Instalando Arch Linux descomplicado


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Depois de muuuuito tempo sem postar, quase um ano, eu posso dizer finalmente que VOLTEI! Não morri, felizmente, apenas não tinha conteúdo interessante suficiente para compartilhar, nem interesse o suficiente para continuar as postagens frenéticas que eu tinha. Minhas experiências com Linux já ajudaram muitas pessoas e eu não tinha muito pra onde ir se eu não tinha mais tantas experiências desafiadoras assim. Sim, eu ainda uso Linux firme e forte, mas nenhuma experiência com Linux tem chamado muita minha atenção, e eu ainda estou realizando vários testes com o Wine para rodar jogos de forma cada vez mais otimizada.

E foram nesses testes que eu resolvi inovar um pouco. Resolvi instalar o Arch Linux por ser uma distribuição que possui um repositório muito vasto e que possui pacotes bastante interessantes para o Wine. Não vou entrar em detalhes sobre isso agora, até porque esse não é o foco.

Como eu encontrei diversos problemas durante a instalação do sistema, e tive que quebrar muuuito a cabeça para resolver algumas coisas bem chatas que eu acabei descobrindo que o Kernel 4.5  do Linux estava causando pro meu PC (erros como falha de memória), eu finalmente consegui instalar o sistema de forma satisfatória, e ainda estou me ajeitando em tudo aqui.

Se você tem interesse em instalar o Arch Linux, recomendo que leia esse tutorial, já que eu vou explicar passo-a-passo do que fazer, e se algum comando aqui não servir pra você, também posso te indicar algumas opções!

Antes de mais nada, gostaria também de indicar alguns tutoriais que me ajudaram a instalar esse sistema, e podem servir de complementação pra esse texto. Como a instalação é algo bem “padrão”, alguns comandos são exatamente os mesmos, não tem como fugir muito disso. A diferença é que eu explicarei para que serve cada comando e o que você deve fazer caso esteja “engasgado”:

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-sem-complicacao

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-completa

https://wiki.archlinux.org/index.php/Installation_guide_%28Portugu%C3%AAs%29

Lembrando que a Wiki do Arch é riquíssima em conteúdo e pode te ajudar em diversas situações. Recomendo que visitem a página deles para quaisquer problemas que enfrentarem.

Lembrando que: O Arch Linux não foi feito para pessoas completamente leigas, e a instalação dele é bastante complicada para esse tipo de pessoa. Se você é iniciante no Linux, mas deseja mesmo assim se aventurar, fique por sua conta e risco! Não me responsabilizo por quaisquer perda de dados ou danos causados a sua máquina.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa realmente:

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Manjaro Linux


Skin2

É, já tem um tempo que eu não posto nesse site, já estive até me esquecendo, e mais recentemente eu estive brincando um pouco com as configurações do meu notebook e alternando entre sistemas operacionais e então lembrei-me de vir atualizá-los aqui.

Há algum tempo eu havia postado que eu tinha um notebook com Windows 8 pré-instalado e que eu decidi dar uma chance, até porque eu havia pagado pelo sistema (e não tinha como devolver meu dinheiro). Bom, acontece que há algumas semanas atrás eu resolvi ligar o notebook e, para minha surpresa, uma mensagem curiosa aparecia: “O Windows não está respondendo. Deseja fechar o processo?”

Não acredito que tenha sido nenhum vírus nem nada, mas o Windows simplesmente deixou de funcionar, mostrar ícones no desktop ou qualquer coisa do tipo. Sem qualquer paciência pra conseguir um CD de recuperação do Windows 8 ou tentar recuperar a CD Key, eu decidi instalar o bom e velho Ubuntu 14.04 LTS.

Depois de algum tempo com o Ubuntu, e depois de constatar algumas instabilidades no sistema de trocas de drivers (alternar entre os drivers OpenSource e o proprietário da AMD mostrou-se bem instável, já que os resquícios de um driver ainda dominava no sistema), eu resolvi buscar uma distribuição diferente para instalar no notebook. Tentei o Fedora 22, mas não me adaptei bem, já que o Fedora se recusava a instalar diversos programas. Nessas instalações, eu tentei fazer com que alguns jogos funcionassem de forma lisa, instalando através do PlayOnLinux, e não consegui fazer isso nessas duas distribuições, justamente por causa do problema dos drivers (o Fedora tinha problemas ao instalar o driver proprietário da AMD).

Então eu resolvi migrar para o Manjaro. E aqui estou escrevendo com ele, de uma instalação boa no meu PC, e já obtive bons resultados nos meus testes com jogos.

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, e que visa ser simples de instalar e utilizar, com todas as vantagens que possui um usuário de Arch. Ela é uma distribuição rolling-release, ou seja, ela não possui uma versão fixa, pois está sempre atualizando o usuário com o que há de mais novo, assim como é o Arch Linux. Sua vantagem sobre o Arch Linux é que esta é uma distro que possui LiveDVD e é incrivelmente fácil de instalar, e possui versões com XFCE, KDE, Cinnamon e até mesmo GNOME pré-instalados (além de outras interfaces poderem ser instaladas também).

Manjaro-Linux_8

Ela também possui uma opção parecida com o Ubuntu de poder trocar entre os drivers proprietário e opensource, mas, diferente da minha experiência com o Ubuntu, foi algo muito mais estável e nenhum driver deixou resquício. Atualmente estou usando apenas os drivers Opensource, pois eles se mostraram bem mais rápidos para aquilo que eu queria fazer.

Mas não vou dizer que está tudo perfeito com o sistema, porque não está, mas acredito que os problemas que eu tive foram por pura inexperiência com sistemas Arch-based.

Meu primeiro problema foi logo após a instalação. Eu não conseguia instalar os 105 MB de atualizações por problemas de verificação de chaves PGP, e tive de dar uma boa pesquisada de como resolver isso. Não me lembro exatamente dos passos que segui, mas se você também possui os mesmos problemas, te recomendo alguns comandos no terminal que me ajudaram a resolver isso:

sudo pacman-mirrors -g

sudo pacman -S gnupg

sudo pacman -Syyu

sudo rm /etc/pacman.d/gnupg

sudo pacman-key –populate archlinux

sudo pacman-key –populate manjaro

sudo pacman-key –refresh-keys

Infelizmente eu não me lembro exatamente o que fiz para resolver, mas esses comandos estão no meu histórico no terminal, então acredito que eles me ajudaram a resolver o problema.

Outro problema que eu vejo é que às vezes eu não consigo instalar programas porque ocorre um erro com alguma dependência que não pode ter sua chave verificada com o Makepkg ou algo assim. Se alguém tiver alguma dica de como resolver esse tipo de problema, deixe nos comentários, porque eu ainda sou novo nesse sistema de instalação do Arch.

Também tive um grande problema de personalização. Eu personalizei tanto meu XFCE que acabei bugando as Configurações de Aparência (mudar estilo das janelas) do XFCE e, aparentemente, do Cinnamon também, porque eu não consigo abrir ambos. Ao abrir no terminal ocorre uma Falha de segmentação, e o programa fecha sem ao menos dar qualquer dica do que causou essa falha. Mais uma vez, se alguém tiver alguma ideia de como resolver isso, sou todo ouvidos! Por esse e outros motivos eu instalei o KDE Plasma 5 (que também deu um certo trabalho pra instalar, já que há pouca documentação sobre como instalar o Plasma 5 no Manjaro de forma que não dê erros), e também tive que substituir o LightDM pelo SDDM, já que toda vez que eu tentava logar no Plasma, ele me jogava numa sessão do XFCE e eu só conseguia acessar o Plasma se encerrasse a sessão.

A troca do LightDM pelo SDDM também foi um pouco sofrida, já que eu não tinha tanta experiência assim em fazer isso, e precisei de uma boa pesquisa na internet pra fazer isso.

Ah, e eu também não consegui instalar o GNOME. Aparentemente existem dependências conflitantes paradoxais. Se eu remover uma que impede a instalação do GNOME, eu descubro que ela é pré-requisito para um programa essencial do GNOME. Meio estranho. Ainda vou me aprofundar um pouco mais nisso.

Está sendo uma experiência bastante interessante, apesar de todos os problemas (que eu ainda acredito serem causados pela minha noobisse), mas o importante é que o sistema está rodando bem, não tive nenhum Kernel Panic, e fui capaz de até mesmo quase quebrá-lo, mas, acima de tudo, meus testes com jogos estão correndo bem, e estou bastante feliz por ver jogos que gosto muito, que foram feitos para Windows, rodando de forma razoável no Linux através de versões modificadas do Wine. Ainda estou fazendo diversos testes com esses jogos e com diferentes patches do Wine, e se eu conseguir atingir minha meta (fazer os jogos rodarem perfeitamente) eu trago um tutorial aqui no blog para ajudar aqueles que necessitam. Em um desses jogos, sem uma versão especial do Wine, eu possuía um desempenho de 17-25 FPS com os drivers proprietários. Com os drivers OpenSource, tive um pequeno aumento do desempenho: 22-28 FPS. Com versões modificadas do Wine, consegui um desempenho ainda melhor: 33-48 FPS, com picos de 90 FPS. Esses testes não foram tão significativos no Ubuntu e no Fedora, e estão sendo bem interessantes no Manjaro.

Enfim, essa é minha experiência com o Manjaro até o momento, estou gostando bastante e estou sendo capaz de fazer aquilo que quero com o sistema. Se se interessarem por ele, recomendo darem uma chance ao sistema:

http://manjaro.github.io/download/

Vocês podem se surpreender.

Fica a dica,

Até mais 😉

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE? (II)


Como vocês podem ver pelo título, eu já fiz um post sobre isso antes, que você pode acessar clicando aqui, e essa é a segunda versão desse post, e eu resolvi torná-la mais explicativas para os usuários que não se contentaram com a resposta simplista que eu dei naquele post. Se você quer saber mais detalhes sobre o assunto, esse será o post perfeito pra você.

Aliás, esse post continua sendo até hoje e de longe um dos mais visitados do blog, com mais de 20 mil visualizações. Por isso resolvi fazer uma segunda versão, mais explicativa e mais profunda do que esse primeiro post.

Então, como já foi dito, KDE/GNOME/XFCE/LXDE são Interfaces Gráficas dos sistemas operacionais livres (podem ser Linux, BSDs, ou qualquer outro sistema operacional de código aberto (não sabe o que é código aberto? Também já expliquei isso no blog! Veja aqui e aqui).

Que diferença faz uma interface gráfica em um sistema operacional?

Essa pergunta possui uma simples resposta: TODA. A Interface Gráfica controla o modo como você interage com o sistema. Vou te dar um exemplo:

Qual deles você prefere?

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Opção 1

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Opção 2

Por um momento esqueça que existe uma distribuição por trás da Opção 2. Apenas pense no que é que você preferiria usar. Se você for um programador e um adepto da velha programação na unha, provavelmente preferiria a primeira opção. Mas se você é um usuário normal, sem conhecimentos específicos da máquina, você escolheria a Opção 2 quase sem pensar.

A Opção 1 apresenta grandes desvantagens para usuários normais. Primeiro que é necessário conhecer a linguagem do computador que está sendo utilizada ali para poder se comunicar com a máquina e conseguir realizar qualquer trabalho. Segundo que não é uma interface muito amigável nem multitarefa justamente por causa do primeiro motivo.

Vivemos na era das Imagens, e tudo aquilo que vemos precisa ser agradável aos olhos. Creio que para a maioria das pessoas, a Opção 2 seria a mais agradável aos olhos e a mais amigável em quaisquer termos.

A Opção 2 apresenta uma Interface Gráfica. A Opção 1 não.

Basicamente, hoje em dia todos os sistemas operacionais possuem interfaces gráficas. Introduzirei algumas delas para vocês:

w8

Essa é a nova interface do Windows 8, batizada pela Microsoft de Metro em suas versões iniciais. Hoje em dia é simplesmente chamada de Windows 8.

windows7O Windows 7 apresenta uma versão modificada da interface anteriormente apresentada pela Microsoft. Geralmente essa interface é chamada de Aero, assim como os efeitos de janelas.

Stick_With_Windows_XP_DesktopO Windows XP introduziu uma nova era de interfaces gráficas, com uma interface revolucionária conhecida internamente como Luna.

macosO Mac OS foi o primeiro sistema operacional comercial a ser apresentado com uma interface gráfica, ideia esta que havia sido comprada da empresa Xerox nos anos 80. Desde então a Apple tem criado interfaces deslumbrantes, com designs inovadores, como nas novas versões do Mac OS X, que apresenta a interface gráfica chamada Aqua.

Vejam então que no mundo dos sistemas operacionais fechados você está limitado àquilo que o sistema lhe dá por padrão. No Windows depende apenas da versão. No Windows 8 você pode ter Aero e Metro apenas; no Windows 7 apenas Aero; no Windows XP apenas a Luna. No Mac OS X você está limitado ao Aqua e suas funcionalidades.

E no Linux?

Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?

Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.

E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do pinguim.

Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.

E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas… existem muito mais do que isso…

Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.

Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE

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KDE 4.12 no sistema OpenSUSE 13.1

O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.

O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.

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Alguns exemplos de Widgets no KDE 4.3 no Fedora

O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets… Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais…

Esse vídeo mostra um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no Mac OS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.

Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br

Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME

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GNOME 3.10

O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.

As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat, CentOS, entre outras:

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GNOME 2.24 no Ubuntu 8.10, de 2008

Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.

O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity

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Unity no Ubuntu 12.04

Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).

A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.

Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinnamon

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Cinammon no Linux Mint

A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.

Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinnamon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.

Os esforços valeram a pena e hoje o Cinnamon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

MATE

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A interface MATE nasceu em agosto de 2011, alguns meses após o lançamento das primeiras versões do GNOME 3, como uma resposta ao caminho que os desenvolvedores do GNOME estavam tomando. Desenvolvida por um argentino conhecido como Perberos, e atualmente o desenvolvimento é liderado por Sefano Karapetsas, o projeto visa ser uma continuação da interface GNOME 2, conhecido em termos computacionais como um fork, assim como foi com Cinnamon e Unity. Utilizando os códigos originais do GNOME 2, os desenvolvedores utilizaram todas as aplicações que já estavam consolidadas pelo GNOME (Nautilus, Gedit, etc) e renomearam (Caja e Pluma, por exemplo), dando continuidade ao trabalho que era feito.

Atualmente, MATE é uma interface bem estável, bastante indicada para quem quer uma interface mais familiar e amigável, e claro, para quem adorava o GNOME 2, assim como eu.

Ela é geralmente mais leve que GNOME 3, Cinnamon e Unity, mas ainda deve requerer no mínimo 512 MB de RAM para rodar bem.

XFCE

xfceO XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.

Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.

Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.

Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE

desktop_full.previewO LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.

Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox

Openbox-[2]O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

 

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.

Fica a dica,

Abraço!

Consertando Internet no OpenSUSE 13.1


openSUSEDepois de instalar o Fedora, eu resolvi experimentar outra distribuição que também gosto muito: OpenSUSE, mas tive muitas surpresas em minhas tentativas com a versão 13.1.

Resolvi instalar a versão do DVD, que pode ser encontrada aqui: http://software.opensuse.org/131/en mas vou dizer que eu nunca tive tantos problemas em uma instalação como essa. Sem falar que a instalação demorou mais do que o usual em uma distribuição Linux. Ele tentava detectar no disco partições Linux, e parava nos 60% antes mesmo de começar a instalação e particionar o disco. Demorou muito para que eu pudesse prosseguir. Quando terminei de configurar e cliquei para instalar, outra decepção: O sistema empacou nos 96%, e de lá não saía. A versão para DVD não tem LiveDVD, ou seja, o que estava rodando era apenas o instalador, e eu não podia testar o sistema. Depois de esperar horas nos 96%, eu decidi reiniciar o computador. O sistema estava lá instalado, mas não tinha criado usuários, o que tornou impossível a utilização do sistema…

Só que eu não desisto: resolvi então baixar a versão 13.1 Live CD com GNOME e instalar por lá, porque talvez assim ele instalasse corretamente, e talvez eu tivesse algo pra fazer no sistema enquanto ele instalava, e talvez depois eu utilizasse o DVD como repositório para instalar alguns programas. Foi isso que fiz. A instalação foi bem mais rápida e fluida, no LiveCD eu pude acessar a internet Wireless e etc.

13.1_M4_GNOME_Activities_Applications

OpenSUSE Live CD com GNOME 3

Mas assim que loguei no sistema depois de instalado uma surpresa: a Internet não funcionava. Sabe-se lá por quê! O ícone de conexão não aparecia. Eu ia nas configurações do GNOME e ele dizia que o aplicativo de Rede não funcionava com o sistema instalado…

Eu tive de recorrer ao YaST, o programa que diferencia o OpenSUSE de todas as outras distros Linux, cujo trabalho é justamente administrar todo o sistema de forma completa. Eu tentei mexer nas configurações do YaST para a rede e me frustrei muito, porque não obtive sucesso. Eu não entendi muito bem porque o OpenSUSE não reconhecia minha rede, se o Linux Mint, o Fedora, o Ubuntu, e todas as outras distros e até mesmo versões antigas do OpenSUSE reconheciam.

Instalei o KDE e alguns programas de configurações do OpenSUSE através do DVD, usando-o como repositório. Os arquivos de ajuda do OpenSUSE não estavam disponíveis off-line.

Baixei um novo LiveCD, com KDE desta vez, pois pensava que o problema poderia estar no Network Manager do GNOME. Então me ocorreu uma ideia enquanto estava no LiveCD: checar as configurações padrões do sistema, pois ali a internet funcionava normalmente. E foi aí que consegui chegar na solução…

Por algum motivo, quando o OpenSUSE instalou, todas as configurações de todos os programas se concentraram no YaST, até mesmo a Internet. Com isso, os networks managers não podiam funcionar corretamente, pois não estavam configurados para executar essa função. A solução era muuuuito simples. Abrir o YaST e clicar em Network Manager (Configurações da rede):

confrede

Na janela que se abre, vá em Opções globais e marque essa opção:

confrede1Clique em OK, e pronto. Agora ative o Network Manager:

confrede2Depois de todo esse trabalho, eu finalmente consegui usar a internet no OpenSUSE!

Espero que ajude quem tiver o mesmo problema!

Linux em companhias ultrafamosas


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Algumas pessoas continuam relutantes em utilizar Linux e não veem por que utilizar o sistema livre e gratuito iniciado por um finlandês. Eles dizem que o Linux nem é tão utilizado assim, que a maioria das pessoas não usa, e que não sabe pra que utilizaria isso e blá blá blá….

Que a verdade seja dita: qualquer pessoa hoje em dia que queira trabalhar em grandes empresas multinacionais no ramo de tecnologia (ou qualquer outra coisa) deve saber lidar com o sistema do pinguim, amando-o ou odiando-o.

E, indiretamente, você já teve contato com muitos trabalhos que envolveram o sistema do pinguim em sua produção. O destaque desses trabalhos envolve filmes muuuuuito famosos, e já já vamos falar deles. Ou seja, Hollywood adora um pinguim! (E não é o Happy Feet ¬¬’)

Eu já citei, por exemplo, que a Google roda Linux em seus servidores e até mesmo nos computadores de seus funcionários (tá vendo aí a importância? Quer trabalhar na Google, use Linux), e até mesmo o Sistema Operacional para celulares da empresa o tão famoso e largamente utilizado em qualquer smartphone hoje em dia Android é baseado no sistema do pinguim.

Outro site que também citei que roda o pinguim em seus servidores é a Wikipédia, site este que está nos top 5 dos mais visitados do mundo.

Além disso, em filmes como A Rede Social, que retrata a vida de Mark Zuckerberg, criador do tão famoso site FACEBOOK, é possível notar que um sistema operacional com KDE (provavelmente Linux) foi utilizado para criar a rede social.

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Cena do filme “A Rede Social”

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Outra cena do filme

Se Mark utilizou mesmo o sistema e ainda o utiliza nos servidores do Facebook, é a algo a ser discutido, mas eu duvido muito que eles tenham posto o Linux ali por acaso, afinal ele era um estudande de Ciência da Computação em Harvard, então acho que é muito provável que ele utilizasse um sistema livre como o Linux.

Agora algumas empresas ultrafamosas no mundo que utilizam o sistema do pinguim para criar mega produções:

Pixar

PixarOh, sim! A desenvolvedora do primeiro longa-metragem de animação em 3D do mundo (que pra quem não sabe foi Toy Story) usa Linux desde sempre! Não só podemos falar, mas também mostrar com provas:

Menv_screenshot_2red-hat-pixarAs imagens em questão são do vídeo Meet the Experts: Pixar Animation Studios, The OpenSubdiv Project (Em Inglês)  publicado pelo canal oficial da Autodesk.

Inclusive há uma história engraçada sobre como o filme Toy Story 2 quase foi completamente perdido devido a um erro de backup e a alguém digitando comandos errados no servidor: http://www.youtube.com/watch?v=8dhp_20j0Ys (também em inglês)

 

Weta Digital

wetaPelo nome você não deve conhecer. Mas e se eu te disser que essa empresa é responsável pelas maiores revoluções na arte da computação gráfica, vencedora de 57 prêmios de diversas academias que envolvem a categoria. Quer algumas produções da empresa?

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  1. A Trilogia O Senhor dos Anéis, vencedora de 17 Oscars, sendo que os três filmes que compõem receberam prêmios de Melhores Efeitos Visuais;
  2. Mais recentemente a trilogia O Hobbit;
  3. Os Vingadores, um dos maiores filmes de 2012, que arrecadou mais de $ 1,5 bilhão e quebrou vários recordes na indústria cinematográfica;
  4. O recém-lançado Homem De Aço, novo filme do Superman;
  5. O também recém-lançado Homem de Ferro 3, o qual também foi um sucesso be bilheteria, arrecadando mais de $ 1,2 bilhões;
  6. E, não poderia me esquecer dele: Avatar , filme que representou uma revolução no quesito gráfico, e recebeu prêmios por Melhores Efeitos Visuais, além de arrecadar mais de $ 2 bilhões nos cinemas…

Uma lista completa dos filmes produzidos pela Weta Digital: http://www.wetafx.co.nz/features

E também, segundo o anúncio de Trabalhos no site da Weta, aqueles que desejam trabalhar na empresa devem ter algum conhecimento de Linux (http://www.wetafx.co.nz/jobs).

A Pixar e a Weta utilizam o sistema do pinguim por causa de uma coisa que os outros softwares proprietários não permitem: A liberdade.

Uma vez listei esta como uma das vantagens de se utilizar Linux em um post e recebi um comentário assim: “Liberdade? Pra quê? Se o que a grande maioria precisa só de acessar o Facebook. Me desculpa mas essa papo seu não convence.”

Não se trata apenas de liberdade em mudar o tema de seu sistema, não se trata de apenas deixá-lo mais bonito, mas ter a liberdade de conhecê-lo, de personalizá-lo até no modo como funciona, no seu código fonte, e é isso que as empresas buscam. Por quê?

Bem, leve em consideração o seguinte: para se renderizar uma pequena animação 3D leva um tempão, e é necessário máquinas poderosas para fazê-lo no menor tempo possível. Agora imagine ter que renderizar um filme inteiro como Avatar, ou Senhor dos Anéis, ou Toy Story, ou Os Incríveis, com o nível de detalhamento de cada um desses filmes! São necessárias milhares de máquinas que devem operar dia e noite sem travamentos, sem desligar, e muitas delas são tão potentes que Sistemas Operacionais comuns podem não funcionar corretamente, aproveitando o máximo delas.

E é aí que entra a Liberdade do Linux.

Com o Linux, as empresas podem editar os códigos fontes e personalizar o sistema ao máximo para cada máquina, tendo maior segurança de que o sistema não irá travar e funcionará com o máximo de performance possível.

E também é por isso que mais de 90% dos Top 500 Supercomputadores no Mundo rodam Linux.

Por isso, se você tem uma grande ambição na vida de trabalhar em multinacionais, comece já a lidar com o pinguim, porque ele vai ser determinante na sua vida profissional!

Extras:

WETA DIGITAL sobre Linux (Em Inglês): http://www.linuxjournal.com/magazine/emphasisthe-day-earth-stood-stillemphasis

Linux em Hollywood (Em Inglês): http://www.creativeplanetnetwork.com/dcp/news/linux-hollywood/44656

E também: http://www.linuxmovies.org/

Testando Chakra


Eu adoro testar distribuições diferentes para descobrir coisas novas, enfrentar medos antigos, e quebrar certos preconceitos.

Eu já tinha ouvido falar muito de uma distribuição conhecida como Chakra Linux, mas nunca me dei ao trabalho de testá-la formalmente. Um dos motivos para isso é que o tal Chakra foi feito exclusivamente para ser um showcase dos “produtos” KDE. Tive algumas más experiências no passado com o KDE, mas já está tudo praticamente resolvido, eu só não usava o KDE por muito tempo, não tinha conciência alguma de quaisquer mudanças que o KDE poderia ter passado…

Resolvi dar uma chance ao Chakra no meu notebook Dell, usando um Pen Drive para rodar o SO em modo live (utilizei o programa chamado Linux Live USB para gravar a imagem .iso do Chakra no Pen Drive, algo que eu nunca tinha feito antes, mais uma experiência nova…)

chakraEste aí é o Desktop padrão do Chakra.

Você nunca ouviu falar deste sistema? Sem problemas, eu vou te apresentá-lo!

O Chakra é uma distribuição Linux que nasceu de um princípio conhecido em inglês como KISS (Keep It Simple, Stupid! – em tradução literal: Mantenha Isso Simples, Idiota!). Tá, pode parecer meio agressivo à primeira vista, mas a ideia de todo o conceito é justamente o que o Ubuntu, o Fedora e várias outras distros tentam fazer com o Linux: manter tudo simples para o usuário final.

A distribuição nasceu como uma derivação do  Projeto Arch Linuxuma grande distribuição Linux que dá grande liberdade ao usuário. Um dos maiores obstáculos ao uso do Arch é que ele não é tão amigável como distros como Ubuntu, Fedora e o Chakra. A instalação é feita em tela de comando, o que assusta muitos novos usuários Linux que buscam distros simples. Essa tela de comando te dá total liberdade de escolher basicamente todos os pacotes que vão vir no seu sistema, algo muito parecido com o que o Slackware Linux faz, mas de uma forma mais sutil. (Pra quem não sabe, o Slackware é a distro Linux mais antiga, seguida pela Debian, e também a mais conservadora. Seu método de instalação é conhecido pelo o que chamamos “na raça”, pois é tudo na linha de comando)

O Chakra simplesmente pegou a complexidade do Arch e transformou em algo simples, amigável, e até possível em executar como Live DVD.

O Chakra também tem como objetivo mostrar do que o KDE é capaz. Uma das propostas do projeto é mostrar um mundo “sem GTK”, que é a linguagem na qual o GNOME, outra Interface Gráfica popular em distros Linux e BSD, foi escrita. Isso não quer dizer que programas que tem boa parte de seu código em GTK, como GIMP ou Inkscape, não vão rodar no Chakra, pelo contrário, o Chakra consegue mascarar a interface GTK para deixá-la mais próximo da interface que o KDE usa, conhecida como Plasma. Na prática, isso quer dizer que o Chakra basicamente deixa o GIMP com visual mais bonito e integrado ao KDE.

De uns anos para cá o Chakra deixou de ser uma derivação do Arch e passou a seguir como uma distro independente. A distro segue um ciclo de lançamentos conhecido como Rolling Release, ou seja, a distro está sendo continuamente atualizada, e não há uma versão 100% certa. E também, o Chakra visa ser quase 100% software livre, mas também permite a instalação de drivers não-livres e outros programas.

http://www.chakra-linux.org/welcome.html

 

Mas e aí? O que foi que eu achei do Chakra? Como está sendo minha experiência com o Sistema?

Bom, eu resolvi testar o sistema de um USB Live, como eu já mencionei no começo do post. E também mencionei que já tive diversas experiências com o KDE, mas estava há algum tempo afastado da interface gráfica e estava bastante curioso para descobrir como ela havia evoluído.

E devo dizer que o Chakra impressiona bastante. Logo de cara eu já vejo que os efeitos visuais do KDE estão ativados e são incríveis e suaves. E também noto que a lista de programas abertos segue um padrão parecido com o do Windows 7, onde apenas os ícones dos programas são mostrados, e seus nomes se omitem.

Eu consigo perceber também certas mudanças sutis no KDE, na localização de certas coisas, e também na complicação de coisas simples…

Eu infelizmente tive um problema logo quando comecei a escrever este post.

Não por causa do navegador que já vem instalado, o rekonq (que por sinal é bem fraquinho, na minha opinião), mas por causa do teclado. Eu já disse no começo que rodei o Chakra de um notebook Dell que ganhei, e o notebook tem um teclado no estilo Americano, e não possui certas teclas como no teclado padrão português.

Eu fui nas Configurações de Sistema para poder ajeitar tudo. Quando instalei o Ubuntu, foi um processo bem mais rápido mexer nos Layouts do Teclado e trocar algumas coisas, que eu já podia fazer combinações de teclas para formar certos acentos no teclado, como por exemplo: ç, é, á, í, ó, ã, õ.

Me levou algum tempo para encontrar como se configurava o teclado, e eu tentei configurar do mesmo jeito que eu havia feito no Ubuntu: Teclado English (US, alternative international).

Muitas das teclas funcionam como deveriam, exceto pelo cedilha. Quando tento escrever o cedilha usando essa configuração, (que no Ubuntu funcionava perfeitamente) o sistema me sai com um ć.

Eu tentei mudar o teclado para o padrão Brasileiro, mas fiquei confuso porque o desenho das teclas é bem diferente, mas foi aí que eu consegui pegar o ç. Não descobri a combinação de botões que formam o cedilha no teclado English US Alternative International, por isso eu copiei e colei a letra quando necessitei, já que tive os problemas com o padrão Brasileiro.

Além disso, tive alguns problemas de incompatibilidade e bugs bizarros entre o rekonq e o WordPress, quando fui adicionar uma imagem no post e simplesmente todo meu texto havia sumido e a imagem não me deixava alterar nada. Quase perdi todo meu texto por causa deste bug, mas tá valendo né?

 

Olhando agora pelos programas que vêm instalados no Chakra, você não encontra a suíte LibreOffice, a qual eu prefiro infinitamente sobre a suíte Calligra, que é a que vem instalada no sistema. Claro, o Chakra foi feito justamente pra mostrar o que o KDE tem de melhor, e a suíte Calligra está entre elas, mas isso não quer dizer que a Calligra é melhor que o LibreOffice.

 

Enfim, no mais, tirando todos esses problemas chatos que eu tive, eu gostei bastante da minha experiência com o Chakra Linux, acho um trabalho fantástico, uma distro bastante estável e é um forte candidato a ser instalado no meu notebook no lugar do Ubuntu. Recomendo!

Fedora 15 KDE


Já passei de distribuição em distribuição, já instalei Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu, OpenSUSE, Linux Mint, KDuXP no meu PC, mas todas começaram a bugar com o tempo ou eu comecei a enjoar dessas distros.

Acho que já revelei aqui que anteriormente tive experiências muito ruins com o KDE 4, e uma de minhas únicas experiências bem sucedidas com o KDE foi utilizando o Big Linux 4.2 com KDE 3.5. Nas outras, o Kubuntu foi a vítima e sempre apresentava algum tipo de bug com o KDE.

Bom, nesta semana o meu querido Ubuntu 11.10 com Unity começou a bugar, bugs bobos, mas irritantes. O Krita fechava inesperadamente, o GIMP não funcionava direito, o Unity se recusava em me obedecer… enfim, bugs muito bobos, mas que me levam a um ataque de nervos. Já mencionei que usar o GNOME Clássico não tem o mesmo gosto de antigamente, então já descartei o GNOME Clássico. Também mencionei que o GNOME-Shell tem uma birra com a minha máquina, então já descartei também. O Unity, como tinha começado a bugar, não estava mais conseguindo utilizá-lo, descartado logo de cara.

Eu precisava então de uma outra opção. Procurei no Ubuntu alguma forma de instalar o KDE, pra ver se eu conseguia usar o sistema. Procurei na internet, mas li testemunhos dizendo que o sistema ficava instável e pesado com tantos arquivos do KDE/GNOME e que compensava mais instalar o Kubuntu. Eu até tentei baixar o Kubuntu, mas sei lá o que aconteceu com meu Firefox que deu como terminado a .iso, sendo que ele tinha baixado apenas 270 MB dos 700 MB que é a .iso do Kubuntu 11.10.

Então, eu pensei em outra solução, pensei em utilizar um sistema diferente do que eu estava acostumado: o Fedora. Já tive experiências não muito boas com o LiveCD do Fedora 14, por não conseguir executar nada, mas resolvi dar outra chance ao sistema. Eu já tinha em mãos um CD que eu tinha baixado para testes do Spin do Fedora 15 com KDE, pois com GNOME 3 (o GNOME-Shell) o sistema se recusou a iniciar.

Testei a LiveCD por um bom tempo, pra ver se era realmente sustentável ficar com o sistema e, assim que confirmado, resolvi instalá-lo. A instalação foi simples e rápida, acho que a única complicação para outra pessoa que fosse instalar o Fedora que não fosse eu seria que o sistema estava todo em inglês, inclusive a instalação, mesmo que você selecionasse Português-Brasil.

A rapidez me surpreendeu e eu reiniciei o computador. Lá pedia pra configurar a senha de root, meu usuário e talz e depois eu poderia logar no Fedora. Tudo sem a mínima complicação. Porém tudo em inglês. Pra mim não é problema, mas para outros que não entendem a língua poderia ser. Ajustei-me como desejava: instalei o Firefox (o navegador padrão é o Konqueror), instalei o GIMP (que por sinal funciona perfeitamente bem aqui!), instalei o Krita (que fecha inesperadamente mesmo no KDE) e mais alguns plugins, além de tentar deixar o sistema em Português-Brasil, mas por algum motivo o sistema ficou em Português-Portugal. Ativar os efeitos foi fácil.

Meu desktop no Fedora 15 KDE

Enfim, o Fedora com KDE está muito bom e a experiência até agora é a melhor que eu já tive com o KDE 4.x, não tenho mais nada contra o Fedora, mas também não vou deixar o Ubuntu de lado. Devo instalá-lo no VirtualBox pra continuar falando de Ubuntu, continuar com o Guia do Iniciante em Ubuntu, mas enquanto o Fedora estiver estável, ele vai continuar sendo o único Linux instalado em definitivo no meu PC. Posso até explorar novos horizontes, como o OpenSUSE KDE, Arch Linux, mas por enquanto tô com o Fedora e pode ser que venham tutoriais e até um “Guia do Iniciante em Fedora”…

LibreOffice no Ubuntu 10.04 e 10.10


Vamos supor que você não gostou do Ubuntu 11.04 e ainda usa o Ubuntu 10.04 ou o 10.10. Esses dois não vem com o LibreOffice que, na minha opinião, é melhor que o OpenOffice. Se você gosta do LibreOffice e quer instalá-lo em uma dessas duas versões do Ubuntu, saca só este tutorial simplérrimo!

OBS.: Para realizar este método, será necessário remover o OpenOffice e seus componentes!

Primeiramente, vamos então remover o OpenOffice. Abra o Terminal (aperte Ctrl + Alt + T, ou vá em Aplicativos > Acessórios > Terminal) e digite o seguinte comando dentro dele:

sudo apt-get purge openoffice*.*

É só esperar um pouco e ele remove tudo. Depois, vamos adicionar o LibreOffice nos nossos repositórios. Digite:

sudo add-apt-repository ppa:libreoffice/ppa

Não demora muito e é só dar os seguintes comandos:

sudo apt-get update

sudo apt-get install libreoffice

A instalação pode demorar um pouco, pois os componentes do Libre são um pouco pesados (cerca de 400 MB). Dependendo de sua internet, ele pode demorar um pouco para baixar tudo.

Terminada a instalação, é só executar o Libre! Provavelmente ele estará com a versão mais atualizada!

Porém, ele pode estar um pouco “feio”. Com um estilo tipo Windows 98. Para corrigir, basta instalar um pacote que faça ele se integrar com sua interface gráfica.

GNOME

sudo apt-get install libreoffice-gnome

KDE

sudo apt-get install libreoffice-kde

Fonte: http://linuxhub.net/2011/01/install-libreoffice-3-3-on-ubuntu-using-ppa/

Ubuntu 11.04 Natty Narwhal disponível!


Mais um ciclo de desenvolvimento foi finalizado! Finalmente temos em mãos agora o Ubuntu 11.04 Natty Narwhal, com diversas mudanças e melhorias!

Ubuntu

* GNOME 2.32.1
* Kernel 2.6.38
* Banshee será o reprodutor de música padrão
* Firefox 4
* Nova interface para o Ubuntu One
* Melhorias no OneConf
* LibreOffice 3.3.2
* Interface Unity como padrão, já com o compiz ativado.
* Atualização para a nova versão, agora também pode ser feita via LiveCD
* Possibilidade de testar os aplicativos antes de serem instalados.
* A versão Netbook deixa de existir, ficando somente a versão Desktop.
Kubuntu

Kubuntu 11.04 agoram com KDE 4.6.2.

Kubuntu vêm com a intregação com o Samba permitindo o compartilhamento de arquivos via gerenciador de arquivos.

Anúncio Oficial:
https://wiki.kubuntu.org/NattyNarwhal/Beta2/Kubuntu

Xubuntu

Xubuntu agora com o XFCE 4.8

Downloads
http://cdimage.ubuntu.com/releases/natty/release/ (Ubuntu Desktop and Server)
http://uec-images.ubuntu.com/releases/natty/beta-2/ (Ubuntu Server for UEC and EC2)
http://cdimage.ubuntu.com/ubuntu-netbook/releases/natty/beta-2/ (Ubuntu Netbook ARM)
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/ (Kubuntu)
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/ (Xubuntu)
http://cdimage.ubuntu.com/edubuntu/releases/natty/release/ (Edubuntu DVD)
http://cdimage.ubuntu.com/ubuntustudio/releases/natty/release/ (Ubuntu Studio)
http://cdimage.ubuntu.com/mythbuntu/releases/natty/release/ (Mythbuntu)

Torrents:
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-alternate-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-alternate-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-desktop-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-desktop-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-netbook-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-server-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-server-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-alternate-amd64+mac.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-desktop-amd64+mac.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-dvd-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-dvd-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-alternate-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-alternate-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-desktop-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-desktop-i386.iso.torrent

Anúncio Oficial:
http://www.ubuntu.com/testing/natty/beta
Fonte: http://ubuntuforum-br.org/index.php/topic,75656.0.html

Teste já enquanto está fresquinho! Saiu ainda hoje!

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE?


Alguns novatos podem se perguntar: “O que diabos é KDE/GNOME/XFCE/FluxBox/OpenBox/WindowMaker/…?” Aí obtém como resposta: “É uma interface gráfica.”

Bom, antes, vamos dizer que quase todos os sistemas operacionais (nem todos, só os que tem visuais né?) tem interface gráfica. O Windows XP tem uma interface gráfica, mas quase nunca ouvimos falar dela porque “é menos importante”. Chama-se Luna. Interface gráfica é tudo aquilo que controla o visual do seu sistema operacional (me corrijam se eu estiver errado). Sem ela, acho que seu sistema seria uma tela preta tendo que digitar comandos.

GNOME, KDE, XFCE, LXDE, FluxBox, OpenBox e afins são interfaces gráficas. Vou falar das mais conhecidas e mais usadas:

GNOME: é escrito com base em GTK+. GTK+ é toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas, originalmente desenvolvido para o GIMP. (Fonte: Wikipédia) É lançada uma nova versão a cada 6 meses. (o mesmo ciclo do Ubuntu, porém, o GNOME lança uma versão um mês antes do Ubuntu. Ou seja, se o Ubuntu 10.04 vai lançar em Abril, a versão 2.30 do GNOME é lançada em Março.)

KDE: escrita com base em QT. QT é um sistema multiplataforma para o desenvolvimento de programas de interface gráfica. Por isso tem um visual estrondosamente diferente do GNOME, e é bem estiloso.

XFCE: escrito também com base em GTK+! É uma interface muito leve mesmo, rodando em PCs com 192 MB de RAM. Lembra o GNOME, mas é mais leve.

LXDE: Também escrita em GTK+. Mas é muito mais leve que o XFCE. É feito para rodar em PCs antigos também.

FluxBox: Escrita em C++ (não sei se é baseada em GTK+ ou QT) e é bastante leve. Ela é leve o bastante para rodar em um 486DX com 16 MB de memória RAM.

OpenBox: Escrito em C. Projetado para ser leve e rápido.

//Qualquer coisa que queiram incrementar nesse texto é só comentar!//