League of Legends no Linux


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Há muito tempo atrás eu fiz um post que ensinava a instalar 3 jogos: DotA, Heroes of Newerth e League of Legends no Linux. Esse post aqui. Já se passaram 3 anos desde então, e muita coisa no jogo mudou. Na época em que fiz o post, eu não jogava pra valer nenhum dos 3 jogos, e minha conta no League of Legends era nível baixo, então eu não sabia nada sobre o jogo direito, só o básico. Desde então eu passei a jogar com mais frequência e acompanhar até mesmo campeonatos, streams, e outras coisas relacionadas ao jogo.

Aaaaah então é por isso que você não postava mais aqui nééé?

Hahahaha, bom… TALVEZ! 😛 EU ESTAVA MUITO OCUPADO!!

Entretanto, mesmo se passando 3 anos, e com tantas mudanças visuais, updates, patches, nerfsbuffs em campeões, o jogo ainda não possui versões portadas para o nosso pinguim favorito, e nós ainda temos de usar o Wine para tal tarefa.

Bom, o método de instalação do League continua o mesmo no Linux: é muito melhor utilizar o PlayOnLinux que ele fará tudo para você, instalará todas as dependências possíveis, e possivelmente, no seu computador, não precisará de mais nenhuma configuração extra: só clicar e jogar.

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Uma partida profissional de LoL no Mid-Season Invitational 2016

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Instalando Arch Linux descomplicado


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Depois de muuuuito tempo sem postar, quase um ano, eu posso dizer finalmente que VOLTEI! Não morri, felizmente, apenas não tinha conteúdo interessante suficiente para compartilhar, nem interesse o suficiente para continuar as postagens frenéticas que eu tinha. Minhas experiências com Linux já ajudaram muitas pessoas e eu não tinha muito pra onde ir se eu não tinha mais tantas experiências desafiadoras assim. Sim, eu ainda uso Linux firme e forte, mas nenhuma experiência com Linux tem chamado muita minha atenção, e eu ainda estou realizando vários testes com o Wine para rodar jogos de forma cada vez mais otimizada.

E foram nesses testes que eu resolvi inovar um pouco. Resolvi instalar o Arch Linux por ser uma distribuição que possui um repositório muito vasto e que possui pacotes bastante interessantes para o Wine. Não vou entrar em detalhes sobre isso agora, até porque esse não é o foco.

Como eu encontrei diversos problemas durante a instalação do sistema, e tive que quebrar muuuito a cabeça para resolver algumas coisas bem chatas que eu acabei descobrindo que o Kernel 4.5  do Linux estava causando pro meu PC (erros como falha de memória), eu finalmente consegui instalar o sistema de forma satisfatória, e ainda estou me ajeitando em tudo aqui.

Se você tem interesse em instalar o Arch Linux, recomendo que leia esse tutorial, já que eu vou explicar passo-a-passo do que fazer, e se algum comando aqui não servir pra você, também posso te indicar algumas opções!

Antes de mais nada, gostaria também de indicar alguns tutoriais que me ajudaram a instalar esse sistema, e podem servir de complementação pra esse texto. Como a instalação é algo bem “padrão”, alguns comandos são exatamente os mesmos, não tem como fugir muito disso. A diferença é que eu explicarei para que serve cada comando e o que você deve fazer caso esteja “engasgado”:

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-sem-complicacao

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-completa

https://wiki.archlinux.org/index.php/Installation_guide_%28Portugu%C3%AAs%29

Lembrando que a Wiki do Arch é riquíssima em conteúdo e pode te ajudar em diversas situações. Recomendo que visitem a página deles para quaisquer problemas que enfrentarem.

Lembrando que: O Arch Linux não foi feito para pessoas completamente leigas, e a instalação dele é bastante complicada para esse tipo de pessoa. Se você é iniciante no Linux, mas deseja mesmo assim se aventurar, fique por sua conta e risco! Não me responsabilizo por quaisquer perda de dados ou danos causados a sua máquina.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa realmente:

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Sobre Linux: Parte II (Diferenças)


obs.: Se você não leu a Parte I, recomendo que clique neste link e leia.

obs².: Já tem algum tempo que não posto no blog, e esse post está há muito tempo como rascunho para terminar, e enfim criei vergonha na cara para terminá-lo. Não há desculpas esfarrapadas para a falta de posts, apenas que este blog é um pequeno hobby meu, e às vezes não sinto vontade de postar nada. 😉 Mas tenho notado que as visualizações diárias do blog estão crescendo consideravelmente, portanto eu quero postar frequentemente aqui e satisfazer os leitores 🙂

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No último Post “Sobre Linux” eu esqueci de responder sobre as diferenças entre as distribuições GNU/Linux e os outros sistemas operacionais. Pois bem, vamos a elas.

O GNU/Linux é de Código Aberto

Na Parte I eu também expliquei o que é código aberto e as diferenças entre ele e código fechado, recomendo que leiam.

Mas, sim, a esmagadora maioria das distribuições GNU/Linux são de código aberto. Eu não conheço uma que não seja. Acho que mesmo as distribuições pagas são de código aberto. Como isso é possível? Não tenho certeza, mas acho que distribuições como a Red Hat Enterprise Linux também vendem o código da distribuição para certas empresas.

Bom, mas a maioria das distribuições, fora essas especiais, são 100% gratuitas, como é o caso de Debian, Fedora, Linux MInt, Ubuntu, Arch Linux, Slackware, OpenSUSE, CentOS, dentre muitas outras.

Mas como é possível que elas sejam gratuitas?

Outra coisa que eu linkei na última parte, mas eu decidi explicar melhor desta vez.

Bom, acontece que o GNU/Linux foi licenciado através da GNU GPL (GNU General Public License) ou Licença Geral ao Público do GNU (em tradução livre), e essa licença possui 4 liberdades:

0 – A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito

1 – A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

2 – A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo

3 – A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

(Notem que as liberdades são enumeradas a partir da número zero. O motivo disso? Eu não sei, mas acredito que seja pela natureza nerd dos escritores dessas liberdades)

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Símbolo do Projeto GNU

Tá, mas o que são licenças?

Ah! Excelente pergunta!

Bom, para explicar o que é licença, vamos fazer mais uma analogia.

Suponhamos por um momento que você seja um artista renomado, um grande pintor! E, então, um dia, você simplesmente resolve pintar um quadro por pura inspiração, e acaba pintando isso daqui:

monalisaErmm… Sim, você resolveu pintar a Mona Lisa…. Bem, vamos supor que esse quadro nunca tinha sido pintado antes. Você é o verdadeiro criador de um dos quadros mais famosos do mundo. Ora, então você se torna um dos artistas mais famosos do mundo, e este, um dos quadros mais caros da história. Você fez muito dinheiro com isso!

Agora, vamos supor que alguém simplesmente decida pintar um quadro quase igual ao seu, com leves modificações:

l-h-o-o-q-mona-lisa-with-moustache-1919E então esta pessoa passa a ganhar mais dinheiro que você, simplesmente porque pintou a Mona Lisa com um bigode. O que é que você pode fazer em relação a isso? O quadro originalmente é seu, você possui seus direitos!

Obviamente, o que alguém faria neste caso era processar o criador de um quadro desse tipo por usurpar e deturpar sua ideia. E tudo isso tem como base seus direitos.

As licenças são criadas justamente para defender os direitos do autor, sendo a mais famosa delas a licença conhecida como Copyright,cujo símbolo é conhecido no mundo todo: ©. Esta licença específica proíbe qualquer cópia ou reprodução ou derivação não autorizada de qualquer obra/trabalho/projeto registrado. E pelo mesmo caminho se guia o registro de patentes, que protegem contra a cópia/reprodução de um invento original.

Entretanto, como eu já disse, o Copyright não é o único meio de preservar um trabalho e garantir os direitos do autor. Essa licença é bastante restritiva, e existem outras que são bem mais liberais.

Eu já citei a GPL, que permite derivações e cópias do trabalho. Mas, no entanto, a GPL possui uma limitação: toda derivação ou cópia de um trabalho deve ser disponibilizada em código aberto.Se você disponibiliza algo que todo mundo possa ver, editar, criar em cima, e reproduzir livremente, não há nenhum sentido em cobrar por isso, não é? Por isso Linux é gratuito.

cc.logo.large

Agora, outra licença parecida com a GPL é a licença Creative Commons, na qual o autor escolhe o que poderá ser feito e o que não poderá ser feito com sua obra, se pode ser copiada ou não, se pode ser usada com finalidade financeira, etc. Também há a licença Copyleft,que garante que um conteúdo ou obra possa ser copiado, derivado, vendido livremente.

Enfim, existem milhares de licenças por aí, e não consigo citar todas aqui, basta fazer uma boa pesquisa.

GNU/Linux não tem vírus

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Sim, é uma meia-verdade. A frase correta é: GNU/Linux não tem tantos vírus quanto o Windows ou Mac OS X. Muitos ainda debatem sobre isso, e dizem que GNU/Linux não tem tantos vírus porque não é amplamente utilizado, mas pode-se atribuir ao fato de não ter tantos vírus por conta de seu sistema inteligente de permissões e segurança do usuário.

Tá, mas aí você fala: “Mesmo assim, ainda não se pode afirmar isso porque o GNU/Linux não é tão utilizado!”

Não necessariamente… Sabe quais empresas no mundo utilizam o sistema pra manter seus servidores?

Saca só:

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Aviso: tem um pinguim nessa imagem, consegue identificá-lo?

20090723121541!Wikipedia-logo-en-big

E eu tenho certeza que você acessa esses dois sites praticamente todo o dia… Eles são os sites com o maior volume de visitas do mundo… Imagina pra manter tudo rodando num servidor com Windows? E se der tela azul? Bom, fica difícil…

Afinal, se a Google usa Linux… Isso aqui também usa:

youtube-logoE eu tenho certeza que você acessa esse também!

Seu PlayStation 3? Ele roda um sistema chamado CellOS que é derivado do FreeBSD…. Não é Linux, mas o FreeBSD também é gratuito e de código aberto. (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PlayStation_3_system_software)

Quer mais? Leia esse artigo (em inglês) da Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Linux_adopters

Ah, se você também quer saber, os maiores supercomputadores da atualidade também rodam Linux:  http://tecnoblog.net/26177/91-dos-maiores-supercomputadores-do-mundo-rodam-linux/

Mas, por que esses sites usam o pinguim então?

Bom, acontece que o GNU/Linux, por ser de código aberto, pode ter suas falhas de segurança consertadas rapidamente por qualquer programador no mundo. Isso dá mais flexibilidade. Além disso, o sistema, com o nível de segurança que é referência no mundo todo, aguenta qualquer parada, pois possui um Firewall potente, e, mesmo que alguém tente infectar a máquina com vírus ou qualquer coisa do tipo, o GNU/Linux sabe lidar com a situação, coisa que não acontece com um certo sistema da Microsoft, o sistema mais pirateado e com mais falhas de segurança no mundo todo. O que também dificulta para o vírus, é que, por ser de código aberto, o Linux permite diversas derivações de seu sistema principal, gerando as distribuições, que são, em sua essência, diferentes, comportando-se de maneira diferente em variadas marcas.

Entretanto, isso não quer dizer que o GNU/Linux seja imune a vírus. Um sistema operacional que possui base Linux desenvolvido para celular, conhecido como Android (que inclusive é o sistema operacional de celular mais usado no mundo), desenvolvido pela Google, também possui suas falhas de segurança e uma grande quantidade de vírus. Isso é devido ao uso em larga escala do sistema, e de que também o Android é uma distro única. Não se preocupe, os vírus do Android não afetam o Linux desktop por serem de plataformas diferentes, e também porque existem diversas distros Linux. Isso significa que um vírus que funciona em uma distro pode não funcionar em outra, pois, mesmo compartilhando o mesmo kernel, as distros possuem códigos diferentes.

Bom, pra PC tem muito pouco, então aproveitem agora!

É mais fácil instalar programas

De certa forma, isso é uma verdade. Enquanto no Windows você tem que ir no site, baixar um programa, executá-lo, passar por todo um processo de instalação, no Linux a maioria dos programas dos quais você necessita estão nos repositórios da distribuição e, com isso, o sistema baixa e instala automaticamente os programas que você escolher.

Também há o outro método, que você baixa arquivos .deb ou .rpm e, com apenas um clique, o programa se instala em seu computador, sem muito esforço.

Tá, mas o que são repositórios?

20110805125254Os repositórios são listas de programas filtrados pelos criadores das distribuições (diferentes versões) Linux, onde só entram os programas mais relevantes ou mais estáveis. A distribuição Debian é uma referência nesse tipo de coisa, uma vez que ela possui um repositório de mais de 200.000 programas, todos extremamente estáveis!

Agora, uma outra verdade deve ser dita: nem todos os programas disponíveis possuem instaladores em .deb ou .rpm, ou estão em repositórios. Esses programas são mais hardcores e estão comprimidos em um arquivo .tar.gz, no qual o usuário deve digitar uma série de comandos para compilá-lo sozinho, instalando todas as dependências, sem a ajuda automática do sistema.

Claro, é um sistema mais conservador de certas distribuições GNU/Linux (Slackware e Gentoo para ser mais exato), e também é destinada aos experts. Mas não se preocupem, não é sempre que vocês se depararão com algo assim…

Linux é extremamente personalizável

kde4dot3Certo, eu sei que você provavelmente não vai querer fugir do estilo de desktop mostrado acima, já que é um visual muito familiar ao que você deve estar acostumado.

windows7Mas, você não pode negar também que algumas variadas no visual do sistema podem torná-lo ainda mais agradável e confortável, dando a sensação de que você tem controle total sobre o sistema. E de fato você tem. O Linux é extremamente personalizável, pois é de código aberto, portanto tem sempre alguém criando algo novo para o sistema, seja uma interface gráfica, seja uma funcionalidade nova, um programa novo… Enfim, há sempre algo diferente para o seu sistema, e você pode alterá-lo da maneira que quiser. Claro, algumas dessas alterações requerem um certo conhecimento do sistema e de códigos, mas algumas alterações são tão simples quanto clicar em um botão.

Talvez você ache interessante deixar seu desktop assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34Ou assim:

cinnamon-gnome-shell-forkOu assim:

Openbox-[2]Dentre tantas outras opções… Você é quem manda!

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Citei aqui as diferenças mais marcantes que podem causar um gigantesco impacto para os newbies. Mas se quiser você pode ir lá no site whylinuxisbetter.net e conferir outras tantas diferenças do Linux para os outros SOs.

Em breve a Parte III

Consertando Internet no OpenSUSE 13.1


openSUSEDepois de instalar o Fedora, eu resolvi experimentar outra distribuição que também gosto muito: OpenSUSE, mas tive muitas surpresas em minhas tentativas com a versão 13.1.

Resolvi instalar a versão do DVD, que pode ser encontrada aqui: http://software.opensuse.org/131/en mas vou dizer que eu nunca tive tantos problemas em uma instalação como essa. Sem falar que a instalação demorou mais do que o usual em uma distribuição Linux. Ele tentava detectar no disco partições Linux, e parava nos 60% antes mesmo de começar a instalação e particionar o disco. Demorou muito para que eu pudesse prosseguir. Quando terminei de configurar e cliquei para instalar, outra decepção: O sistema empacou nos 96%, e de lá não saía. A versão para DVD não tem LiveDVD, ou seja, o que estava rodando era apenas o instalador, e eu não podia testar o sistema. Depois de esperar horas nos 96%, eu decidi reiniciar o computador. O sistema estava lá instalado, mas não tinha criado usuários, o que tornou impossível a utilização do sistema…

Só que eu não desisto: resolvi então baixar a versão 13.1 Live CD com GNOME e instalar por lá, porque talvez assim ele instalasse corretamente, e talvez eu tivesse algo pra fazer no sistema enquanto ele instalava, e talvez depois eu utilizasse o DVD como repositório para instalar alguns programas. Foi isso que fiz. A instalação foi bem mais rápida e fluida, no LiveCD eu pude acessar a internet Wireless e etc.

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OpenSUSE Live CD com GNOME 3

Mas assim que loguei no sistema depois de instalado uma surpresa: a Internet não funcionava. Sabe-se lá por quê! O ícone de conexão não aparecia. Eu ia nas configurações do GNOME e ele dizia que o aplicativo de Rede não funcionava com o sistema instalado…

Eu tive de recorrer ao YaST, o programa que diferencia o OpenSUSE de todas as outras distros Linux, cujo trabalho é justamente administrar todo o sistema de forma completa. Eu tentei mexer nas configurações do YaST para a rede e me frustrei muito, porque não obtive sucesso. Eu não entendi muito bem porque o OpenSUSE não reconhecia minha rede, se o Linux Mint, o Fedora, o Ubuntu, e todas as outras distros e até mesmo versões antigas do OpenSUSE reconheciam.

Instalei o KDE e alguns programas de configurações do OpenSUSE através do DVD, usando-o como repositório. Os arquivos de ajuda do OpenSUSE não estavam disponíveis off-line.

Baixei um novo LiveCD, com KDE desta vez, pois pensava que o problema poderia estar no Network Manager do GNOME. Então me ocorreu uma ideia enquanto estava no LiveCD: checar as configurações padrões do sistema, pois ali a internet funcionava normalmente. E foi aí que consegui chegar na solução…

Por algum motivo, quando o OpenSUSE instalou, todas as configurações de todos os programas se concentraram no YaST, até mesmo a Internet. Com isso, os networks managers não podiam funcionar corretamente, pois não estavam configurados para executar essa função. A solução era muuuuito simples. Abrir o YaST e clicar em Network Manager (Configurações da rede):

confrede

Na janela que se abre, vá em Opções globais e marque essa opção:

confrede1Clique em OK, e pronto. Agora ative o Network Manager:

confrede2Depois de todo esse trabalho, eu finalmente consegui usar a internet no OpenSUSE!

Espero que ajude quem tiver o mesmo problema!

DotA, Heroes of Newerth e LoL no Linux


dota_lol_honJá faz um tempo que não posto aqui. Eu peço desculpas a todos, e espero poder postar todo fim de semana no blog, já que tem sido bastante difícil para postar nos dias de semana… Então apareçam todo fim de semana que vai ter post novo! Eu ainda vou continuar o guia de instalação do Ubuntu… com o Ubuntu 13.10 chegando, eu também vou ajudar a instalá-lo!

Bom, depois de um tempo sem postar, agora eu volto pra falar de um gênero de jogo que tem se espalhado pelo mundo, ganhado fãs, e pessoas têm feito dele um e-Sport, ou seja, existem jogadores profissionais que se enfrentam em campeonatos e ganham uma grana monstruosa apenas por jogar esses jogos! Esse gênero de jogo ficou reconhecido como MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) ou Action RTS (Action Real-Time Strategy), sendo que todos seguem um mesmo padrão. O que provavelmente estourou esse gênero foi um jogo muito conhecido, muito jogado aqui no Brasil, e que necessita de poucas introduções, mas vou dá-las do mesmo jeito.

DotA – A Origem dos MOBAs

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Sim! Ele. DotA. Foi basicamente do DotA que nasceu o gênero MOBA (o DotA não foi o primeiro. Um mapa conhecido como Aeon of Strife, modificação de Starcraft, inspirou a criação do DotA).

Bom, o jogo na verdade nasceu como uma modificação de outro jogo de bastante sucesso, que era um jogo de estratégia: Warcraft III! Para jogar DotA, era necessário ter o Warcraft III.

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Warcraft III: Frozen Throne

O nome DotA vem de: Defense of the Ancients, ou Defense of the Ancients: Allstars, e foi criado por Eul, como um simples mod de Warcraft III, baseando-se no mapa Aeon of Strife, um mapa modificado de Starcraft criado por um usuário desconhecido.

Logo o mod começou a tomar forma nas mãos de Steve “Guinsoo” Feak, que passou o bastão mais tarde para IceFrog. Foi IceFrog que tornou o jogo mais balanceado e, segundo a comunidade DOTA, Icefrog é o verdadeiro administrador do DotA, responsável por um incrível boom do jogo durante sua administração. O mod, durante sua existência, recebeu diversas contribuições de voluntários que dedicavam muito tempo para atualizações do jogo. O incrível trabalho feito em um mod de Warcraft III é reconhecido até hoje, e muitas vezes DotA parecia até mesmo um jogo completo…

Em 2009, IceFrog foi contratado pela VALVE (Criadora da Steam, Counter Strike, Portal, Left 4 Dead, Half Life), para liderar o desenvolvimento de um novo Dota. O jogo só foi anunciado em 2010, e em 2012, antes mesmo de seu lançamento, a VALVE organizou um campeonato com 16 equipes profissionais de DotA, as quais nunca tinham jogado Dota 2 antes, apenas o DotA original, e mostrou o jogo pela primeira vez ao público, provando que Dota 2 era simplesmente o jogo antigo com gráficos melhores e uma jogabilidade polida. O jogo era inicialmente pago, mas logo foi se tornou gratuito, e foi lançado recentemente: Em Julho de 2013 (cerca de 10 anos após o primeiro Dota).

Dota2

Dota 2

Agora vem a melhor parte: Como a VALVE começou a apoiar o Linux ano passado e começou a lançar jogos recentemente para a plataforma do pinguim, o Dota 2 também ganhou versão para o Linux nativa! E, acima de tudo, a versão é gratuita!

Tá, você me explicou o que é Dota, mas e agora, como eu jogo?

Ah, sim! É bom explicar o mecanismo do Dota, porque assim eu estarei explicando o mecanismo de todos os outros jogos do estilo (LoL e HoN).

Bom, o jogo funciona assim: Você escolhe um herói (no Dota e no HoN)/campeão (como é conhecido no LoL), que possui 4 poderes, que vão sendo desbloqueados quando se passa de nível (o nível 6 desbloqueia o ataque Ultimate, que é o principal ataque do personagem) e certos focos em batalha. (O herói pode possuir foco em força, agilidade, inteligência, no Dota 2; nos outros existem outros atributos) No campo de batalha, existem ao total 5 heróis. O papel desses heróis não é apenas evoluir, mas defender seu lado do campo.

Map_of_MOBATodos os jogos possuem esse estilo de mapa, e funcionam do mesmo jeito. A parte laranja é a “Base Principal” dos times. É lá onde cada time deve chegar, para destruir a “World Tree” ou “Frozen Throne”(no Dota) /”Nexus” (no LoL)/”World Tree” ou “Sacrificial Shrine” (no HoN). Antes disso, os times devem se separar em 3 caminhos, e proteger as torres (pontos verdes), as quais também atacam os inimigos que se aproximam, mas que podem ser destruídas com uma onda de ataques inimigos. Para dificultar mais ainda, a cada intervalo de tempo, a base produz criaturinhas conhecidas como “creeps” (no Dota e no HoN)/”minions” (no LoL), e elas são lançadas em cada um dos três caminhos para liderar a frente de ataque. Toda vez que um herói/campeão mata um desses creeps/minions, ele ganha dinheiro virtual, que pode ser usado para comprar itens que melhoram sua performance durante o jogo.

Agora, entre os três caminhos existe uma área verde, na qual existem shops escondidos para comprar itens especiais (apenas no caso do Dota e HoN; no LoL esses shops não existem, apenas o da Base Principal), e existem diversos monstros para poder batalhar e subir de nível mais rápido. Existe também o monstro mais poderoso desse mapa, que concede uma recompensa especial a quem derrotá-lo nessa parte do mapa. No Dota ele é conhecido como Rashon, no LoL é conhecido como Baron de Nashor, e no HoN é chamado de Kongor.

É muito simples, mas deve-se escolher os heróis com cuidado para adaptar-se a estratégia do jogo.

No LoL, por exemplo, é muito comum os times escolherem: 1 campeão para ir na linha do topo (TOP); 1 campeão para fazer jungle, ou seja, evoluir através dos monstros que se encontram nas florestas e ajudar as outras linhas em momentos de necessidade; 1 campeão para ir na linha do meio (MID); 2 campeões na linha de baixo: 1 ADC (AD Carry), campeão responsável por carregar o jogo, como se fosse um líder para o time, e 1 Suporte, que possui o objetivo de auxiliar o AD Carry, lhe fornecendo vida e vigiando para que o jungler inimigo não chegue de surpresa.

Note, no entanto, que cada campeão do jogo se comporta de maneira diferente, e não é qualquer um que pode ser Suporte, AD Carry, Jungler, Top ou Mid. Colocar qualquer campeão em qualquer linha pode botar seu time em risco, uma vez que seu campeão pode ser muito fraco para ir naquela linha específica, ou não exercer a função de forma correta.

O mesmo ocorre na escolha dos itens para comprar durante a partida: comprar os itens errados pode fazer seu campeão não se comportar do modo como desejado, e pode colocar seu time em risco. Por isso se informe sobre os campeões antes, peça ajuda a amigos que jogam o jogo, ou procure na internet por informações específicas sobre o jogo.

Nos jogos é possível jogar online com os amigos (5 contra 5), ou contra Bots (contra o Computador). Existem campeonatos que você pode assistir (que mesmo para assistir no Dota 2 precisa pagar em alguns campeonatos, enquanto no LoL e no HoN não precisa).

Agora, a melhor parte é que apesar dos nomes diferentes, os jogos possuem basicamente o mesmo vocabulário, pois é possível fazer quase as mesmas coisas em todos eles.  Se quiser conhecer alguns termos para jogar:

Gírias do Dota

Vocabulário do LoL

FAQ – Dicionário HoN

Dota 2

dta2logo

Eu falei bastante do Dota, mas é o Dota 2 que está disponível para download na Steam (não sabe o que é Steam? Clique aqui!).

Então, isso quer dizer que antes de tudo é preciso criar uma conta na Steam e baixar o programa: http://store.steampowered.com/about/

Basta clicar no botão escrito Instale Steam Agora, ou algo semelhante:steam

Para criar sua conta, basta entrar neste link: https://store.steampowered.com/login/

createsteam

E clicar em Cadastrar-se. O cadastro é rápido e fácil. Eles te enviam um e-mail, e é necessário, depois que você instalar a Steam, checar seu e-mail por um código de liberação da conta para o computador. Toda vez que você entra na Steam em um computador novo, a Steam te envia um e-mail com um código diferente para liberar o acesso a sua conta naquele computador. É uma medida de segurança, então não se assustem se tentarem entrar na sua Steam na casa de um amigo ou algo assim.

A instalação da Steam também pode ser feita através dos repositórios de diversas distribuições. O Ubuntu já possui a Steam na Central de Programas, o Linux Mint, o Fedora, o OpenSUSE, o Manjaro Linux, o Arch Linux e muitas outras também possuem a Steam em seus repositórios, então é mais fácil instalar por lá.

Uma vez com a Steam instalada, basta entrar na sua conta, e pesquisar por Dota 2:

dota2steamEntão é só entrar na página e clicar Receba Dota 2:

dota2steam2E ele vai começar a baixar o jogo pra você. Entretanto, vou logo avisando: o jogo é bem pesado, e, dependendo da sua internet, pode demorar um bom tempo para fazer o download desse jogo. Então, tenha paciência, não é culpa da Steam!

Eu ouvi falar também que jogadores que baixaram o Dota 2 no Windows tiveram de passar por uma lista de espera para baixar o jogo. Um amigo meu desistiu de baixar o Dota por causa dessa lista de espera. Esse não foi o meu caso, porque baixei no Linux. Eu não sei se no Linux também ocorre esse tipo de problema.

Após baixar o jogo, aí você pode jogá-lo entrando em sua Biblioteca!

Primeiro é preciso fazer o tutorial:

Dota2Training
Também é possível jogar contra Bots:

Dota2BotsE uma partidinha:

Dota2Game

Heroes of Newerth

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Esse é um dos jogos que eu menos conheço dos 3, não joguei muito, mas por ter uma versão nativa para Linux, eu também vou postar o método de instalação aqui.

O jogo foi lançado em 2010 com uma versão paga, mas logo se tornou gratuito para jogar. Seus criadores são da empresa S2 Games, e foi criado com base no idolatrado Dota. Chegou a ser nomeado para algumas premiações, e venceu apenas uma.

A instalação é muito simples, basta entrar no site: http://hon.uol.com.br/download e clicar em HoN em Linux, marcado em vermelho a seguir:

HoN

Atenção: O arquivo de instalação pesa cerca de 1,8 GB, então pode demorar um bom tempo para baixar, dependendo de sua conexão com a internet. E ainda depois de baixar, pode ser necessário fazer uma atualização que pode também demorar!

Você baixa um arquivo chamado HoNLatinClient-X.X.X.X.sh (X.X.X.X é o número da versão. Pode ser que sua versão seja diferente da minha, dependendo de quando você está lendo esse post). Para instalá-lo, você precisa primeiro configurá-lo como arquivo executável, apertando nele com o botão direito e indo em Propriedades, e então ir na guia Permissões, e então habilitando: Permitir a execução do arquivo como um programa.

propE então dê um OK, e é só executá-lo. O jogo segue o mesmo estilo de instalação de jogos do Windows…

Para jogá-lo, também é necessário fazer um cadastro no site da Axeso5: http://www.axeso5.com.br/registro

Após tudo feito, aqui está o jogo:

Screenshot from 2013-10-13 17:10:49Eu tenho uma reclamação apenas: esse jogo, dos 3 jogos aqui comparados, tem uma das interfaces mais poluídas e confusas. Eu ainda preciso aprender a jogar, mas em compensação eu devo dizer que os gráficos desse jogo são os que melhor rodam no meu computador: sem muitas travadas!

League Of Legends

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Ah, agora sim chegamos no LoL! Assim como Heroes of Newerth, League of Legends foi criado com base em Dota, mas divergiu um pouco do jogo original. Seu desenvolvimento conta com a participação de antigos desenvolvedores do DotA: Steve “Guinsoo” Feak (sendo este um dos principais desenvolvedores do DotA, o qual passou o bastão para IceFrog) e Steve “Pendragon” Mescon. LoL se tornou uma febre desde que foi lançado, em outubro de 2009, e já entrou para o livro dos recordes como sendo um dos primeiros jogos online a atingir a marca de 1 bilhão de horas jogadas em pouco tempo, com cerca de 5 milhões de jogadores online simultaneamente, e um dos primeiros a ser considerado um e-Sport na ESPN.

Desenvolvido pela Riot Games, LoL se tornou rapidamente um fenômeno. Eu confesso que foi o primeiro jogo do gênero que eu joguei (tá, eu já tinha jogado DotA uma vez, mas não sabia absolutamente nada quando eu joguei, e eu nem lembro como foi a partida), e atualmente, no meu círculo de amigos, boa parte deles joga o bendito LoL. Existe uma vantagem dele em relação aos outros: ele tem uma versão completamente em português (até as vozes dos campeões são dubladas). Foi a Riot Games que popularizou o termo MOBA, já que o gênero era antes conhecido apenas como Dota.

Se você já joga esse jogo, deve estar surpreso: “Eu não sabia que LoL tinha versão para Linux!”

Pois é…. Não tem.

Peraí! Então, como é que eu vou jogar LoL no Linux?

No Linux, existe um programa muuuuuito conhecido chamado WINE. Eu já devo ter falado desse WINE umas quinhentas vezes no blog, é só dar uma procurada que você com certeza acha. Esse programa faz o impossível: Converte arquivos Windows para algo que o Linux possa entender. Entretanto, se você for tentar jogar LoL apenas instalando o WINE puro, você pode ter alguns problemas, como os que eu tive ao tentar fazer isso….

Então, como instalar?

Para nossa sorte, existe um grupo de pessoas preocupado com os jogos no Linux, e eles criaram um programa sensacional para ajudar na instalação de jogos no sistema do Pinguim: o programa chama-se PlayOnLinux.

31Para instalá-lo você pode ir no site oficial e ver instruções específicas para cada distribuição: http://www.playonlinux.com/en/download.html

No caso do Ubuntu, o programa está disponível nos repositórios, mas é possível instalá-lo pelo terminal (Ctrl + Alt + T para abrir o terminal) com os seguintes comandos:

wget -q "http://deb.playonlinux.com/public.gpg" -O- | sudo apt-key add -
sudo wget http://deb.playonlinux.com/playonlinux_precise.list -O /etc/apt/sources.list.d/playonlinux.list
sudo apt-get update
sudo apt-get install playonlinux

(Lembrando que esses comandos se aplicam apenas à versão 12.04 do Ubuntu e que você deve instalar o pacote: wine:i386 através da Central de Programas, para poder instalar o PlayOnLinux!)

Também há um arquivo .deb (Ubuntu/Debian/Linux Mint apenas) para instalar mais facilmente o programa:

www.playonlinux.com/script_files/PlayOnLinux/4.2.2/PlayOnLinux_4.2.2.deb

Ou um arquivo .rpm (Fedora/OpenSUSE):

http://repository.playonlinux.com/PlayOnLinux/4.2.1/PlayOnLinux_4.2.2.rpm

Depois de instalado, abra o programa:

playonlinuxEssa Screenshot é do meu Computador, então note que no caso EU já tenho o League of Legends instalado. No seu computador o League não vai aparecer ali sem instalar.

Para instalá-lo, basta apertar o botão Instalar em cima. Ele vai abrir uma janela:

playinstallBasta ir na guia Jogos, e você DEVE marcar a opção de Testando, pois o League of Legends está incluído na lista de jogos em fase de Teste no PlayOnLinux. É só procurar por League:

lolplayonBasta apertar instalar:

lolinstallVocê pode escolher para Baixar o programa ou para instalar através de um arquivo já baixado.

lolinstall2O PlayOnLinux te dá todas as instruções, baixa o Wine para você, instala tudo, e você só tem o trabalho de passar pelo Next > Next > Install no fim (dica: no fim, o instalador do jogo tem uma opção: Executar o LoL. Desmarque essa opção para evitar que o jogo trave)

Bem, como o LoL ainda está em fase de testes no PlayOnLinux, podem ocorrer alguns bugs. Alguns dizem que a Loja não funciona, mas eu não tive nenhum problema com o Shop. Consegui, inclusive, comprar alguns campeões e até jogar uma partida. Um dos pequenos bugs é que dentro do jogo faltam alguns ícones para certos itens, o que não é um gigantesco problema.

lolshop

Acessando a Loja do LoL

Se quiser personalizar melhor o modo como seu jogo vai funcionar, vá no PlayOnLinux, no menu Ferramentas e selecione Gerenciar Versões do Wine.

lolwineVeja que eu tenho instalado versões especiais para o League of Legends.

Você pode clicar o botão Configurar no PlayOnLinux:

lolplaysE você pode até configurar o Wine…

Como resultado:

lolgame

Bom está aí. Espero que tenham gostado. Se tiverem qualquer problemas na instalação de qualquer um dos três jogos, é só me comentar aqui no post. Um grande abraço, e até semana que vem!

Sobre Linux: Parte I (Introdução)


Estava olhando coisas antigas do blog e dando uma olhada no Linux Mint 14, quando me lembrei de quando eu era bem iniciante em Linux e tentava instalar o Ubuntu em meu computador, e como fiz diversas pesquisas para tirar minhas dúvidas. Já tive muitas experiências de instalação e desinstalação de Linuxes porque eu acho o processo de instalação divertido, e eu procuro testar muitas distribuições para saber como é e aprender mais sobre Linux.ubuntu-logo14

Estive pensando que muitas pessoas neste momento estão fazendo a mesma coisa que eu fiz no início: procurando por mais informações sobre este misterioso sistema Linux que um dia lhe foi apresentado misteriosamente. E antes de mais nada, vamos esclarecer as dúvidas mais comuns.

O que é Linux?

Uma breve história do Linux

Tecnicamente, o nome oficial é GNU/Linux (e toda a explicação oficial sobre o motivo do nome está no site oficial do projeto GNU, que é sempre bom dar uma passada e entender um pouco mais sobre a história de todo o projeto: aqui.)

220px-Tux

Linux é um software, ou seja, um programa de computador criado pelo programador finlandês Linus Torvalds (Sim, foi de seu nome que o nome Linux surgiu, e isso não é narcisismo!) em meados dos anos de 1990, criado puramente por diversão, como um hobby do programador, quando ele ainda estava na faculdade. O projeto ganhou força nos anos seguintes, quando Linus anunciou  o software na rede (não era bem a internet, porque ela não existia como conhecemos naquela época) e disse que aceitava qualquer ajuda possível no desenvolvimento. Ele conseguiu bastante ajuda e o projeto cresceu bastante, hoje se tornando um dos maiores projetos de código aberto do mundo (já vou explicar o que é código aberto!)

O Linux por si só e definido como o coração do sistema, algo que em inglês é conhecido como kernel, que seria núcleo em português. O que o Linux faz é se comunicar diretamente com o hardware, ou seja, o aparelho físico e traduzir em informações. É no kernel onde se encontram os tão famosos drivers, que são programas específicos com instruções de como fazer certo hardware funcionar. (Só algo para lembrar das diferenças entre software e hardware: Software é aquilo que você xinga quando trava, e hardware é aquilo que você soca)

gerwinski-gnu-head

Enquanto isso, por volta dos anos de 1980, antes do Linux existir, o projeto GNU surgia, liderado pelo famoso entusiasta do Software Livre (já vou explicar também), Richard Stallman. A ideia principal de Stallman era fazer com que o computador fosse uma plataforma aberta, algo que não impedisse nenhum programador de entender como um certo programa funcionava, que permitisse programadores pudessem modificar um programa de código aberto do jeito que bem entendessem. E com tal ideia, ele resolveu juntar uma equipe e criou um SISTEMA OPERACIONAL, que é justamente aquilo que faz o computador na sua frente funcionar tão bem. Sem um sistema operacional, um computador não tem o que fazer, não tem cálculos a cumprir… Ele necessita de um para transformar dados e cálculos em informações visíveis. Exemplos de Sistema Operacional? Windows!

Outros? Então tá, lá vai: Mac OS X (criado pela Apple e presente em todos os produtos Mac (Macbooks, iMacs)), iOS (também criado pela Apple, e utilizado nos iPhones e iPads e iPods), BeOS (Criado pela Be Inc.; Já não existe mais, mas foi criado para competir com Mac OS), OS/2 (Criado numa parceria entre IBM e Microsoft, mas a Microsoft decidiu trair a IBM e continuou com um projeto ambicioso de Sistema Operacional baseado no MS-DOS, que mais tarde ficou conhecido como Windows), Haiku OS (Sistema atualmente em desenvolvimento, buscando trazer o BeOS de volta!)… Pra ficar mais curto o post: Amiga OS, ReactOS, ANDROID, Ubuntu, Fedora, Debian, Slackware, Arch Linux, Chakra Linux…….

Enfim, no mundo inteiro temos milhares de milhões de sistemas operacionais e eu só citei menos de 0,001% dos existentes! A cada dia novos sistemas podem ser criados.

Mas enfim, o que aconteceu foi que o projeto GNU começou com um sistema operacional e uma série de projetos e programas que fariam parte do sistema. O objetivo do GNU era ser um sistema operacional livre e gratuito e compatível com um sistema operacional muito popular na época conhecido como: UNIX, que influenciou milhares de sistemas operacionais e ainda influencia até hoje. O UNIX era um sistema proprietário, ou seja, a empresa que o desenvolvia cobrava pelo sistema. Era notável por sua segurança inigualável e flexibilidade…

E foi justamente nisso que o Projeto GNU mirou. Eles buscavam fazer algo compatível, mas que ainda assim fosse mais flexível que o UNIX, e por isso o Acrônimo de GNU é: GNU Não é UNIX. No fim, eles conseguiram fazer diversos programas e estavam finalizando o sistema em si…. Mas eles não tinham um núcleo! E um Sistema Operacional sem núcleo é inútil…

Eles começaram a desenvolver seu próprio Núcleo, conhecido como HURD, que está em desenvolvimento até hoje. Mas aí eles ouviram falar do núcleo sendo desenvolvido pelo jovem estudante Linus Torvalds, e resolveram ajudá-lo. E em um acordo amigável, o GNU tornou-se o sistema operacional para o núcleo do Linux, após diversos reajustes no código do sistema em si… Por isso GNU/Linux

Tá, mas o que é Linux então?

Vamos então chamar o GNU/Linux apenas de Linux para ser mais convenientes. Linux nada mais é do que um sistema operacional.

Qual a diferença do Linux para os outros sistemas operacionais?

Antes de realmente chegar na sua pergunta, vamos responder duas coisas que eu deixei de explicar anteriormente:

O que é código aberto, software livre e software proprietário?

Vamos fazer uma pequena analogia entre software e receita de bolo, que acho esta uma das melhores analogias para explicar o que é cada coisa.

Imagine que você seja um cozinheiro de renome, um verdadeiro chef! Na sua vida você já fez diversos bolos, leu muitas receitas de bolo, decorou diversas delas e sabe de cor o que você precisa ter para fazer um bolo. Agora imagine que você enfrenta tempos difíceis no seu restaurante, e para piorar, você está com grandes riscos de vida, e seus maravilhosos bolos podem nunca mais ser saboreados por ninguém.

Chef-Hans-1

Mas você gosta sempre de manter sua receita secreta, e odiaria que alguém descobrisse como fazer seu bolo. Isso te arruinaria! Mas seu restaurante está em perigo, e sua vida também. As suas receitas morrerão com você.

Neste caso, manter uma receita secreta, que só você sabe como fazer, estamos falando de software proprietário, onde o código de um programa, que nada mais é do que uma “receita”, está sendo mantido em segredo. O código de um software é algo que uma vez foi escrito (sim, escrito!) por um programador. Este programador escreve os códigos em uma linguagem que o computador entenda, a chamada Linguagem de Programação, e tudo o que está escrito ali é traduzido pelo computador como informação. Mas um programa executável não possui todos os códigos à mostra o tempo todo, e é por isso que a gente não pode saber quais são os códigos que fazem aquele programa funcionar. É como um bolo. Você vê um bolo grande e bonito, mas se não tiver nenhuma ideia de como cozinhar, jamais saberá como fazer um bolo daqueles. Não dá simplesmente pra pegar um bolo e dizer: Ah, isso é feito de quatro ovos, Dois copos leite, Meia colher de açúcar, 2 copos de farinha e etc… Você pode ir provando o bolo aos poucos e deduzindo do que aquilo é feito, mas nem sempre você vai estar certo.

Num software, o mesmo acontece. Você pode ter um programa de CÓDIGO FECHADO, o que chamamos de software proprietário, mas você não tem como saber os códigos contidos naquele programa.

Voltando à analogia do chef, vamos agora supor que você está prestes a morrer, e seu restaurante fechou há alguns dias. Você guarda suas receitas em um cofre que só você sabe a combinação. Ninguém mais poderia fazer os mesmos bolos que você. Só você sabe todos os segredos. E você resolve que a tradição de seus bolos deve continuar, eles não podem morrer assim.

Você chama seu único filho e conta a ele a combinação para o cofre, e lhe implora que continue a tradição da família, continue fazendo bolos com aquelas receitas, e que abra um novo restaurante.

Mas seu filho é uma negação na cozinha e pretende seguir para um ramo completamente diferente daquele que você desejaria. Você acaba falecendo alguns dias depois, mas seu filho continua com as receitas e não sabe o que fazer. Ele não sabe se deve continuar o trabalho de seu pai ou se deve seguir seu próprio caminho. Ele entende que aquilo era muito importante para você, mas ele não quer abrir mão de seu trabalho.

E então ele resolve fazer o improvável: ele divulga as receitas de seus bolos secretos na internet, para que alguém pudesse continuar sua tradição, e para que os bolos pudessem se multiplicar pelo mundo.

Pessoas que antes só podiam saborear tais receitas indo a um restaurante agora podem simplesmente fazer seu bolo secreto em suas casas! E algumas pessoas resolvem modificar um pouco a receita, para deixar o bolo mais consistente…

E é exatamente assim que funciona um software livre, um software de código aberto. Exatamente o contrário de um software proprietário/código fechado, você é capaz de ver como aquele software funciona dando uma olhada no seu código/receita. Você mesmo pode fazer em sua casa e modificá-lo como quiser. É só ir experimentando.

Então isso quer dizer que software livre é software gratuito?

Sim e não. É um assunto meio complicado de explicar, e sugiro uma leitura mais específica neste caso. O site do Debian, uma das maiores distribuições Linux do mundo, tem um artigo falando especificamente disso.

E o que é distribuição Linux?

Como o GNU/Linux é um software de Código Aberto, qualquer pessoa que entenda a linguagem de programação em que o software foi escrito pode simplesmente fazer sua própria versão, com mudanças mínimas ou notáveis na “receita”/código do programa. E tal versão é conhecida como distribuição, porque ela é uma variação do GNU/Linux original.

E o Ubuntu?

O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais famosas do mundo. Criado pelo sul-africano Mark Shuttleworth, o Ubuntu certamente foi um marco para revolucionar o Linux, tornando-o cada vez mais intuitivo para iniciantes em computador, e cada vez mais simples de se usar. Por causa da simplicidade do ubuntu, muitos usuários Linux conservadores criticam a distribuição, pois creem que Linux é para experts em computação e programadores.

O Ubuntu tem como objetivo ser uma distribuição simples e gratuita, como a maioria das distribuições GNU/Linux é! A proposta é fazer algo simples, rápido, estável e seguro.

Peraí! Você disse gratuita? Como assim? É sério isso?

Sim! Você não leu errado. Eu disse gratuita e eu realmente quero dizer gratuita.

O Ubuntu, por exemplo, tem seu próprio website oficial: www.ubuntu.com E de lá mesmo você pode baixar uma versão OFICIAL do Ubuntu, sem custo nenhum. Se quiser baixar, só clicar aqui.

O Fedora, outra distribuição GNU/Linux, parte do mesmo princípio. E olha uma coisa interessante, o Fedora é uma distribuição baseada no Red Hat Enterprise Linux, uma versão Linux desenvolvida para empresas e corporações, e a Red Hat é uma versão paga e específica. Sim. Red Hat é PAGA! Mas o Fedora é 100% gratuito, e ainda por cima recebe apoio da empresa desenvolvedora do Red Hat Enterprise Linux!

Para baixar o Fedora: http://fedoraproject.org/pt_BR/get-fedora

E antes que alguém venha com alguma piada entre Fedora e Fedor, saiba que o nome é uma brincadeira com Red Hat, que em significa Chapéu Vermelho em português. Fedora é um tipo de chapéu também:

fedora_hats

Como é que certas distribuições podem ser gratuitas? Como assim? Isso aí não custa dinheiro?

Mais uma vez, eu recomendo uma leitura específica de um website específico de uma distribuição também 100% gratuita, a Debian: http://www.debian.org/intro/about#free, http://www.debian.org/intro/about#CD, http://www.debian.org/intro/about#disbelief

Ainda não estou tão convencido assim sobre este negócio de Linux… O que é tão bom assim?

Bom, se não está convencido pelo sistema ser gratuito, e tudo mais. Eu recomendo que você baixe o sistema, e TESTE-O.

Mas como eu vou testar? Eu vou ter que apagar tudo do meu HD!

Não. O Linux é uma maravilha e surgiu com um conceito inovador há anos atrás, que pouquíssimos sistemas adotaram. O Windows não possui tão opção maravilhosa.

Diversas distribuições Linux adotaram o sistema de LIVE CD, que quer dizer que você pode executar o Sistema completamente operacional à partir de um CD ou DVD ou até mesmo um Pendrive. Você pode testar o sistema sem nem mesmo tocar no seu HD. E se gostar do que você viu, alguns oferecem a opção de instalação direto do desktop.

Além disso, também é possível INSTALAR o Linux em um Pendrive e levá-lo com você para onde quiser.

E como eu faço isso tudo que você falou?

Bom, após esta grande introdução, e explicações para todos os iniciantes, eu quero dizer adoraria fazer um post gigantesco explicando tudo sobre como instalar Linux Ubuntu passo a passo, respondendo a todas as perguntas possíveis e fazendo você compreender completamente, mas eu não consigo em um post só, e precisarei dividir, já que um post longo e repleto de imagens sobrecarregaria a internet de muitos aqui. Este post será apenas a introdução a tudo.

Mas, por enquanto que estou trabalhando nas outras partes, veja mais leituras para te convencer sobre Linux:

http://whylinuxisbetter.net/index_br.php?lang=br Por que Linux é melhor?Um website muito bom que pode esclarecer muitas dúvidas sobre o Linux. Eu até dei uma ajudinha na tradução das páginas do site. Ainda há algumas páginas faltando tradução, mas no mais é uma ótima fonte de informações sobre Linux.

http://www.debian.org/intro/about Eu citei o site do Debian o post inteiro, e acho que vale a pena dar uma olhada no projeto Debian e no site em si e em toda a documentação para que você possa se informar mais.

O site oficial do Ubuntu todo em inglês também é uma ótima fonte de informações. Há também o portal brasileiro de Ubuntu e o fórum oficial do Ubuntu na língua portuguesa, caso queira tirar suas dúvidas, basta criar sua conta lá (é rápido, fácil e gratuito) e não se esquecer de ler as regras de conduta do fórum: http://ubuntuforum-br.org/index.php?action=rules

Há também o site do Ubuntu em Português de Portugal.

O Site do Fedora também é ótimo como fonte de informações sobre Linux.

Leia também posts mais antigos deste blog, procurando em seções como: https://livrelinux.wordpress.com/category/gnulinux/

https://livrelinux.wordpress.com/category/ubuntu/

https://livrelinux.wordpress.com/category/software-livre/

Temos o portal brasileiro de Linux, que sempre tem notícias do mundo da tecnologia e Linux em geral.

E há também uma distribuição Linux brasileira que é bem interessante e visa ser parecida com o Windows. É baseada no Ubuntu e eu recomendo darem uma passada lá: http://www.linuxkduxp.com/

Qualquer dúvida perguntem no fórum oficial da distribuição Linux KDuXP.

E o Wikipédia também é uma fonte confiável de informações sobre Linux.

As pastas do Linux


Uma das maiores dificuldades que iniciantes podem ter quando migram pro Linux é se adaptar às pastas do Linux. O Linux não é igual o Windows, ele não tem uma pasta: Arquivos de Programas e outra só pro Sistema chamada LINUX. Não.

Devemos lembrar que Windows e Linux são sistemas COMPLETAMENTE distintos! Não possuem o mesmo estilo de núcleo, nem mesmo são compatíveis entre si! O Linux organiza de forma diferente suas pastas e faz justamente o inverso do Windows: ao invés de dedicar uma pasta apenas para o Sistema, ele dedica uma pasta para o usuário.

A primeira diferença que se deve notar é que o caminho das pastas já é diferente! No Windows, o diretório do HD principal seria algo como: C:\

No Linux, o diretório do HD principal é: /

Perceba que até a barra muda a direção!

Agora, quando você entra no / vai perceber as seguintes pastas:

/bin : armazena comandos do terminal em forma de executáveis.

/boot : cuida da inicialização do sistema, armazenando alguns arquivos do GRUB (o gerenciador de sistemas operacionais) e alguns arquivos relacionados ao Kernel (núcleo do sistema, o Linux).

/cdrom : Insira um CD no drive e descubra o que esta pasta faz… 🙂

/dev : Esta pasta cuida da comunicação entre o sistema e o hardware. Por exemplo, caso você conecte um Mouse USB no computador, ela cuidará dele tentando fazê-lo funcionar! O mesmo vale para outros dispositivos.

/etc : aqui estão os arquivos de configuração administrativa e do sistema. Funciona quase como um Editor de Registros do Windows.

/home : Nesta pasta há as subpastas dos usuários. Aqui é como se fosse a pasta “Users” do Windows 7.

/lib : Aqui estão contidos arquivos necessários para aplicativos da pasta /bin, /sbin e outros. São essenciais para o correto funcionamento de aplicativos do sistema.

/lost+found : aqui temos alguns arquivos perdidos, dependências, pacotes quebrados ou danificados.

/media : Aqui é onde ficarão montados dispositivos de armazenamentos externos ou partições à parte. Exemplo: se você plugar um pendrive, uma pasta surgirá aqui com todo o conteúdo do pendrive. Se você montar uma partição do HD, uma pasta aparecerá aqui mostrando todo o conteúdo do HD. E assim sucessivamente.

/mnt : Serve quase para o mesmo motivo da pasta /media, mas é para a montagem de CD Roms e outros tipos de dispositivos.

/opt : Alguns programas ficam com arquivos alojados nesta pasta. Não são todos que fazem isso.

/proc : Contém informações especiais sobre o Kernel e tudo o que interage com ele.

/root : é a “pasta de usuário” do Super Administrador. Não é possível modificá-la sem ser super-administrador (SU).

/sbin : Contém arquivos necessários para o boot, recuperação e restauração do sistema.

/selinux : Parece-me ser uma pasta de um projeto chamado Security-Enhanced Linux, que visa melhorar os padrões de segurança do sistema. Foi integrado no Kernel a partir da versão 2.6 dele.

/srv : Contém arquivos que são requeridos pelo sistema.

/sys : Diretório que cuida da parte de firmware, kernel e de toda a comunicação com o hardware. É a pasta do sistema mesmo.

/tmp : pasta de arquivos temporários. É como se fosse uma memória temporária. Ela é sempre esvaziada quando o sistema é reiniciado.

/usr : é uma das pastas mais complexas do sistema. Aqui encontram-se instalados programas em geral, não só programas de terceiros. Aqui ficam arquivos de jogos, e dentro da pasta /usr/local temos os programas que foram manualmente instalados. É quase um Arquivos de Programas, mas mais complexo.

/var : Contém arquivos que foram modificados de acordo com o uso do sistema.

 

Agora que você já conhece pelo menos um pouco das pastas do sistema, temos aqui um aviso:

Nenhuma das pastas contidas no /, exceto pela pasta do usuário (/home/*usuario*), pode ser modificada por um usuário comum sem permissões de Super usuário. Também não é recomendado alterar arquivos de tais pastas utilizando o root sem saber o que está fazendo, pois pode acabar prejudicando o sistema.

Certo, mas agora você pode me perguntar: Mas onde é que ficam salvos meus programas então?

Boa parte dos programas ficam salvos na própria pasta do usuário, e algumas pastas “mais importantes” ficam na pasta /usr. Mas os programas ficam com pastas ocultas, para não atrapalhar o usuário ao navegar pelas pastas ou para não deixá-lo deletá-la sem permissão.

Para ver as pastas ocultas, aperte Ctrl + H na pasta do usuário, e diversas pastas com um “.” na frente do nome aparecerão, como na imagem acima. São quase todos os programas que você possui instalado.

 

Bom, espero que com isso eu tenha ajudado muitos iniciantes que queriam saber pra que funcionava cada coisa pra entender melhor o sistema.

Um abraço!

O que é PPA?


Mais um artigo para Iniciantes em Ubuntu!

Você já deve ter visto diversas vezes eu falar pra vocês adicionarem em Canais de Software um código estranho que começava com ppa: e você tinha que digitar um comando no terminal e talz…

Bom, eu vou explicar da forma mais simples que puder o que é o PPA.

É, esse é o nome do negócio, PPA. Isso aí é um seviço criado pela Canonical (empresa que mantém o Ubuntu) para manter os softwares do Ubuntu atualizados. É dele que vêm todas as atualizações de segurança e do Ubuntu.

Como isso funciona?

Bom, antes de mais nada vamos deixar claro que não são todos os programas que usam o PPA.

Vou pegar o Wine como exemplo pra explicar o PPA. Pra instalar o Wine você precisa digitar o seguinte comando no terminal: sudo add-apt-repository ppa:ubuntu-wine/ppa

Mas o que isso significa realmente? Significa que você está adicionando aos repositórios do Ubuntu o repositório Wine no PPA.

Acontece que o pessoal do Wine fez uma página no PPA e sempre coloca por lá arquivos do Wine. Adicionando este comando no seu Ubuntu, o Sistema entende que deve procurar na página do Wine por arquivos novos. É assim que funciona a atualização dos programas, você adiciona no repositório do Ubuntu e ele sempre procura por arquivos novos para atualizá-los.

Por isso é sempre recomendado dar um apt-get update, porque isso atualiza os dados e procura por novos pacotes no PPA do Ubuntu e também de outros programas em que você adicionou o PPA.

É isso, espero que tenha ajudado a esclarecer o que é o PPA.

.ISOs Linux


Alguns iniciantes podem ter muuitas dificuldades em baixar seu primeiro Linux. Quando você vai baixar uma versão de uma distribuição você sempre é perguntado se quer baixar a versão 32 bit ou 64 bit?

Você pode se perguntar o que é isso, e eu vou te responder com a seguinte resposta simples: é o quanto seu processador “aguenta”.

Não é realmente isso, porque 32 e 64 indica a arquitetura do seu processador, mas além de ser mais que isso.

Primeiramente devemos saber que processadores possuem “arquiteturas” diferentes. O que significa isso? É que os processadores são diferentes entre si. Existem processadores de diversas arquiteturas e sendo diferentes não são compatíveis.

Pra explicar melhor essa compatibilidade, imagine que você tenha um processador PowerPC, utilizado pela Apple em seus iMacs há tempos atrás. Agora imagine que você também tenha um computador com processador Intel Core i7. Ambos são completamente diferentes pois são de arquiteturas diferentes. Os softwares são feitos para arquiteturas específicas, e por isso você não pode instalar Windows num iMac com PowerPC, pois ele é feito para processadores Intel ou compatíveis… Do mesmo jeito que você não pode instalar um Mac OS PowerPC num Intel, pois ele não foi feito para aquela arquitetura.

Quando te perguntam se seu processador é 32 ou 64 bits eles falam se seu processador é compatível com um Intel 32 bits ou 64 bits… Processadores PowerPC também possuem indicação em bits, mas são muito menos utilizados, e não são compatíveis com Intel, então não dá pra executar um chamado Ubuntu 10.04 32 bits nele.

Mas calma, seu processador NÃO precisa ser INTEL para ser 32 ou 64 bits! A AMD fabrica processadores compatíveis com Intel, portanto sendo Intel ou AMD, seu processador pode ser 32 ou 64 bits.

Agora, como saber qual é o seu?

Bom, é só saber a marca do seu processador. Um Intel Core 2 Duo é um processador 64 bits, mas você também pode instalar nele um Linux 32 bits, porque ele tem compatibilidade com isso. Um AMD Sempron é um processador 32 bits, sendo assim, você não pode instalar um Linux 64 bits nele. Enfim, há uma infinidade de marcas, e eu não posso ficar explicando uma por uma, então: http://www.infowester.com/64bitsx32bits.php

Se seu processador for Intel ou AMD, por via das dúvidas baixe um Linux 32 bits, pois ele é compatível com mais programas. Se seu processador 64 bits não for compatível com 32 bits, você acaba descobrindo quando for rodar o LiveCD. Também é possível descobrir através do Painel de Controle do Windows 7/Vista.

Há também um programa pra Windows chamado Everest que te informa todas as especificações do seu computador, inclusive a arquitetura dele.

Qual a diferença entre 32 e 64 bits?

É algo difícil de responder de forma simples, mas digamos que é a velocidade do Sistema e a memória que ele suporta. Por exemplo, se você tiver um computador com processador 64 bits, com 8 GB de Memória RAM e um Sistema Operacional de 32 bits, você só vai conseguir metade do desempenho que teria com um Sistema de 64 bits. Por quê? Porque o Sistema de 32 bits só suporta até 3,5 GB de RAM e trabalha de uma forma mais lenta do que um processador de 64 bits.

Em compensação, no caso do Linux, por exemplo, há uma incompatibilidade entre programas de 32 bits em Sistemas de 64 bits. Como o 64 bits é uma arquitetura relativamente nova, há programas que não se adaptaram a ela ainda, e ainda lançam versões em 32 bits…

Baixando minha .iso

As nomenclaturas das .isos podem causar confusão pra quem usa Intel ou AMD. Existem diversos nomes nas .isos que podem te fazer baixar a .iso errada para o seu PC. Por exemplo:

ubuntu11.10-desktop-i386.iso

ubuntu11.10-desktop-amd64.iso

Eu mesmo já fiz uma confusão quando eu tinha um processador AMD Sempron. Quando eu comecei no Linux eu vi essas opções, então deduzi o seguinte: i386 quer dizer que o i vem de intel. Meu processador é AMD, então não posso baixar isso, portanto devo baixar um amd64.

Não é isso que deve-se fazer. Esse i386 ou i686 é uma nomenclatura “nerd” para 32 bits. Claro que há uma diferença entre i386 ou i686, mas eu não sei explicar. Não é porque tem i que quer dizer que é só pra Intel.

Amd64 é referente a processador de 64 bits. Portanto, se você possui um Core i7 ou um Core 2 Duo, não se intimide com o AMD e pode baixar porque é compatível com sua máquina.

Gravando as .isos

Algumas pessoas, como eu, já podem ter cometido esse erro de pegar e arrastar a .iso para dentro de um CD limpo. Não é assim que funciona. Uma .iso é uma “imagem” para um CD e precisa ser “destronchada” para ir pro CD. Não foi um bom exemplo… peguemos outro então:

Vamos supor que você baixe um arquivo .rar. Esse .rar quer dizer que ele é um pacote comprimido! A .iso é como se fosse um pacote comprimido, mas é especialmente para CDs, e você não pode simplesmente descompactar ela utilizando um programa de descompactação e jogar tudo no CD.

Você precisa gravá-la! Utilize um software de gravação de imagens. Para isso há um tutorial aqui: http://wiki.ubuntu-br.org/ComoGravarImagemIso

Instalando dependências automaticamente [Ubuntu]


Muitas pessoas, creio eu, têm receio de baixar pacotes .tar.gz na internet. A maioria dos usuários Ubuntu está acostumada a baixar .debs ou .rpms (para serem convertidos para .debs usando o pacote alien). É realmente uma chateação encontrar um pacote .tar.gz e nele você encontrar os dois arquivos: Configure, e o Make.

Se você ainda não utilizou Linux direito e não sabe do que eu estou falando eu vou te explicar:

O Linux não é igual o Windows, que para instalar programas você sempre executa um arquivo .exe ou .msi. Como o Linux é um sistema completamente diferente do Windows, com códigos totalmente distintos, ele tem o próprio jeito de instalar pacotes. No Ubuntu, o jeito mais fácil é pegar dos repositórios, que são pacotes pré-compilados, prontos para baixar que estão na lista de programas da Central de Programas Ubuntu. Outros pacotes extras, que são libs e outras coisas, se encontram também nos repositórios, mas às vezes não são mostrados na Central de Programas.

Todos os pacotes disponíveis se encontram no Synaptic, outro programa de gerenciamento e instalação de pacotes.

Outro jeito de instalar é baixar pacotes de extensão .deb, que são mais ou menos como os instaladores do Windows. Esses pacotes são pré-compilados e basta rodá-los e clicar em instalar que o Ubuntu resolverá tudo pra você. O mesmo acontece com os pacotes .rpm, só que esses pacotes foram feitos para o gerenciador yum e não o apt-get ou aptitude que o Ubuntu usa.

O que é yum, apt-get, aptitude? Bom… todos  são gerenciadores de pacotes, eles que instalam ou removem pacotes e atualizam seu sistema pra você. O Synaptic é apenas uma interface gráfica para o apt-get. O Ubuntu usa o apt-get e o aptitude (são basicamente a mesma coisa, se não me engano). Acho que não tem jeito de mudar. O Debian também usa o aptitude. Mas onde entra o yum? O yum é o gerenciador de pacotes das distribuições baseadas em Red Hat, como por exemplo o Fedora. Concluindo: .debs são para Ubuntu/Debian e .rpms para Red Hat/Fedora

O problema é que nem sempre os programas são baixáveis através dos gerenciadores de pacotes ou são instalados pelos .debs ou .rpms. A maioria vem em pacotes comprimidos em .tar.gz (igual o .zip) e dentro deles há o código fonte. Para instalá-los é preciso compilá-los usando os comandos:

./configure

make

make install

Mas aí surge mais um problema. Quando você dá o comando ./configure o programa começa a procurar se o seu sistema tem as dependências necessárias para ele funcionar. Caso não tenha, ele pede que você as instale. Mas muitos programas pedem milhares e milhares de dependências, e instalá-las pode levar um século.

É aí que chegamos no assunto central deste post, depois de uma longa introdução para os novatos!

Se você usa Ubuntu, fique feliz, porque há um facilitador que procura todas as dependências de tal pacote e as instala pra você!

É o auto-apt! Ele está disponível nos repositórios do Ubuntu. Para instalá-lo, abra o terminal e digite:

sudo su

Ele pedirá pra você digitar sua senha, mas não vai aparecer nenhum digíto. É assim mesmo. Esse comando serve para ativar o modo root, ou seja, você tem os privilégios de super-usuário, então você vai poder fazer o que quiser com o sistema. Em seguida, digite:

apt-get install auto-apt

Quando ele perguntar: Você quer continuar [S/n]? digite apenas s e aperte enter.

Ele vai instalar o programa. É rapidinho.

Utilizando o auto-apt

Depois de instalado, atualize o banco de dados do auto-apt digitando os seguintes comandos no terminal (ainda no modo root e um de cada vez):

auto-apt update-local

auto-apt update

auto-apt updatedb

Todos esses comandos vão atualizar o banco de dados do programa.

Agora, como eu faço para instalar um programa? É simples…

Vamos supor que você baixou um pacote .tar.gz, descompactou ele e quando abriu a pasta encontrou um arquivo chamado: configure. Para instalar esse programa, abra o terminal novamente e fique no modo super-usuário. Depois, pegue o endereço completo da pasta em que você descompactou o seu arquivo (exemplo: /home/meuusuario/pasta-descompactada).

Digite então no terminal:

cd ‘/home/meuusuario/pasta-descompactada’

(As ” são essenciais, pois caso tenha alguma pasta com um nome separado, exemplo /home/meuusuario/Meus Documentos, vai considerar o nome da pasta apenas como /home/meuusuario/Meus e não vai achar nada. Por isso, eu acho aconselhável deixar as ”)

Esse comando apenas direciona o terminal para a pasta.

Então digite:

auto-apt run ./configure

Ele vai te perguntar quando achar uma dependência. Caso não queira que ele pergunte é só trocar o comando:

auto-apt -y run ./configure

Assim que o programa Configure terminar, digite:

auto-apt run make

E depois caso seja necessário:

auto-apt run make install

É isso aí. Espero que o tutorial tenha ajudado, ficou um pouco longo mas foi feito mesmo para os iniciantes. Acho que devia colocar algumas imagens, mas espero que todos tenham entendido assim.