Manjaro Linux


Skin2

É, já tem um tempo que eu não posto nesse site, já estive até me esquecendo, e mais recentemente eu estive brincando um pouco com as configurações do meu notebook e alternando entre sistemas operacionais e então lembrei-me de vir atualizá-los aqui.

Há algum tempo eu havia postado que eu tinha um notebook com Windows 8 pré-instalado e que eu decidi dar uma chance, até porque eu havia pagado pelo sistema (e não tinha como devolver meu dinheiro). Bom, acontece que há algumas semanas atrás eu resolvi ligar o notebook e, para minha surpresa, uma mensagem curiosa aparecia: “O Windows não está respondendo. Deseja fechar o processo?”

Não acredito que tenha sido nenhum vírus nem nada, mas o Windows simplesmente deixou de funcionar, mostrar ícones no desktop ou qualquer coisa do tipo. Sem qualquer paciência pra conseguir um CD de recuperação do Windows 8 ou tentar recuperar a CD Key, eu decidi instalar o bom e velho Ubuntu 14.04 LTS.

Depois de algum tempo com o Ubuntu, e depois de constatar algumas instabilidades no sistema de trocas de drivers (alternar entre os drivers OpenSource e o proprietário da AMD mostrou-se bem instável, já que os resquícios de um driver ainda dominava no sistema), eu resolvi buscar uma distribuição diferente para instalar no notebook. Tentei o Fedora 22, mas não me adaptei bem, já que o Fedora se recusava a instalar diversos programas. Nessas instalações, eu tentei fazer com que alguns jogos funcionassem de forma lisa, instalando através do PlayOnLinux, e não consegui fazer isso nessas duas distribuições, justamente por causa do problema dos drivers (o Fedora tinha problemas ao instalar o driver proprietário da AMD).

Então eu resolvi migrar para o Manjaro. E aqui estou escrevendo com ele, de uma instalação boa no meu PC, e já obtive bons resultados nos meus testes com jogos.

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, e que visa ser simples de instalar e utilizar, com todas as vantagens que possui um usuário de Arch. Ela é uma distribuição rolling-release, ou seja, ela não possui uma versão fixa, pois está sempre atualizando o usuário com o que há de mais novo, assim como é o Arch Linux. Sua vantagem sobre o Arch Linux é que esta é uma distro que possui LiveDVD e é incrivelmente fácil de instalar, e possui versões com XFCE, KDE, Cinnamon e até mesmo GNOME pré-instalados (além de outras interfaces poderem ser instaladas também).

Manjaro-Linux_8

Ela também possui uma opção parecida com o Ubuntu de poder trocar entre os drivers proprietário e opensource, mas, diferente da minha experiência com o Ubuntu, foi algo muito mais estável e nenhum driver deixou resquício. Atualmente estou usando apenas os drivers Opensource, pois eles se mostraram bem mais rápidos para aquilo que eu queria fazer.

Mas não vou dizer que está tudo perfeito com o sistema, porque não está, mas acredito que os problemas que eu tive foram por pura inexperiência com sistemas Arch-based.

Meu primeiro problema foi logo após a instalação. Eu não conseguia instalar os 105 MB de atualizações por problemas de verificação de chaves PGP, e tive de dar uma boa pesquisada de como resolver isso. Não me lembro exatamente dos passos que segui, mas se você também possui os mesmos problemas, te recomendo alguns comandos no terminal que me ajudaram a resolver isso:

sudo pacman-mirrors -g

sudo pacman -S gnupg

sudo pacman -Syyu

sudo rm /etc/pacman.d/gnupg

sudo pacman-key –populate archlinux

sudo pacman-key –populate manjaro

sudo pacman-key –refresh-keys

Infelizmente eu não me lembro exatamente o que fiz para resolver, mas esses comandos estão no meu histórico no terminal, então acredito que eles me ajudaram a resolver o problema.

Outro problema que eu vejo é que às vezes eu não consigo instalar programas porque ocorre um erro com alguma dependência que não pode ter sua chave verificada com o Makepkg ou algo assim. Se alguém tiver alguma dica de como resolver esse tipo de problema, deixe nos comentários, porque eu ainda sou novo nesse sistema de instalação do Arch.

Também tive um grande problema de personalização. Eu personalizei tanto meu XFCE que acabei bugando as Configurações de Aparência (mudar estilo das janelas) do XFCE e, aparentemente, do Cinnamon também, porque eu não consigo abrir ambos. Ao abrir no terminal ocorre uma Falha de segmentação, e o programa fecha sem ao menos dar qualquer dica do que causou essa falha. Mais uma vez, se alguém tiver alguma ideia de como resolver isso, sou todo ouvidos! Por esse e outros motivos eu instalei o KDE Plasma 5 (que também deu um certo trabalho pra instalar, já que há pouca documentação sobre como instalar o Plasma 5 no Manjaro de forma que não dê erros), e também tive que substituir o LightDM pelo SDDM, já que toda vez que eu tentava logar no Plasma, ele me jogava numa sessão do XFCE e eu só conseguia acessar o Plasma se encerrasse a sessão.

A troca do LightDM pelo SDDM também foi um pouco sofrida, já que eu não tinha tanta experiência assim em fazer isso, e precisei de uma boa pesquisa na internet pra fazer isso.

Ah, e eu também não consegui instalar o GNOME. Aparentemente existem dependências conflitantes paradoxais. Se eu remover uma que impede a instalação do GNOME, eu descubro que ela é pré-requisito para um programa essencial do GNOME. Meio estranho. Ainda vou me aprofundar um pouco mais nisso.

Está sendo uma experiência bastante interessante, apesar de todos os problemas (que eu ainda acredito serem causados pela minha noobisse), mas o importante é que o sistema está rodando bem, não tive nenhum Kernel Panic, e fui capaz de até mesmo quase quebrá-lo, mas, acima de tudo, meus testes com jogos estão correndo bem, e estou bastante feliz por ver jogos que gosto muito, que foram feitos para Windows, rodando de forma razoável no Linux através de versões modificadas do Wine. Ainda estou fazendo diversos testes com esses jogos e com diferentes patches do Wine, e se eu conseguir atingir minha meta (fazer os jogos rodarem perfeitamente) eu trago um tutorial aqui no blog para ajudar aqueles que necessitam. Em um desses jogos, sem uma versão especial do Wine, eu possuía um desempenho de 17-25 FPS com os drivers proprietários. Com os drivers OpenSource, tive um pequeno aumento do desempenho: 22-28 FPS. Com versões modificadas do Wine, consegui um desempenho ainda melhor: 33-48 FPS, com picos de 90 FPS. Esses testes não foram tão significativos no Ubuntu e no Fedora, e estão sendo bem interessantes no Manjaro.

Enfim, essa é minha experiência com o Manjaro até o momento, estou gostando bastante e estou sendo capaz de fazer aquilo que quero com o sistema. Se se interessarem por ele, recomendo darem uma chance ao sistema:

http://manjaro.github.io/download/

Vocês podem se surpreender.

Fica a dica,

Até mais 😉

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE? (II)


Como vocês podem ver pelo título, eu já fiz um post sobre isso antes, que você pode acessar clicando aqui, e essa é a segunda versão desse post, e eu resolvi torná-la mais explicativas para os usuários que não se contentaram com a resposta simplista que eu dei naquele post. Se você quer saber mais detalhes sobre o assunto, esse será o post perfeito pra você.

Aliás, esse post continua sendo até hoje e de longe um dos mais visitados do blog, com mais de 20 mil visualizações. Por isso resolvi fazer uma segunda versão, mais explicativa e mais profunda do que esse primeiro post.

Então, como já foi dito, KDE/GNOME/XFCE/LXDE são Interfaces Gráficas dos sistemas operacionais livres (podem ser Linux, BSDs, ou qualquer outro sistema operacional de código aberto (não sabe o que é código aberto? Também já expliquei isso no blog! Veja aqui e aqui).

Que diferença faz uma interface gráfica em um sistema operacional?

Essa pergunta possui uma simples resposta: TODA. A Interface Gráfica controla o modo como você interage com o sistema. Vou te dar um exemplo:

Qual deles você prefere?

url

Opção 1

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Opção 2

Por um momento esqueça que existe uma distribuição por trás da Opção 2. Apenas pense no que é que você preferiria usar. Se você for um programador e um adepto da velha programação na unha, provavelmente preferiria a primeira opção. Mas se você é um usuário normal, sem conhecimentos específicos da máquina, você escolheria a Opção 2 quase sem pensar.

A Opção 1 apresenta grandes desvantagens para usuários normais. Primeiro que é necessário conhecer a linguagem do computador que está sendo utilizada ali para poder se comunicar com a máquina e conseguir realizar qualquer trabalho. Segundo que não é uma interface muito amigável nem multitarefa justamente por causa do primeiro motivo.

Vivemos na era das Imagens, e tudo aquilo que vemos precisa ser agradável aos olhos. Creio que para a maioria das pessoas, a Opção 2 seria a mais agradável aos olhos e a mais amigável em quaisquer termos.

A Opção 2 apresenta uma Interface Gráfica. A Opção 1 não.

Basicamente, hoje em dia todos os sistemas operacionais possuem interfaces gráficas. Introduzirei algumas delas para vocês:

w8

Essa é a nova interface do Windows 8, batizada pela Microsoft de Metro em suas versões iniciais. Hoje em dia é simplesmente chamada de Windows 8.

windows7O Windows 7 apresenta uma versão modificada da interface anteriormente apresentada pela Microsoft. Geralmente essa interface é chamada de Aero, assim como os efeitos de janelas.

Stick_With_Windows_XP_DesktopO Windows XP introduziu uma nova era de interfaces gráficas, com uma interface revolucionária conhecida internamente como Luna.

macosO Mac OS foi o primeiro sistema operacional comercial a ser apresentado com uma interface gráfica, ideia esta que havia sido comprada da empresa Xerox nos anos 80. Desde então a Apple tem criado interfaces deslumbrantes, com designs inovadores, como nas novas versões do Mac OS X, que apresenta a interface gráfica chamada Aqua.

Vejam então que no mundo dos sistemas operacionais fechados você está limitado àquilo que o sistema lhe dá por padrão. No Windows depende apenas da versão. No Windows 8 você pode ter Aero e Metro apenas; no Windows 7 apenas Aero; no Windows XP apenas a Luna. No Mac OS X você está limitado ao Aqua e suas funcionalidades.

E no Linux?

Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?

Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.

E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do pinguim.

Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.

E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas… existem muito mais do que isso…

Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.

Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE

confrede2

KDE 4.12 no sistema OpenSUSE 13.1

O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.

O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.

kde4dot3

Alguns exemplos de Widgets no KDE 4.3 no Fedora

O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets… Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais…

Esse vídeo mostra um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no Mac OS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.

Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br

Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME

gnome3.10

GNOME 3.10

O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.

As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat, CentOS, entre outras:

Ubuntu_screenshot

GNOME 2.24 no Ubuntu 8.10, de 2008

Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.

O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity

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Unity no Ubuntu 12.04

Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).

A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.

Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinnamon

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Cinammon no Linux Mint

A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.

Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinnamon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.

Os esforços valeram a pena e hoje o Cinnamon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

MATE

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A interface MATE nasceu em agosto de 2011, alguns meses após o lançamento das primeiras versões do GNOME 3, como uma resposta ao caminho que os desenvolvedores do GNOME estavam tomando. Desenvolvida por um argentino conhecido como Perberos, e atualmente o desenvolvimento é liderado por Sefano Karapetsas, o projeto visa ser uma continuação da interface GNOME 2, conhecido em termos computacionais como um fork, assim como foi com Cinnamon e Unity. Utilizando os códigos originais do GNOME 2, os desenvolvedores utilizaram todas as aplicações que já estavam consolidadas pelo GNOME (Nautilus, Gedit, etc) e renomearam (Caja e Pluma, por exemplo), dando continuidade ao trabalho que era feito.

Atualmente, MATE é uma interface bem estável, bastante indicada para quem quer uma interface mais familiar e amigável, e claro, para quem adorava o GNOME 2, assim como eu.

Ela é geralmente mais leve que GNOME 3, Cinnamon e Unity, mas ainda deve requerer no mínimo 512 MB de RAM para rodar bem.

XFCE

xfceO XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.

Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.

Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.

Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE

desktop_full.previewO LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.

Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox

Openbox-[2]O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

 

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.

Fica a dica,

Abraço!

Ubuntu 11.04 Natty Narwhal disponível!


Mais um ciclo de desenvolvimento foi finalizado! Finalmente temos em mãos agora o Ubuntu 11.04 Natty Narwhal, com diversas mudanças e melhorias!

Ubuntu

* GNOME 2.32.1
* Kernel 2.6.38
* Banshee será o reprodutor de música padrão
* Firefox 4
* Nova interface para o Ubuntu One
* Melhorias no OneConf
* LibreOffice 3.3.2
* Interface Unity como padrão, já com o compiz ativado.
* Atualização para a nova versão, agora também pode ser feita via LiveCD
* Possibilidade de testar os aplicativos antes de serem instalados.
* A versão Netbook deixa de existir, ficando somente a versão Desktop.
Kubuntu

Kubuntu 11.04 agoram com KDE 4.6.2.

Kubuntu vêm com a intregação com o Samba permitindo o compartilhamento de arquivos via gerenciador de arquivos.

Anúncio Oficial:
https://wiki.kubuntu.org/NattyNarwhal/Beta2/Kubuntu

Xubuntu

Xubuntu agora com o XFCE 4.8

Downloads
http://cdimage.ubuntu.com/releases/natty/release/ (Ubuntu Desktop and Server)
http://uec-images.ubuntu.com/releases/natty/beta-2/ (Ubuntu Server for UEC and EC2)
http://cdimage.ubuntu.com/ubuntu-netbook/releases/natty/beta-2/ (Ubuntu Netbook ARM)
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/ (Kubuntu)
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/ (Xubuntu)
http://cdimage.ubuntu.com/edubuntu/releases/natty/release/ (Edubuntu DVD)
http://cdimage.ubuntu.com/ubuntustudio/releases/natty/release/ (Ubuntu Studio)
http://cdimage.ubuntu.com/mythbuntu/releases/natty/release/ (Mythbuntu)

Torrents:
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-alternate-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-alternate-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-desktop-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-desktop-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-netbook-i386.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-server-amd64.iso.torrent
http://releases.ubuntu.com/11.04/ubuntu-11.04-server-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-alternate-amd64+mac.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-desktop-amd64+mac.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-dvd-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/kubuntu/releases/natty/release/kubuntu-11.04-dvd-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-alternate-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-alternate-i386.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-desktop-amd64.iso.torrent
http://cdimage.ubuntu.com/xubuntu/releases/natty/release/xubuntu-11.04-desktop-i386.iso.torrent

Anúncio Oficial:
http://www.ubuntu.com/testing/natty/beta
Fonte: http://ubuntuforum-br.org/index.php/topic,75656.0.html

Teste já enquanto está fresquinho! Saiu ainda hoje!

LXDE vs XFCE


O post foi pego do blog Badsystem que é de um amigo meu. Créditos ao Valter, do Badsystem.

Ando percebendo pelas estatísticas do WordPress que muita gente quer saber sobre as tais interfaces gráficas do GNU/Linux, BSD e talz, então vou começar essa série de comparações entre interfaces gráficas. Começando pelas duas mais leves: XFCE e LXDE. As duas interfaces são muito leves e recomendadas para computadores antigos… Mas qual delas é a mais leve mesmo?

 

LXDE
XFCE

Sem mais delongas, o Lxde é mais leve que o Xfce. O consumo de memória e da CPU do Xfce é um pouco mais alto do que o do Lxde. O Xfce puro inicia consumindo cerca de 59mb de memória ou um poucos mais, e em alguns casos até menos.

Já o Lxde também puro inicia consumindo cerca de 30mb de RAM , realmente… são míseros megabytes, mas para quem tem uma máquina com poucos recursos é sempre bom economizar alguns MB =P

Ps: esse teste foi realizado em uma maquina rodando Arch Linux e Debian Linux, com os mesmos serviços rodando, nas duas distros o resultado foi o mesmo.

Algumas dicas extras:

Para ter mais desempenho em aplicações Gtk em um desses gerenciadores de janelas sempre selecione temas leves, os temas do Xfce são um bom exemplo de temas leves apesar de feios xD, use sempre alternativas leves de aplicativos Gtk.

Links uteis:

Site oficial do Xfce:

http://www.xfce.org

Site oficial do Lxde:

http://www.lxde.org

A comparação é um pouco antiga, mas deve valer até hoje. Qualquer coisa eu faço um teste novo com as versões mais novas do LXDE e do XFCE.

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE?


Alguns novatos podem se perguntar: “O que diabos é KDE/GNOME/XFCE/FluxBox/OpenBox/WindowMaker/…?” Aí obtém como resposta: “É uma interface gráfica.”

Bom, antes, vamos dizer que quase todos os sistemas operacionais (nem todos, só os que tem visuais né?) tem interface gráfica. O Windows XP tem uma interface gráfica, mas quase nunca ouvimos falar dela porque “é menos importante”. Chama-se Luna. Interface gráfica é tudo aquilo que controla o visual do seu sistema operacional (me corrijam se eu estiver errado). Sem ela, acho que seu sistema seria uma tela preta tendo que digitar comandos.

GNOME, KDE, XFCE, LXDE, FluxBox, OpenBox e afins são interfaces gráficas. Vou falar das mais conhecidas e mais usadas:

GNOME: é escrito com base em GTK+. GTK+ é toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas, originalmente desenvolvido para o GIMP. (Fonte: Wikipédia) É lançada uma nova versão a cada 6 meses. (o mesmo ciclo do Ubuntu, porém, o GNOME lança uma versão um mês antes do Ubuntu. Ou seja, se o Ubuntu 10.04 vai lançar em Abril, a versão 2.30 do GNOME é lançada em Março.)

KDE: escrita com base em QT. QT é um sistema multiplataforma para o desenvolvimento de programas de interface gráfica. Por isso tem um visual estrondosamente diferente do GNOME, e é bem estiloso.

XFCE: escrito também com base em GTK+! É uma interface muito leve mesmo, rodando em PCs com 192 MB de RAM. Lembra o GNOME, mas é mais leve.

LXDE: Também escrita em GTK+. Mas é muito mais leve que o XFCE. É feito para rodar em PCs antigos também.

FluxBox: Escrita em C++ (não sei se é baseada em GTK+ ou QT) e é bastante leve. Ela é leve o bastante para rodar em um 486DX com 16 MB de memória RAM.

OpenBox: Escrito em C. Projetado para ser leve e rápido.

//Qualquer coisa que queiram incrementar nesse texto é só comentar!//

Instalando XFCE no seu Ubuntu


Well, sei que muita gente adora o Ubuntu com GNOME… Porém gostaria de testar o XFCE, mas tem medo de instalar o Xubuntu. Vai aqui uma dica para instalar o XFCE!
Primeiramente, digite no terminal: sudo su para entrar como root… Digite sua senha.
Agora, digite o seguinte comando: sudo apt-get install xfce4 simples, não?
😀

Qualquer erro, me contate!

Qual distribuição escolher?


A coisa mais difícil no Linux é: escolher qual distribuição usar!

É uma escolha muuuuuuito difícil.

Vamos supor que você é um usuário Windows por muito tempo. Daí um dia conhece o Linux e se interessa por ele. Descobre, então, que existem milhares de versões linux pelo mundo. Sua pergunta é: “Qual escolho?”.

Este foi o meu caso, e ainda continua sendo. Fui um usuário Windows por muito tempo, até que me apresentaram o Ubuntu. Por isso, me familiarizei mais com o Ubuntu.

Agora, para usuários Newbies em Linux, qual será que escolheriam?

O Ubuntu, talvez. Ou até o Kubuntu pelo visual fantástico. Mais provável o BRLix pela sua aparência muito similar ao Windows XP e Windows Vista. Ou até o KDuXP pela sua similaridade com o Windows. Quem sabe o Satux? Debian? Fedora? OpenSUSE? Kurumin?

Existem milhares de distribuições, por isso a escolha é tão difícil. Deixarei aqui vários Links de sites de distribuições para aqueles que estão em dúvidas sobre quais escolher! Boa sorte!

Ubuntu: http://www.ubuntu-br.org/

Kubuntu: http://www.kubuntu.org/  (Não recomendado a página brasileira por estar desatualizada!)

Debian: http://www.debian.org/index.pt.html

OpenSUSE: http://www.opensuse.org/pt-br/

Fedora: http://www.fedoraproject.org/pt_BR/index

BRLix: http://www.famelix.com.br/

Satux: http://www.satux.org.br/

Resulinux: http://www.linuxhard.org/

Xubuntu: http://www.xubuntu.org/

Existem milhares, não dá pra postar todas aqui…