que gostei muito no Manjaro é aquela ferramenta de que gerencia kerneis, muito boa. Agora estou usando Arch com interface XFCE e estou tendo um desempenho muito semelhante ao Manjaro com LXQT, por enquanto muito satisfeito.

        Obrigado pelas dicas.

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