Instalando Arch Linux descomplicado


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Depois de muuuuito tempo sem postar, quase um ano, eu posso dizer finalmente que VOLTEI! Não morri, felizmente, apenas não tinha conteúdo interessante suficiente para compartilhar, nem interesse o suficiente para continuar as postagens frenéticas que eu tinha. Minhas experiências com Linux já ajudaram muitas pessoas e eu não tinha muito pra onde ir se eu não tinha mais tantas experiências desafiadoras assim. Sim, eu ainda uso Linux firme e forte, mas nenhuma experiência com Linux tem chamado muita minha atenção, e eu ainda estou realizando vários testes com o Wine para rodar jogos de forma cada vez mais otimizada.

E foram nesses testes que eu resolvi inovar um pouco. Resolvi instalar o Arch Linux por ser uma distribuição que possui um repositório muito vasto e que possui pacotes bastante interessantes para o Wine. Não vou entrar em detalhes sobre isso agora, até porque esse não é o foco.

Como eu encontrei diversos problemas durante a instalação do sistema, e tive que quebrar muuuito a cabeça para resolver algumas coisas bem chatas que eu acabei descobrindo que o Kernel 4.5  do Linux estava causando pro meu PC (erros como falha de memória), eu finalmente consegui instalar o sistema de forma satisfatória, e ainda estou me ajeitando em tudo aqui.

Se você tem interesse em instalar o Arch Linux, recomendo que leia esse tutorial, já que eu vou explicar passo-a-passo do que fazer, e se algum comando aqui não servir pra você, também posso te indicar algumas opções!

Antes de mais nada, gostaria também de indicar alguns tutoriais que me ajudaram a instalar esse sistema, e podem servir de complementação pra esse texto. Como a instalação é algo bem “padrão”, alguns comandos são exatamente os mesmos, não tem como fugir muito disso. A diferença é que eu explicarei para que serve cada comando e o que você deve fazer caso esteja “engasgado”:

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-sem-complicacao

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-completa

https://wiki.archlinux.org/index.php/Installation_guide_%28Portugu%C3%AAs%29

Lembrando que a Wiki do Arch é riquíssima em conteúdo e pode te ajudar em diversas situações. Recomendo que visitem a página deles para quaisquer problemas que enfrentarem.

Lembrando que: O Arch Linux não foi feito para pessoas completamente leigas, e a instalação dele é bastante complicada para esse tipo de pessoa. Se você é iniciante no Linux, mas deseja mesmo assim se aventurar, fique por sua conta e risco! Não me responsabilizo por quaisquer perda de dados ou danos causados a sua máquina.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa realmente:

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Manjaro Linux


Skin2

É, já tem um tempo que eu não posto nesse site, já estive até me esquecendo, e mais recentemente eu estive brincando um pouco com as configurações do meu notebook e alternando entre sistemas operacionais e então lembrei-me de vir atualizá-los aqui.

Há algum tempo eu havia postado que eu tinha um notebook com Windows 8 pré-instalado e que eu decidi dar uma chance, até porque eu havia pagado pelo sistema (e não tinha como devolver meu dinheiro). Bom, acontece que há algumas semanas atrás eu resolvi ligar o notebook e, para minha surpresa, uma mensagem curiosa aparecia: “O Windows não está respondendo. Deseja fechar o processo?”

Não acredito que tenha sido nenhum vírus nem nada, mas o Windows simplesmente deixou de funcionar, mostrar ícones no desktop ou qualquer coisa do tipo. Sem qualquer paciência pra conseguir um CD de recuperação do Windows 8 ou tentar recuperar a CD Key, eu decidi instalar o bom e velho Ubuntu 14.04 LTS.

Depois de algum tempo com o Ubuntu, e depois de constatar algumas instabilidades no sistema de trocas de drivers (alternar entre os drivers OpenSource e o proprietário da AMD mostrou-se bem instável, já que os resquícios de um driver ainda dominava no sistema), eu resolvi buscar uma distribuição diferente para instalar no notebook. Tentei o Fedora 22, mas não me adaptei bem, já que o Fedora se recusava a instalar diversos programas. Nessas instalações, eu tentei fazer com que alguns jogos funcionassem de forma lisa, instalando através do PlayOnLinux, e não consegui fazer isso nessas duas distribuições, justamente por causa do problema dos drivers (o Fedora tinha problemas ao instalar o driver proprietário da AMD).

Então eu resolvi migrar para o Manjaro. E aqui estou escrevendo com ele, de uma instalação boa no meu PC, e já obtive bons resultados nos meus testes com jogos.

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, e que visa ser simples de instalar e utilizar, com todas as vantagens que possui um usuário de Arch. Ela é uma distribuição rolling-release, ou seja, ela não possui uma versão fixa, pois está sempre atualizando o usuário com o que há de mais novo, assim como é o Arch Linux. Sua vantagem sobre o Arch Linux é que esta é uma distro que possui LiveDVD e é incrivelmente fácil de instalar, e possui versões com XFCE, KDE, Cinnamon e até mesmo GNOME pré-instalados (além de outras interfaces poderem ser instaladas também).

Manjaro-Linux_8

Ela também possui uma opção parecida com o Ubuntu de poder trocar entre os drivers proprietário e opensource, mas, diferente da minha experiência com o Ubuntu, foi algo muito mais estável e nenhum driver deixou resquício. Atualmente estou usando apenas os drivers Opensource, pois eles se mostraram bem mais rápidos para aquilo que eu queria fazer.

Mas não vou dizer que está tudo perfeito com o sistema, porque não está, mas acredito que os problemas que eu tive foram por pura inexperiência com sistemas Arch-based.

Meu primeiro problema foi logo após a instalação. Eu não conseguia instalar os 105 MB de atualizações por problemas de verificação de chaves PGP, e tive de dar uma boa pesquisada de como resolver isso. Não me lembro exatamente dos passos que segui, mas se você também possui os mesmos problemas, te recomendo alguns comandos no terminal que me ajudaram a resolver isso:

sudo pacman-mirrors -g

sudo pacman -S gnupg

sudo pacman -Syyu

sudo rm /etc/pacman.d/gnupg

sudo pacman-key –populate archlinux

sudo pacman-key –populate manjaro

sudo pacman-key –refresh-keys

Infelizmente eu não me lembro exatamente o que fiz para resolver, mas esses comandos estão no meu histórico no terminal, então acredito que eles me ajudaram a resolver o problema.

Outro problema que eu vejo é que às vezes eu não consigo instalar programas porque ocorre um erro com alguma dependência que não pode ter sua chave verificada com o Makepkg ou algo assim. Se alguém tiver alguma dica de como resolver esse tipo de problema, deixe nos comentários, porque eu ainda sou novo nesse sistema de instalação do Arch.

Também tive um grande problema de personalização. Eu personalizei tanto meu XFCE que acabei bugando as Configurações de Aparência (mudar estilo das janelas) do XFCE e, aparentemente, do Cinnamon também, porque eu não consigo abrir ambos. Ao abrir no terminal ocorre uma Falha de segmentação, e o programa fecha sem ao menos dar qualquer dica do que causou essa falha. Mais uma vez, se alguém tiver alguma ideia de como resolver isso, sou todo ouvidos! Por esse e outros motivos eu instalei o KDE Plasma 5 (que também deu um certo trabalho pra instalar, já que há pouca documentação sobre como instalar o Plasma 5 no Manjaro de forma que não dê erros), e também tive que substituir o LightDM pelo SDDM, já que toda vez que eu tentava logar no Plasma, ele me jogava numa sessão do XFCE e eu só conseguia acessar o Plasma se encerrasse a sessão.

A troca do LightDM pelo SDDM também foi um pouco sofrida, já que eu não tinha tanta experiência assim em fazer isso, e precisei de uma boa pesquisa na internet pra fazer isso.

Ah, e eu também não consegui instalar o GNOME. Aparentemente existem dependências conflitantes paradoxais. Se eu remover uma que impede a instalação do GNOME, eu descubro que ela é pré-requisito para um programa essencial do GNOME. Meio estranho. Ainda vou me aprofundar um pouco mais nisso.

Está sendo uma experiência bastante interessante, apesar de todos os problemas (que eu ainda acredito serem causados pela minha noobisse), mas o importante é que o sistema está rodando bem, não tive nenhum Kernel Panic, e fui capaz de até mesmo quase quebrá-lo, mas, acima de tudo, meus testes com jogos estão correndo bem, e estou bastante feliz por ver jogos que gosto muito, que foram feitos para Windows, rodando de forma razoável no Linux através de versões modificadas do Wine. Ainda estou fazendo diversos testes com esses jogos e com diferentes patches do Wine, e se eu conseguir atingir minha meta (fazer os jogos rodarem perfeitamente) eu trago um tutorial aqui no blog para ajudar aqueles que necessitam. Em um desses jogos, sem uma versão especial do Wine, eu possuía um desempenho de 17-25 FPS com os drivers proprietários. Com os drivers OpenSource, tive um pequeno aumento do desempenho: 22-28 FPS. Com versões modificadas do Wine, consegui um desempenho ainda melhor: 33-48 FPS, com picos de 90 FPS. Esses testes não foram tão significativos no Ubuntu e no Fedora, e estão sendo bem interessantes no Manjaro.

Enfim, essa é minha experiência com o Manjaro até o momento, estou gostando bastante e estou sendo capaz de fazer aquilo que quero com o sistema. Se se interessarem por ele, recomendo darem uma chance ao sistema:

http://manjaro.github.io/download/

Vocês podem se surpreender.

Fica a dica,

Até mais 😉

Sobre Linux: Parte II (Diferenças)


obs.: Se você não leu a Parte I, recomendo que clique neste link e leia.

obs².: Já tem algum tempo que não posto no blog, e esse post está há muito tempo como rascunho para terminar, e enfim criei vergonha na cara para terminá-lo. Não há desculpas esfarrapadas para a falta de posts, apenas que este blog é um pequeno hobby meu, e às vezes não sinto vontade de postar nada. 😉 Mas tenho notado que as visualizações diárias do blog estão crescendo consideravelmente, portanto eu quero postar frequentemente aqui e satisfazer os leitores 🙂

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No último Post “Sobre Linux” eu esqueci de responder sobre as diferenças entre as distribuições GNU/Linux e os outros sistemas operacionais. Pois bem, vamos a elas.

O GNU/Linux é de Código Aberto

Na Parte I eu também expliquei o que é código aberto e as diferenças entre ele e código fechado, recomendo que leiam.

Mas, sim, a esmagadora maioria das distribuições GNU/Linux são de código aberto. Eu não conheço uma que não seja. Acho que mesmo as distribuições pagas são de código aberto. Como isso é possível? Não tenho certeza, mas acho que distribuições como a Red Hat Enterprise Linux também vendem o código da distribuição para certas empresas.

Bom, mas a maioria das distribuições, fora essas especiais, são 100% gratuitas, como é o caso de Debian, Fedora, Linux MInt, Ubuntu, Arch Linux, Slackware, OpenSUSE, CentOS, dentre muitas outras.

Mas como é possível que elas sejam gratuitas?

Outra coisa que eu linkei na última parte, mas eu decidi explicar melhor desta vez.

Bom, acontece que o GNU/Linux foi licenciado através da GNU GPL (GNU General Public License) ou Licença Geral ao Público do GNU (em tradução livre), e essa licença possui 4 liberdades:

0 – A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito

1 – A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

2 – A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo

3 – A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

(Notem que as liberdades são enumeradas a partir da número zero. O motivo disso? Eu não sei, mas acredito que seja pela natureza nerd dos escritores dessas liberdades)

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Símbolo do Projeto GNU

Tá, mas o que são licenças?

Ah! Excelente pergunta!

Bom, para explicar o que é licença, vamos fazer mais uma analogia.

Suponhamos por um momento que você seja um artista renomado, um grande pintor! E, então, um dia, você simplesmente resolve pintar um quadro por pura inspiração, e acaba pintando isso daqui:

monalisaErmm… Sim, você resolveu pintar a Mona Lisa…. Bem, vamos supor que esse quadro nunca tinha sido pintado antes. Você é o verdadeiro criador de um dos quadros mais famosos do mundo. Ora, então você se torna um dos artistas mais famosos do mundo, e este, um dos quadros mais caros da história. Você fez muito dinheiro com isso!

Agora, vamos supor que alguém simplesmente decida pintar um quadro quase igual ao seu, com leves modificações:

l-h-o-o-q-mona-lisa-with-moustache-1919E então esta pessoa passa a ganhar mais dinheiro que você, simplesmente porque pintou a Mona Lisa com um bigode. O que é que você pode fazer em relação a isso? O quadro originalmente é seu, você possui seus direitos!

Obviamente, o que alguém faria neste caso era processar o criador de um quadro desse tipo por usurpar e deturpar sua ideia. E tudo isso tem como base seus direitos.

As licenças são criadas justamente para defender os direitos do autor, sendo a mais famosa delas a licença conhecida como Copyright,cujo símbolo é conhecido no mundo todo: ©. Esta licença específica proíbe qualquer cópia ou reprodução ou derivação não autorizada de qualquer obra/trabalho/projeto registrado. E pelo mesmo caminho se guia o registro de patentes, que protegem contra a cópia/reprodução de um invento original.

Entretanto, como eu já disse, o Copyright não é o único meio de preservar um trabalho e garantir os direitos do autor. Essa licença é bastante restritiva, e existem outras que são bem mais liberais.

Eu já citei a GPL, que permite derivações e cópias do trabalho. Mas, no entanto, a GPL possui uma limitação: toda derivação ou cópia de um trabalho deve ser disponibilizada em código aberto.Se você disponibiliza algo que todo mundo possa ver, editar, criar em cima, e reproduzir livremente, não há nenhum sentido em cobrar por isso, não é? Por isso Linux é gratuito.

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Agora, outra licença parecida com a GPL é a licença Creative Commons, na qual o autor escolhe o que poderá ser feito e o que não poderá ser feito com sua obra, se pode ser copiada ou não, se pode ser usada com finalidade financeira, etc. Também há a licença Copyleft,que garante que um conteúdo ou obra possa ser copiado, derivado, vendido livremente.

Enfim, existem milhares de licenças por aí, e não consigo citar todas aqui, basta fazer uma boa pesquisa.

GNU/Linux não tem vírus

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Sim, é uma meia-verdade. A frase correta é: GNU/Linux não tem tantos vírus quanto o Windows ou Mac OS X. Muitos ainda debatem sobre isso, e dizem que GNU/Linux não tem tantos vírus porque não é amplamente utilizado, mas pode-se atribuir ao fato de não ter tantos vírus por conta de seu sistema inteligente de permissões e segurança do usuário.

Tá, mas aí você fala: “Mesmo assim, ainda não se pode afirmar isso porque o GNU/Linux não é tão utilizado!”

Não necessariamente… Sabe quais empresas no mundo utilizam o sistema pra manter seus servidores?

Saca só:

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Aviso: tem um pinguim nessa imagem, consegue identificá-lo?

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E eu tenho certeza que você acessa esses dois sites praticamente todo o dia… Eles são os sites com o maior volume de visitas do mundo… Imagina pra manter tudo rodando num servidor com Windows? E se der tela azul? Bom, fica difícil…

Afinal, se a Google usa Linux… Isso aqui também usa:

youtube-logoE eu tenho certeza que você acessa esse também!

Seu PlayStation 3? Ele roda um sistema chamado CellOS que é derivado do FreeBSD…. Não é Linux, mas o FreeBSD também é gratuito e de código aberto. (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PlayStation_3_system_software)

Quer mais? Leia esse artigo (em inglês) da Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Linux_adopters

Ah, se você também quer saber, os maiores supercomputadores da atualidade também rodam Linux:  http://tecnoblog.net/26177/91-dos-maiores-supercomputadores-do-mundo-rodam-linux/

Mas, por que esses sites usam o pinguim então?

Bom, acontece que o GNU/Linux, por ser de código aberto, pode ter suas falhas de segurança consertadas rapidamente por qualquer programador no mundo. Isso dá mais flexibilidade. Além disso, o sistema, com o nível de segurança que é referência no mundo todo, aguenta qualquer parada, pois possui um Firewall potente, e, mesmo que alguém tente infectar a máquina com vírus ou qualquer coisa do tipo, o GNU/Linux sabe lidar com a situação, coisa que não acontece com um certo sistema da Microsoft, o sistema mais pirateado e com mais falhas de segurança no mundo todo. O que também dificulta para o vírus, é que, por ser de código aberto, o Linux permite diversas derivações de seu sistema principal, gerando as distribuições, que são, em sua essência, diferentes, comportando-se de maneira diferente em variadas marcas.

Entretanto, isso não quer dizer que o GNU/Linux seja imune a vírus. Um sistema operacional que possui base Linux desenvolvido para celular, conhecido como Android (que inclusive é o sistema operacional de celular mais usado no mundo), desenvolvido pela Google, também possui suas falhas de segurança e uma grande quantidade de vírus. Isso é devido ao uso em larga escala do sistema, e de que também o Android é uma distro única. Não se preocupe, os vírus do Android não afetam o Linux desktop por serem de plataformas diferentes, e também porque existem diversas distros Linux. Isso significa que um vírus que funciona em uma distro pode não funcionar em outra, pois, mesmo compartilhando o mesmo kernel, as distros possuem códigos diferentes.

Bom, pra PC tem muito pouco, então aproveitem agora!

É mais fácil instalar programas

De certa forma, isso é uma verdade. Enquanto no Windows você tem que ir no site, baixar um programa, executá-lo, passar por todo um processo de instalação, no Linux a maioria dos programas dos quais você necessita estão nos repositórios da distribuição e, com isso, o sistema baixa e instala automaticamente os programas que você escolher.

Também há o outro método, que você baixa arquivos .deb ou .rpm e, com apenas um clique, o programa se instala em seu computador, sem muito esforço.

Tá, mas o que são repositórios?

20110805125254Os repositórios são listas de programas filtrados pelos criadores das distribuições (diferentes versões) Linux, onde só entram os programas mais relevantes ou mais estáveis. A distribuição Debian é uma referência nesse tipo de coisa, uma vez que ela possui um repositório de mais de 200.000 programas, todos extremamente estáveis!

Agora, uma outra verdade deve ser dita: nem todos os programas disponíveis possuem instaladores em .deb ou .rpm, ou estão em repositórios. Esses programas são mais hardcores e estão comprimidos em um arquivo .tar.gz, no qual o usuário deve digitar uma série de comandos para compilá-lo sozinho, instalando todas as dependências, sem a ajuda automática do sistema.

Claro, é um sistema mais conservador de certas distribuições GNU/Linux (Slackware e Gentoo para ser mais exato), e também é destinada aos experts. Mas não se preocupem, não é sempre que vocês se depararão com algo assim…

Linux é extremamente personalizável

kde4dot3Certo, eu sei que você provavelmente não vai querer fugir do estilo de desktop mostrado acima, já que é um visual muito familiar ao que você deve estar acostumado.

windows7Mas, você não pode negar também que algumas variadas no visual do sistema podem torná-lo ainda mais agradável e confortável, dando a sensação de que você tem controle total sobre o sistema. E de fato você tem. O Linux é extremamente personalizável, pois é de código aberto, portanto tem sempre alguém criando algo novo para o sistema, seja uma interface gráfica, seja uma funcionalidade nova, um programa novo… Enfim, há sempre algo diferente para o seu sistema, e você pode alterá-lo da maneira que quiser. Claro, algumas dessas alterações requerem um certo conhecimento do sistema e de códigos, mas algumas alterações são tão simples quanto clicar em um botão.

Talvez você ache interessante deixar seu desktop assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34Ou assim:

cinnamon-gnome-shell-forkOu assim:

Openbox-[2]Dentre tantas outras opções… Você é quem manda!

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Citei aqui as diferenças mais marcantes que podem causar um gigantesco impacto para os newbies. Mas se quiser você pode ir lá no site whylinuxisbetter.net e conferir outras tantas diferenças do Linux para os outros SOs.

Em breve a Parte III

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE? (II)


Como vocês podem ver pelo título, eu já fiz um post sobre isso antes, que você pode acessar clicando aqui, e essa é a segunda versão desse post, e eu resolvi torná-la mais explicativas para os usuários que não se contentaram com a resposta simplista que eu dei naquele post. Se você quer saber mais detalhes sobre o assunto, esse será o post perfeito pra você.

Aliás, esse post continua sendo até hoje e de longe um dos mais visitados do blog, com mais de 20 mil visualizações. Por isso resolvi fazer uma segunda versão, mais explicativa e mais profunda do que esse primeiro post.

Então, como já foi dito, KDE/GNOME/XFCE/LXDE são Interfaces Gráficas dos sistemas operacionais livres (podem ser Linux, BSDs, ou qualquer outro sistema operacional de código aberto (não sabe o que é código aberto? Também já expliquei isso no blog! Veja aqui e aqui).

Que diferença faz uma interface gráfica em um sistema operacional?

Essa pergunta possui uma simples resposta: TODA. A Interface Gráfica controla o modo como você interage com o sistema. Vou te dar um exemplo:

Qual deles você prefere?

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Opção 1

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Opção 2

Por um momento esqueça que existe uma distribuição por trás da Opção 2. Apenas pense no que é que você preferiria usar. Se você for um programador e um adepto da velha programação na unha, provavelmente preferiria a primeira opção. Mas se você é um usuário normal, sem conhecimentos específicos da máquina, você escolheria a Opção 2 quase sem pensar.

A Opção 1 apresenta grandes desvantagens para usuários normais. Primeiro que é necessário conhecer a linguagem do computador que está sendo utilizada ali para poder se comunicar com a máquina e conseguir realizar qualquer trabalho. Segundo que não é uma interface muito amigável nem multitarefa justamente por causa do primeiro motivo.

Vivemos na era das Imagens, e tudo aquilo que vemos precisa ser agradável aos olhos. Creio que para a maioria das pessoas, a Opção 2 seria a mais agradável aos olhos e a mais amigável em quaisquer termos.

A Opção 2 apresenta uma Interface Gráfica. A Opção 1 não.

Basicamente, hoje em dia todos os sistemas operacionais possuem interfaces gráficas. Introduzirei algumas delas para vocês:

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Essa é a nova interface do Windows 8, batizada pela Microsoft de Metro em suas versões iniciais. Hoje em dia é simplesmente chamada de Windows 8.

windows7O Windows 7 apresenta uma versão modificada da interface anteriormente apresentada pela Microsoft. Geralmente essa interface é chamada de Aero, assim como os efeitos de janelas.

Stick_With_Windows_XP_DesktopO Windows XP introduziu uma nova era de interfaces gráficas, com uma interface revolucionária conhecida internamente como Luna.

macosO Mac OS foi o primeiro sistema operacional comercial a ser apresentado com uma interface gráfica, ideia esta que havia sido comprada da empresa Xerox nos anos 80. Desde então a Apple tem criado interfaces deslumbrantes, com designs inovadores, como nas novas versões do Mac OS X, que apresenta a interface gráfica chamada Aqua.

Vejam então que no mundo dos sistemas operacionais fechados você está limitado àquilo que o sistema lhe dá por padrão. No Windows depende apenas da versão. No Windows 8 você pode ter Aero e Metro apenas; no Windows 7 apenas Aero; no Windows XP apenas a Luna. No Mac OS X você está limitado ao Aqua e suas funcionalidades.

E no Linux?

Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?

Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.

E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do pinguim.

Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.

E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas… existem muito mais do que isso…

Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.

Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE

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KDE 4.12 no sistema OpenSUSE 13.1

O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.

O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.

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Alguns exemplos de Widgets no KDE 4.3 no Fedora

O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets… Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais…

Esse vídeo mostra um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no Mac OS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.

Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br

Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME

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GNOME 3.10

O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.

As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat, CentOS, entre outras:

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GNOME 2.24 no Ubuntu 8.10, de 2008

Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.

O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity

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Unity no Ubuntu 12.04

Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).

A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.

Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinnamon

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Cinammon no Linux Mint

A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.

Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinnamon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.

Os esforços valeram a pena e hoje o Cinnamon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

MATE

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A interface MATE nasceu em agosto de 2011, alguns meses após o lançamento das primeiras versões do GNOME 3, como uma resposta ao caminho que os desenvolvedores do GNOME estavam tomando. Desenvolvida por um argentino conhecido como Perberos, e atualmente o desenvolvimento é liderado por Sefano Karapetsas, o projeto visa ser uma continuação da interface GNOME 2, conhecido em termos computacionais como um fork, assim como foi com Cinnamon e Unity. Utilizando os códigos originais do GNOME 2, os desenvolvedores utilizaram todas as aplicações que já estavam consolidadas pelo GNOME (Nautilus, Gedit, etc) e renomearam (Caja e Pluma, por exemplo), dando continuidade ao trabalho que era feito.

Atualmente, MATE é uma interface bem estável, bastante indicada para quem quer uma interface mais familiar e amigável, e claro, para quem adorava o GNOME 2, assim como eu.

Ela é geralmente mais leve que GNOME 3, Cinnamon e Unity, mas ainda deve requerer no mínimo 512 MB de RAM para rodar bem.

XFCE

xfceO XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.

Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.

Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.

Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE

desktop_full.previewO LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.

Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox

Openbox-[2]O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

 

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.

Fica a dica,

Abraço!

Consertando Internet no OpenSUSE 13.1


openSUSEDepois de instalar o Fedora, eu resolvi experimentar outra distribuição que também gosto muito: OpenSUSE, mas tive muitas surpresas em minhas tentativas com a versão 13.1.

Resolvi instalar a versão do DVD, que pode ser encontrada aqui: http://software.opensuse.org/131/en mas vou dizer que eu nunca tive tantos problemas em uma instalação como essa. Sem falar que a instalação demorou mais do que o usual em uma distribuição Linux. Ele tentava detectar no disco partições Linux, e parava nos 60% antes mesmo de começar a instalação e particionar o disco. Demorou muito para que eu pudesse prosseguir. Quando terminei de configurar e cliquei para instalar, outra decepção: O sistema empacou nos 96%, e de lá não saía. A versão para DVD não tem LiveDVD, ou seja, o que estava rodando era apenas o instalador, e eu não podia testar o sistema. Depois de esperar horas nos 96%, eu decidi reiniciar o computador. O sistema estava lá instalado, mas não tinha criado usuários, o que tornou impossível a utilização do sistema…

Só que eu não desisto: resolvi então baixar a versão 13.1 Live CD com GNOME e instalar por lá, porque talvez assim ele instalasse corretamente, e talvez eu tivesse algo pra fazer no sistema enquanto ele instalava, e talvez depois eu utilizasse o DVD como repositório para instalar alguns programas. Foi isso que fiz. A instalação foi bem mais rápida e fluida, no LiveCD eu pude acessar a internet Wireless e etc.

13.1_M4_GNOME_Activities_Applications

OpenSUSE Live CD com GNOME 3

Mas assim que loguei no sistema depois de instalado uma surpresa: a Internet não funcionava. Sabe-se lá por quê! O ícone de conexão não aparecia. Eu ia nas configurações do GNOME e ele dizia que o aplicativo de Rede não funcionava com o sistema instalado…

Eu tive de recorrer ao YaST, o programa que diferencia o OpenSUSE de todas as outras distros Linux, cujo trabalho é justamente administrar todo o sistema de forma completa. Eu tentei mexer nas configurações do YaST para a rede e me frustrei muito, porque não obtive sucesso. Eu não entendi muito bem porque o OpenSUSE não reconhecia minha rede, se o Linux Mint, o Fedora, o Ubuntu, e todas as outras distros e até mesmo versões antigas do OpenSUSE reconheciam.

Instalei o KDE e alguns programas de configurações do OpenSUSE através do DVD, usando-o como repositório. Os arquivos de ajuda do OpenSUSE não estavam disponíveis off-line.

Baixei um novo LiveCD, com KDE desta vez, pois pensava que o problema poderia estar no Network Manager do GNOME. Então me ocorreu uma ideia enquanto estava no LiveCD: checar as configurações padrões do sistema, pois ali a internet funcionava normalmente. E foi aí que consegui chegar na solução…

Por algum motivo, quando o OpenSUSE instalou, todas as configurações de todos os programas se concentraram no YaST, até mesmo a Internet. Com isso, os networks managers não podiam funcionar corretamente, pois não estavam configurados para executar essa função. A solução era muuuuito simples. Abrir o YaST e clicar em Network Manager (Configurações da rede):

confrede

Na janela que se abre, vá em Opções globais e marque essa opção:

confrede1Clique em OK, e pronto. Agora ative o Network Manager:

confrede2Depois de todo esse trabalho, eu finalmente consegui usar a internet no OpenSUSE!

Espero que ajude quem tiver o mesmo problema!

Finalmente testando o GNOME-Shell


Eu primeiro gostaria de pedir desculpas aos leitores que acessam o blog pela demora na postagem, mas desde dezembro eu não tenho podido me dedicar a quase nenhum projeto por conta de uma grande oportunidade que me apareceu, e eu tive que me dedicar a ela… Mas enfim, vamos ao post!

Não sabe o que é GNOME-Shell, KDE, XFCE, LXDE? Clique aqui!

gnome-logoPor muitos anos eu tenho publicado todos os meus pensamentos nesse blog sobre as mais variadas distribuições, tenho testado interfaces gráficas diferentes. Já ataquei a Unity e passei então a gostar dela, já ataquei o KDE e então me acostumei; e inclusive ataquei o GNOME-Shell, mais conhecido como GNOME 3… mas será que dessa vez eu vou gostar disso?

Bom, pra começar eu “nasci” no Linux usando o GNOME. Minha primeira distro foi Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, que usava GNOME 2, e eu me apaixonei pela distribuição e pelo visual novo que trazia, já que era muito diferente do Windows que eu estava acostumado. Atualizei para a 9.04 Jaunty Jackalope, e fui gostando cada vez mais do Ubuntu. Até que o GNOME resolveu mudar de vez.

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Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Os novos conceitos do GNOME 3 chegaram por volta do Ubuntu 10.04, e eu olhava para aquilo com muita desconfiança. O design na época não era tão moderno, e isso me deixava com receio da nova interface. O Ubuntu então lançou a Unity como interface padrão no Ubuntu 11.10, e muitas distros que eu gostava, como Fedora, OpenSUSE e Debian passaram a adotar o GNOME 3 em suas versões padrões. O Linux Mint se recusou a usar o GNOME 3, e desenvolveu uma interface derivada do GNOME 3 conhecida como Cinammon.

cinnamon-gnome-shell-fork

Cinammon do Linux Mint

Naquela época o KDE tinha acabado de ir para a versão 4, e as versões iniciais (4.0, 4.1, 4.2) tinham problemas com a minha máquina, sem falar que eram muuuuuito instáveis. Eu decidi então testar o GNOME 3, pra ver se eu gostava. Mas ele ainda estava em versões iniciais, e teve problemas como o KDE. Eu até cheguei a baixar um CD do Fedora com GNOME 3, e também não funcionou. A Unity então tinha se tornado a única opção, pois o Cinammon do Linux Mint também era muito instável e, apesar de funcionar no meu computador, tinha muitos bugs e não me trazia a sensação do GNOME 2 com o qual eu havia me acostumado.

Acabei me acostumando com a Unity, tentei versões do KDE que funcionavam direito no meu PC, acabei gostando, pois estavam beeeeeeem mais estáveis e com muito menos bugs. E o GNOME 3 sempre foi preterido, pois eu ainda não tinha conseguido executar ele com sucesso. Um dos meus primeiros testes com sucesso aconteceu em uma máquina virtual, e o GNOME 3 ainda era bem ruinzinho, sem falar que ficava bastante lento rodando naquela máquina.

Então eu decidi baixar uma versão Linux que eu estava devendo revisar de novo, e baixei a versão com GNOME 3 para ver se estava funcionando desta vez na minha máquina. Afinal, já se passaram alguns anos, não é possível que ele não funcione agora! Então eu baixei o Fedora 20 “Heisenbug” com GNOME 3 para testar! Eis aqui:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34A interface é bem limpa, sem nada na tela, sem muitas informações, apenas as informações necessárias compactadas. Quando levo o cursor no canto esquerdo superior da tela, perto de “Atividades” (não é necessário clicar) a interface se torna assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:50:53Outro fato que merece destaque é que as janelas também estão com menos informações: não há botôes de Maximizar, Minimizar, apenas o botão de fechar a janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:54:25Ainda assim é possível maximizar a janela movendo-a para cima completamente. Eu só não entendi muito bem a função daquele ícone que indica o programa, ao lado de atividades. Ele só indica a opção de sair, e não me parece muito útil, já que eu posso apertar o X para fechar a janela, e algumas vezes tem algumas opções para agilizar o processo, mas sei lá.

Em quesito de multitarefas, eu não tenho certeza como o GNOME 3 se sai, mas me parece que ele se comporta bem com múltiplas janelas, já que são necessários poucos cliques para ir trabalhando com uma janela e com outra, apesar de que deve ser entediante ter que ir em Atividades o tempo todo para escolher uma janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:59:11Eu também achei interessante o modo como compactaram as opções:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:49E como estão as configurações:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:59Mas no mais achei que a interface está bem rápida e estável e tanto ela quanto o sistema estão bem robustos. O único problema que tive foi no início, quando a tela de início do Fedora ficou um pouco escangalhada e eu tinha achado que o GNOME 3 ia me deixar na mão, mas o sistema logou certinho. Então acho que vou dar uma chance para o Fedora e para o GNOME 3, passar alguns dias utilizando-os para ver o que eu acho mesmo sobre o sistema e interface, e tentar me livrar do preconceito que tinha contra o novo GNOME 3. Fiquei bastante surpreso com o que descobri, e acho que dessa vez eu posso me render a mais uma interface.

É isso! Espero que tenham gostado. Comentem suas opiniões sobre interfaces gráficas e sobre o GNOME 3. Qual sua interface favorita? Por que a escolheu?

Até mais!

Linux em companhias ultrafamosas


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Algumas pessoas continuam relutantes em utilizar Linux e não veem por que utilizar o sistema livre e gratuito iniciado por um finlandês. Eles dizem que o Linux nem é tão utilizado assim, que a maioria das pessoas não usa, e que não sabe pra que utilizaria isso e blá blá blá….

Que a verdade seja dita: qualquer pessoa hoje em dia que queira trabalhar em grandes empresas multinacionais no ramo de tecnologia (ou qualquer outra coisa) deve saber lidar com o sistema do pinguim, amando-o ou odiando-o.

E, indiretamente, você já teve contato com muitos trabalhos que envolveram o sistema do pinguim em sua produção. O destaque desses trabalhos envolve filmes muuuuuito famosos, e já já vamos falar deles. Ou seja, Hollywood adora um pinguim! (E não é o Happy Feet ¬¬’)

Eu já citei, por exemplo, que a Google roda Linux em seus servidores e até mesmo nos computadores de seus funcionários (tá vendo aí a importância? Quer trabalhar na Google, use Linux), e até mesmo o Sistema Operacional para celulares da empresa o tão famoso e largamente utilizado em qualquer smartphone hoje em dia Android é baseado no sistema do pinguim.

Outro site que também citei que roda o pinguim em seus servidores é a Wikipédia, site este que está nos top 5 dos mais visitados do mundo.

Além disso, em filmes como A Rede Social, que retrata a vida de Mark Zuckerberg, criador do tão famoso site FACEBOOK, é possível notar que um sistema operacional com KDE (provavelmente Linux) foi utilizado para criar a rede social.

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Cena do filme “A Rede Social”

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Outra cena do filme

Se Mark utilizou mesmo o sistema e ainda o utiliza nos servidores do Facebook, é a algo a ser discutido, mas eu duvido muito que eles tenham posto o Linux ali por acaso, afinal ele era um estudande de Ciência da Computação em Harvard, então acho que é muito provável que ele utilizasse um sistema livre como o Linux.

Agora algumas empresas ultrafamosas no mundo que utilizam o sistema do pinguim para criar mega produções:

Pixar

PixarOh, sim! A desenvolvedora do primeiro longa-metragem de animação em 3D do mundo (que pra quem não sabe foi Toy Story) usa Linux desde sempre! Não só podemos falar, mas também mostrar com provas:

Menv_screenshot_2red-hat-pixarAs imagens em questão são do vídeo Meet the Experts: Pixar Animation Studios, The OpenSubdiv Project (Em Inglês)  publicado pelo canal oficial da Autodesk.

Inclusive há uma história engraçada sobre como o filme Toy Story 2 quase foi completamente perdido devido a um erro de backup e a alguém digitando comandos errados no servidor: http://www.youtube.com/watch?v=8dhp_20j0Ys (também em inglês)

 

Weta Digital

wetaPelo nome você não deve conhecer. Mas e se eu te disser que essa empresa é responsável pelas maiores revoluções na arte da computação gráfica, vencedora de 57 prêmios de diversas academias que envolvem a categoria. Quer algumas produções da empresa?

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  1. A Trilogia O Senhor dos Anéis, vencedora de 17 Oscars, sendo que os três filmes que compõem receberam prêmios de Melhores Efeitos Visuais;
  2. Mais recentemente a trilogia O Hobbit;
  3. Os Vingadores, um dos maiores filmes de 2012, que arrecadou mais de $ 1,5 bilhão e quebrou vários recordes na indústria cinematográfica;
  4. O recém-lançado Homem De Aço, novo filme do Superman;
  5. O também recém-lançado Homem de Ferro 3, o qual também foi um sucesso be bilheteria, arrecadando mais de $ 1,2 bilhões;
  6. E, não poderia me esquecer dele: Avatar , filme que representou uma revolução no quesito gráfico, e recebeu prêmios por Melhores Efeitos Visuais, além de arrecadar mais de $ 2 bilhões nos cinemas…

Uma lista completa dos filmes produzidos pela Weta Digital: http://www.wetafx.co.nz/features

E também, segundo o anúncio de Trabalhos no site da Weta, aqueles que desejam trabalhar na empresa devem ter algum conhecimento de Linux (http://www.wetafx.co.nz/jobs).

A Pixar e a Weta utilizam o sistema do pinguim por causa de uma coisa que os outros softwares proprietários não permitem: A liberdade.

Uma vez listei esta como uma das vantagens de se utilizar Linux em um post e recebi um comentário assim: “Liberdade? Pra quê? Se o que a grande maioria precisa só de acessar o Facebook. Me desculpa mas essa papo seu não convence.”

Não se trata apenas de liberdade em mudar o tema de seu sistema, não se trata de apenas deixá-lo mais bonito, mas ter a liberdade de conhecê-lo, de personalizá-lo até no modo como funciona, no seu código fonte, e é isso que as empresas buscam. Por quê?

Bem, leve em consideração o seguinte: para se renderizar uma pequena animação 3D leva um tempão, e é necessário máquinas poderosas para fazê-lo no menor tempo possível. Agora imagine ter que renderizar um filme inteiro como Avatar, ou Senhor dos Anéis, ou Toy Story, ou Os Incríveis, com o nível de detalhamento de cada um desses filmes! São necessárias milhares de máquinas que devem operar dia e noite sem travamentos, sem desligar, e muitas delas são tão potentes que Sistemas Operacionais comuns podem não funcionar corretamente, aproveitando o máximo delas.

E é aí que entra a Liberdade do Linux.

Com o Linux, as empresas podem editar os códigos fontes e personalizar o sistema ao máximo para cada máquina, tendo maior segurança de que o sistema não irá travar e funcionará com o máximo de performance possível.

E também é por isso que mais de 90% dos Top 500 Supercomputadores no Mundo rodam Linux.

Por isso, se você tem uma grande ambição na vida de trabalhar em multinacionais, comece já a lidar com o pinguim, porque ele vai ser determinante na sua vida profissional!

Extras:

WETA DIGITAL sobre Linux (Em Inglês): http://www.linuxjournal.com/magazine/emphasisthe-day-earth-stood-stillemphasis

Linux em Hollywood (Em Inglês): http://www.creativeplanetnetwork.com/dcp/news/linux-hollywood/44656

E também: http://www.linuxmovies.org/

Unity 8 e o novo Mir


Meus pesadelos mais obscuros estão prestes a se tornar realidade, e coisas que tanto critiquei agora farão parte de algo que tanto defendi.

O Windows 8 foi recebido com muitas críticas mistas, e até hoje não conseguiu abocanhar mais de 4% do mercado de aparelhos eletrônicos. E mesmo assim, a lição não foi aprendida por uma das empresas que mais admiro no mundo Linux, a Canonical, mantenedora do Ubuntu Linux. Muita das ações da Canonical eu já critiquei, como a mudança repentina para o Unity, que era muito instável na época, e quando a interface se estabilizou, eu fiquei um pouco mais flexível à mudança.

Mas desta vez, a Canonical introduziu o Unity Next… E está fazendo justamente o que eu mais temia… Segue aí um vídeo do Unity Next rodando sobre a nova plataforma conhecida Mir em que a Canonical está trabalhando.

Antes de mais nada, deixe-me explicar para os iniciantes do que é que eu estou falando, pra todos aqueles que viram o vídeo e não entenderam.

Por muitos anos, o Ubuntu utilizou uma interface gráfica conhecida como GNOME.

Suas variações, Kubuntu, Xubuntu, utilizavam interfaces diferentes (KDE e XFCE, respectivamente), mas isso não vem ao caso.

No ano de 2010, o GNOME passou por uma mudança drástica, que trouxe muitas críticas e desconfianças sobre a nova interface, conhecida como GNOME-Shell, ou GNOME 3.

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GNOME 2, o GNOME presente nas versões 4.10 e 10.10 do Ubuntu

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GNOME 3, ou GNOME Shell, o novo GNOME

A nova interface trouxe muita desconfiança, e a Canonical se pronunciou oficialmente, dizendo que estava quebrando as relações com o projeto GNOME. E com isso, o Ubuntu não estaria com o GNOME 2, nem GNOME 3. Eles fizeram um fork do GNOME, baseando-se num projeto que eles já usavam nas versões Ubuntu Netbook: o Unity.

No começo, o Unity utilizava boa parte do código do GNOME, e mais tarde se tornou uma interface gráfica independente.

11.04

Unity fazendo estreia como interface padrão no Ubuntu 11.04

12-04

Unity no Ubuntu 12.04

Eu comecei bastante desconfiado do Unity quando a versão 11.04 lançou, até fiz um post de primeiras impressões: https://livrelinux.wordpress.com/2011/04/29/primeiras-impressoes-ubuntu-11-04-natty-narwhal/

E também um pouco desconfiado no Ubuntu 11.10: https://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/ubuntu-11-10-review/

E finalmente cedi ao Ubuntu 12.04: https://livrelinux.wordpress.com/2012/04/23/novo-ubuntu-12-04-beta-2/

E há alguns dias atrás eu fiz um post sobre o paralelo entre Ubuntu e Windows 8: https://livrelinux.wordpress.com/2013/03/07/windows-8-despencando-ubuntu-agora-mirando-plataformas-moveis/

E com o vídeo do Unity Next e Mir, meus pesadelos viraram realidade.

Por quê? Oras! Simplesmente deem uma olhada em meu último post: Eu sou um Windows H8ter

Qual é a diferença entre o novo Unity Next e o Estilo Metro do Windows 8?

O Ubuntu está seguindo o mesmo caminho do fracasso que é o Windows 8. Eu sei que o Windows 8 não presta. Eu já usei… E eu não quero ter que dizer o mesmo do Ubuntu…

E antes de terminar o post, eu queria dar uma explicação rápida do que é o Mir de que eu falei no post, sendo que ninguém realmente percebeu o que eu quero dizer com isso. Bem, jovens gafanhotos, o Linux funciona em modo gráfico justamente porque existe um software que o permite existir em modo gráfico, e este software não é o Unity.

O Unity é a interface gráfica, e a interface gráfica sozinha não se comunica com o hardware, ele necessita de uma ajuda especial… Quem faz isso, no caso de muitos Linuxes, é um programa conhecido como X Window System (conhecido popularmente como X11 ou simplesmente X).

Mas de onde vem o Mir que você tanto fala?

Bem, como tudo no mundo Linux, há sempre uma alternativa para diversos softwares. Há quem diga que o X já não é mais tão poderoso, e vem apresentando diversos problemas, e é necessário trocá-lo. E diversas alternativas surgem, como o Wayland, que estava cotado para integrar o Ubuntu 12.04, 12.10 e até mesmo a versão 13.04. Mas o bom e velho X11 continuou. A Canonical disse que o Wayland ainda não estava maduro o suficiente, e decidiu botar a mão na massa.

Em vez de esperar pelo Wayland, eles decidiram criar seu próprio sistema gráfico, conhecido como Mir. Ao que me parece, o sistema está bem estável e funcional, como mostra o vídeo, mas mesmo assim, o Unity NEXT parece estragar toda a experiência.

Me parece que no futuro eu caminharei para o Kubuntu, ou então caminharei para mais um momento de “eu estava enganado sobre tudo aquilo que um dia escrevi…”

Fazer o que, né?

É a vida.

Ferramentas de produção no Linux


Algumas pessoas alegam que não usam Linux porque ele não é adequado para trabalhar, pois não tem programas específicos pra tais coisas. Programas como Adobe Photoshop, InDesign, Corel Draw, 3DS Max/Maya, MS Office podem fazer certa falta no Linux, mas alguns podem ser emulados com perfeição no Wine, como por exemplo a suíte do MS Office.

Mas alguns preferem os programas opensource e dizem que eles não têm competência para bater de frente com as ferramentas mais conhecidas. Atualmente, o cenário está mudando e as ferramentas opensource estão ganhando cada vez mais funcionalidades para poder competir com as ferramentas mais conhecidas! Vamos dar uma olhada nesses programas?

Suíte LibreOffice ou OpenOffice.org

A suíte de Escritório OpenOffice.org ganhou fama por ser uma alternativa gratuita ao famoso MS Office. Sua versão em Português-Brasil BrOffice.org foi até adotada em alguns órgãos do governo brasileiro como suíte de escritório para substituir o MS Office. A suíte foi originalmente desenvolvida pela extinta empresa Sun Microsystems, que foi comprada pela ORACLE em janeiro de 2010.

A compra da empresa gerou uma certa apreensão por parte da Comunidade do Software Livre, pois a Oracle anunciou o descontinuamento de diversos projetos da Sun, como o OpenSolaris, o Sistema Operacional de código aberto baseado no Solaris, e também anunciou que o desenvolvimento do OpenOffice ia ficar cada vez mais lento. Depois disso, a Oracle desistiu do desenvolvimento do OpenOffice e entregou-o à empresa Apache.

Foi aí que surgiu a iniciativa do LibreOffice. Como o OpenOffice.org é de código aberto (e continua em desenvolvimento na Apache), antigos funcionários da Sun Microsystems, que trabalhavam no programa, decidiram criar um novo projeto com base no código fonte do OpenOffice. Este é o LibreOffice, uma suíte mais polida e completamente livre de ações empresariais, mantida pela Fundação do Software Livre (Free Software Foundation) uma fundação sem fins lucrativos que cuida dos assuntos de software livre.

As duas suítes são ótimas para o escritório, oferecendo uma compatibilidade ótima com os arquivos do Microsoft Office (.doc, .docx, .ppt, .pptx, e por aí vai), e ainda apresentando o formato de arquivos .odf, que é o OpenDocument Format, Formato de Documento Aberto. A suíte é composta por programas de:

  • Gerenciamento de Banco de Dados
  • Editor de Apresentações e Slides (estilo PowerPoint)
  • Editor de Planilhas (estilo Excel)
  • Editor de Textos (estilo Word)
  • Editor de desenhos
  • Programa para formular equações matemáticas

As grandes vantagens são a compatibilidade muito grande com o MS Office, algumas vezes apresentando alguns erros, mas mesmo assim, dão conta do recado. É também possível baixar diversas extensões para o programa, e também ele tem funções que o MS Office não tem, como por exemplo a função de exportar .doc/.odf para .pdf, além de outras funções também.

E também a interface dos programas lembram às do MS Office 2003, mas também é possível através de extensões alterar a aparência deles.

Eu uso mais o LibreOffice, e fiz até um post sobre as diferenças que notei das duas  suítes: https://livrelinux.wordpress.com/2011/04/20/libreoffice-vs-openoffice-org/

Para adquirir qualquer um dos dois (é necessário possuir o Java):

http://www.openoffice.org/

http://pt-br.libreoffice.org/

Suíte Google Docs e Zoho

Apesar de não ser uma suíte baixável, esta é uma suíte viável para quem trabalha utilizando a internet.

A suíte de escritório do Google Docs é muito útil e atua utilizando o conceito de Computação em Nuvem, requerendo apenas uma conta no Google para ser utilizada.

Foi criada justamente para competir com o MS Office, com a vantagem de poder ser utilizada direto do navegador, sem precisar baixar nada. É só necessário ter acesso a internet, um navegador atualizado e uma conta no Google e pronto! Já pode começar a utilizar o Docs.

Nela é possível criar e editar:

  • Textos
  • Apresentações
  • Planilhas
  • Tabelas
  • Desenhos
  • Formulários

E uma das grandes vantagens é que é possível salvar arquivos utilizando o HD Virtual de 1 GB de armazenamento, sendo possível acessá-los de qualquer computador que tenha acesso à internet, independente do sistema operacional.

A suíte é compatível com os formatos MS Office e permite também o compartilhamento instantâneo de arquivos, sendo possível editar arquivos com diversas pessoas ao mesmo tempo.

Também é possível fazer download dos arquivos guardados no HD Virtual do Docs.

Para acessar o serviço, crie sua conta no Google, e na barra de cima, clique no botão Docs e pronto.

Outro serviço semelhante a esse é o serviço Zoho, que além de ter ferramentas de escritório compatíveis com MS Office, possui outras aplicações, como por exemplo, o compartilhador de diversos tipos de arquivos online, um organizador de projetos e diversos serviços que nem eu sei pra que servem.

É tudo online e é possível usar uma conta Google também.

É só acessar zoho.com. A única coisa ruim é que tá tudo em inglês, o que pode ser um problema pra algumas pessoas.

Particularmente, eu gosto bastante desses serviços que utilizam a Computação em Nuvem e gosto muito do Google Docs, porque estou sempre logado no Google. As desvantagens são que as suítes apresentam um número pequeno de funções se comparados ao MS Office e LibreOffice/OpenOffice e precisa justamente de estar logado para utilizá-las, além de alguns problemas com arquivos mais pesados que não conseguem ser convertidos para Caso você tenha que trabalhar offline, o Docs e o Zoho não são uma boa pedida.

Suíte Calligra

É, eu sei, tá ficando um pouco cansativo com tantas suítes! Mas é a diversidade! Pra você ver como temos tantos programas produtivos no Linux, e como você não havia percebido isso antes.

Mas essa daqui não é exclusivamente de escritório! As outras suítes que eu apresentei eram apenas suítes para serem utilizadas em escritórios, em coisas bem menos criativas. Esta suíte é a “suíte criativa”!

O Calligra foi desenvolvido em Qt, a mesma utilizada na criação do KDE, portanto, a interface se integra melhor ao KDE do que ao GNOME. Há uma certa confusão entre esta suíte e a suíte KOffice (não vou falar desta suíte aqui, mas tá aí o link pra quem quiser testar). Acontece que o Calligra surgiu depois de uma certa briga entre os desenvolvedores do KOffice, que se repartiram nestes grupos.

Alguns programas que integravam o KOffice, como o Krita, por exemplo, não tinha ideia de qual suíte fazia parte depois desta divisão. Depois de um tempo, o KOffice aparentemente está parado, enquanto a suíte Calligra continua a todo vapor, reformulando os antigos programas do KOffice.

Ela também acrescentou programas bem interessantes que eu nunca tinha visto igual.

Além dos básicos de uma suíte de escritório, como um editor de Slides, Texto, Planilhas, todos compatíveis com o MS Office, a suíte Calligra possui programas inovadores e diferentes das outras apresentadas aqui, como:

  • O BrainDump, onde é possível organizar suas ideias em esquemas e desenhos para melhor visualizá-los. Útil para quem tem de trabalhar utilizando a criatividade;
  • O Flow é um criador de diagramas, fluxogramas, etc;
  • O Kexi é um editor e criador de Banco de Dados, desenvolvido para competir com Microsoft Access, File Maker e Oracle Forms;
  • O Plan é um gerenciador de projetos em larga escala, visando a organização dos projetos;
  • O Karbon14 é um editor de imagens vetoriais, visando competir com o Corel Draw e outras aplicações que utilizam imagens vetoriais. Tem as mesmas propostas do Inkscape, outro programa de imagens vetoriais gratuito.
  • O Krita é um programa de desenhos, pronto para a indústria, com suporte a CMYK e à diversas graphics tablets. Pode ser utilizado para criação de Histórias em Quadrinhos, rascunhos e diversos tipos de desenhos, sendo um dos programas mais interessantes da suíte. Foi utilizado na produção do Projeto Durian, um filme opensource feito no Blender, mais tarde batizado de Sintel, para a produção de concept arts dos personagens pelo conhecido designer David Revoy. Atualmente, o Krita também faz parte dos programas opensource utilizados no Projeto Mango, novo filme opensource da Blender Foundation, previsto pra ser lançado ainda este ano.

É possível instalar cada programa da suíte sem precisar baixá-la por completo.

Particularmente, acho que esta é uma das suítes mais promissoras do Software Livre.

Para mais informações e download:

http://www.calligra.org/

Blender

Já falei uma vez do Blender aqui no blog, mas vou falar de novo, pois ocorreram diversas mudanças no programa desde então.

Pra mim, o Blender é uma das ferramentas mais geniais que já foram inventadas. Ela é opensource, gratuita e realmente muito leve!

Muita gente chama o Blender de “canivete suíço”, por sua versatilidade nas áreas em que trabalha.

Originalmente, o Blender é um programa que trabalha com Modelagem e Animação 3D, mas ultimamente ele vem expandindo suas funções na área, fazendo coisas que seus “adversários”, como 3DS Max e Maya, não fazem.

Atualmente, o que é possível fazer no Blender, é possível fazer com 3 programas conhecidos juntos: 3DS Max (Modelagem 3D), ZBrush (escultura 3D), Unreal Development Kit (engine de jogos). Lembrando que, para comprar os 3 programas (O Unreal é gratuito se for utilizado para fins não lucrativos. Caso você queira vender o jogo, é preciso pagar uma taxa), é preciso desembolsar pelo menos 4200 dólares!

Esta é a principal vantagem do Blender: ele é gratuito!

E também ele pesa pelo menos 40 MB, se comparado ao 3DS Max, que pesa pelo menos 1 GB.

Claro, tem diversas coisas que o 3D Studio Max faz e o Blender não faz. Mas em termos de modelagem, o Blender não está mais atrás!

Eu disse não está mais porque eu realmente reconhecia que o Blender estava atrás há algumas versões atrás, mas atualmente, eles se equivalem.

Saiu a versão 2.63 do programa, e com ela vem um recurso que há muito tempo o Blender vem precisando, a modelagem em n-gons. Pra quem não sabe o que é isso, eu vou explicar:

Todo modelo 3D é baseado em polígonos, pegue por exemplo este modelo:

Veja que ele é formado por diversas linhas. Estas linhas formam diversos quadrados no modelo. Estes são os polígonos do modelo.

No 3DS Max e Maya, era possível trabalhar com diversos tipos de polígonos, desde triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos etc. Tudo dependia de quem estava modelando. Isto era muito útil para quem modelava e poderia animar. Facilitava o trabalho.

O Blender só trabalhava com 2 tipos de polígonos: quadrados e triângulos. O problema é que quando você tentava dividir uma face, você criava triângulos em outra. Em certos modelos, os triângulos atrapalham na hora de animar. Para ilustrar o problema:

Veja que eu dividi uma face em diversos quadrados e se formaram diversos triângulos nas outras faces. Se eu quisesse fazer alguma animação, os triângulos iam dificultar o processo, pois deformam o modelo.

Nesta nova versão do Blender, isto acontece:

Não há mais triângulos. Você pode criar o polígono que quiser agora. Ponto pro Blender!

Além disso, o Blender tem uma nova engine de Renderização de imagens mais realista, a chamada de Cycles Render. Ela está presente desde o começo das versões 2.6. Para mais detalhes sobre isso: http://www.allanbrito.com/2011/12/06/render-e-animacao-com-o-blender-cycles/

E também está sendo incluído um sistema de Motion Tracking e Camera Tracking, presente nos outros softwares que competem com o Blender.

Para mais detalhes e Download:

http://www.blender.org/

Inkscape

Quando o assunto é desenho vetorial, o Inkscape é o principal programa gratuito para o trabalho! Apesar de ser um programa simples e de ainda não ter nem chegado na versão 1.0, ele já é usado por muitos artistas como alternativa a Corel Draw e outros programas vetoriais.

Vamos simplesmente dar uma olhada em algumas artes produzidas com este programa:

É um programa muito poderoso de edição de desenhos vetoriais, mas não possui suporte ao padrão CMYK, o que, apesar de não ser muito importante para quem quer fazer uso rotineiro sem se importar com impressões dos arquivos, é utilizado por muitos trolls como motivo para não utilizar o programa.

Disponível para Linux, Mac e Windows: http://inkscape.org/download/?lang=en

Pode ser instalado no Ubuntu com um simples comando: sudo apt-get install inkscape ou então basta procurar na Central de Programas Ubuntu por Inkscape.

No Fedora pode ser instalado com um simples sudo yum install inkscape

GIMP

Um dos mais famosos editores de imagens do mundo do Software Livre tem que ser colocado aqui. Inclusive, segundo diversas fontes na internet, o GIMP foi criado em GTK, e foi a partir dele que vieram as interfaces gráficas baseadas em GTK.

O programa tem funções similares ao Adobe Photoshop, como edições de imagens, aplicações de filtros etc. Também é muito utilizado para desenho, criação de texturas e muitas outras coisas que envolvem manipulação de imagens. Inclusive ele também é utilizado por David Revoy que eu citei antes.

Também já fiz um post no blog sobre a nova versão do GIMP: https://livrelinux.wordpress.com/2012/03/25/instalando-a-versao-2-7-do-gimp/

Mas já saiu a versão 2.8 FINAL do GIMP presente nos repositórios do Fedora. No caso do Ubuntu, é necessário usar os comandos no terminal:

sudo apt-add-repository ppa:otto-kesselgulasch/gimp
sudo apt-get update
sudo apt-get install gimp

O modo Janela Única não vem ativado por padrão! É preciso ir no Menu Janelas > Modo Janela Única e deixar isso ativado.

Existem diversos complementos para o GIMP, que acrescentam brushes para o programa, filtros e outras opções. Na Screenshot acima, que eu peguei do blog do David Revoy, o artista utiliza um complemento chamado Gimp-Painter, que modifica um pouco a interface do GIMP e acrescenta brushes no programa.

MyPaint

Também programa de desenho! Mas ele foi exclusivamente desenvolvido para desenho! Não existe opções de edição de imagens nele. É apenas desenho! Feito especialmente para ser compatível com mesas digitalizadoras, o MyPaint cumpre tudo o que promete fazer e nele é possível desenhar com total liberdade!

Foi também utilizado na produção dos filmes abertos: MangoSintel da Blender Foundation.

Sim, a screen também é do artista David Revoy, pra você ver como o cara é um exemplo de que é realmente possível usar ferramentas gratuitas e opensource para fazer um bom trabalho artístico!

Outro exemplo de desenhista BRASILEIRO que utiliza GIMP e MyPaint é o Mozart Couto, que eu inclusive citei muitas vezes no meu blog.

Já citei o programa no blog uma vez: https://livrelinux.wordpress.com/2011/06/15/mypaint/

Também está presente nos repositórios do Ubuntu e do Fedora.

sudo apt-get install mypaint (Ubuntu)

sudo yum install mypaint (Fedora)

Em próximas versões do MyPaint, será possível animar os desenhos, ou seja, teremos um excelente programa de animação 2D para utilizarmos!

Synfig Studio

Mais um programa para quem gosta de trabalhar com desenhos e arte, porém este é diferente. Ele é focado em animações vetoriais. Os desenhos feitos a partir de vetores se tornam animações suaves, como os desenhos de hoje em dia. A proposta do programa é poder criar uma animação, mas sem ter de trabalhar quadro-a-quadro, o que toma muito tempo de um animador.

Pode-se considerar uma alternativa ao Adobe Flash, o programa criador de animações em Flash da Adobe.

No entanto, um dos maiores problemas do Synfig, pelo menos que eu acho, é que ele é feito em diversas janelas separadas, o que é meio ruim para trabalhar.   Isso também acontecia com o GIMP, mas muitos conseguiam trabalhar bem com esse monte de janelas pairando no desktop. Particularmente, eu acho isso meio ruim, mas tem gente que gosta e que consegue trabalhar assim.

Já postei sobre ele aqui: https://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/synfig-studio/

O programa possui uma boa documentação, inclusive suporte em português com tutoriais para aqueles que quiserem utilizar o programa.

Informações: http://www.synfig.org/cms/

A instalação é simples, tanto no Fedora quanto no Ubuntu basta procurar por Synfig nos pacotes, ou simplesmente digitar no terminal:

Fedora: sudo yum install synfig

Ubuntu: sudo apt-get install synfig

Manual de uso do programa em Português: http://wiki.synfig.org/wiki/Category:Manual/pt

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Deu pra ver que pra ser um artista no Linux é perfeitamente possível. O que não falta são programas para te facilitar o trabalho. Para trabalhar em escritório, estamos lotados de suítes para isso. Trabalhar com modelagem 3D também tem ficado cada vez mais simples com o Blender. No entanto, gostaria de pedir a sugestão de vocês nos comentários por mais programas para fazer aqui uma série de posts de programas úteis, de produção gratuitos e OpenSource no Linux.

Vou fazer outros posts desse estilo se vocês gostarem.

Novo Ubuntu 12.04 Beta 2


Já faz algum tempo que o novo Ubuntu 12.04 Beta 2 saiu, com diversas melhorias na Unity e me parece que é a última versão de testes. Os downloads da versão diária das imagens do Ubuntu estão aqui: http://cdimage.ubuntu.com/daily-live/current/

De uns tempos pra cá, eu fui aceitando cada vez mais o Unity, me entregando cada vez mais à beleza da interface. Tá certo que na versão 11.10 eu fiquei meio encucado com alguns bugs da interface, mas resolvi dar uma nova chance a Unity! Baixei hoje a imagem de 64 bits da Precise Pangolin, que é o codinome do novo Ubuntu 12.04. A versão final só está programada pra sair no dia 26 de Abril. Hoje é dia 22… não falta muito não.

Algumas das novidades do novo Ubuntu é a integração do painel esquerdo da Unity com o papel de parede, já que os botões transparentes mudam de cor de acordo com a cor predominante no papel de parede. Também agora, quando se instala algo na Central, aparece uma barra de progresso no ícone do painel. No ícone do Gerenciador de Atualizações também há um número no canto mostrando quantas atualizações estão disponíveis. É possível escolher o tamanho dos ícones no painel e também, quando a janela é maximizada, o painel esquerdo não se esconde mais.

Voltando então ao assunto, eu gravei a imagem num CD e fui testar em Live CD.

Fiquei realmente empolgado e gostei bastante do design maravilhoso do sistema. Mesmo sendo Beta, o sistema até está estável. Tive alguns problemas de fechamentos de programas inesperadamente, colocação de ícones no painel esquerdo, e até mesmo dificuldades para me adaptar ao Menu da Unity, mas nada que realmente travasse o sistema, afinal é uma versão Beta, este tipo de coisa é normal! Não encontrei os mesmos defeitos que me fizeram sair frustrado do Ubuntu 11.10!

Mas achei o sistema estável em si e gostei muito da experiência. Não cheguei a tirar o Live CD pra voltar pro Ubuntu 10.04. Instalei o Beta logo depois de concluir que o sistema estava bom!

Estamos a 4 dias do lançamento da versão final! Que mal tem instalar o Beta agora?

Eu caí na beleza da Unity, na versatilidade e usabilidade. Instalei diversos programas e tive pouquíssimos problemas, que já reportei, pois neste estágio os problemas são normais!

Agora, eu percebi algo nesta versão que eu já tinha lido antes: esta versão do Ubuntu está mais próxima do Windows 7 do que nunca em termo de consumo de hardware. Vi que logo no Live CD ele já consumia quase 1,2 GB de RAM só com o Firefox ligado. Se quiser utilizar o Ubuntu não tendo uma máquina muito boa, recomendo o Xubuntu ou o Lubuntu.

Todos os bugs de que reclamei no Ubuntu 11.10 foram resolvidos: o GIMP funciona normalmente por padrão, não há problemas com a troca de áreas de trabalho, o Krita não fecha mais inesperadamente e além de outros bugs bizarros. Acho que vou ficar algum tempo por aqui.

Meu desktop personalizado

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Valeu 10.04! Olá 12.04!