Linux em companhias ultrafamosas


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Algumas pessoas continuam relutantes em utilizar Linux e não veem por que utilizar o sistema livre e gratuito iniciado por um finlandês. Eles dizem que o Linux nem é tão utilizado assim, que a maioria das pessoas não usa, e que não sabe pra que utilizaria isso e blá blá blá….

Que a verdade seja dita: qualquer pessoa hoje em dia que queira trabalhar em grandes empresas multinacionais no ramo de tecnologia (ou qualquer outra coisa) deve saber lidar com o sistema do pinguim, amando-o ou odiando-o.

E, indiretamente, você já teve contato com muitos trabalhos que envolveram o sistema do pinguim em sua produção. O destaque desses trabalhos envolve filmes muuuuuito famosos, e já já vamos falar deles. Ou seja, Hollywood adora um pinguim! (E não é o Happy Feet ¬¬’)

Eu já citei, por exemplo, que a Google roda Linux em seus servidores e até mesmo nos computadores de seus funcionários (tá vendo aí a importância? Quer trabalhar na Google, use Linux), e até mesmo o Sistema Operacional para celulares da empresa o tão famoso e largamente utilizado em qualquer smartphone hoje em dia Android é baseado no sistema do pinguim.

Outro site que também citei que roda o pinguim em seus servidores é a Wikipédia, site este que está nos top 5 dos mais visitados do mundo.

Além disso, em filmes como A Rede Social, que retrata a vida de Mark Zuckerberg, criador do tão famoso site FACEBOOK, é possível notar que um sistema operacional com KDE (provavelmente Linux) foi utilizado para criar a rede social.

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Cena do filme “A Rede Social”

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Outra cena do filme

Se Mark utilizou mesmo o sistema e ainda o utiliza nos servidores do Facebook, é a algo a ser discutido, mas eu duvido muito que eles tenham posto o Linux ali por acaso, afinal ele era um estudande de Ciência da Computação em Harvard, então acho que é muito provável que ele utilizasse um sistema livre como o Linux.

Agora algumas empresas ultrafamosas no mundo que utilizam o sistema do pinguim para criar mega produções:

Pixar

PixarOh, sim! A desenvolvedora do primeiro longa-metragem de animação em 3D do mundo (que pra quem não sabe foi Toy Story) usa Linux desde sempre! Não só podemos falar, mas também mostrar com provas:

Menv_screenshot_2red-hat-pixarAs imagens em questão são do vídeo Meet the Experts: Pixar Animation Studios, The OpenSubdiv Project (Em Inglês)  publicado pelo canal oficial da Autodesk.

Inclusive há uma história engraçada sobre como o filme Toy Story 2 quase foi completamente perdido devido a um erro de backup e a alguém digitando comandos errados no servidor: http://www.youtube.com/watch?v=8dhp_20j0Ys (também em inglês)

 

Weta Digital

wetaPelo nome você não deve conhecer. Mas e se eu te disser que essa empresa é responsável pelas maiores revoluções na arte da computação gráfica, vencedora de 57 prêmios de diversas academias que envolvem a categoria. Quer algumas produções da empresa?

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  1. A Trilogia O Senhor dos Anéis, vencedora de 17 Oscars, sendo que os três filmes que compõem receberam prêmios de Melhores Efeitos Visuais;
  2. Mais recentemente a trilogia O Hobbit;
  3. Os Vingadores, um dos maiores filmes de 2012, que arrecadou mais de $ 1,5 bilhão e quebrou vários recordes na indústria cinematográfica;
  4. O recém-lançado Homem De Aço, novo filme do Superman;
  5. O também recém-lançado Homem de Ferro 3, o qual também foi um sucesso be bilheteria, arrecadando mais de $ 1,2 bilhões;
  6. E, não poderia me esquecer dele: Avatar , filme que representou uma revolução no quesito gráfico, e recebeu prêmios por Melhores Efeitos Visuais, além de arrecadar mais de $ 2 bilhões nos cinemas…

Uma lista completa dos filmes produzidos pela Weta Digital: http://www.wetafx.co.nz/features

E também, segundo o anúncio de Trabalhos no site da Weta, aqueles que desejam trabalhar na empresa devem ter algum conhecimento de Linux (http://www.wetafx.co.nz/jobs).

A Pixar e a Weta utilizam o sistema do pinguim por causa de uma coisa que os outros softwares proprietários não permitem: A liberdade.

Uma vez listei esta como uma das vantagens de se utilizar Linux em um post e recebi um comentário assim: “Liberdade? Pra quê? Se o que a grande maioria precisa só de acessar o Facebook. Me desculpa mas essa papo seu não convence.”

Não se trata apenas de liberdade em mudar o tema de seu sistema, não se trata de apenas deixá-lo mais bonito, mas ter a liberdade de conhecê-lo, de personalizá-lo até no modo como funciona, no seu código fonte, e é isso que as empresas buscam. Por quê?

Bem, leve em consideração o seguinte: para se renderizar uma pequena animação 3D leva um tempão, e é necessário máquinas poderosas para fazê-lo no menor tempo possível. Agora imagine ter que renderizar um filme inteiro como Avatar, ou Senhor dos Anéis, ou Toy Story, ou Os Incríveis, com o nível de detalhamento de cada um desses filmes! São necessárias milhares de máquinas que devem operar dia e noite sem travamentos, sem desligar, e muitas delas são tão potentes que Sistemas Operacionais comuns podem não funcionar corretamente, aproveitando o máximo delas.

E é aí que entra a Liberdade do Linux.

Com o Linux, as empresas podem editar os códigos fontes e personalizar o sistema ao máximo para cada máquina, tendo maior segurança de que o sistema não irá travar e funcionará com o máximo de performance possível.

E também é por isso que mais de 90% dos Top 500 Supercomputadores no Mundo rodam Linux.

Por isso, se você tem uma grande ambição na vida de trabalhar em multinacionais, comece já a lidar com o pinguim, porque ele vai ser determinante na sua vida profissional!

Extras:

WETA DIGITAL sobre Linux (Em Inglês): http://www.linuxjournal.com/magazine/emphasisthe-day-earth-stood-stillemphasis

Linux em Hollywood (Em Inglês): http://www.creativeplanetnetwork.com/dcp/news/linux-hollywood/44656

E também: http://www.linuxmovies.org/

SteamOS: O Ataque ao Windows


steam-os-valve-sistema-operacional-gamesEu estive bastante desatualizado, e esqueci de postar sobre isso: A VALVE anunciou no dia 23 de Setembro o novo SteamOS, um sistema operacional que ainda está em desenvolvimento, mas que em breve deve chegar para download, e o melhor de tudo: o sistema é 100% baseado em Linux.

A intenção da VALVE é fazê-lo o sistema operacional padrão das Steam Machines, o novo console da VALVE, com foco para as TVs. Claro, como o SteamOS é um sistema baseado em Linux, ele também será 100% gratuito, e, acredito eu, que seja também em código aberto, para que os desenvolvedores de jogos possam fazer adaptações.

Meu amigo, quando uma empresa como a VALVE faz algo assim, e encoraja os desenvolvedores a desenvolverem para sua plataforma (tenham em mente que a Steam possui cerca de 3 mil jogos à venda), isso só pode resultar num verdadeiro boom para a plataforma.

Eles até mostraram o novo controle da plataforma Steam Machine:

5476947962717597Segundo eles, o novo controle poderá ser totalmente customizado pelos usuários, que poderão também criar suas próprias versões do novo controle.

O console e o OS deve chegar em algum período de 2014.

Bem, jovens… O Windows 8 não está muito popular entre as desenvolvedoras… O Linux apenas está começando no mercado de games… E uma empresa do porte da VALVE decide apostar na plataforma do Pinguim dessa maneira… tirem suas próprias conclusões…

Ah, antes de terminar, passem nos sites da Valve que falam sobre isso:

Steam Machines: http://store.steampowered.com/livingroom/SteamMachines/

SteamOS: http://store.steampowered.com/livingroom/SteamOS/

DotA, Heroes of Newerth e LoL no Linux


dota_lol_honJá faz um tempo que não posto aqui. Eu peço desculpas a todos, e espero poder postar todo fim de semana no blog, já que tem sido bastante difícil para postar nos dias de semana… Então apareçam todo fim de semana que vai ter post novo! Eu ainda vou continuar o guia de instalação do Ubuntu… com o Ubuntu 13.10 chegando, eu também vou ajudar a instalá-lo!

Bom, depois de um tempo sem postar, agora eu volto pra falar de um gênero de jogo que tem se espalhado pelo mundo, ganhado fãs, e pessoas têm feito dele um e-Sport, ou seja, existem jogadores profissionais que se enfrentam em campeonatos e ganham uma grana monstruosa apenas por jogar esses jogos! Esse gênero de jogo ficou reconhecido como MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) ou Action RTS (Action Real-Time Strategy), sendo que todos seguem um mesmo padrão. O que provavelmente estourou esse gênero foi um jogo muito conhecido, muito jogado aqui no Brasil, e que necessita de poucas introduções, mas vou dá-las do mesmo jeito.

DotA – A Origem dos MOBAs

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Sim! Ele. DotA. Foi basicamente do DotA que nasceu o gênero MOBA (o DotA não foi o primeiro. Um mapa conhecido como Aeon of Strife, modificação de Starcraft, inspirou a criação do DotA).

Bom, o jogo na verdade nasceu como uma modificação de outro jogo de bastante sucesso, que era um jogo de estratégia: Warcraft III! Para jogar DotA, era necessário ter o Warcraft III.

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Warcraft III: Frozen Throne

O nome DotA vem de: Defense of the Ancients, ou Defense of the Ancients: Allstars, e foi criado por Eul, como um simples mod de Warcraft III, baseando-se no mapa Aeon of Strife, um mapa modificado de Starcraft criado por um usuário desconhecido.

Logo o mod começou a tomar forma nas mãos de Steve “Guinsoo” Feak, que passou o bastão mais tarde para IceFrog. Foi IceFrog que tornou o jogo mais balanceado e, segundo a comunidade DOTA, Icefrog é o verdadeiro administrador do DotA, responsável por um incrível boom do jogo durante sua administração. O mod, durante sua existência, recebeu diversas contribuições de voluntários que dedicavam muito tempo para atualizações do jogo. O incrível trabalho feito em um mod de Warcraft III é reconhecido até hoje, e muitas vezes DotA parecia até mesmo um jogo completo…

Em 2009, IceFrog foi contratado pela VALVE (Criadora da Steam, Counter Strike, Portal, Left 4 Dead, Half Life), para liderar o desenvolvimento de um novo Dota. O jogo só foi anunciado em 2010, e em 2012, antes mesmo de seu lançamento, a VALVE organizou um campeonato com 16 equipes profissionais de DotA, as quais nunca tinham jogado Dota 2 antes, apenas o DotA original, e mostrou o jogo pela primeira vez ao público, provando que Dota 2 era simplesmente o jogo antigo com gráficos melhores e uma jogabilidade polida. O jogo era inicialmente pago, mas logo foi se tornou gratuito, e foi lançado recentemente: Em Julho de 2013 (cerca de 10 anos após o primeiro Dota).

Dota2

Dota 2

Agora vem a melhor parte: Como a VALVE começou a apoiar o Linux ano passado e começou a lançar jogos recentemente para a plataforma do pinguim, o Dota 2 também ganhou versão para o Linux nativa! E, acima de tudo, a versão é gratuita!

Tá, você me explicou o que é Dota, mas e agora, como eu jogo?

Ah, sim! É bom explicar o mecanismo do Dota, porque assim eu estarei explicando o mecanismo de todos os outros jogos do estilo (LoL e HoN).

Bom, o jogo funciona assim: Você escolhe um herói (no Dota e no HoN)/campeão (como é conhecido no LoL), que possui 4 poderes, que vão sendo desbloqueados quando se passa de nível (o nível 6 desbloqueia o ataque Ultimate, que é o principal ataque do personagem) e certos focos em batalha. (O herói pode possuir foco em força, agilidade, inteligência, no Dota 2; nos outros existem outros atributos) No campo de batalha, existem ao total 5 heróis. O papel desses heróis não é apenas evoluir, mas defender seu lado do campo.

Map_of_MOBATodos os jogos possuem esse estilo de mapa, e funcionam do mesmo jeito. A parte laranja é a “Base Principal” dos times. É lá onde cada time deve chegar, para destruir a “World Tree” ou “Frozen Throne”(no Dota) /”Nexus” (no LoL)/”World Tree” ou “Sacrificial Shrine” (no HoN). Antes disso, os times devem se separar em 3 caminhos, e proteger as torres (pontos verdes), as quais também atacam os inimigos que se aproximam, mas que podem ser destruídas com uma onda de ataques inimigos. Para dificultar mais ainda, a cada intervalo de tempo, a base produz criaturinhas conhecidas como “creeps” (no Dota e no HoN)/”minions” (no LoL), e elas são lançadas em cada um dos três caminhos para liderar a frente de ataque. Toda vez que um herói/campeão mata um desses creeps/minions, ele ganha dinheiro virtual, que pode ser usado para comprar itens que melhoram sua performance durante o jogo.

Agora, entre os três caminhos existe uma área verde, na qual existem shops escondidos para comprar itens especiais (apenas no caso do Dota e HoN; no LoL esses shops não existem, apenas o da Base Principal), e existem diversos monstros para poder batalhar e subir de nível mais rápido. Existe também o monstro mais poderoso desse mapa, que concede uma recompensa especial a quem derrotá-lo nessa parte do mapa. No Dota ele é conhecido como Rashon, no LoL é conhecido como Baron de Nashor, e no HoN é chamado de Kongor.

É muito simples, mas deve-se escolher os heróis com cuidado para adaptar-se a estratégia do jogo.

No LoL, por exemplo, é muito comum os times escolherem: 1 campeão para ir na linha do topo (TOP); 1 campeão para fazer jungle, ou seja, evoluir através dos monstros que se encontram nas florestas e ajudar as outras linhas em momentos de necessidade; 1 campeão para ir na linha do meio (MID); 2 campeões na linha de baixo: 1 ADC (AD Carry), campeão responsável por carregar o jogo, como se fosse um líder para o time, e 1 Suporte, que possui o objetivo de auxiliar o AD Carry, lhe fornecendo vida e vigiando para que o jungler inimigo não chegue de surpresa.

Note, no entanto, que cada campeão do jogo se comporta de maneira diferente, e não é qualquer um que pode ser Suporte, AD Carry, Jungler, Top ou Mid. Colocar qualquer campeão em qualquer linha pode botar seu time em risco, uma vez que seu campeão pode ser muito fraco para ir naquela linha específica, ou não exercer a função de forma correta.

O mesmo ocorre na escolha dos itens para comprar durante a partida: comprar os itens errados pode fazer seu campeão não se comportar do modo como desejado, e pode colocar seu time em risco. Por isso se informe sobre os campeões antes, peça ajuda a amigos que jogam o jogo, ou procure na internet por informações específicas sobre o jogo.

Nos jogos é possível jogar online com os amigos (5 contra 5), ou contra Bots (contra o Computador). Existem campeonatos que você pode assistir (que mesmo para assistir no Dota 2 precisa pagar em alguns campeonatos, enquanto no LoL e no HoN não precisa).

Agora, a melhor parte é que apesar dos nomes diferentes, os jogos possuem basicamente o mesmo vocabulário, pois é possível fazer quase as mesmas coisas em todos eles.  Se quiser conhecer alguns termos para jogar:

Gírias do Dota

Vocabulário do LoL

FAQ – Dicionário HoN

Dota 2

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Eu falei bastante do Dota, mas é o Dota 2 que está disponível para download na Steam (não sabe o que é Steam? Clique aqui!).

Então, isso quer dizer que antes de tudo é preciso criar uma conta na Steam e baixar o programa: http://store.steampowered.com/about/

Basta clicar no botão escrito Instale Steam Agora, ou algo semelhante:steam

Para criar sua conta, basta entrar neste link: https://store.steampowered.com/login/

createsteam

E clicar em Cadastrar-se. O cadastro é rápido e fácil. Eles te enviam um e-mail, e é necessário, depois que você instalar a Steam, checar seu e-mail por um código de liberação da conta para o computador. Toda vez que você entra na Steam em um computador novo, a Steam te envia um e-mail com um código diferente para liberar o acesso a sua conta naquele computador. É uma medida de segurança, então não se assustem se tentarem entrar na sua Steam na casa de um amigo ou algo assim.

A instalação da Steam também pode ser feita através dos repositórios de diversas distribuições. O Ubuntu já possui a Steam na Central de Programas, o Linux Mint, o Fedora, o OpenSUSE, o Manjaro Linux, o Arch Linux e muitas outras também possuem a Steam em seus repositórios, então é mais fácil instalar por lá.

Uma vez com a Steam instalada, basta entrar na sua conta, e pesquisar por Dota 2:

dota2steamEntão é só entrar na página e clicar Receba Dota 2:

dota2steam2E ele vai começar a baixar o jogo pra você. Entretanto, vou logo avisando: o jogo é bem pesado, e, dependendo da sua internet, pode demorar um bom tempo para fazer o download desse jogo. Então, tenha paciência, não é culpa da Steam!

Eu ouvi falar também que jogadores que baixaram o Dota 2 no Windows tiveram de passar por uma lista de espera para baixar o jogo. Um amigo meu desistiu de baixar o Dota por causa dessa lista de espera. Esse não foi o meu caso, porque baixei no Linux. Eu não sei se no Linux também ocorre esse tipo de problema.

Após baixar o jogo, aí você pode jogá-lo entrando em sua Biblioteca!

Primeiro é preciso fazer o tutorial:

Dota2Training
Também é possível jogar contra Bots:

Dota2BotsE uma partidinha:

Dota2Game

Heroes of Newerth

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Esse é um dos jogos que eu menos conheço dos 3, não joguei muito, mas por ter uma versão nativa para Linux, eu também vou postar o método de instalação aqui.

O jogo foi lançado em 2010 com uma versão paga, mas logo se tornou gratuito para jogar. Seus criadores são da empresa S2 Games, e foi criado com base no idolatrado Dota. Chegou a ser nomeado para algumas premiações, e venceu apenas uma.

A instalação é muito simples, basta entrar no site: http://hon.uol.com.br/download e clicar em HoN em Linux, marcado em vermelho a seguir:

HoN

Atenção: O arquivo de instalação pesa cerca de 1,8 GB, então pode demorar um bom tempo para baixar, dependendo de sua conexão com a internet. E ainda depois de baixar, pode ser necessário fazer uma atualização que pode também demorar!

Você baixa um arquivo chamado HoNLatinClient-X.X.X.X.sh (X.X.X.X é o número da versão. Pode ser que sua versão seja diferente da minha, dependendo de quando você está lendo esse post). Para instalá-lo, você precisa primeiro configurá-lo como arquivo executável, apertando nele com o botão direito e indo em Propriedades, e então ir na guia Permissões, e então habilitando: Permitir a execução do arquivo como um programa.

propE então dê um OK, e é só executá-lo. O jogo segue o mesmo estilo de instalação de jogos do Windows…

Para jogá-lo, também é necessário fazer um cadastro no site da Axeso5: http://www.axeso5.com.br/registro

Após tudo feito, aqui está o jogo:

Screenshot from 2013-10-13 17:10:49Eu tenho uma reclamação apenas: esse jogo, dos 3 jogos aqui comparados, tem uma das interfaces mais poluídas e confusas. Eu ainda preciso aprender a jogar, mas em compensação eu devo dizer que os gráficos desse jogo são os que melhor rodam no meu computador: sem muitas travadas!

League Of Legends

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Ah, agora sim chegamos no LoL! Assim como Heroes of Newerth, League of Legends foi criado com base em Dota, mas divergiu um pouco do jogo original. Seu desenvolvimento conta com a participação de antigos desenvolvedores do DotA: Steve “Guinsoo” Feak (sendo este um dos principais desenvolvedores do DotA, o qual passou o bastão para IceFrog) e Steve “Pendragon” Mescon. LoL se tornou uma febre desde que foi lançado, em outubro de 2009, e já entrou para o livro dos recordes como sendo um dos primeiros jogos online a atingir a marca de 1 bilhão de horas jogadas em pouco tempo, com cerca de 5 milhões de jogadores online simultaneamente, e um dos primeiros a ser considerado um e-Sport na ESPN.

Desenvolvido pela Riot Games, LoL se tornou rapidamente um fenômeno. Eu confesso que foi o primeiro jogo do gênero que eu joguei (tá, eu já tinha jogado DotA uma vez, mas não sabia absolutamente nada quando eu joguei, e eu nem lembro como foi a partida), e atualmente, no meu círculo de amigos, boa parte deles joga o bendito LoL. Existe uma vantagem dele em relação aos outros: ele tem uma versão completamente em português (até as vozes dos campeões são dubladas). Foi a Riot Games que popularizou o termo MOBA, já que o gênero era antes conhecido apenas como Dota.

Se você já joga esse jogo, deve estar surpreso: “Eu não sabia que LoL tinha versão para Linux!”

Pois é…. Não tem.

Peraí! Então, como é que eu vou jogar LoL no Linux?

No Linux, existe um programa muuuuuito conhecido chamado WINE. Eu já devo ter falado desse WINE umas quinhentas vezes no blog, é só dar uma procurada que você com certeza acha. Esse programa faz o impossível: Converte arquivos Windows para algo que o Linux possa entender. Entretanto, se você for tentar jogar LoL apenas instalando o WINE puro, você pode ter alguns problemas, como os que eu tive ao tentar fazer isso….

Então, como instalar?

Para nossa sorte, existe um grupo de pessoas preocupado com os jogos no Linux, e eles criaram um programa sensacional para ajudar na instalação de jogos no sistema do Pinguim: o programa chama-se PlayOnLinux.

31Para instalá-lo você pode ir no site oficial e ver instruções específicas para cada distribuição: http://www.playonlinux.com/en/download.html

No caso do Ubuntu, o programa está disponível nos repositórios, mas é possível instalá-lo pelo terminal (Ctrl + Alt + T para abrir o terminal) com os seguintes comandos:

wget -q "http://deb.playonlinux.com/public.gpg" -O- | sudo apt-key add -
sudo wget http://deb.playonlinux.com/playonlinux_precise.list -O /etc/apt/sources.list.d/playonlinux.list
sudo apt-get update
sudo apt-get install playonlinux

(Lembrando que esses comandos se aplicam apenas à versão 12.04 do Ubuntu e que você deve instalar o pacote: wine:i386 através da Central de Programas, para poder instalar o PlayOnLinux!)

Também há um arquivo .deb (Ubuntu/Debian/Linux Mint apenas) para instalar mais facilmente o programa:

www.playonlinux.com/script_files/PlayOnLinux/4.2.2/PlayOnLinux_4.2.2.deb

Ou um arquivo .rpm (Fedora/OpenSUSE):

http://repository.playonlinux.com/PlayOnLinux/4.2.1/PlayOnLinux_4.2.2.rpm

Depois de instalado, abra o programa:

playonlinuxEssa Screenshot é do meu Computador, então note que no caso EU já tenho o League of Legends instalado. No seu computador o League não vai aparecer ali sem instalar.

Para instalá-lo, basta apertar o botão Instalar em cima. Ele vai abrir uma janela:

playinstallBasta ir na guia Jogos, e você DEVE marcar a opção de Testando, pois o League of Legends está incluído na lista de jogos em fase de Teste no PlayOnLinux. É só procurar por League:

lolplayonBasta apertar instalar:

lolinstallVocê pode escolher para Baixar o programa ou para instalar através de um arquivo já baixado.

lolinstall2O PlayOnLinux te dá todas as instruções, baixa o Wine para você, instala tudo, e você só tem o trabalho de passar pelo Next > Next > Install no fim (dica: no fim, o instalador do jogo tem uma opção: Executar o LoL. Desmarque essa opção para evitar que o jogo trave)

Bem, como o LoL ainda está em fase de testes no PlayOnLinux, podem ocorrer alguns bugs. Alguns dizem que a Loja não funciona, mas eu não tive nenhum problema com o Shop. Consegui, inclusive, comprar alguns campeões e até jogar uma partida. Um dos pequenos bugs é que dentro do jogo faltam alguns ícones para certos itens, o que não é um gigantesco problema.

lolshop

Acessando a Loja do LoL

Se quiser personalizar melhor o modo como seu jogo vai funcionar, vá no PlayOnLinux, no menu Ferramentas e selecione Gerenciar Versões do Wine.

lolwineVeja que eu tenho instalado versões especiais para o League of Legends.

Você pode clicar o botão Configurar no PlayOnLinux:

lolplaysE você pode até configurar o Wine…

Como resultado:

lolgame

Bom está aí. Espero que tenham gostado. Se tiverem qualquer problemas na instalação de qualquer um dos três jogos, é só me comentar aqui no post. Um grande abraço, e até semana que vem!

Sobre Linux: Parte I (Introdução)


Estava olhando coisas antigas do blog e dando uma olhada no Linux Mint 14, quando me lembrei de quando eu era bem iniciante em Linux e tentava instalar o Ubuntu em meu computador, e como fiz diversas pesquisas para tirar minhas dúvidas. Já tive muitas experiências de instalação e desinstalação de Linuxes porque eu acho o processo de instalação divertido, e eu procuro testar muitas distribuições para saber como é e aprender mais sobre Linux.ubuntu-logo14

Estive pensando que muitas pessoas neste momento estão fazendo a mesma coisa que eu fiz no início: procurando por mais informações sobre este misterioso sistema Linux que um dia lhe foi apresentado misteriosamente. E antes de mais nada, vamos esclarecer as dúvidas mais comuns.

O que é Linux?

Uma breve história do Linux

Tecnicamente, o nome oficial é GNU/Linux (e toda a explicação oficial sobre o motivo do nome está no site oficial do projeto GNU, que é sempre bom dar uma passada e entender um pouco mais sobre a história de todo o projeto: aqui.)

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Linux é um software, ou seja, um programa de computador criado pelo programador finlandês Linus Torvalds (Sim, foi de seu nome que o nome Linux surgiu, e isso não é narcisismo!) em meados dos anos de 1990, criado puramente por diversão, como um hobby do programador, quando ele ainda estava na faculdade. O projeto ganhou força nos anos seguintes, quando Linus anunciou  o software na rede (não era bem a internet, porque ela não existia como conhecemos naquela época) e disse que aceitava qualquer ajuda possível no desenvolvimento. Ele conseguiu bastante ajuda e o projeto cresceu bastante, hoje se tornando um dos maiores projetos de código aberto do mundo (já vou explicar o que é código aberto!)

O Linux por si só e definido como o coração do sistema, algo que em inglês é conhecido como kernel, que seria núcleo em português. O que o Linux faz é se comunicar diretamente com o hardware, ou seja, o aparelho físico e traduzir em informações. É no kernel onde se encontram os tão famosos drivers, que são programas específicos com instruções de como fazer certo hardware funcionar. (Só algo para lembrar das diferenças entre software e hardware: Software é aquilo que você xinga quando trava, e hardware é aquilo que você soca)

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Enquanto isso, por volta dos anos de 1980, antes do Linux existir, o projeto GNU surgia, liderado pelo famoso entusiasta do Software Livre (já vou explicar também), Richard Stallman. A ideia principal de Stallman era fazer com que o computador fosse uma plataforma aberta, algo que não impedisse nenhum programador de entender como um certo programa funcionava, que permitisse programadores pudessem modificar um programa de código aberto do jeito que bem entendessem. E com tal ideia, ele resolveu juntar uma equipe e criou um SISTEMA OPERACIONAL, que é justamente aquilo que faz o computador na sua frente funcionar tão bem. Sem um sistema operacional, um computador não tem o que fazer, não tem cálculos a cumprir… Ele necessita de um para transformar dados e cálculos em informações visíveis. Exemplos de Sistema Operacional? Windows!

Outros? Então tá, lá vai: Mac OS X (criado pela Apple e presente em todos os produtos Mac (Macbooks, iMacs)), iOS (também criado pela Apple, e utilizado nos iPhones e iPads e iPods), BeOS (Criado pela Be Inc.; Já não existe mais, mas foi criado para competir com Mac OS), OS/2 (Criado numa parceria entre IBM e Microsoft, mas a Microsoft decidiu trair a IBM e continuou com um projeto ambicioso de Sistema Operacional baseado no MS-DOS, que mais tarde ficou conhecido como Windows), Haiku OS (Sistema atualmente em desenvolvimento, buscando trazer o BeOS de volta!)… Pra ficar mais curto o post: Amiga OS, ReactOS, ANDROID, Ubuntu, Fedora, Debian, Slackware, Arch Linux, Chakra Linux…….

Enfim, no mundo inteiro temos milhares de milhões de sistemas operacionais e eu só citei menos de 0,001% dos existentes! A cada dia novos sistemas podem ser criados.

Mas enfim, o que aconteceu foi que o projeto GNU começou com um sistema operacional e uma série de projetos e programas que fariam parte do sistema. O objetivo do GNU era ser um sistema operacional livre e gratuito e compatível com um sistema operacional muito popular na época conhecido como: UNIX, que influenciou milhares de sistemas operacionais e ainda influencia até hoje. O UNIX era um sistema proprietário, ou seja, a empresa que o desenvolvia cobrava pelo sistema. Era notável por sua segurança inigualável e flexibilidade…

E foi justamente nisso que o Projeto GNU mirou. Eles buscavam fazer algo compatível, mas que ainda assim fosse mais flexível que o UNIX, e por isso o Acrônimo de GNU é: GNU Não é UNIX. No fim, eles conseguiram fazer diversos programas e estavam finalizando o sistema em si…. Mas eles não tinham um núcleo! E um Sistema Operacional sem núcleo é inútil…

Eles começaram a desenvolver seu próprio Núcleo, conhecido como HURD, que está em desenvolvimento até hoje. Mas aí eles ouviram falar do núcleo sendo desenvolvido pelo jovem estudante Linus Torvalds, e resolveram ajudá-lo. E em um acordo amigável, o GNU tornou-se o sistema operacional para o núcleo do Linux, após diversos reajustes no código do sistema em si… Por isso GNU/Linux

Tá, mas o que é Linux então?

Vamos então chamar o GNU/Linux apenas de Linux para ser mais convenientes. Linux nada mais é do que um sistema operacional.

Qual a diferença do Linux para os outros sistemas operacionais?

Antes de realmente chegar na sua pergunta, vamos responder duas coisas que eu deixei de explicar anteriormente:

O que é código aberto, software livre e software proprietário?

Vamos fazer uma pequena analogia entre software e receita de bolo, que acho esta uma das melhores analogias para explicar o que é cada coisa.

Imagine que você seja um cozinheiro de renome, um verdadeiro chef! Na sua vida você já fez diversos bolos, leu muitas receitas de bolo, decorou diversas delas e sabe de cor o que você precisa ter para fazer um bolo. Agora imagine que você enfrenta tempos difíceis no seu restaurante, e para piorar, você está com grandes riscos de vida, e seus maravilhosos bolos podem nunca mais ser saboreados por ninguém.

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Mas você gosta sempre de manter sua receita secreta, e odiaria que alguém descobrisse como fazer seu bolo. Isso te arruinaria! Mas seu restaurante está em perigo, e sua vida também. As suas receitas morrerão com você.

Neste caso, manter uma receita secreta, que só você sabe como fazer, estamos falando de software proprietário, onde o código de um programa, que nada mais é do que uma “receita”, está sendo mantido em segredo. O código de um software é algo que uma vez foi escrito (sim, escrito!) por um programador. Este programador escreve os códigos em uma linguagem que o computador entenda, a chamada Linguagem de Programação, e tudo o que está escrito ali é traduzido pelo computador como informação. Mas um programa executável não possui todos os códigos à mostra o tempo todo, e é por isso que a gente não pode saber quais são os códigos que fazem aquele programa funcionar. É como um bolo. Você vê um bolo grande e bonito, mas se não tiver nenhuma ideia de como cozinhar, jamais saberá como fazer um bolo daqueles. Não dá simplesmente pra pegar um bolo e dizer: Ah, isso é feito de quatro ovos, Dois copos leite, Meia colher de açúcar, 2 copos de farinha e etc… Você pode ir provando o bolo aos poucos e deduzindo do que aquilo é feito, mas nem sempre você vai estar certo.

Num software, o mesmo acontece. Você pode ter um programa de CÓDIGO FECHADO, o que chamamos de software proprietário, mas você não tem como saber os códigos contidos naquele programa.

Voltando à analogia do chef, vamos agora supor que você está prestes a morrer, e seu restaurante fechou há alguns dias. Você guarda suas receitas em um cofre que só você sabe a combinação. Ninguém mais poderia fazer os mesmos bolos que você. Só você sabe todos os segredos. E você resolve que a tradição de seus bolos deve continuar, eles não podem morrer assim.

Você chama seu único filho e conta a ele a combinação para o cofre, e lhe implora que continue a tradição da família, continue fazendo bolos com aquelas receitas, e que abra um novo restaurante.

Mas seu filho é uma negação na cozinha e pretende seguir para um ramo completamente diferente daquele que você desejaria. Você acaba falecendo alguns dias depois, mas seu filho continua com as receitas e não sabe o que fazer. Ele não sabe se deve continuar o trabalho de seu pai ou se deve seguir seu próprio caminho. Ele entende que aquilo era muito importante para você, mas ele não quer abrir mão de seu trabalho.

E então ele resolve fazer o improvável: ele divulga as receitas de seus bolos secretos na internet, para que alguém pudesse continuar sua tradição, e para que os bolos pudessem se multiplicar pelo mundo.

Pessoas que antes só podiam saborear tais receitas indo a um restaurante agora podem simplesmente fazer seu bolo secreto em suas casas! E algumas pessoas resolvem modificar um pouco a receita, para deixar o bolo mais consistente…

E é exatamente assim que funciona um software livre, um software de código aberto. Exatamente o contrário de um software proprietário/código fechado, você é capaz de ver como aquele software funciona dando uma olhada no seu código/receita. Você mesmo pode fazer em sua casa e modificá-lo como quiser. É só ir experimentando.

Então isso quer dizer que software livre é software gratuito?

Sim e não. É um assunto meio complicado de explicar, e sugiro uma leitura mais específica neste caso. O site do Debian, uma das maiores distribuições Linux do mundo, tem um artigo falando especificamente disso.

E o que é distribuição Linux?

Como o GNU/Linux é um software de Código Aberto, qualquer pessoa que entenda a linguagem de programação em que o software foi escrito pode simplesmente fazer sua própria versão, com mudanças mínimas ou notáveis na “receita”/código do programa. E tal versão é conhecida como distribuição, porque ela é uma variação do GNU/Linux original.

E o Ubuntu?

O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais famosas do mundo. Criado pelo sul-africano Mark Shuttleworth, o Ubuntu certamente foi um marco para revolucionar o Linux, tornando-o cada vez mais intuitivo para iniciantes em computador, e cada vez mais simples de se usar. Por causa da simplicidade do ubuntu, muitos usuários Linux conservadores criticam a distribuição, pois creem que Linux é para experts em computação e programadores.

O Ubuntu tem como objetivo ser uma distribuição simples e gratuita, como a maioria das distribuições GNU/Linux é! A proposta é fazer algo simples, rápido, estável e seguro.

Peraí! Você disse gratuita? Como assim? É sério isso?

Sim! Você não leu errado. Eu disse gratuita e eu realmente quero dizer gratuita.

O Ubuntu, por exemplo, tem seu próprio website oficial: www.ubuntu.com E de lá mesmo você pode baixar uma versão OFICIAL do Ubuntu, sem custo nenhum. Se quiser baixar, só clicar aqui.

O Fedora, outra distribuição GNU/Linux, parte do mesmo princípio. E olha uma coisa interessante, o Fedora é uma distribuição baseada no Red Hat Enterprise Linux, uma versão Linux desenvolvida para empresas e corporações, e a Red Hat é uma versão paga e específica. Sim. Red Hat é PAGA! Mas o Fedora é 100% gratuito, e ainda por cima recebe apoio da empresa desenvolvedora do Red Hat Enterprise Linux!

Para baixar o Fedora: http://fedoraproject.org/pt_BR/get-fedora

E antes que alguém venha com alguma piada entre Fedora e Fedor, saiba que o nome é uma brincadeira com Red Hat, que em significa Chapéu Vermelho em português. Fedora é um tipo de chapéu também:

fedora_hats

Como é que certas distribuições podem ser gratuitas? Como assim? Isso aí não custa dinheiro?

Mais uma vez, eu recomendo uma leitura específica de um website específico de uma distribuição também 100% gratuita, a Debian: http://www.debian.org/intro/about#free, http://www.debian.org/intro/about#CD, http://www.debian.org/intro/about#disbelief

Ainda não estou tão convencido assim sobre este negócio de Linux… O que é tão bom assim?

Bom, se não está convencido pelo sistema ser gratuito, e tudo mais. Eu recomendo que você baixe o sistema, e TESTE-O.

Mas como eu vou testar? Eu vou ter que apagar tudo do meu HD!

Não. O Linux é uma maravilha e surgiu com um conceito inovador há anos atrás, que pouquíssimos sistemas adotaram. O Windows não possui tão opção maravilhosa.

Diversas distribuições Linux adotaram o sistema de LIVE CD, que quer dizer que você pode executar o Sistema completamente operacional à partir de um CD ou DVD ou até mesmo um Pendrive. Você pode testar o sistema sem nem mesmo tocar no seu HD. E se gostar do que você viu, alguns oferecem a opção de instalação direto do desktop.

Além disso, também é possível INSTALAR o Linux em um Pendrive e levá-lo com você para onde quiser.

E como eu faço isso tudo que você falou?

Bom, após esta grande introdução, e explicações para todos os iniciantes, eu quero dizer adoraria fazer um post gigantesco explicando tudo sobre como instalar Linux Ubuntu passo a passo, respondendo a todas as perguntas possíveis e fazendo você compreender completamente, mas eu não consigo em um post só, e precisarei dividir, já que um post longo e repleto de imagens sobrecarregaria a internet de muitos aqui. Este post será apenas a introdução a tudo.

Mas, por enquanto que estou trabalhando nas outras partes, veja mais leituras para te convencer sobre Linux:

http://whylinuxisbetter.net/index_br.php?lang=br Por que Linux é melhor?Um website muito bom que pode esclarecer muitas dúvidas sobre o Linux. Eu até dei uma ajudinha na tradução das páginas do site. Ainda há algumas páginas faltando tradução, mas no mais é uma ótima fonte de informações sobre Linux.

http://www.debian.org/intro/about Eu citei o site do Debian o post inteiro, e acho que vale a pena dar uma olhada no projeto Debian e no site em si e em toda a documentação para que você possa se informar mais.

O site oficial do Ubuntu todo em inglês também é uma ótima fonte de informações. Há também o portal brasileiro de Ubuntu e o fórum oficial do Ubuntu na língua portuguesa, caso queira tirar suas dúvidas, basta criar sua conta lá (é rápido, fácil e gratuito) e não se esquecer de ler as regras de conduta do fórum: http://ubuntuforum-br.org/index.php?action=rules

Há também o site do Ubuntu em Português de Portugal.

O Site do Fedora também é ótimo como fonte de informações sobre Linux.

Leia também posts mais antigos deste blog, procurando em seções como: https://livrelinux.wordpress.com/category/gnulinux/

https://livrelinux.wordpress.com/category/ubuntu/

https://livrelinux.wordpress.com/category/software-livre/

Temos o portal brasileiro de Linux, que sempre tem notícias do mundo da tecnologia e Linux em geral.

E há também uma distribuição Linux brasileira que é bem interessante e visa ser parecida com o Windows. É baseada no Ubuntu e eu recomendo darem uma passada lá: http://www.linuxkduxp.com/

Qualquer dúvida perguntem no fórum oficial da distribuição Linux KDuXP.

E o Wikipédia também é uma fonte confiável de informações sobre Linux.

Unity 8 e o novo Mir


Meus pesadelos mais obscuros estão prestes a se tornar realidade, e coisas que tanto critiquei agora farão parte de algo que tanto defendi.

O Windows 8 foi recebido com muitas críticas mistas, e até hoje não conseguiu abocanhar mais de 4% do mercado de aparelhos eletrônicos. E mesmo assim, a lição não foi aprendida por uma das empresas que mais admiro no mundo Linux, a Canonical, mantenedora do Ubuntu Linux. Muita das ações da Canonical eu já critiquei, como a mudança repentina para o Unity, que era muito instável na época, e quando a interface se estabilizou, eu fiquei um pouco mais flexível à mudança.

Mas desta vez, a Canonical introduziu o Unity Next… E está fazendo justamente o que eu mais temia… Segue aí um vídeo do Unity Next rodando sobre a nova plataforma conhecida Mir em que a Canonical está trabalhando.

Antes de mais nada, deixe-me explicar para os iniciantes do que é que eu estou falando, pra todos aqueles que viram o vídeo e não entenderam.

Por muitos anos, o Ubuntu utilizou uma interface gráfica conhecida como GNOME.

Suas variações, Kubuntu, Xubuntu, utilizavam interfaces diferentes (KDE e XFCE, respectivamente), mas isso não vem ao caso.

No ano de 2010, o GNOME passou por uma mudança drástica, que trouxe muitas críticas e desconfianças sobre a nova interface, conhecida como GNOME-Shell, ou GNOME 3.

hardy-heron1

GNOME 2, o GNOME presente nas versões 4.10 e 10.10 do Ubuntu

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GNOME 3, ou GNOME Shell, o novo GNOME

A nova interface trouxe muita desconfiança, e a Canonical se pronunciou oficialmente, dizendo que estava quebrando as relações com o projeto GNOME. E com isso, o Ubuntu não estaria com o GNOME 2, nem GNOME 3. Eles fizeram um fork do GNOME, baseando-se num projeto que eles já usavam nas versões Ubuntu Netbook: o Unity.

No começo, o Unity utilizava boa parte do código do GNOME, e mais tarde se tornou uma interface gráfica independente.

11.04

Unity fazendo estreia como interface padrão no Ubuntu 11.04

12-04

Unity no Ubuntu 12.04

Eu comecei bastante desconfiado do Unity quando a versão 11.04 lançou, até fiz um post de primeiras impressões: https://livrelinux.wordpress.com/2011/04/29/primeiras-impressoes-ubuntu-11-04-natty-narwhal/

E também um pouco desconfiado no Ubuntu 11.10: https://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/ubuntu-11-10-review/

E finalmente cedi ao Ubuntu 12.04: https://livrelinux.wordpress.com/2012/04/23/novo-ubuntu-12-04-beta-2/

E há alguns dias atrás eu fiz um post sobre o paralelo entre Ubuntu e Windows 8: https://livrelinux.wordpress.com/2013/03/07/windows-8-despencando-ubuntu-agora-mirando-plataformas-moveis/

E com o vídeo do Unity Next e Mir, meus pesadelos viraram realidade.

Por quê? Oras! Simplesmente deem uma olhada em meu último post: Eu sou um Windows H8ter

Qual é a diferença entre o novo Unity Next e o Estilo Metro do Windows 8?

O Ubuntu está seguindo o mesmo caminho do fracasso que é o Windows 8. Eu sei que o Windows 8 não presta. Eu já usei… E eu não quero ter que dizer o mesmo do Ubuntu…

E antes de terminar o post, eu queria dar uma explicação rápida do que é o Mir de que eu falei no post, sendo que ninguém realmente percebeu o que eu quero dizer com isso. Bem, jovens gafanhotos, o Linux funciona em modo gráfico justamente porque existe um software que o permite existir em modo gráfico, e este software não é o Unity.

O Unity é a interface gráfica, e a interface gráfica sozinha não se comunica com o hardware, ele necessita de uma ajuda especial… Quem faz isso, no caso de muitos Linuxes, é um programa conhecido como X Window System (conhecido popularmente como X11 ou simplesmente X).

Mas de onde vem o Mir que você tanto fala?

Bem, como tudo no mundo Linux, há sempre uma alternativa para diversos softwares. Há quem diga que o X já não é mais tão poderoso, e vem apresentando diversos problemas, e é necessário trocá-lo. E diversas alternativas surgem, como o Wayland, que estava cotado para integrar o Ubuntu 12.04, 12.10 e até mesmo a versão 13.04. Mas o bom e velho X11 continuou. A Canonical disse que o Wayland ainda não estava maduro o suficiente, e decidiu botar a mão na massa.

Em vez de esperar pelo Wayland, eles decidiram criar seu próprio sistema gráfico, conhecido como Mir. Ao que me parece, o sistema está bem estável e funcional, como mostra o vídeo, mas mesmo assim, o Unity NEXT parece estragar toda a experiência.

Me parece que no futuro eu caminharei para o Kubuntu, ou então caminharei para mais um momento de “eu estava enganado sobre tudo aquilo que um dia escrevi…”

Fazer o que, né?

É a vida.

Eu sou um Windows H8er


Acho que não teve um post meu que eu não falasse exclusivamente do Windows…

 

E não vai ser hoje que vou falar só dele não…

 

Mas vamos começar desde o princípio, certamente para esclarecer algumas coisas e deixar alguns Windows Lovers sem alguns argumentos óbvios se estes desejarem me atacar.

Eu nasci e cresci usando Windows. Usei durante quase minha vida inteira o sistema operacional da Microsoft, e eu tinha uma extrema aversão ao Linux, porque para mim o Linux era nada mais nada menos do que uma cópia malfeita do Windows, e, cá entre nós, eu não sou muito fã de cópias. Mas quando eu era menor eu não tinha a menor ideia do que realmente era Linux, e só ouvia comentários maldosos de pessoas dizendo que usaram Linux no passado e que era muito complicado e não valia a pena.

Tive amigos de internet que me mandaram screenshots de seus desktops com Linux (distro Satux) e eu vi que aquele desktop era muito parecido com o do Windows, mas tinha muitos detalhes mal copiados, e eu criava uma raiva do Linux por tentar ser o sistema da Microsoft.

Foi numa conversa utilizando o agora falecido Messenger da Microsoft (olha que ironia) que fui apresentado ao Linux. Um amigo meu simplesmente resolveu me apresentar a um sistema operacional que não tinha vírus e que era gratuito. O argumento: “não tem vírus” fazia minha cabeça explodir! Como isso era possível? Um sistema operacional sem vírus? Como assim?

Ele me mostrou uma screenshot parecida com esta aqui:

hardy-heron1E por qualquer que seja o motivo, eu fiquei interessado naquele “misterioso sistema gratuito sem vírus”.

Ele me mandou o nome… Um nome estranho, que eu achei engraçado na hora… Ubuntu, que à primeira vista eu li como se fosse Ubuntú, e mais tarde descobri que o correto seria Ubúntu.

Eu entrei no website brasileiro do misterioso Ubuntu, cujo ele havia me enviado o link, e lá eu li uma das coisas que mais temia: “… Ubuntu é uma distribuição Linux…”. À primeira vista eu não entendi bem o que isso significava… “Distribuição Linux”, mas que raios é isso? Linux não é só um sistema operacional?

Papai Google me ajudou em minha pesquisa, e eu acabei descobrindo a verdade. O Linux era um núcleo, e o conjunto de pacotes formava uma distribuição, um sistema à parte. O tal do Ubuntu era só mais um dos tantos pacotes Linux que haviam no mundo.

Eu baixei a versão 8.10 do Ubuntu, para que eu pudesse testá-lo pela primeira vez… E me encantei! Instalei através do Wubi, e raramente logava no Windows…..

Até que os jogos voltaram…

Houve uma certa explosão de jogos nos últimos tempos e a popularização em massa das lojas de jogos virtuais feitos para Computador. E desde minha infância eu sou fã de jogos… E dependo deles… Afinal, eles são basicamente “minha profissão” (não oficialmente ainda, mas estamos trabalhando nisso…)

O SO líder de mercado e o qual os jogos se voltam completamente é, por culpa de um destino amaldiçoado, o Sistema da Microsoft……. E por isso dependo dele…. de certa forma…

A STEAM já chegou no Linux (por favor, me diga que você SABE o que é STEAM), e com ela chegou Counter Strike Source (que eu já tenho, por falar) e mais outros 50 jogos, e mais vêm sendo portados em massa para a plataforma do Pinguim… Mas certos jogos que eu gosto ainda não foram oficialmente portados e têm uma perda de desempenho significativa no Wine ou então não rodam nesta magnífica ferramenta…

E é por isso que, temporariamente, eu necessito do Windows……. até o Pinguim conseguir abocanhar de vez este mercado.

 

Uma introdução um tanto longa para o ponto principal deste post, mas vamos ao que realmente interessa…

Há alguns posts atrás eu cheguei a dizer de um certo notebook Dell que eu havia ganhado e tal… pois bem… O pobre ser que vos escreve teve a grande infelicidade de tropeçar no cabo de força enquanto o notebook estava carregando em cima de uma mesa. O resultado? O notebook nunca mais foi o mesmo.

Duas tentativas se foram de tentar consertar o notebook utilizando a garantia, e foram um tanto quanto fracassadas. O notebook funcionou por algum tempo, até que você resolve levá-lo para algum lugar, e depois ele simplesmente se recusa a funcionar.

O jeito é, infelizmente, comprar um computador novo.

E eu o fiz. Comprei um novo notebook, desta vez da Lenovo…

Mas estamos em tempos infelizes no mercado de computadores, jovens padawans, em muitas lojas de computadores você não consegue encontrar Linuxes, e nem mesmo Windows 7 para nos salvar do terror que é….. o Windows 8…..

Bleeeergh… Esse nome me dá desgosto, me dá calafrios, de tão terrível que é o sistema!

Sim… Eu acabei sendo obrigado a comprar um notebook com o sistema horrível da Microsoft! Eu perguntei a todo o custo se o pessoal da loja poderia remover o Windows 8 antes da compra, ou se podiam fazer downgrade antes de me vender esta praga, mas eles disseram que não, que eu deveria fazer o downgrade sozinho ou com a ajuda de um técnico… Eles só vendiam aquele tipo de notebook com o Windows 8… E eu tive de aceitar…

Resolvi dar a ele uma chance… Uma singela chance… Será que o Windows 8 consegue ser tão ruim quanto meus testes me mostraram? Será que ele ainda consegue me convencer que há alguma coisa que preste neste sistema horroroso?

Felizmente, eu não me provei errado, e minha teimosia de comprar um notebook com Windows 8 (embora o notebook seja ótimo) tem se mostrado uma grande experiência até agora… Grande experiência porque agora eu tenho realmente certeza de que o Windows 8 não presta para nada.

Muito simples. Eu liguei o computador pela primeira vez e fui recebido com um “Hi”… e logo em seguida, fui convidado a configurar primeiramente o Windows 8… processo entediante e demorado, e enquanto tudo configurava, eles me mostravam algumas das novidades do Windows 8….

A tela inicial do Metro, aqueles “tiles”…. AAAAAAAArgh, eu quase morri quando vi a feiura, quando simplesmente me toquei no que estava fazendo… O colorido, o circo…. bleergh… mas vamos lá….

Skype instalado por padrão… mas não estava funcionando até fazer um update…. E para a minha infelicidade, o Skype não está disponível no modo desktop, apenas no modo ridículo do Metro…

Dividir a tela entre Desktop e o Metro não é prático, e os atalhos não são fáceis… O botão Iniciar faz muuuuuuuuuuuuuita falta, embora não seja só isso que enfraqueça o Windows 8.

INTERNET EXPLOOOOOREEER AAAAAAAhHHH! Eu tive de utilizá-lo, mas não foi minha culpa!! Era o único jeito para baixar o Mozilla Firefox que, graças a Deus, está só disponível na versão Desktop!

A junção entre Desktop e Metro certas horas não é legal, é terrível, e há certas coisas que realmente irritam. Eu também andei tendo problemas com o Wifi. Lendo na internet acabei descobrindo que o Windows 8 é quem está causando tais problemas neste notebook e fui aconselhado a baixar um programa de gerenciamento feito para Windows 7… mas não deu certo mesmo assim… Está funcionando agora, mas de vez em quando dá certos problemas…

E eu finalmente tentei o motivo principal pelo qual eu ainda uso Windows: jogos! E especialmente aqueles jogos que não têm para Linux….

E utilizei também uma loja que não tem no Linux: a Origin, a loja da EA. E dela eu baixei o FIFA 13, um dos meus jogos prediletos, e tentei executá-lo………

E….

Ele não está rodando no Windows 8 nem em modo de Compatibilidade….

 

 

Chega… cansei de Windows 8………

Testando Chakra


Eu adoro testar distribuições diferentes para descobrir coisas novas, enfrentar medos antigos, e quebrar certos preconceitos.

Eu já tinha ouvido falar muito de uma distribuição conhecida como Chakra Linux, mas nunca me dei ao trabalho de testá-la formalmente. Um dos motivos para isso é que o tal Chakra foi feito exclusivamente para ser um showcase dos “produtos” KDE. Tive algumas más experiências no passado com o KDE, mas já está tudo praticamente resolvido, eu só não usava o KDE por muito tempo, não tinha conciência alguma de quaisquer mudanças que o KDE poderia ter passado…

Resolvi dar uma chance ao Chakra no meu notebook Dell, usando um Pen Drive para rodar o SO em modo live (utilizei o programa chamado Linux Live USB para gravar a imagem .iso do Chakra no Pen Drive, algo que eu nunca tinha feito antes, mais uma experiência nova…)

chakraEste aí é o Desktop padrão do Chakra.

Você nunca ouviu falar deste sistema? Sem problemas, eu vou te apresentá-lo!

O Chakra é uma distribuição Linux que nasceu de um princípio conhecido em inglês como KISS (Keep It Simple, Stupid! – em tradução literal: Mantenha Isso Simples, Idiota!). Tá, pode parecer meio agressivo à primeira vista, mas a ideia de todo o conceito é justamente o que o Ubuntu, o Fedora e várias outras distros tentam fazer com o Linux: manter tudo simples para o usuário final.

A distribuição nasceu como uma derivação do  Projeto Arch Linuxuma grande distribuição Linux que dá grande liberdade ao usuário. Um dos maiores obstáculos ao uso do Arch é que ele não é tão amigável como distros como Ubuntu, Fedora e o Chakra. A instalação é feita em tela de comando, o que assusta muitos novos usuários Linux que buscam distros simples. Essa tela de comando te dá total liberdade de escolher basicamente todos os pacotes que vão vir no seu sistema, algo muito parecido com o que o Slackware Linux faz, mas de uma forma mais sutil. (Pra quem não sabe, o Slackware é a distro Linux mais antiga, seguida pela Debian, e também a mais conservadora. Seu método de instalação é conhecido pelo o que chamamos “na raça”, pois é tudo na linha de comando)

O Chakra simplesmente pegou a complexidade do Arch e transformou em algo simples, amigável, e até possível em executar como Live DVD.

O Chakra também tem como objetivo mostrar do que o KDE é capaz. Uma das propostas do projeto é mostrar um mundo “sem GTK”, que é a linguagem na qual o GNOME, outra Interface Gráfica popular em distros Linux e BSD, foi escrita. Isso não quer dizer que programas que tem boa parte de seu código em GTK, como GIMP ou Inkscape, não vão rodar no Chakra, pelo contrário, o Chakra consegue mascarar a interface GTK para deixá-la mais próximo da interface que o KDE usa, conhecida como Plasma. Na prática, isso quer dizer que o Chakra basicamente deixa o GIMP com visual mais bonito e integrado ao KDE.

De uns anos para cá o Chakra deixou de ser uma derivação do Arch e passou a seguir como uma distro independente. A distro segue um ciclo de lançamentos conhecido como Rolling Release, ou seja, a distro está sendo continuamente atualizada, e não há uma versão 100% certa. E também, o Chakra visa ser quase 100% software livre, mas também permite a instalação de drivers não-livres e outros programas.

http://www.chakra-linux.org/welcome.html

 

Mas e aí? O que foi que eu achei do Chakra? Como está sendo minha experiência com o Sistema?

Bom, eu resolvi testar o sistema de um USB Live, como eu já mencionei no começo do post. E também mencionei que já tive diversas experiências com o KDE, mas estava há algum tempo afastado da interface gráfica e estava bastante curioso para descobrir como ela havia evoluído.

E devo dizer que o Chakra impressiona bastante. Logo de cara eu já vejo que os efeitos visuais do KDE estão ativados e são incríveis e suaves. E também noto que a lista de programas abertos segue um padrão parecido com o do Windows 7, onde apenas os ícones dos programas são mostrados, e seus nomes se omitem.

Eu consigo perceber também certas mudanças sutis no KDE, na localização de certas coisas, e também na complicação de coisas simples…

Eu infelizmente tive um problema logo quando comecei a escrever este post.

Não por causa do navegador que já vem instalado, o rekonq (que por sinal é bem fraquinho, na minha opinião), mas por causa do teclado. Eu já disse no começo que rodei o Chakra de um notebook Dell que ganhei, e o notebook tem um teclado no estilo Americano, e não possui certas teclas como no teclado padrão português.

Eu fui nas Configurações de Sistema para poder ajeitar tudo. Quando instalei o Ubuntu, foi um processo bem mais rápido mexer nos Layouts do Teclado e trocar algumas coisas, que eu já podia fazer combinações de teclas para formar certos acentos no teclado, como por exemplo: ç, é, á, í, ó, ã, õ.

Me levou algum tempo para encontrar como se configurava o teclado, e eu tentei configurar do mesmo jeito que eu havia feito no Ubuntu: Teclado English (US, alternative international).

Muitas das teclas funcionam como deveriam, exceto pelo cedilha. Quando tento escrever o cedilha usando essa configuração, (que no Ubuntu funcionava perfeitamente) o sistema me sai com um ć.

Eu tentei mudar o teclado para o padrão Brasileiro, mas fiquei confuso porque o desenho das teclas é bem diferente, mas foi aí que eu consegui pegar o ç. Não descobri a combinação de botões que formam o cedilha no teclado English US Alternative International, por isso eu copiei e colei a letra quando necessitei, já que tive os problemas com o padrão Brasileiro.

Além disso, tive alguns problemas de incompatibilidade e bugs bizarros entre o rekonq e o WordPress, quando fui adicionar uma imagem no post e simplesmente todo meu texto havia sumido e a imagem não me deixava alterar nada. Quase perdi todo meu texto por causa deste bug, mas tá valendo né?

 

Olhando agora pelos programas que vêm instalados no Chakra, você não encontra a suíte LibreOffice, a qual eu prefiro infinitamente sobre a suíte Calligra, que é a que vem instalada no sistema. Claro, o Chakra foi feito justamente pra mostrar o que o KDE tem de melhor, e a suíte Calligra está entre elas, mas isso não quer dizer que a Calligra é melhor que o LibreOffice.

 

Enfim, no mais, tirando todos esses problemas chatos que eu tive, eu gostei bastante da minha experiência com o Chakra Linux, acho um trabalho fantástico, uma distro bastante estável e é um forte candidato a ser instalado no meu notebook no lugar do Ubuntu. Recomendo!

Windows 8 despencando, Ubuntu agora mirando plataformas móveis


Se vocês têm acompanhado outros blogs e as notícias do mundo Linux (já que eu não tenho postado tanto assim neste blog), vocês devem ter visto como o Ubuntu agora tem se esforçado para trazer o sistema para o mundo móvel. Hoje em dia parece que quase ninguém vive sem celular ou tablet, e o Android é praticamente soberano nas plataformas móveis, junto com o iOS da Apple, que coordena aparelhos como iPod, iPad, iPhone…

Entretanto, a estratégia do criador do Ubuntu é meio arriscada.

Foi numa parceria da Canonical com algumas fabricantes de celular (como a Samsung e seu celular Nexus) que o Ubuntu lançou as primeiras versões “cruas” do Ubuntu Phone, que estão ainda instáveis, mas até que usáveis para celulares.

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Ubuntu Phone no Samsung Nexus (Créditos ao site omgubuntu.co.uk)

Não se passou tanto tempo após o anúncio da criação do Sistema para celulares e um gigantesco anúncio aparecia no site Oficial do Ubuntu dizendo: Tick Tock Tablet Time

Em poucas horas, Mark anunciava a expansão do Ubuntu Phone, levando-o para tablets. E na mesma semana, uma Preview do Sistema Operacional foi lançada para download, junto com o código fonte. Este é o vídeo dos tablets:

Ubuntu Tablet

Mas aos meus olhos, as notícias começaram a ficar piores…

Primeiramente, vemos também no site do Ubuntu diversas discussões no site (em inglês) omgubuntu.co.uk sobre uma discussão na Ubuntu Developer Summit sobre o Ubuntu deixar de lançar versões a cada seis meses e mudar para o estilo Rolling Release!

Não é uma má notícia, e também nada está confirmado de que o Ubuntu vá de fato mudar para Rolling Release, foi apenas uma ideia.

Para todos os leigos no assunto, eu vou explicar em detalhes como funciona o lançamento de versões do Ubuntu e como seria no estilo Rolling Release:

O Ubuntu tem seu característico sistema de lançamento de versões a cada seis meses, trazendo sempre inovações e novidades. A primeira versão do Ubuntu foi lançada em Outubro de 2004, e a próxima versão fora lançada em Abril de 2005. As versões sempre são lançadas em Outubro e Abril de cada ano, seguindo o padrão desde 2004 (exceto pela versão 6.06 Dapper Drake, lançada em Junho de 2006 por atrasos e imprevistos… entretanto, a outra versão fora lançada quatro meses depois, em Outubro do mesmo jeito, e continuou no ritmo normal).

Algumas pessoas criticam o Ubuntu por lançar versões em um período tão curto, te obrigando a mudar para as versões mais novas sempre que uma aparece. A verdade é que cada versão do Ubuntu possui um período de suporte oficial, ou seja, aquela versão receberá atualizações de segurança diretamente da Canonical até uma certa data. O período de suporte de cada versão é de pelo menos dois anos após seu lançamento. As versões para servidores, que exigem suporte por mais tempo, tem um período mais estendido.

Entretanto, o Ubuntu também conta com versões Desktop com suporte maior, para maior estabilidade e deixar uma versão com maior suporte que as outras. Tais versões são lançadas a cada dois anos, e possuem um suporte de pelo menos três anos após seu lançamento. São chamadas LTS (Long Term Support, em português: Suporte A Longo Prazo). Existem até agora 4 versões conhecidas como LTS: 6.06 Dapper Drake (2006-2009), 8.04 Hardy Heron (2008-2011), 10.04 Lucid Lynx (2010-2013) e a mais nova 12.04 Precise Pangolin que terá suporte maior que todas as outras LTS. Ela foi lançada em 2012, e seu suporte será estendido até 2017, ou seja, você ainda continuará recebendo atualizações de segurança e poderá usar o Ubuntu 12.04 até 2017 sem problemas. Após esse período, você deverá trocar de sistema ou então trocar as fontes de qual vêm suas atualizações de segurança.

E, como funciona o sistema de Rolling Release?

Bom, é simples explicar, pois várias distribuições adotam o sistema. Um grande exemplo é a distro Arch Linux. Como esse sistema é diferente do sistema comum de versões? É simples… Esse sistema praticamente tem infinitas versões…

O sistema de Rolling Release funciona assim: Os desenvolvedores Ubuntu disponibilizam no site uma imagem de disco (.iso) para que as pessoas possam baixar e instalar o sistema. O sistema assim que instalado busca atualizações de segurança e de programas mais novos… E isso nunca para. Você pode atualizar seus programas num dia e no outro você tem mais atualizações pra fazer de outros programas. Ou seja, seu sistema está em constante mudança, está em constante atualização.

E, basicamente, sempre que há um grande número de pacotes atualizados, os desenvolvedores do Ubuntu disponibilizam uma nova .iso mais atualizada com os pacotes mais novos. E assim vai.

É assim que o Rolling Release funciona. Você nunca fica pra trás nas atualizações mais novas porém menos estáveis. Não é necessário esperar um ciclo de seis meses. Pode ser em uma semana, dois dias, três meses… Há sempre uma versão mais nova, e nem por isso o seu sistema vai ser conhecido como uma nova versão.

É uma grande diferença mudar para Rolling Release, que tem esse nome justamente porque o lançamento está sempre “rolando”, ainda mais com um sistema conhecido por suas versões a cada 6 meses.

Os prós do Rolling Release são justamente de que você nunca ficará para trás com atualizações. Entretanto, há alguns contras:

  1. Conexão com a internet pode limitar a pessoa de baixar as atualizações contínuas
  2. Programas, mesmo que mais atualizados, podem não ser tão estáveis quanto versões mais velhas, justamente por serem bem novos
  3. Tais instabilidades podem servidores, que exigem plataformas mais estáveis se quiserem continuar funcionando, e não precisarem reiniciar com frequência para aplicar certas atualizações
  4. Rolling Releases podem trazer bugs indesejados pela falta de tempo dos desenvolvedores em testar códigos mais novos

Há também os prós de versões fixas como o sistema atual é, que é justamente o tempo que se tem para poder trabalhar na estabilidade e apresentar novidades de um modo mais súbito. Os contras são:

  1. Alguns programas podem ficar ultrapassados e podem não funcionar tão bem quanto versões mais novas
  2. Você certamente perderá diversos programas mais novos porque o Ubuntu não atualiza todos os programas para você

Claro, nada está definido se o Ubuntu vai ou não mudar para o sistema mais novo de Rolling Release…

Mas continuando com a matéria e as notícias que eu vi, algumas não foram realmente tão agradáveis.

A próxima notícia foi de que a Canonical estava trabalhando em um novo Unity, que batizaram de Unity Next. Unity, para aqueles que não acompanham, é a interface gráfica que acompanha as versões tradicionais do Ubuntu (o painel da esquerda e etc.). Segundo a Canonical, o novo Unity Next será desenvolvido na linguagem Qt, a mesma usada para desenvolver o KDE e as aplicações Plasma, para garantir uma maior integração e adaptar-se às versões móveis do Ubuntu.

Isso mostra claramente os objetivos da Canonical: tornar o Ubuntu e o Ubuntu Phone o mesmo sistema….

O Unity Next seria uma forma de adaptar o Unity tanto para celulares, tablets quanto para PCs. Seria utilizar o mesmo código nos dois sistemas. E este é o plano da Canonical. Eles não pretendem desenvolver sistemas separados, mas sim unir todos em um mesmo código, compartilhar o mesmo código em todos os aparelhos eletrônicos….

E isso me lembra um certo fracasso….

 

w8

Sim! Ele de novo, minha gente! O Windows 8!

O Sistema Multiplataforma da Microsoft! Aquele que compartilha o mesmo código em todos os aparelhos que roda e que… é um FRACASSO.

Eu já dizia do meu desgosto pelo novo Windows 8, e já me expressei contra tal estratégia ridícula da gigante monopolista (não só eu, como também diversos donos de diversas empresas no mundo todo (fabricantes de PCs como HP, Dell, Samsung, Sony, Acer já declararam que o Windows 8 não tem dado o retorno esperado)), e agora os números comprovam. Em seus primeiros 4 meses no mercado, o Windows 8 conseguiu falhar pior ainda do que o VISTA!

O Windows Vista, o sucessor do Windows XP, que fez barulho na mídia por seu fraco desempenho em computadores que rodavam Windows XP e que chamava atenção por seu irritante sistema de permissões, conseguiu ultrapassar o Windows 8 em vendas num mesmo período….

O Windows 8 chegou a vender 60 milhões de cópias… Parece ser bastante, mas de acordo com pesquisas recentes, apenas 2,6% dos aparelhos do mundo rodam o novo e ridículo sistema, em 4 meses após o lançamento. E olha o detalhe: o Windows 8 está disponível não só para Computadores, mas também para tablets e celulares!

O Vista, após 4 meses de seu lançamento, tinha 4% do mercado, e ele só rodava em PCs!

Pode parecer cedo para decidir o que o Windows 8 é, mas até mesmo o Bill Gates declarou que a Microsoft cometeu erros em estratégias móveis…

Sim, eu adoro cutucar a Microsoft! Acho que é bom ver uma vez alguma empresa gigante tomando na cara por ações idiotas… Eu já digo que o Windows 8 é um fracasso com 4 meses após, e também posso quebrar minha cara daqui a algum tempo, se essa coisa conseguir trazer uma reviravolta… Mas a Microsoft disse que pretende lançar já o SUCESSOR DO WINDOWS 8….

E vão cobrar por ele!! O WINDOWS BLUE! Que nada mais será do que apenas um Windows 8 “aprimorado”…. Ou seja, querem te fazer de palhaço de qualquer jeito!

Com tais rumores do Windows Blue, quem iria querer comprar o Windows 8 sabendo que o novo sistema poderia substituí-lo a qualquer momento? Além disso, a Microsoft se encontra em situação complicada, já que os preços altos do Windows 8 estão trazendo problemas…

 

Mas o que isso tem a ver com Ubuntu? TUDO!

Vocês não perceberam?

Windows 8 já tentou a mesma estratégia que Mark Shuttleworth planeja: fazer do Ubuntu e Ubuntu Phone um sistema só, para rodar em todos os aparelhos… E o que aconteceu com o Windows 8 até agora?

Apenas torçam, amigos, para que o Ubuntu não se torne tão infantil e ridículo quanto é o Windows 8… Torçam para que o Sistema que amamos e respeitamos continue sendo amado e respeitado no futuro…

Ou então a Canonical se verá em uma situação muito complicada…

Por que eu deveria usar Linux?


Primeiramente, gostaria de pedir desculpas para todos os leitores do blog que vêm aqui todo dia à procura de novidades, novos posts… Eu tive alguns problemas para atualizar este blog por um tempo, comprei um PC novo e tudo mais… bem, enfim, me perdoem se aguardavam mais posts!

Você então que lê este blog, vê dicas usando Terminal, vê coisas sobre os mais variados assuntos e ainda se pergunta: O que é que tem de bom no Linux? O que é que me faria querer usar este sistema? Afinal, este não é um sistema só para nerds?

Bom, vamos então quebrar alguns mitos, vamos alfinetar os concorrentes e, ainda mais, vamos promover o uso do Linux…

1 – Windows 8

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Bom, sei que muita gente vai me encher o saco, me xingar, dizer que estou errado, mas eu sei que tem gente que também vai concordar com uma opinião minha, assim como vi milhares de pessoas comentando sobre o novo sistema da Microsoft, Windows 8.

Mas, peraí, como é que o Windows 8 é um motivo pra eu usar Linux?

Meus caros amigos Padawans, eu lhes respondo com simplicidade: o Windows 8 pode não ser o sistema para você. É uma das mudanças mais radicais da Microsoft e, para ser sincero, eu detestei e este foi um dos motivos que me motivou cada vez mais a usar Linux! Sim, eu usei Windows 8 algumas vezes, a interface nova é meio confusa, colorida demais e… FEIA. Sim, é muito feia, ridícula, mesmo personalizando eu detesto as cores do Windows 8, eu detesto aquele circo!  Mesmo que tenha o Desktop padrão, o que a Microsoft fez com o design do Windows mesmo no Desktop destruiu toda a experiência. Não, definitivamente o Windows 8 não é o sistema para mim e para muita gente também, acredito eu.

Muitas notícias se contradizem na internet, dizendo: “Windows 8 é um sucesso em vendas em um mês”… Outras dizem: “Windows 8 vende menos que Windows 7 em um mês”…

A indefinição em um padrão de notícias, a Microsoft falando que o novo Windows é um sucesso, a mídia tentando descordar, tudo aponta que o Windows 8 está mesmo se enterrando, indo pro buraco. E eu não consigo imaginar alguém que trabalha em um escritório utilizando o Windows 8 com aquela tela do Metro todo colorida, tentando trabalhar e o Windows 8 em seu caminho… Além do mais, ele não vai trabalhar usando a piada do Surface, o aparelho tablet/netbook da Microsoft, ou vai?

Aí você fala: mas então eu simplesmente vou ficar com meu Windows 7/Windows XP se for assim.

Bem, a Microsoft está fazendo de tudo para que todos migrem para o Windows 8, queiram elas ou não! Ela não quer saber se o Windows 8 é ruim ou não, eles estão meio que desesperados por isso… As próximas versões do DirectX, pelo o que falam todas as notícias, serão lançadas apenas para o Windows 8. E em pouco tempo eles querem enterrar o Windows 7…

Não me parece uma escolha muito certa da gigante monopolista, mas se você quiser liberdade, escolher o que usar sem se preocupar, use Linux que vai ter a interface perfeita pra você. O Linux tem milhares de Interfaces Gráficas e você pode escolher a que quiser. Muitas distribuições lançam versões especiais com uma interface gráfica específica, mas você ainda pode instalar outra interface se quiser, ninguém te obriga a usar nada! Se quiser informações sobre o que é Interface Gráfica, ou o que é distribuição, eu deixo links nas perguntas para saciar suas dúvidas, jovens Padawans!

2 – O novo alvo

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Alvo? Mas alvo de quê?

Há alguns meses, diversas emp
resas anunciaram que Linux seriam o seu novo alvo, que lançariam diversos softwares para a plataforma. O nome dessas empresas? Bom, só as mais famosas empresas de games do mundo: Electronic Arts (popularmente conhecida como EA) e a não muito conhecida no Brasil Valve. Bom, a Valve nem é tão conhecida no Brasil só por falar o nome dela. Mas se dissermos que ela é dona das franquias Counter Strike, Half-Life, Portal, Left 4 Dead e Team Fortress, acho que algumas pessoas não precisam de mais apresentações não é?

A Valve, em parceria com a Canonical, está trabalhando em uma versão para Linux (Ubuntu mais precisamente) de uma das mais conhecidas e aclamadas lojas de games online do mundo, a STEAM, que já está em fase BETApara mais de 10.000 gamers em todo o mundo. A conversão do Left 4 Dead 2 para Linux também está meio caminho andado, e talvez ano que vem a Steam para Linux seja lançada e as empresas que compõem a Steam resolvam fazer jogos para a nova plataforma…

Além disso, a Valve está trabalhando com a Intel, NVIDIA e AMD, famosas fabricantes de placas gráficas, para trabalhar em drivers mais aprimorados para Linux. Com os melhoramentos nos drivers chegando, a performance dos games na plataforma vai ser impressionante! Os desenvolvedores já disseram que o Left 4 Dead 2 em fase de testes rodou mais rápido do que no Windows 7, já com os drivers em desenvolvimento!

E aí? Vai continuar pensando no Windows 8, cujo Gabe Newell, o presidente da Valve, declarou ser uma catástrofe para o mercado? Cuja a gigante dos games, a famosa Blizzard (dona de franquias como Diablo, World Of Warcraft), concordou com Gabe com um simples Não é animador para a Blizzard também, referindo-se, claro, ao sistema da Microsoft.

E, ainda tratando do assunto Windows 8, se você gosta de Minecraft, o criador do jogo, Markus Persson, conhecido como Notch no mundo virtual, comentou sobre o assunto, dizendo que se recusa a fazer uma versão do jogo para o Windows 8, e mandou um recado para a gigante monopolista dizendo para eles pararem de estragar o PC como uma plataforma livre.

Lembre-se também de que o Windows 7 vai morrer em pouco tempo… Windows XP perderá o suporte… e Windows 8 será sua única (ou não) alternativa…….. Qual vai ser? Um Mac OS X? Pense um pouco. Apesar de o Mac ser bem suportado pelas empresas, por jogos e tudo, será mesmo que seu preço vale tudo o que ele faz?

Sim, o Mac OS é um grande sistema operacional, muito diferente do Windows, e, em alguns pontos, similar ao Linux (utiliza base *NIX, tem base em um Kernel BSD conhecido como Darwin). Entretanto, o Mac OS X é desenvolvido para se comportar melhor em Macbooks, iMacs e qualquer outro produto da Apple que suporte o sistema. A venda casada software-hardware protege o Mac OS X contra drivers indesejados e diversos malwares, além de facilitar o trabalho da Apple no suporte ao produto, mas também prejudica o consumidor, que é obrigado a pagar um preço muito alto por um produto que o único diferencial seria o design e sistema.

O design de um Macbook é lindo, possui diversas funcionalidades…. Mas ele é muito caro se comparado a um computador que, com as mesmas especificações, sairia tão mais barato. Será que vale a pena?

3 – Liberdade!

sonho-de-liberdade

Vamos começar por algo muito simples…. Quais são suas liberdades no Windows? Ou melhor… No Windows 8?

Ah, eu posso mudar a cor do meu plano de fundo… Eu posso mudar o tema do Metro… Posso mudar o papel de parede do meu Desktop e as cores das janelas!!

Tá, e sobre suas outras liberdades… O que é que você tem direito a fazer no Windows que te faça livre?

Eu posso navegar na internet, posso jogar jogos…

Ok… E se eu te disser que você pode fazer tudo isso e mais um tanto só usando Linux?

Jovens Padawans, não se iludam com a prisão que é o Windows. Você não tem liberdade nenhuma de jogar o Metro fora do Windows 8 (ah, como seria bom), você não pode… É assim que o sistema funciona e você não pode mudar isso… Muitos aplicativos se atrelam ao Metro… O bom e velho Desktop está morrendo no sistema da Microsoft.

Veja também para o Mac OS X, que inclui funcionalidades que imitam o iOS, o sistema operacional do iPhone, iPad, iPod.

E você, jovem usuário de PCs, que está tão acostumado a um padrão e não quer ver isso mudar, mas é obrigado por duas empresas a fazer o que elas mandam… Onde está sua liberdade agora?

E o Windows 7 e Windows XP também não escapam das críticas….

Quantas vezes você foi OBRIGADO a reiniciar seu computador por conta de um Windows Update?

Quantas vezes você teve de FORMATAR sua máquina por conta de vírus, trojans, spywares, whatever?

Quantas vezes você teve a vontade de jogar o computador no chão porque ele travou e não se comporta como era esperado?

Quantas vezes você já viu seu Windows ficar cada vez mais lerdo?

Quantas vezes você já viu como você está amarrado a um sistema tão instável?

Desde que o Linux nasceu, um de seus principais ideais era uma palavra tão bonita: LIBERDADE. O Linux nasceu em meados da década de 90 pelo estudante finlandês Linus Torvalds. Linus criou o Linux como uma forma de estudo, um hobby, e quando começou a dar certo, ele pediu ajuda a uma COMUNIDADE, outra palavra que também define o sistema. A comunidade o ajudou no desenvolvimento do sistema, e o sistema foi distribuído gratuitamente, o código aberto para qualquer um que quisesse estudá-lo, usá-lo ou até mesmo modificá-lo. Você tem essa liberdade.

Desde então o Linux vem sendo usado por empresas de renome no mundo todo por conta de sua tremenda estabilidade, versatilidade e… Liberdade.

Liberdade não se trata apenas de um custo baixo, não apenas de ser código aberto. É simplesmente liberdade. Você não está limitado a nada quando usa Linux. Não há uma empresa que visa lucro por trás da criação do Linux. A Linux Foundation é uma organização sem fins lucrativos e cuida do desenvolvimento do Kernel do sistema.

Claro, nós temos a Canonical, que cuida do Ubuntu, e visa ganhar algum dinheiro em cima disso, mas mesmo assim… O Ubuntu também tem seus princípios de liberdade e TODAS as suas versões são livres e podem ser baixadas gratuitamente na internet.

A Red Hat sim pode visar algum lucro em cima da sua versão empresarial de Linux, que é paga. No entanto, há uma variação dessa versão conhecida como Fedora, suportada pela própria Red Hat, e todas as versões do Fedora podem ser baixadas gratuitamente online, e você pode usá-la como desejar.

Além de que você pode modificar o código se souber mexer com isso, você também tem a liberdade de mudar sua interface. Você não está atrelado a uma interface que não gosta! Você pode facilmente instalar outra que prefira, que ache mais bonita. Você pode usar GNOME, Unity, KDE, XFCE, LXDE você é quem escolhe, mais ninguém! Essas interfaces te permitem fazer ainda mais do que só mudar uma cor aqui e ali do seu Windows. Elas tem algumas limitações, claro, mas são, de longe, muito mais abertas a mudanças do que o Windows ou Mac OS X.

Há rumores de que, mesmo após o lançamento do Windows 8, a Microsoft planeja um Windows 9, que seria apenas um Windows 8 “melhorado”…. E seria para o ano que vem….

E, mesmo assim, você teria que pagar pelo sistema…. mais uma vez…

Eles querem te fazer de trouxa, querem seu dinheiro a qualquer custo. Lançando versões-relâmpago assim…

Maaaaaas…. OOOpa! Agora você se contradiz! O Ubuntu e Fedora lançam versões a cada seis meses! E aí? O que me diz disso?

Sim, é verdade, eles lançam uma versão a cada seis meses. Mas eles não cobram. Eles não te fazem de trouxa e não te obrigam a fazer atualizações indesejadas e nem reiniciam seu computador sem que você queira para completar uma simples atualização. Eles pedem sua permissão, eles não te obrigam. E se você não quiser usar a versão que eles te propõem, não use. Simples assim. Mesmo que algumas versões percam suporte oficial, há versões com suporte estendido no Ubuntu, por exemplo.

Sim, alguns programas podem perder as atualizações no repositório, mas nem sempre é algo terrível.

Nesse quesito você tem Liberdade… E o que é que você quer? Ficar preso ao padrão de um sistema ou ter liberdade no mesmo?

Quer mais motivos para usar Linux? http://whylinuxisbetter.net/index_br.php?lang=br

Ferramentas de produção no Linux


Algumas pessoas alegam que não usam Linux porque ele não é adequado para trabalhar, pois não tem programas específicos pra tais coisas. Programas como Adobe Photoshop, InDesign, Corel Draw, 3DS Max/Maya, MS Office podem fazer certa falta no Linux, mas alguns podem ser emulados com perfeição no Wine, como por exemplo a suíte do MS Office.

Mas alguns preferem os programas opensource e dizem que eles não têm competência para bater de frente com as ferramentas mais conhecidas. Atualmente, o cenário está mudando e as ferramentas opensource estão ganhando cada vez mais funcionalidades para poder competir com as ferramentas mais conhecidas! Vamos dar uma olhada nesses programas?

Suíte LibreOffice ou OpenOffice.org

A suíte de Escritório OpenOffice.org ganhou fama por ser uma alternativa gratuita ao famoso MS Office. Sua versão em Português-Brasil BrOffice.org foi até adotada em alguns órgãos do governo brasileiro como suíte de escritório para substituir o MS Office. A suíte foi originalmente desenvolvida pela extinta empresa Sun Microsystems, que foi comprada pela ORACLE em janeiro de 2010.

A compra da empresa gerou uma certa apreensão por parte da Comunidade do Software Livre, pois a Oracle anunciou o descontinuamento de diversos projetos da Sun, como o OpenSolaris, o Sistema Operacional de código aberto baseado no Solaris, e também anunciou que o desenvolvimento do OpenOffice ia ficar cada vez mais lento. Depois disso, a Oracle desistiu do desenvolvimento do OpenOffice e entregou-o à empresa Apache.

Foi aí que surgiu a iniciativa do LibreOffice. Como o OpenOffice.org é de código aberto (e continua em desenvolvimento na Apache), antigos funcionários da Sun Microsystems, que trabalhavam no programa, decidiram criar um novo projeto com base no código fonte do OpenOffice. Este é o LibreOffice, uma suíte mais polida e completamente livre de ações empresariais, mantida pela Fundação do Software Livre (Free Software Foundation) uma fundação sem fins lucrativos que cuida dos assuntos de software livre.

As duas suítes são ótimas para o escritório, oferecendo uma compatibilidade ótima com os arquivos do Microsoft Office (.doc, .docx, .ppt, .pptx, e por aí vai), e ainda apresentando o formato de arquivos .odf, que é o OpenDocument Format, Formato de Documento Aberto. A suíte é composta por programas de:

  • Gerenciamento de Banco de Dados
  • Editor de Apresentações e Slides (estilo PowerPoint)
  • Editor de Planilhas (estilo Excel)
  • Editor de Textos (estilo Word)
  • Editor de desenhos
  • Programa para formular equações matemáticas

As grandes vantagens são a compatibilidade muito grande com o MS Office, algumas vezes apresentando alguns erros, mas mesmo assim, dão conta do recado. É também possível baixar diversas extensões para o programa, e também ele tem funções que o MS Office não tem, como por exemplo a função de exportar .doc/.odf para .pdf, além de outras funções também.

E também a interface dos programas lembram às do MS Office 2003, mas também é possível através de extensões alterar a aparência deles.

Eu uso mais o LibreOffice, e fiz até um post sobre as diferenças que notei das duas  suítes: https://livrelinux.wordpress.com/2011/04/20/libreoffice-vs-openoffice-org/

Para adquirir qualquer um dos dois (é necessário possuir o Java):

http://www.openoffice.org/

http://pt-br.libreoffice.org/

Suíte Google Docs e Zoho

Apesar de não ser uma suíte baixável, esta é uma suíte viável para quem trabalha utilizando a internet.

A suíte de escritório do Google Docs é muito útil e atua utilizando o conceito de Computação em Nuvem, requerendo apenas uma conta no Google para ser utilizada.

Foi criada justamente para competir com o MS Office, com a vantagem de poder ser utilizada direto do navegador, sem precisar baixar nada. É só necessário ter acesso a internet, um navegador atualizado e uma conta no Google e pronto! Já pode começar a utilizar o Docs.

Nela é possível criar e editar:

  • Textos
  • Apresentações
  • Planilhas
  • Tabelas
  • Desenhos
  • Formulários

E uma das grandes vantagens é que é possível salvar arquivos utilizando o HD Virtual de 1 GB de armazenamento, sendo possível acessá-los de qualquer computador que tenha acesso à internet, independente do sistema operacional.

A suíte é compatível com os formatos MS Office e permite também o compartilhamento instantâneo de arquivos, sendo possível editar arquivos com diversas pessoas ao mesmo tempo.

Também é possível fazer download dos arquivos guardados no HD Virtual do Docs.

Para acessar o serviço, crie sua conta no Google, e na barra de cima, clique no botão Docs e pronto.

Outro serviço semelhante a esse é o serviço Zoho, que além de ter ferramentas de escritório compatíveis com MS Office, possui outras aplicações, como por exemplo, o compartilhador de diversos tipos de arquivos online, um organizador de projetos e diversos serviços que nem eu sei pra que servem.

É tudo online e é possível usar uma conta Google também.

É só acessar zoho.com. A única coisa ruim é que tá tudo em inglês, o que pode ser um problema pra algumas pessoas.

Particularmente, eu gosto bastante desses serviços que utilizam a Computação em Nuvem e gosto muito do Google Docs, porque estou sempre logado no Google. As desvantagens são que as suítes apresentam um número pequeno de funções se comparados ao MS Office e LibreOffice/OpenOffice e precisa justamente de estar logado para utilizá-las, além de alguns problemas com arquivos mais pesados que não conseguem ser convertidos para Caso você tenha que trabalhar offline, o Docs e o Zoho não são uma boa pedida.

Suíte Calligra

É, eu sei, tá ficando um pouco cansativo com tantas suítes! Mas é a diversidade! Pra você ver como temos tantos programas produtivos no Linux, e como você não havia percebido isso antes.

Mas essa daqui não é exclusivamente de escritório! As outras suítes que eu apresentei eram apenas suítes para serem utilizadas em escritórios, em coisas bem menos criativas. Esta suíte é a “suíte criativa”!

O Calligra foi desenvolvido em Qt, a mesma utilizada na criação do KDE, portanto, a interface se integra melhor ao KDE do que ao GNOME. Há uma certa confusão entre esta suíte e a suíte KOffice (não vou falar desta suíte aqui, mas tá aí o link pra quem quiser testar). Acontece que o Calligra surgiu depois de uma certa briga entre os desenvolvedores do KOffice, que se repartiram nestes grupos.

Alguns programas que integravam o KOffice, como o Krita, por exemplo, não tinha ideia de qual suíte fazia parte depois desta divisão. Depois de um tempo, o KOffice aparentemente está parado, enquanto a suíte Calligra continua a todo vapor, reformulando os antigos programas do KOffice.

Ela também acrescentou programas bem interessantes que eu nunca tinha visto igual.

Além dos básicos de uma suíte de escritório, como um editor de Slides, Texto, Planilhas, todos compatíveis com o MS Office, a suíte Calligra possui programas inovadores e diferentes das outras apresentadas aqui, como:

  • O BrainDump, onde é possível organizar suas ideias em esquemas e desenhos para melhor visualizá-los. Útil para quem tem de trabalhar utilizando a criatividade;
  • O Flow é um criador de diagramas, fluxogramas, etc;
  • O Kexi é um editor e criador de Banco de Dados, desenvolvido para competir com Microsoft Access, File Maker e Oracle Forms;
  • O Plan é um gerenciador de projetos em larga escala, visando a organização dos projetos;
  • O Karbon14 é um editor de imagens vetoriais, visando competir com o Corel Draw e outras aplicações que utilizam imagens vetoriais. Tem as mesmas propostas do Inkscape, outro programa de imagens vetoriais gratuito.
  • O Krita é um programa de desenhos, pronto para a indústria, com suporte a CMYK e à diversas graphics tablets. Pode ser utilizado para criação de Histórias em Quadrinhos, rascunhos e diversos tipos de desenhos, sendo um dos programas mais interessantes da suíte. Foi utilizado na produção do Projeto Durian, um filme opensource feito no Blender, mais tarde batizado de Sintel, para a produção de concept arts dos personagens pelo conhecido designer David Revoy. Atualmente, o Krita também faz parte dos programas opensource utilizados no Projeto Mango, novo filme opensource da Blender Foundation, previsto pra ser lançado ainda este ano.

É possível instalar cada programa da suíte sem precisar baixá-la por completo.

Particularmente, acho que esta é uma das suítes mais promissoras do Software Livre.

Para mais informações e download:

http://www.calligra.org/

Blender

Já falei uma vez do Blender aqui no blog, mas vou falar de novo, pois ocorreram diversas mudanças no programa desde então.

Pra mim, o Blender é uma das ferramentas mais geniais que já foram inventadas. Ela é opensource, gratuita e realmente muito leve!

Muita gente chama o Blender de “canivete suíço”, por sua versatilidade nas áreas em que trabalha.

Originalmente, o Blender é um programa que trabalha com Modelagem e Animação 3D, mas ultimamente ele vem expandindo suas funções na área, fazendo coisas que seus “adversários”, como 3DS Max e Maya, não fazem.

Atualmente, o que é possível fazer no Blender, é possível fazer com 3 programas conhecidos juntos: 3DS Max (Modelagem 3D), ZBrush (escultura 3D), Unreal Development Kit (engine de jogos). Lembrando que, para comprar os 3 programas (O Unreal é gratuito se for utilizado para fins não lucrativos. Caso você queira vender o jogo, é preciso pagar uma taxa), é preciso desembolsar pelo menos 4200 dólares!

Esta é a principal vantagem do Blender: ele é gratuito!

E também ele pesa pelo menos 40 MB, se comparado ao 3DS Max, que pesa pelo menos 1 GB.

Claro, tem diversas coisas que o 3D Studio Max faz e o Blender não faz. Mas em termos de modelagem, o Blender não está mais atrás!

Eu disse não está mais porque eu realmente reconhecia que o Blender estava atrás há algumas versões atrás, mas atualmente, eles se equivalem.

Saiu a versão 2.63 do programa, e com ela vem um recurso que há muito tempo o Blender vem precisando, a modelagem em n-gons. Pra quem não sabe o que é isso, eu vou explicar:

Todo modelo 3D é baseado em polígonos, pegue por exemplo este modelo:

Veja que ele é formado por diversas linhas. Estas linhas formam diversos quadrados no modelo. Estes são os polígonos do modelo.

No 3DS Max e Maya, era possível trabalhar com diversos tipos de polígonos, desde triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos etc. Tudo dependia de quem estava modelando. Isto era muito útil para quem modelava e poderia animar. Facilitava o trabalho.

O Blender só trabalhava com 2 tipos de polígonos: quadrados e triângulos. O problema é que quando você tentava dividir uma face, você criava triângulos em outra. Em certos modelos, os triângulos atrapalham na hora de animar. Para ilustrar o problema:

Veja que eu dividi uma face em diversos quadrados e se formaram diversos triângulos nas outras faces. Se eu quisesse fazer alguma animação, os triângulos iam dificultar o processo, pois deformam o modelo.

Nesta nova versão do Blender, isto acontece:

Não há mais triângulos. Você pode criar o polígono que quiser agora. Ponto pro Blender!

Além disso, o Blender tem uma nova engine de Renderização de imagens mais realista, a chamada de Cycles Render. Ela está presente desde o começo das versões 2.6. Para mais detalhes sobre isso: http://www.allanbrito.com/2011/12/06/render-e-animacao-com-o-blender-cycles/

E também está sendo incluído um sistema de Motion Tracking e Camera Tracking, presente nos outros softwares que competem com o Blender.

Para mais detalhes e Download:

http://www.blender.org/

Inkscape

Quando o assunto é desenho vetorial, o Inkscape é o principal programa gratuito para o trabalho! Apesar de ser um programa simples e de ainda não ter nem chegado na versão 1.0, ele já é usado por muitos artistas como alternativa a Corel Draw e outros programas vetoriais.

Vamos simplesmente dar uma olhada em algumas artes produzidas com este programa:

É um programa muito poderoso de edição de desenhos vetoriais, mas não possui suporte ao padrão CMYK, o que, apesar de não ser muito importante para quem quer fazer uso rotineiro sem se importar com impressões dos arquivos, é utilizado por muitos trolls como motivo para não utilizar o programa.

Disponível para Linux, Mac e Windows: http://inkscape.org/download/?lang=en

Pode ser instalado no Ubuntu com um simples comando: sudo apt-get install inkscape ou então basta procurar na Central de Programas Ubuntu por Inkscape.

No Fedora pode ser instalado com um simples sudo yum install inkscape

GIMP

Um dos mais famosos editores de imagens do mundo do Software Livre tem que ser colocado aqui. Inclusive, segundo diversas fontes na internet, o GIMP foi criado em GTK, e foi a partir dele que vieram as interfaces gráficas baseadas em GTK.

O programa tem funções similares ao Adobe Photoshop, como edições de imagens, aplicações de filtros etc. Também é muito utilizado para desenho, criação de texturas e muitas outras coisas que envolvem manipulação de imagens. Inclusive ele também é utilizado por David Revoy que eu citei antes.

Também já fiz um post no blog sobre a nova versão do GIMP: https://livrelinux.wordpress.com/2012/03/25/instalando-a-versao-2-7-do-gimp/

Mas já saiu a versão 2.8 FINAL do GIMP presente nos repositórios do Fedora. No caso do Ubuntu, é necessário usar os comandos no terminal:

sudo apt-add-repository ppa:otto-kesselgulasch/gimp
sudo apt-get update
sudo apt-get install gimp

O modo Janela Única não vem ativado por padrão! É preciso ir no Menu Janelas > Modo Janela Única e deixar isso ativado.

Existem diversos complementos para o GIMP, que acrescentam brushes para o programa, filtros e outras opções. Na Screenshot acima, que eu peguei do blog do David Revoy, o artista utiliza um complemento chamado Gimp-Painter, que modifica um pouco a interface do GIMP e acrescenta brushes no programa.

MyPaint

Também programa de desenho! Mas ele foi exclusivamente desenvolvido para desenho! Não existe opções de edição de imagens nele. É apenas desenho! Feito especialmente para ser compatível com mesas digitalizadoras, o MyPaint cumpre tudo o que promete fazer e nele é possível desenhar com total liberdade!

Foi também utilizado na produção dos filmes abertos: MangoSintel da Blender Foundation.

Sim, a screen também é do artista David Revoy, pra você ver como o cara é um exemplo de que é realmente possível usar ferramentas gratuitas e opensource para fazer um bom trabalho artístico!

Outro exemplo de desenhista BRASILEIRO que utiliza GIMP e MyPaint é o Mozart Couto, que eu inclusive citei muitas vezes no meu blog.

Já citei o programa no blog uma vez: https://livrelinux.wordpress.com/2011/06/15/mypaint/

Também está presente nos repositórios do Ubuntu e do Fedora.

sudo apt-get install mypaint (Ubuntu)

sudo yum install mypaint (Fedora)

Em próximas versões do MyPaint, será possível animar os desenhos, ou seja, teremos um excelente programa de animação 2D para utilizarmos!

Synfig Studio

Mais um programa para quem gosta de trabalhar com desenhos e arte, porém este é diferente. Ele é focado em animações vetoriais. Os desenhos feitos a partir de vetores se tornam animações suaves, como os desenhos de hoje em dia. A proposta do programa é poder criar uma animação, mas sem ter de trabalhar quadro-a-quadro, o que toma muito tempo de um animador.

Pode-se considerar uma alternativa ao Adobe Flash, o programa criador de animações em Flash da Adobe.

No entanto, um dos maiores problemas do Synfig, pelo menos que eu acho, é que ele é feito em diversas janelas separadas, o que é meio ruim para trabalhar.   Isso também acontecia com o GIMP, mas muitos conseguiam trabalhar bem com esse monte de janelas pairando no desktop. Particularmente, eu acho isso meio ruim, mas tem gente que gosta e que consegue trabalhar assim.

Já postei sobre ele aqui: https://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/synfig-studio/

O programa possui uma boa documentação, inclusive suporte em português com tutoriais para aqueles que quiserem utilizar o programa.

Informações: http://www.synfig.org/cms/

A instalação é simples, tanto no Fedora quanto no Ubuntu basta procurar por Synfig nos pacotes, ou simplesmente digitar no terminal:

Fedora: sudo yum install synfig

Ubuntu: sudo apt-get install synfig

Manual de uso do programa em Português: http://wiki.synfig.org/wiki/Category:Manual/pt

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Deu pra ver que pra ser um artista no Linux é perfeitamente possível. O que não falta são programas para te facilitar o trabalho. Para trabalhar em escritório, estamos lotados de suítes para isso. Trabalhar com modelagem 3D também tem ficado cada vez mais simples com o Blender. No entanto, gostaria de pedir a sugestão de vocês nos comentários por mais programas para fazer aqui uma série de posts de programas úteis, de produção gratuitos e OpenSource no Linux.

Vou fazer outros posts desse estilo se vocês gostarem.