Apricity e Antergos – Arch sem complicações


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Olá, jovens!

Como não é segredo pra ninguém, ultimamente eu estou bastante envolvido com Arch Linux, até fiz um tutorial de como instalar o Arch puro na raça, e até recomendei o Arch na tutorial de instalação do League of Legends. Um dos grandes motivos para eu ter ficado com essa distribuição foi, sem dúvida, a imensidão do Arch User Repository (AUR), e quão útil esse Repositório é para instalar diversos programas, e quão fácil é de usá-lo.

Acontece que eu sei que muita gente viu o meu post de como instalar o Arch Linux e deve ter ficado bem receosa de instalar o sistema, se assustado com todos os códigos e etc. Vocês podem até ter pensado que Arch é uma coisa complicada, e estão mantendo distância só por causa disso. Pois bem, hoje eu venho lhes apresentar dois sistemas muito parecidos, mas que podem aproximar você bastante do Arch Linux e te dar uma chance de testá-lo. As duas distribuições que vou mostrar são baseadas em Arch Linux, e possuem praticamente tudo do dele, até mesmo permitem acesso aos repositórios oficiais da distribuição base e também ao AUR. E ainda melhor: instalá-las é tão fácil quanto instalar Ubuntu!

Apricity OS

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O sistema Apricity chama atenção pelo seu design elegante e pelo uso do tema de ícones conhecido como Numix. Ele vem com PlayOnLinux, Wine, Steam, LibreOffice, Google Chrome, FileZilla, GIMP, Inkscape, o gerenciador Pamac e até mesmo uma aplicação chamada Ice, que permite que você crie “aplicações específicas” para certos websites. Por exemplo, se você deseja acessar o Netflix por uma aplicação específica, basta abrir o Ice, digitar o link do netflix e ele vai criar um navegador que só acessa o Netflix, como se fosse uma aplicação própria do Netflix.

Além disso, o sistema já vem com algumas ferramentas de Backup e sincronização pré-instalados, tudo pra tornar sua vida mais fácil.

Por ser baseado em Arch, a distribuição também segue o modelo rolling-release, ou seja, não existe uma versão específica do Apricity, ele sempre está atualizando para a versão mais nova!

A instalação do Apricity é simples, gerenciada por um software de instalação conhecido como Calamares, que também é usado no Manjaro e visa se tornar um padrão em distribuições Linux.

Segue um pequeno review do sistema feito pelo Diolinux:

Para baixar o Apricity, basta acessar o site oficial: https://apricityos.com/

Você pode optar por baixar a versão com GNOME ou Cinnamon, ambas são extremamente bem feitas e possuem um visual deslumbrante.

Antergos

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Seguindo o mesmo raciocínio do Apricity, Antergos é um sistema operacional baseado em Arch que visa ser completamente pronto para qualquer usuário que deseja utilizar o sistema. Ele vem com aplicações como o Chromium, Pidgin, e no momento da instalação é possível escolher qual interface gráfica utilizar (GNOME, XFCE, KDE, Cinnamon, MATE, OpenBox) ou instalar sem interface, e até deixa você escolher instalar LibreOffice, Steam + PlayOnLinux, Adobe Flash Player, entre outros softwares.

O software de instalação é baseado no do Ubuntu, mas ainda está em estágio beta e instável, e é chamado de Cnchi. Recomendo precaução ao utilizá-lo, pois ele parece ainda estar meio bugado, e não lida muito bem com algumas tarefas.

Os temas de ícones também são do Numix, mas foram levemente modificados.

Assim como o Apricity, ele também oferece acesso ao AUR, e segue o mesmo modelo de rolling-release.

Pequeno vídeo mostrando o SO:

Para baixar: https://antergos.com/try-it/

 

Então fica aí a dica para quem quer testar o Arch, essas duas distro são praticamente ele e são infinitamente mais fáceis de instalar!

Abraçoos!

League of Legends no Linux


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Há muito tempo atrás eu fiz um post que ensinava a instalar 3 jogos: DotA, Heroes of Newerth e League of Legends no Linux. Esse post aqui. Já se passaram 3 anos desde então, e muita coisa no jogo mudou. Na época em que fiz o post, eu não jogava pra valer nenhum dos 3 jogos, e minha conta no League of Legends era nível baixo, então eu não sabia nada sobre o jogo direito, só o básico. Desde então eu passei a jogar com mais frequência e acompanhar até mesmo campeonatos, streams, e outras coisas relacionadas ao jogo.

Aaaaah então é por isso que você não postava mais aqui nééé?

Hahahaha, bom… TALVEZ! 😛 EU ESTAVA MUITO OCUPADO!!

Entretanto, mesmo se passando 3 anos, e com tantas mudanças visuais, updates, patches, nerfsbuffs em campeões, o jogo ainda não possui versões portadas para o nosso pinguim favorito, e nós ainda temos de usar o Wine para tal tarefa.

Bom, o método de instalação do League continua o mesmo no Linux: é muito melhor utilizar o PlayOnLinux que ele fará tudo para você, instalará todas as dependências possíveis, e possivelmente, no seu computador, não precisará de mais nenhuma configuração extra: só clicar e jogar.

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Uma partida profissional de LoL no Mid-Season Invitational 2016

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Instalando Arch Linux descomplicado


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Depois de muuuuito tempo sem postar, quase um ano, eu posso dizer finalmente que VOLTEI! Não morri, felizmente, apenas não tinha conteúdo interessante suficiente para compartilhar, nem interesse o suficiente para continuar as postagens frenéticas que eu tinha. Minhas experiências com Linux já ajudaram muitas pessoas e eu não tinha muito pra onde ir se eu não tinha mais tantas experiências desafiadoras assim. Sim, eu ainda uso Linux firme e forte, mas nenhuma experiência com Linux tem chamado muita minha atenção, e eu ainda estou realizando vários testes com o Wine para rodar jogos de forma cada vez mais otimizada.

E foram nesses testes que eu resolvi inovar um pouco. Resolvi instalar o Arch Linux por ser uma distribuição que possui um repositório muito vasto e que possui pacotes bastante interessantes para o Wine. Não vou entrar em detalhes sobre isso agora, até porque esse não é o foco.

Como eu encontrei diversos problemas durante a instalação do sistema, e tive que quebrar muuuito a cabeça para resolver algumas coisas bem chatas que eu acabei descobrindo que o Kernel 4.5  do Linux estava causando pro meu PC (erros como falha de memória), eu finalmente consegui instalar o sistema de forma satisfatória, e ainda estou me ajeitando em tudo aqui.

Se você tem interesse em instalar o Arch Linux, recomendo que leia esse tutorial, já que eu vou explicar passo-a-passo do que fazer, e se algum comando aqui não servir pra você, também posso te indicar algumas opções!

Antes de mais nada, gostaria também de indicar alguns tutoriais que me ajudaram a instalar esse sistema, e podem servir de complementação pra esse texto. Como a instalação é algo bem “padrão”, alguns comandos são exatamente os mesmos, não tem como fugir muito disso. A diferença é que eu explicarei para que serve cada comando e o que você deve fazer caso esteja “engasgado”:

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-sem-complicacao

https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Arch-Linux-Instalacao-completa

https://wiki.archlinux.org/index.php/Installation_guide_%28Portugu%C3%AAs%29

Lembrando que a Wiki do Arch é riquíssima em conteúdo e pode te ajudar em diversas situações. Recomendo que visitem a página deles para quaisquer problemas que enfrentarem.

Lembrando que: O Arch Linux não foi feito para pessoas completamente leigas, e a instalação dele é bastante complicada para esse tipo de pessoa. Se você é iniciante no Linux, mas deseja mesmo assim se aventurar, fique por sua conta e risco! Não me responsabilizo por quaisquer perda de dados ou danos causados a sua máquina.

Sem mais delongas, vamos ao que nos interessa realmente:

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Manjaro Linux


Skin2

É, já tem um tempo que eu não posto nesse site, já estive até me esquecendo, e mais recentemente eu estive brincando um pouco com as configurações do meu notebook e alternando entre sistemas operacionais e então lembrei-me de vir atualizá-los aqui.

Há algum tempo eu havia postado que eu tinha um notebook com Windows 8 pré-instalado e que eu decidi dar uma chance, até porque eu havia pagado pelo sistema (e não tinha como devolver meu dinheiro). Bom, acontece que há algumas semanas atrás eu resolvi ligar o notebook e, para minha surpresa, uma mensagem curiosa aparecia: “O Windows não está respondendo. Deseja fechar o processo?”

Não acredito que tenha sido nenhum vírus nem nada, mas o Windows simplesmente deixou de funcionar, mostrar ícones no desktop ou qualquer coisa do tipo. Sem qualquer paciência pra conseguir um CD de recuperação do Windows 8 ou tentar recuperar a CD Key, eu decidi instalar o bom e velho Ubuntu 14.04 LTS.

Depois de algum tempo com o Ubuntu, e depois de constatar algumas instabilidades no sistema de trocas de drivers (alternar entre os drivers OpenSource e o proprietário da AMD mostrou-se bem instável, já que os resquícios de um driver ainda dominava no sistema), eu resolvi buscar uma distribuição diferente para instalar no notebook. Tentei o Fedora 22, mas não me adaptei bem, já que o Fedora se recusava a instalar diversos programas. Nessas instalações, eu tentei fazer com que alguns jogos funcionassem de forma lisa, instalando através do PlayOnLinux, e não consegui fazer isso nessas duas distribuições, justamente por causa do problema dos drivers (o Fedora tinha problemas ao instalar o driver proprietário da AMD).

Então eu resolvi migrar para o Manjaro. E aqui estou escrevendo com ele, de uma instalação boa no meu PC, e já obtive bons resultados nos meus testes com jogos.

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, e que visa ser simples de instalar e utilizar, com todas as vantagens que possui um usuário de Arch. Ela é uma distribuição rolling-release, ou seja, ela não possui uma versão fixa, pois está sempre atualizando o usuário com o que há de mais novo, assim como é o Arch Linux. Sua vantagem sobre o Arch Linux é que esta é uma distro que possui LiveDVD e é incrivelmente fácil de instalar, e possui versões com XFCE, KDE, Cinnamon e até mesmo GNOME pré-instalados (além de outras interfaces poderem ser instaladas também).

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Ela também possui uma opção parecida com o Ubuntu de poder trocar entre os drivers proprietário e opensource, mas, diferente da minha experiência com o Ubuntu, foi algo muito mais estável e nenhum driver deixou resquício. Atualmente estou usando apenas os drivers Opensource, pois eles se mostraram bem mais rápidos para aquilo que eu queria fazer.

Mas não vou dizer que está tudo perfeito com o sistema, porque não está, mas acredito que os problemas que eu tive foram por pura inexperiência com sistemas Arch-based.

Meu primeiro problema foi logo após a instalação. Eu não conseguia instalar os 105 MB de atualizações por problemas de verificação de chaves PGP, e tive de dar uma boa pesquisada de como resolver isso. Não me lembro exatamente dos passos que segui, mas se você também possui os mesmos problemas, te recomendo alguns comandos no terminal que me ajudaram a resolver isso:

sudo pacman-mirrors -g

sudo pacman -S gnupg

sudo pacman -Syyu

sudo rm /etc/pacman.d/gnupg

sudo pacman-key –populate archlinux

sudo pacman-key –populate manjaro

sudo pacman-key –refresh-keys

Infelizmente eu não me lembro exatamente o que fiz para resolver, mas esses comandos estão no meu histórico no terminal, então acredito que eles me ajudaram a resolver o problema.

Outro problema que eu vejo é que às vezes eu não consigo instalar programas porque ocorre um erro com alguma dependência que não pode ter sua chave verificada com o Makepkg ou algo assim. Se alguém tiver alguma dica de como resolver esse tipo de problema, deixe nos comentários, porque eu ainda sou novo nesse sistema de instalação do Arch.

Também tive um grande problema de personalização. Eu personalizei tanto meu XFCE que acabei bugando as Configurações de Aparência (mudar estilo das janelas) do XFCE e, aparentemente, do Cinnamon também, porque eu não consigo abrir ambos. Ao abrir no terminal ocorre uma Falha de segmentação, e o programa fecha sem ao menos dar qualquer dica do que causou essa falha. Mais uma vez, se alguém tiver alguma ideia de como resolver isso, sou todo ouvidos! Por esse e outros motivos eu instalei o KDE Plasma 5 (que também deu um certo trabalho pra instalar, já que há pouca documentação sobre como instalar o Plasma 5 no Manjaro de forma que não dê erros), e também tive que substituir o LightDM pelo SDDM, já que toda vez que eu tentava logar no Plasma, ele me jogava numa sessão do XFCE e eu só conseguia acessar o Plasma se encerrasse a sessão.

A troca do LightDM pelo SDDM também foi um pouco sofrida, já que eu não tinha tanta experiência assim em fazer isso, e precisei de uma boa pesquisa na internet pra fazer isso.

Ah, e eu também não consegui instalar o GNOME. Aparentemente existem dependências conflitantes paradoxais. Se eu remover uma que impede a instalação do GNOME, eu descubro que ela é pré-requisito para um programa essencial do GNOME. Meio estranho. Ainda vou me aprofundar um pouco mais nisso.

Está sendo uma experiência bastante interessante, apesar de todos os problemas (que eu ainda acredito serem causados pela minha noobisse), mas o importante é que o sistema está rodando bem, não tive nenhum Kernel Panic, e fui capaz de até mesmo quase quebrá-lo, mas, acima de tudo, meus testes com jogos estão correndo bem, e estou bastante feliz por ver jogos que gosto muito, que foram feitos para Windows, rodando de forma razoável no Linux através de versões modificadas do Wine. Ainda estou fazendo diversos testes com esses jogos e com diferentes patches do Wine, e se eu conseguir atingir minha meta (fazer os jogos rodarem perfeitamente) eu trago um tutorial aqui no blog para ajudar aqueles que necessitam. Em um desses jogos, sem uma versão especial do Wine, eu possuía um desempenho de 17-25 FPS com os drivers proprietários. Com os drivers OpenSource, tive um pequeno aumento do desempenho: 22-28 FPS. Com versões modificadas do Wine, consegui um desempenho ainda melhor: 33-48 FPS, com picos de 90 FPS. Esses testes não foram tão significativos no Ubuntu e no Fedora, e estão sendo bem interessantes no Manjaro.

Enfim, essa é minha experiência com o Manjaro até o momento, estou gostando bastante e estou sendo capaz de fazer aquilo que quero com o sistema. Se se interessarem por ele, recomendo darem uma chance ao sistema:

http://manjaro.github.io/download/

Vocês podem se surpreender.

Fica a dica,

Até mais 😉

Sobre Linux: Parte II (Diferenças)


obs.: Se você não leu a Parte I, recomendo que clique neste link e leia.

obs².: Já tem algum tempo que não posto no blog, e esse post está há muito tempo como rascunho para terminar, e enfim criei vergonha na cara para terminá-lo. Não há desculpas esfarrapadas para a falta de posts, apenas que este blog é um pequeno hobby meu, e às vezes não sinto vontade de postar nada. 😉 Mas tenho notado que as visualizações diárias do blog estão crescendo consideravelmente, portanto eu quero postar frequentemente aqui e satisfazer os leitores 🙂

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No último Post “Sobre Linux” eu esqueci de responder sobre as diferenças entre as distribuições GNU/Linux e os outros sistemas operacionais. Pois bem, vamos a elas.

O GNU/Linux é de Código Aberto

Na Parte I eu também expliquei o que é código aberto e as diferenças entre ele e código fechado, recomendo que leiam.

Mas, sim, a esmagadora maioria das distribuições GNU/Linux são de código aberto. Eu não conheço uma que não seja. Acho que mesmo as distribuições pagas são de código aberto. Como isso é possível? Não tenho certeza, mas acho que distribuições como a Red Hat Enterprise Linux também vendem o código da distribuição para certas empresas.

Bom, mas a maioria das distribuições, fora essas especiais, são 100% gratuitas, como é o caso de Debian, Fedora, Linux MInt, Ubuntu, Arch Linux, Slackware, OpenSUSE, CentOS, dentre muitas outras.

Mas como é possível que elas sejam gratuitas?

Outra coisa que eu linkei na última parte, mas eu decidi explicar melhor desta vez.

Bom, acontece que o GNU/Linux foi licenciado através da GNU GPL (GNU General Public License) ou Licença Geral ao Público do GNU (em tradução livre), e essa licença possui 4 liberdades:

0 – A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito

1 – A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

2 – A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo

3 – A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

(Notem que as liberdades são enumeradas a partir da número zero. O motivo disso? Eu não sei, mas acredito que seja pela natureza nerd dos escritores dessas liberdades)

gerwinski-gnu-head

Símbolo do Projeto GNU

Tá, mas o que são licenças?

Ah! Excelente pergunta!

Bom, para explicar o que é licença, vamos fazer mais uma analogia.

Suponhamos por um momento que você seja um artista renomado, um grande pintor! E, então, um dia, você simplesmente resolve pintar um quadro por pura inspiração, e acaba pintando isso daqui:

monalisaErmm… Sim, você resolveu pintar a Mona Lisa…. Bem, vamos supor que esse quadro nunca tinha sido pintado antes. Você é o verdadeiro criador de um dos quadros mais famosos do mundo. Ora, então você se torna um dos artistas mais famosos do mundo, e este, um dos quadros mais caros da história. Você fez muito dinheiro com isso!

Agora, vamos supor que alguém simplesmente decida pintar um quadro quase igual ao seu, com leves modificações:

l-h-o-o-q-mona-lisa-with-moustache-1919E então esta pessoa passa a ganhar mais dinheiro que você, simplesmente porque pintou a Mona Lisa com um bigode. O que é que você pode fazer em relação a isso? O quadro originalmente é seu, você possui seus direitos!

Obviamente, o que alguém faria neste caso era processar o criador de um quadro desse tipo por usurpar e deturpar sua ideia. E tudo isso tem como base seus direitos.

As licenças são criadas justamente para defender os direitos do autor, sendo a mais famosa delas a licença conhecida como Copyright,cujo símbolo é conhecido no mundo todo: ©. Esta licença específica proíbe qualquer cópia ou reprodução ou derivação não autorizada de qualquer obra/trabalho/projeto registrado. E pelo mesmo caminho se guia o registro de patentes, que protegem contra a cópia/reprodução de um invento original.

Entretanto, como eu já disse, o Copyright não é o único meio de preservar um trabalho e garantir os direitos do autor. Essa licença é bastante restritiva, e existem outras que são bem mais liberais.

Eu já citei a GPL, que permite derivações e cópias do trabalho. Mas, no entanto, a GPL possui uma limitação: toda derivação ou cópia de um trabalho deve ser disponibilizada em código aberto.Se você disponibiliza algo que todo mundo possa ver, editar, criar em cima, e reproduzir livremente, não há nenhum sentido em cobrar por isso, não é? Por isso Linux é gratuito.

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Agora, outra licença parecida com a GPL é a licença Creative Commons, na qual o autor escolhe o que poderá ser feito e o que não poderá ser feito com sua obra, se pode ser copiada ou não, se pode ser usada com finalidade financeira, etc. Também há a licença Copyleft,que garante que um conteúdo ou obra possa ser copiado, derivado, vendido livremente.

Enfim, existem milhares de licenças por aí, e não consigo citar todas aqui, basta fazer uma boa pesquisa.

GNU/Linux não tem vírus

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Sim, é uma meia-verdade. A frase correta é: GNU/Linux não tem tantos vírus quanto o Windows ou Mac OS X. Muitos ainda debatem sobre isso, e dizem que GNU/Linux não tem tantos vírus porque não é amplamente utilizado, mas pode-se atribuir ao fato de não ter tantos vírus por conta de seu sistema inteligente de permissões e segurança do usuário.

Tá, mas aí você fala: “Mesmo assim, ainda não se pode afirmar isso porque o GNU/Linux não é tão utilizado!”

Não necessariamente… Sabe quais empresas no mundo utilizam o sistema pra manter seus servidores?

Saca só:

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Aviso: tem um pinguim nessa imagem, consegue identificá-lo?

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E eu tenho certeza que você acessa esses dois sites praticamente todo o dia… Eles são os sites com o maior volume de visitas do mundo… Imagina pra manter tudo rodando num servidor com Windows? E se der tela azul? Bom, fica difícil…

Afinal, se a Google usa Linux… Isso aqui também usa:

youtube-logoE eu tenho certeza que você acessa esse também!

Seu PlayStation 3? Ele roda um sistema chamado CellOS que é derivado do FreeBSD…. Não é Linux, mas o FreeBSD também é gratuito e de código aberto. (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PlayStation_3_system_software)

Quer mais? Leia esse artigo (em inglês) da Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Linux_adopters

Ah, se você também quer saber, os maiores supercomputadores da atualidade também rodam Linux:  http://tecnoblog.net/26177/91-dos-maiores-supercomputadores-do-mundo-rodam-linux/

Mas, por que esses sites usam o pinguim então?

Bom, acontece que o GNU/Linux, por ser de código aberto, pode ter suas falhas de segurança consertadas rapidamente por qualquer programador no mundo. Isso dá mais flexibilidade. Além disso, o sistema, com o nível de segurança que é referência no mundo todo, aguenta qualquer parada, pois possui um Firewall potente, e, mesmo que alguém tente infectar a máquina com vírus ou qualquer coisa do tipo, o GNU/Linux sabe lidar com a situação, coisa que não acontece com um certo sistema da Microsoft, o sistema mais pirateado e com mais falhas de segurança no mundo todo. O que também dificulta para o vírus, é que, por ser de código aberto, o Linux permite diversas derivações de seu sistema principal, gerando as distribuições, que são, em sua essência, diferentes, comportando-se de maneira diferente em variadas marcas.

Entretanto, isso não quer dizer que o GNU/Linux seja imune a vírus. Um sistema operacional que possui base Linux desenvolvido para celular, conhecido como Android (que inclusive é o sistema operacional de celular mais usado no mundo), desenvolvido pela Google, também possui suas falhas de segurança e uma grande quantidade de vírus. Isso é devido ao uso em larga escala do sistema, e de que também o Android é uma distro única. Não se preocupe, os vírus do Android não afetam o Linux desktop por serem de plataformas diferentes, e também porque existem diversas distros Linux. Isso significa que um vírus que funciona em uma distro pode não funcionar em outra, pois, mesmo compartilhando o mesmo kernel, as distros possuem códigos diferentes.

Bom, pra PC tem muito pouco, então aproveitem agora!

É mais fácil instalar programas

De certa forma, isso é uma verdade. Enquanto no Windows você tem que ir no site, baixar um programa, executá-lo, passar por todo um processo de instalação, no Linux a maioria dos programas dos quais você necessita estão nos repositórios da distribuição e, com isso, o sistema baixa e instala automaticamente os programas que você escolher.

Também há o outro método, que você baixa arquivos .deb ou .rpm e, com apenas um clique, o programa se instala em seu computador, sem muito esforço.

Tá, mas o que são repositórios?

20110805125254Os repositórios são listas de programas filtrados pelos criadores das distribuições (diferentes versões) Linux, onde só entram os programas mais relevantes ou mais estáveis. A distribuição Debian é uma referência nesse tipo de coisa, uma vez que ela possui um repositório de mais de 200.000 programas, todos extremamente estáveis!

Agora, uma outra verdade deve ser dita: nem todos os programas disponíveis possuem instaladores em .deb ou .rpm, ou estão em repositórios. Esses programas são mais hardcores e estão comprimidos em um arquivo .tar.gz, no qual o usuário deve digitar uma série de comandos para compilá-lo sozinho, instalando todas as dependências, sem a ajuda automática do sistema.

Claro, é um sistema mais conservador de certas distribuições GNU/Linux (Slackware e Gentoo para ser mais exato), e também é destinada aos experts. Mas não se preocupem, não é sempre que vocês se depararão com algo assim…

Linux é extremamente personalizável

kde4dot3Certo, eu sei que você provavelmente não vai querer fugir do estilo de desktop mostrado acima, já que é um visual muito familiar ao que você deve estar acostumado.

windows7Mas, você não pode negar também que algumas variadas no visual do sistema podem torná-lo ainda mais agradável e confortável, dando a sensação de que você tem controle total sobre o sistema. E de fato você tem. O Linux é extremamente personalizável, pois é de código aberto, portanto tem sempre alguém criando algo novo para o sistema, seja uma interface gráfica, seja uma funcionalidade nova, um programa novo… Enfim, há sempre algo diferente para o seu sistema, e você pode alterá-lo da maneira que quiser. Claro, algumas dessas alterações requerem um certo conhecimento do sistema e de códigos, mas algumas alterações são tão simples quanto clicar em um botão.

Talvez você ache interessante deixar seu desktop assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34Ou assim:

cinnamon-gnome-shell-forkOu assim:

Openbox-[2]Dentre tantas outras opções… Você é quem manda!

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Citei aqui as diferenças mais marcantes que podem causar um gigantesco impacto para os newbies. Mas se quiser você pode ir lá no site whylinuxisbetter.net e conferir outras tantas diferenças do Linux para os outros SOs.

Em breve a Parte III

Afinal, o que é KDE, GNOME, XFCE, LXDE? (II)


Como vocês podem ver pelo título, eu já fiz um post sobre isso antes, que você pode acessar clicando aqui, e essa é a segunda versão desse post, e eu resolvi torná-la mais explicativas para os usuários que não se contentaram com a resposta simplista que eu dei naquele post. Se você quer saber mais detalhes sobre o assunto, esse será o post perfeito pra você.

Aliás, esse post continua sendo até hoje e de longe um dos mais visitados do blog, com mais de 20 mil visualizações. Por isso resolvi fazer uma segunda versão, mais explicativa e mais profunda do que esse primeiro post.

Então, como já foi dito, KDE/GNOME/XFCE/LXDE são Interfaces Gráficas dos sistemas operacionais livres (podem ser Linux, BSDs, ou qualquer outro sistema operacional de código aberto (não sabe o que é código aberto? Também já expliquei isso no blog! Veja aqui e aqui).

Que diferença faz uma interface gráfica em um sistema operacional?

Essa pergunta possui uma simples resposta: TODA. A Interface Gráfica controla o modo como você interage com o sistema. Vou te dar um exemplo:

Qual deles você prefere?

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Opção 1

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Opção 2

Por um momento esqueça que existe uma distribuição por trás da Opção 2. Apenas pense no que é que você preferiria usar. Se você for um programador e um adepto da velha programação na unha, provavelmente preferiria a primeira opção. Mas se você é um usuário normal, sem conhecimentos específicos da máquina, você escolheria a Opção 2 quase sem pensar.

A Opção 1 apresenta grandes desvantagens para usuários normais. Primeiro que é necessário conhecer a linguagem do computador que está sendo utilizada ali para poder se comunicar com a máquina e conseguir realizar qualquer trabalho. Segundo que não é uma interface muito amigável nem multitarefa justamente por causa do primeiro motivo.

Vivemos na era das Imagens, e tudo aquilo que vemos precisa ser agradável aos olhos. Creio que para a maioria das pessoas, a Opção 2 seria a mais agradável aos olhos e a mais amigável em quaisquer termos.

A Opção 2 apresenta uma Interface Gráfica. A Opção 1 não.

Basicamente, hoje em dia todos os sistemas operacionais possuem interfaces gráficas. Introduzirei algumas delas para vocês:

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Essa é a nova interface do Windows 8, batizada pela Microsoft de Metro em suas versões iniciais. Hoje em dia é simplesmente chamada de Windows 8.

windows7O Windows 7 apresenta uma versão modificada da interface anteriormente apresentada pela Microsoft. Geralmente essa interface é chamada de Aero, assim como os efeitos de janelas.

Stick_With_Windows_XP_DesktopO Windows XP introduziu uma nova era de interfaces gráficas, com uma interface revolucionária conhecida internamente como Luna.

macosO Mac OS foi o primeiro sistema operacional comercial a ser apresentado com uma interface gráfica, ideia esta que havia sido comprada da empresa Xerox nos anos 80. Desde então a Apple tem criado interfaces deslumbrantes, com designs inovadores, como nas novas versões do Mac OS X, que apresenta a interface gráfica chamada Aqua.

Vejam então que no mundo dos sistemas operacionais fechados você está limitado àquilo que o sistema lhe dá por padrão. No Windows depende apenas da versão. No Windows 8 você pode ter Aero e Metro apenas; no Windows 7 apenas Aero; no Windows XP apenas a Luna. No Mac OS X você está limitado ao Aqua e suas funcionalidades.

E no Linux?

Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?

Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.

E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do pinguim.

Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.

E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas… existem muito mais do que isso…

Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.

Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE

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KDE 4.12 no sistema OpenSUSE 13.1

O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.

O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.

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Alguns exemplos de Widgets no KDE 4.3 no Fedora

O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets… Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais…

Esse vídeo mostra um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no Mac OS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.

Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br

Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME

gnome3.10

GNOME 3.10

O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.

As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat, CentOS, entre outras:

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GNOME 2.24 no Ubuntu 8.10, de 2008

Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.

O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity

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Unity no Ubuntu 12.04

Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).

A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.

Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinnamon

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Cinammon no Linux Mint

A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.

Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinnamon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.

Os esforços valeram a pena e hoje o Cinnamon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

MATE

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A interface MATE nasceu em agosto de 2011, alguns meses após o lançamento das primeiras versões do GNOME 3, como uma resposta ao caminho que os desenvolvedores do GNOME estavam tomando. Desenvolvida por um argentino conhecido como Perberos, e atualmente o desenvolvimento é liderado por Sefano Karapetsas, o projeto visa ser uma continuação da interface GNOME 2, conhecido em termos computacionais como um fork, assim como foi com Cinnamon e Unity. Utilizando os códigos originais do GNOME 2, os desenvolvedores utilizaram todas as aplicações que já estavam consolidadas pelo GNOME (Nautilus, Gedit, etc) e renomearam (Caja e Pluma, por exemplo), dando continuidade ao trabalho que era feito.

Atualmente, MATE é uma interface bem estável, bastante indicada para quem quer uma interface mais familiar e amigável, e claro, para quem adorava o GNOME 2, assim como eu.

Ela é geralmente mais leve que GNOME 3, Cinnamon e Unity, mas ainda deve requerer no mínimo 512 MB de RAM para rodar bem.

XFCE

xfceO XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.

Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.

Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.

Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE

desktop_full.previewO LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.

Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox

Openbox-[2]O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

 

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.

Fica a dica,

Abraço!

Finalmente testando o GNOME-Shell


Eu primeiro gostaria de pedir desculpas aos leitores que acessam o blog pela demora na postagem, mas desde dezembro eu não tenho podido me dedicar a quase nenhum projeto por conta de uma grande oportunidade que me apareceu, e eu tive que me dedicar a ela… Mas enfim, vamos ao post!

Não sabe o que é GNOME-Shell, KDE, XFCE, LXDE? Clique aqui!

gnome-logoPor muitos anos eu tenho publicado todos os meus pensamentos nesse blog sobre as mais variadas distribuições, tenho testado interfaces gráficas diferentes. Já ataquei a Unity e passei então a gostar dela, já ataquei o KDE e então me acostumei; e inclusive ataquei o GNOME-Shell, mais conhecido como GNOME 3… mas será que dessa vez eu vou gostar disso?

Bom, pra começar eu “nasci” no Linux usando o GNOME. Minha primeira distro foi Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, que usava GNOME 2, e eu me apaixonei pela distribuição e pelo visual novo que trazia, já que era muito diferente do Windows que eu estava acostumado. Atualizei para a 9.04 Jaunty Jackalope, e fui gostando cada vez mais do Ubuntu. Até que o GNOME resolveu mudar de vez.

Ubuntu_screenshot

Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Os novos conceitos do GNOME 3 chegaram por volta do Ubuntu 10.04, e eu olhava para aquilo com muita desconfiança. O design na época não era tão moderno, e isso me deixava com receio da nova interface. O Ubuntu então lançou a Unity como interface padrão no Ubuntu 11.10, e muitas distros que eu gostava, como Fedora, OpenSUSE e Debian passaram a adotar o GNOME 3 em suas versões padrões. O Linux Mint se recusou a usar o GNOME 3, e desenvolveu uma interface derivada do GNOME 3 conhecida como Cinammon.

cinnamon-gnome-shell-fork

Cinammon do Linux Mint

Naquela época o KDE tinha acabado de ir para a versão 4, e as versões iniciais (4.0, 4.1, 4.2) tinham problemas com a minha máquina, sem falar que eram muuuuuito instáveis. Eu decidi então testar o GNOME 3, pra ver se eu gostava. Mas ele ainda estava em versões iniciais, e teve problemas como o KDE. Eu até cheguei a baixar um CD do Fedora com GNOME 3, e também não funcionou. A Unity então tinha se tornado a única opção, pois o Cinammon do Linux Mint também era muito instável e, apesar de funcionar no meu computador, tinha muitos bugs e não me trazia a sensação do GNOME 2 com o qual eu havia me acostumado.

Acabei me acostumando com a Unity, tentei versões do KDE que funcionavam direito no meu PC, acabei gostando, pois estavam beeeeeeem mais estáveis e com muito menos bugs. E o GNOME 3 sempre foi preterido, pois eu ainda não tinha conseguido executar ele com sucesso. Um dos meus primeiros testes com sucesso aconteceu em uma máquina virtual, e o GNOME 3 ainda era bem ruinzinho, sem falar que ficava bastante lento rodando naquela máquina.

Então eu decidi baixar uma versão Linux que eu estava devendo revisar de novo, e baixei a versão com GNOME 3 para ver se estava funcionando desta vez na minha máquina. Afinal, já se passaram alguns anos, não é possível que ele não funcione agora! Então eu baixei o Fedora 20 “Heisenbug” com GNOME 3 para testar! Eis aqui:

Captura de tela de 2014-01-10 01:47:34A interface é bem limpa, sem nada na tela, sem muitas informações, apenas as informações necessárias compactadas. Quando levo o cursor no canto esquerdo superior da tela, perto de “Atividades” (não é necessário clicar) a interface se torna assim:

Captura de tela de 2014-01-10 01:50:53Outro fato que merece destaque é que as janelas também estão com menos informações: não há botôes de Maximizar, Minimizar, apenas o botão de fechar a janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:54:25Ainda assim é possível maximizar a janela movendo-a para cima completamente. Eu só não entendi muito bem a função daquele ícone que indica o programa, ao lado de atividades. Ele só indica a opção de sair, e não me parece muito útil, já que eu posso apertar o X para fechar a janela, e algumas vezes tem algumas opções para agilizar o processo, mas sei lá.

Em quesito de multitarefas, eu não tenho certeza como o GNOME 3 se sai, mas me parece que ele se comporta bem com múltiplas janelas, já que são necessários poucos cliques para ir trabalhando com uma janela e com outra, apesar de que deve ser entediante ter que ir em Atividades o tempo todo para escolher uma janela:

Captura de tela de 2014-01-10 01:59:11Eu também achei interessante o modo como compactaram as opções:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:49E como estão as configurações:

Captura de tela de 2014-01-10 02:00:59Mas no mais achei que a interface está bem rápida e estável e tanto ela quanto o sistema estão bem robustos. O único problema que tive foi no início, quando a tela de início do Fedora ficou um pouco escangalhada e eu tinha achado que o GNOME 3 ia me deixar na mão, mas o sistema logou certinho. Então acho que vou dar uma chance para o Fedora e para o GNOME 3, passar alguns dias utilizando-os para ver o que eu acho mesmo sobre o sistema e interface, e tentar me livrar do preconceito que tinha contra o novo GNOME 3. Fiquei bastante surpreso com o que descobri, e acho que dessa vez eu posso me render a mais uma interface.

É isso! Espero que tenham gostado. Comentem suas opiniões sobre interfaces gráficas e sobre o GNOME 3. Qual sua interface favorita? Por que a escolheu?

Até mais!

Unity 8 e o novo Mir


Meus pesadelos mais obscuros estão prestes a se tornar realidade, e coisas que tanto critiquei agora farão parte de algo que tanto defendi.

O Windows 8 foi recebido com muitas críticas mistas, e até hoje não conseguiu abocanhar mais de 4% do mercado de aparelhos eletrônicos. E mesmo assim, a lição não foi aprendida por uma das empresas que mais admiro no mundo Linux, a Canonical, mantenedora do Ubuntu Linux. Muita das ações da Canonical eu já critiquei, como a mudança repentina para o Unity, que era muito instável na época, e quando a interface se estabilizou, eu fiquei um pouco mais flexível à mudança.

Mas desta vez, a Canonical introduziu o Unity Next… E está fazendo justamente o que eu mais temia… Segue aí um vídeo do Unity Next rodando sobre a nova plataforma conhecida Mir em que a Canonical está trabalhando.

Antes de mais nada, deixe-me explicar para os iniciantes do que é que eu estou falando, pra todos aqueles que viram o vídeo e não entenderam.

Por muitos anos, o Ubuntu utilizou uma interface gráfica conhecida como GNOME.

Suas variações, Kubuntu, Xubuntu, utilizavam interfaces diferentes (KDE e XFCE, respectivamente), mas isso não vem ao caso.

No ano de 2010, o GNOME passou por uma mudança drástica, que trouxe muitas críticas e desconfianças sobre a nova interface, conhecida como GNOME-Shell, ou GNOME 3.

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GNOME 2, o GNOME presente nas versões 4.10 e 10.10 do Ubuntu

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GNOME 3, ou GNOME Shell, o novo GNOME

A nova interface trouxe muita desconfiança, e a Canonical se pronunciou oficialmente, dizendo que estava quebrando as relações com o projeto GNOME. E com isso, o Ubuntu não estaria com o GNOME 2, nem GNOME 3. Eles fizeram um fork do GNOME, baseando-se num projeto que eles já usavam nas versões Ubuntu Netbook: o Unity.

No começo, o Unity utilizava boa parte do código do GNOME, e mais tarde se tornou uma interface gráfica independente.

11.04

Unity fazendo estreia como interface padrão no Ubuntu 11.04

12-04

Unity no Ubuntu 12.04

Eu comecei bastante desconfiado do Unity quando a versão 11.04 lançou, até fiz um post de primeiras impressões: https://livrelinux.wordpress.com/2011/04/29/primeiras-impressoes-ubuntu-11-04-natty-narwhal/

E também um pouco desconfiado no Ubuntu 11.10: https://livrelinux.wordpress.com/2011/10/15/ubuntu-11-10-review/

E finalmente cedi ao Ubuntu 12.04: https://livrelinux.wordpress.com/2012/04/23/novo-ubuntu-12-04-beta-2/

E há alguns dias atrás eu fiz um post sobre o paralelo entre Ubuntu e Windows 8: https://livrelinux.wordpress.com/2013/03/07/windows-8-despencando-ubuntu-agora-mirando-plataformas-moveis/

E com o vídeo do Unity Next e Mir, meus pesadelos viraram realidade.

Por quê? Oras! Simplesmente deem uma olhada em meu último post: Eu sou um Windows H8ter

Qual é a diferença entre o novo Unity Next e o Estilo Metro do Windows 8?

O Ubuntu está seguindo o mesmo caminho do fracasso que é o Windows 8. Eu sei que o Windows 8 não presta. Eu já usei… E eu não quero ter que dizer o mesmo do Ubuntu…

E antes de terminar o post, eu queria dar uma explicação rápida do que é o Mir de que eu falei no post, sendo que ninguém realmente percebeu o que eu quero dizer com isso. Bem, jovens gafanhotos, o Linux funciona em modo gráfico justamente porque existe um software que o permite existir em modo gráfico, e este software não é o Unity.

O Unity é a interface gráfica, e a interface gráfica sozinha não se comunica com o hardware, ele necessita de uma ajuda especial… Quem faz isso, no caso de muitos Linuxes, é um programa conhecido como X Window System (conhecido popularmente como X11 ou simplesmente X).

Mas de onde vem o Mir que você tanto fala?

Bem, como tudo no mundo Linux, há sempre uma alternativa para diversos softwares. Há quem diga que o X já não é mais tão poderoso, e vem apresentando diversos problemas, e é necessário trocá-lo. E diversas alternativas surgem, como o Wayland, que estava cotado para integrar o Ubuntu 12.04, 12.10 e até mesmo a versão 13.04. Mas o bom e velho X11 continuou. A Canonical disse que o Wayland ainda não estava maduro o suficiente, e decidiu botar a mão na massa.

Em vez de esperar pelo Wayland, eles decidiram criar seu próprio sistema gráfico, conhecido como Mir. Ao que me parece, o sistema está bem estável e funcional, como mostra o vídeo, mas mesmo assim, o Unity NEXT parece estragar toda a experiência.

Me parece que no futuro eu caminharei para o Kubuntu, ou então caminharei para mais um momento de “eu estava enganado sobre tudo aquilo que um dia escrevi…”

Fazer o que, né?

É a vida.

Eu sou um Windows H8er


Acho que não teve um post meu que eu não falasse exclusivamente do Windows…

 

E não vai ser hoje que vou falar só dele não…

 

Mas vamos começar desde o princípio, certamente para esclarecer algumas coisas e deixar alguns Windows Lovers sem alguns argumentos óbvios se estes desejarem me atacar.

Eu nasci e cresci usando Windows. Usei durante quase minha vida inteira o sistema operacional da Microsoft, e eu tinha uma extrema aversão ao Linux, porque para mim o Linux era nada mais nada menos do que uma cópia malfeita do Windows, e, cá entre nós, eu não sou muito fã de cópias. Mas quando eu era menor eu não tinha a menor ideia do que realmente era Linux, e só ouvia comentários maldosos de pessoas dizendo que usaram Linux no passado e que era muito complicado e não valia a pena.

Tive amigos de internet que me mandaram screenshots de seus desktops com Linux (distro Satux) e eu vi que aquele desktop era muito parecido com o do Windows, mas tinha muitos detalhes mal copiados, e eu criava uma raiva do Linux por tentar ser o sistema da Microsoft.

Foi numa conversa utilizando o agora falecido Messenger da Microsoft (olha que ironia) que fui apresentado ao Linux. Um amigo meu simplesmente resolveu me apresentar a um sistema operacional que não tinha vírus e que era gratuito. O argumento: “não tem vírus” fazia minha cabeça explodir! Como isso era possível? Um sistema operacional sem vírus? Como assim?

Ele me mostrou uma screenshot parecida com esta aqui:

hardy-heron1E por qualquer que seja o motivo, eu fiquei interessado naquele “misterioso sistema gratuito sem vírus”.

Ele me mandou o nome… Um nome estranho, que eu achei engraçado na hora… Ubuntu, que à primeira vista eu li como se fosse Ubuntú, e mais tarde descobri que o correto seria Ubúntu.

Eu entrei no website brasileiro do misterioso Ubuntu, cujo ele havia me enviado o link, e lá eu li uma das coisas que mais temia: “… Ubuntu é uma distribuição Linux…”. À primeira vista eu não entendi bem o que isso significava… “Distribuição Linux”, mas que raios é isso? Linux não é só um sistema operacional?

Papai Google me ajudou em minha pesquisa, e eu acabei descobrindo a verdade. O Linux era um núcleo, e o conjunto de pacotes formava uma distribuição, um sistema à parte. O tal do Ubuntu era só mais um dos tantos pacotes Linux que haviam no mundo.

Eu baixei a versão 8.10 do Ubuntu, para que eu pudesse testá-lo pela primeira vez… E me encantei! Instalei através do Wubi, e raramente logava no Windows…..

Até que os jogos voltaram…

Houve uma certa explosão de jogos nos últimos tempos e a popularização em massa das lojas de jogos virtuais feitos para Computador. E desde minha infância eu sou fã de jogos… E dependo deles… Afinal, eles são basicamente “minha profissão” (não oficialmente ainda, mas estamos trabalhando nisso…)

O SO líder de mercado e o qual os jogos se voltam completamente é, por culpa de um destino amaldiçoado, o Sistema da Microsoft……. E por isso dependo dele…. de certa forma…

A STEAM já chegou no Linux (por favor, me diga que você SABE o que é STEAM), e com ela chegou Counter Strike Source (que eu já tenho, por falar) e mais outros 50 jogos, e mais vêm sendo portados em massa para a plataforma do Pinguim… Mas certos jogos que eu gosto ainda não foram oficialmente portados e têm uma perda de desempenho significativa no Wine ou então não rodam nesta magnífica ferramenta…

E é por isso que, temporariamente, eu necessito do Windows……. até o Pinguim conseguir abocanhar de vez este mercado.

 

Uma introdução um tanto longa para o ponto principal deste post, mas vamos ao que realmente interessa…

Há alguns posts atrás eu cheguei a dizer de um certo notebook Dell que eu havia ganhado e tal… pois bem… O pobre ser que vos escreve teve a grande infelicidade de tropeçar no cabo de força enquanto o notebook estava carregando em cima de uma mesa. O resultado? O notebook nunca mais foi o mesmo.

Duas tentativas se foram de tentar consertar o notebook utilizando a garantia, e foram um tanto quanto fracassadas. O notebook funcionou por algum tempo, até que você resolve levá-lo para algum lugar, e depois ele simplesmente se recusa a funcionar.

O jeito é, infelizmente, comprar um computador novo.

E eu o fiz. Comprei um novo notebook, desta vez da Lenovo…

Mas estamos em tempos infelizes no mercado de computadores, jovens padawans, em muitas lojas de computadores você não consegue encontrar Linuxes, e nem mesmo Windows 7 para nos salvar do terror que é….. o Windows 8…..

Bleeeergh… Esse nome me dá desgosto, me dá calafrios, de tão terrível que é o sistema!

Sim… Eu acabei sendo obrigado a comprar um notebook com o sistema horrível da Microsoft! Eu perguntei a todo o custo se o pessoal da loja poderia remover o Windows 8 antes da compra, ou se podiam fazer downgrade antes de me vender esta praga, mas eles disseram que não, que eu deveria fazer o downgrade sozinho ou com a ajuda de um técnico… Eles só vendiam aquele tipo de notebook com o Windows 8… E eu tive de aceitar…

Resolvi dar a ele uma chance… Uma singela chance… Será que o Windows 8 consegue ser tão ruim quanto meus testes me mostraram? Será que ele ainda consegue me convencer que há alguma coisa que preste neste sistema horroroso?

Felizmente, eu não me provei errado, e minha teimosia de comprar um notebook com Windows 8 (embora o notebook seja ótimo) tem se mostrado uma grande experiência até agora… Grande experiência porque agora eu tenho realmente certeza de que o Windows 8 não presta para nada.

Muito simples. Eu liguei o computador pela primeira vez e fui recebido com um “Hi”… e logo em seguida, fui convidado a configurar primeiramente o Windows 8… processo entediante e demorado, e enquanto tudo configurava, eles me mostravam algumas das novidades do Windows 8….

A tela inicial do Metro, aqueles “tiles”…. AAAAAAAArgh, eu quase morri quando vi a feiura, quando simplesmente me toquei no que estava fazendo… O colorido, o circo…. bleergh… mas vamos lá….

Skype instalado por padrão… mas não estava funcionando até fazer um update…. E para a minha infelicidade, o Skype não está disponível no modo desktop, apenas no modo ridículo do Metro…

Dividir a tela entre Desktop e o Metro não é prático, e os atalhos não são fáceis… O botão Iniciar faz muuuuuuuuuuuuuita falta, embora não seja só isso que enfraqueça o Windows 8.

INTERNET EXPLOOOOOREEER AAAAAAAhHHH! Eu tive de utilizá-lo, mas não foi minha culpa!! Era o único jeito para baixar o Mozilla Firefox que, graças a Deus, está só disponível na versão Desktop!

A junção entre Desktop e Metro certas horas não é legal, é terrível, e há certas coisas que realmente irritam. Eu também andei tendo problemas com o Wifi. Lendo na internet acabei descobrindo que o Windows 8 é quem está causando tais problemas neste notebook e fui aconselhado a baixar um programa de gerenciamento feito para Windows 7… mas não deu certo mesmo assim… Está funcionando agora, mas de vez em quando dá certos problemas…

E eu finalmente tentei o motivo principal pelo qual eu ainda uso Windows: jogos! E especialmente aqueles jogos que não têm para Linux….

E utilizei também uma loja que não tem no Linux: a Origin, a loja da EA. E dela eu baixei o FIFA 13, um dos meus jogos prediletos, e tentei executá-lo………

E….

Ele não está rodando no Windows 8 nem em modo de Compatibilidade….

 

 

Chega… cansei de Windows 8………

Testando Chakra


Eu adoro testar distribuições diferentes para descobrir coisas novas, enfrentar medos antigos, e quebrar certos preconceitos.

Eu já tinha ouvido falar muito de uma distribuição conhecida como Chakra Linux, mas nunca me dei ao trabalho de testá-la formalmente. Um dos motivos para isso é que o tal Chakra foi feito exclusivamente para ser um showcase dos “produtos” KDE. Tive algumas más experiências no passado com o KDE, mas já está tudo praticamente resolvido, eu só não usava o KDE por muito tempo, não tinha conciência alguma de quaisquer mudanças que o KDE poderia ter passado…

Resolvi dar uma chance ao Chakra no meu notebook Dell, usando um Pen Drive para rodar o SO em modo live (utilizei o programa chamado Linux Live USB para gravar a imagem .iso do Chakra no Pen Drive, algo que eu nunca tinha feito antes, mais uma experiência nova…)

chakraEste aí é o Desktop padrão do Chakra.

Você nunca ouviu falar deste sistema? Sem problemas, eu vou te apresentá-lo!

O Chakra é uma distribuição Linux que nasceu de um princípio conhecido em inglês como KISS (Keep It Simple, Stupid! – em tradução literal: Mantenha Isso Simples, Idiota!). Tá, pode parecer meio agressivo à primeira vista, mas a ideia de todo o conceito é justamente o que o Ubuntu, o Fedora e várias outras distros tentam fazer com o Linux: manter tudo simples para o usuário final.

A distribuição nasceu como uma derivação do  Projeto Arch Linuxuma grande distribuição Linux que dá grande liberdade ao usuário. Um dos maiores obstáculos ao uso do Arch é que ele não é tão amigável como distros como Ubuntu, Fedora e o Chakra. A instalação é feita em tela de comando, o que assusta muitos novos usuários Linux que buscam distros simples. Essa tela de comando te dá total liberdade de escolher basicamente todos os pacotes que vão vir no seu sistema, algo muito parecido com o que o Slackware Linux faz, mas de uma forma mais sutil. (Pra quem não sabe, o Slackware é a distro Linux mais antiga, seguida pela Debian, e também a mais conservadora. Seu método de instalação é conhecido pelo o que chamamos “na raça”, pois é tudo na linha de comando)

O Chakra simplesmente pegou a complexidade do Arch e transformou em algo simples, amigável, e até possível em executar como Live DVD.

O Chakra também tem como objetivo mostrar do que o KDE é capaz. Uma das propostas do projeto é mostrar um mundo “sem GTK”, que é a linguagem na qual o GNOME, outra Interface Gráfica popular em distros Linux e BSD, foi escrita. Isso não quer dizer que programas que tem boa parte de seu código em GTK, como GIMP ou Inkscape, não vão rodar no Chakra, pelo contrário, o Chakra consegue mascarar a interface GTK para deixá-la mais próximo da interface que o KDE usa, conhecida como Plasma. Na prática, isso quer dizer que o Chakra basicamente deixa o GIMP com visual mais bonito e integrado ao KDE.

De uns anos para cá o Chakra deixou de ser uma derivação do Arch e passou a seguir como uma distro independente. A distro segue um ciclo de lançamentos conhecido como Rolling Release, ou seja, a distro está sendo continuamente atualizada, e não há uma versão 100% certa. E também, o Chakra visa ser quase 100% software livre, mas também permite a instalação de drivers não-livres e outros programas.

http://www.chakra-linux.org/welcome.html

 

Mas e aí? O que foi que eu achei do Chakra? Como está sendo minha experiência com o Sistema?

Bom, eu resolvi testar o sistema de um USB Live, como eu já mencionei no começo do post. E também mencionei que já tive diversas experiências com o KDE, mas estava há algum tempo afastado da interface gráfica e estava bastante curioso para descobrir como ela havia evoluído.

E devo dizer que o Chakra impressiona bastante. Logo de cara eu já vejo que os efeitos visuais do KDE estão ativados e são incríveis e suaves. E também noto que a lista de programas abertos segue um padrão parecido com o do Windows 7, onde apenas os ícones dos programas são mostrados, e seus nomes se omitem.

Eu consigo perceber também certas mudanças sutis no KDE, na localização de certas coisas, e também na complicação de coisas simples…

Eu infelizmente tive um problema logo quando comecei a escrever este post.

Não por causa do navegador que já vem instalado, o rekonq (que por sinal é bem fraquinho, na minha opinião), mas por causa do teclado. Eu já disse no começo que rodei o Chakra de um notebook Dell que ganhei, e o notebook tem um teclado no estilo Americano, e não possui certas teclas como no teclado padrão português.

Eu fui nas Configurações de Sistema para poder ajeitar tudo. Quando instalei o Ubuntu, foi um processo bem mais rápido mexer nos Layouts do Teclado e trocar algumas coisas, que eu já podia fazer combinações de teclas para formar certos acentos no teclado, como por exemplo: ç, é, á, í, ó, ã, õ.

Me levou algum tempo para encontrar como se configurava o teclado, e eu tentei configurar do mesmo jeito que eu havia feito no Ubuntu: Teclado English (US, alternative international).

Muitas das teclas funcionam como deveriam, exceto pelo cedilha. Quando tento escrever o cedilha usando essa configuração, (que no Ubuntu funcionava perfeitamente) o sistema me sai com um ć.

Eu tentei mudar o teclado para o padrão Brasileiro, mas fiquei confuso porque o desenho das teclas é bem diferente, mas foi aí que eu consegui pegar o ç. Não descobri a combinação de botões que formam o cedilha no teclado English US Alternative International, por isso eu copiei e colei a letra quando necessitei, já que tive os problemas com o padrão Brasileiro.

Além disso, tive alguns problemas de incompatibilidade e bugs bizarros entre o rekonq e o WordPress, quando fui adicionar uma imagem no post e simplesmente todo meu texto havia sumido e a imagem não me deixava alterar nada. Quase perdi todo meu texto por causa deste bug, mas tá valendo né?

 

Olhando agora pelos programas que vêm instalados no Chakra, você não encontra a suíte LibreOffice, a qual eu prefiro infinitamente sobre a suíte Calligra, que é a que vem instalada no sistema. Claro, o Chakra foi feito justamente pra mostrar o que o KDE tem de melhor, e a suíte Calligra está entre elas, mas isso não quer dizer que a Calligra é melhor que o LibreOffice.

 

Enfim, no mais, tirando todos esses problemas chatos que eu tive, eu gostei bastante da minha experiência com o Chakra Linux, acho um trabalho fantástico, uma distro bastante estável e é um forte candidato a ser instalado no meu notebook no lugar do Ubuntu. Recomendo!